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terça-feira, 8 de janeiro de 2013 Isso é Brasil, Ídolos | 14:07

O premiado começo de ano do esporte olímpico do Brasil

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A ponteira Alexandra Nascimento sobe para fazer mais um gol nos Jogos de Londres

Atualizado

O começo de 2013 não poderia ser melhor para o esporte olímpico do Brasil. Nem bem a segunda semana do ano terminou e pintaram duas notícias dando conta de premiações (ou futuras premiações). A primeira foi a eleição da ponteira Alexandra Nascimento como melhor jogadora do mundo no handebol, após pesquisa feita pela IHF (Federação Internacional de Handebol). Destaque na bela campanha do Brasil nas Olimpíadas de Londres (quando o time ficou em sexto lugar), Alexandra recebeu 28% dos votos dos internautas.

O prêmio tem ainda mais relevância por dois aspectos: primeiro, a falta de tradição do Brasil na modalidade. Depois, pelo fato de ela ter ficado à frente de jogadoras mais consagradas (inclusive das campeãs olímpicas norueguesas) e tendo sido escolhida por um público que realmente acompanha a modalidade. Claro que o fato de atuar no Hypo, da Áustria, uma das melhores equipes do mundo, também aumentou a visibilidade da brasileira. Uma escolha mais do que merecida.

Outra bela notícia veio no basquete, com as indicações do ex-cestinha Oscar Schmidt e do técnico Togo Renan Soares, o Kanela, para tentar um lugar no Naismith Memorial Basketball, em Springfield (EUA). Este é o Hall da Fama mais badalado da modalidade, onde estão imortalizadas estrelas como Michael Jordan, Magic Johnson e Kareen-Abdul Jabar. Entre os brasileiros, Hortência Marcari e Ubiratan Maciel já foram admitidos.

A chegada de Oscar é até tardia, embora o Naismith tenha algumas regras para receber as indicações, entre elas a de estar pelo menos cinco anos aposentado das quadras. Mas já passou do tempo para Oscar integrar a lista dos grandes do basquete mundial. Sem dúvida que sua atuação assombrosa na final do Pan-Americano de Indianápolis 1987, quando ele destruiu a seleção dos EUA na final, ajudará em sua eleição.

A presença de Kanela também é mais do que merecida. Os mais novos talvez não saibam, mas ele foi o grande responsável em montar a chamada “geração de ouro” do basquete brasileiro, que foi bicampeã mundial (1959/63) e duas vezes medalhista olímpica (bronze em Roma 1960 e Tóquio 1964).

Atualização: no começo da tarde desta terça-feira, a CBB (Confederação Brasileira de Basquete) enviou email confirmando que o nome do ex-ala Amaury Pasos também integra a lista de indicados ao Naismith Memorial Basketball, que por engano referiu-se ao bicampeão mundial erroneamente como Thiago Pasos. Ao lado de Wlamir Marques, Amaury era um dos principais nomes da seleção comandada por Kanela na década de 60.

Notas relacionadas:

  1. Um raio-X do esporte no Brasil
  2. As belas lembranças de outubro no esporte brasileiro
  3. Hora de uma revisão histórica no esporte brasileiro
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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012 Ciclo olímpico, Listas, Mundiais | 12:25

O calendário 2013 do esporte olímpico

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Cartaz promocional do Mundial de esportes aquáticos de 2013, em Barcelona

Atualizado em 3/1/2013

O primeiro ano do próximo ciclo olímpico não tem nenhum grande evento poliesportivo pela frente. Mas está longe de ser considerado um “ano morto” para quem gosta de acompanhar os esportes olímpicos. Em diversas modalidades olímpicas, estão programados campeonatos mundiais que para estes esportes têm uma importância considerável.

As vedetes do calendário 2013 serão os Mundiais de atletismo, em agosto, na Rússia, e de esportes aquáticos (natação, polo aquático, nado sincronizado, saltos ornamentais e maratona aquática), na Espanha, entre julho e agosto.

Mas o ano também reserva, além das principais competições do tênis internacional, como os tradicionais torneios do Grand Slam, os torneios continentais de basquete, eliminatórios para os Mundiais do ano que vem. E para não dizer que não há nenhuma competição poliesportiva no ano que bate à porta, 2013 terá a edição da Universíade, as Olimpíadas universitárias, em Kazan (Rússia), no mês de julho.

Confira abaixo o calendário 2013 dos principais eventos esportivos entre os esportes olímpicos.

Obs: agradecimento ao companheiro Guilherme Costa, do ótimo blog Brasil no Rio, pela correção em relação à informação sobre o Mundial de Hipismo, que na verdade refere-se a competições voltadas para cavalos novos e não se trata dos tradicionais mundiais da categoria

E o blogueiro aproveita também para desejar um Feliz 2013 aos leitores!

JANEIRO

11 a 27 – Mundial masculino de handebol – Espanha
14 a 27 – Aberto da Austrália de tênis

FEVEREIRO

1 a 3 – Copa Davis de tênis (1ª rodada)
18 a 24 – Liga Mundial masculina e feminina de hóquei sobre grama – Rio de Janeiro (BRA)
20 a 24 – Mundial de ciclismo de pista – Minsk (BLR)

ABRIL

5 a 7 – Copa Davis de tênis (4ª de final)

MAIO

4 a 26 – Giro d’Italia de ciclismo estrada – Itália
13 a 20 – Mundial de tênis de mesa de Paris (FRA)
27/5 a 9/6 – Torneio de tênis de Roland Garros – Paris (FRA)

JUNHO

7/6 a 21/7 – Liga Mundial masculina de vôlei – vários locais
15 a 30 – Campeonato Europeu feminino de basquete – França
22/6 a 1º/7 – Campeonato Mundial masculino e feminino de rúgbi 7 – Rússia
24/6 a 7/7 – Torneio de tênis de Wimbledon – Londres (ING)
24 a 28 – Campeonato Mundial de ciclismo BMX – Auckland (NZL)
29/6 a 27/7 – Tour de France de ciclismo de estrada – França

JULHO

1 a 8 – Copa Asiática feminina de basquete – local a definir
1 a 7 – Campeonato Mundial de vôlei de praia – Polônia
6 a 17 – Universíade – Kazan (RUS)
15 a 21 – Campeonato Mundial de taekwondo – Puebla (MEX)
19/7 a 4/8 – Campeonato Mundial de esportes aquáticos – Barcelona (ESP)
20 a 29 – Campeonato Mundial de atletismo paraolímpico – Lyon (FRA)
30/7 a 11/8 – Campeonato Mundial de vela 470 – La Rochelle (FRA)

AGOSTO

1 a 11 – Copa Asiática masculina de basquete – Líbano
2/8 a 1]/9 – Grand Prix feminino de vôlei – vários locais
4 a 11 – Campeonato Mundial de badminton – Guangzhou (CHN)
5 a 15 – Campeonato Mundial paraolímpíco de natação – Montreal (CAN)
8 a 18 – Copa Africana masculina de basquete – a definir
10 a 18 – Campeonato Mundial de atletismo – Moscou (RUS)
14 a 16 – Copa da Oceania masculina de basquete – a definir
23 a 31 – Campeonato Mundial de vela Finn – Talinn (EST)
24/8 a 15/9 – Vuelta a España de ciclismo estrada – Espanha
25/8 a 1º/9 – Campeonato Mundial de remo – Chungju (COR)
26/8 a 8/9 – Aberto dos EUA de tênis – Nova York (EUA)
27/8 a 1º/9 – Campeonato Mundial de canoagem velocidade – Duisburg (ALE)
27/8 a 1º/9 – Campeonato Mundial individual e equipes de judô – Rio de Janeiro (BRA)
28/8 a 1º/9 – Campeonato Mundial de ginástica rítmica – Kiev (UCR)
29/8 a 7/9 – Campeonato Mundial de vela Star – San Diego (EUA)
30/8 a 11/9 – Copa América masculina de basquete – Caracas (VEN)
30/8 a 6/9 – Campeonato Mundial de vela Laser Radial – Dun Laoghaire (IRL)

SETEMBRO

1 a 3 – Copa da Oceania feminina de basquete – a definir
4 a 22 – Campeonato Europeu masculino de basquete – Eslovênia
11 a 15 – Campeonato Mundial de canoagem slalom – Praga (CHE)
11 a 15 – Campeonato Mundial de triatlo (final) – Londres (ING)
13 a 15 – Copa Davis de tênis (semifinal e repescagem)
14 a 25 – Campeonato Mundial de tiro esportivo (trap e skeet) – Lima (PER)
16 a 22 – Campeonato Mundial de lutas – Budapeste (HUN)
21 a 29 – Campeonato Mundial de vela 49er – Marselha (FRA)
23 a 29 – Copa Africana feminina de basquete – a definir
29/9 a 6/10 – Campeonato Mundial de tiro com arco – Antalya (TUR)
30/9 a 6/10 – Campeonato Mundial de ginástica artística – Antuérpia (BEL)

OUTUBRO

4 a 20 – Campeonato Mundial de boxe – Almaty (KAZ)
16 a 23 – Campeonato Mundial de levantamento de peso – Varsóvia (POL)
Data a definir – Copa América feminina de basquete – a definir

NOVEMBRO

4 a 11 – Finais da ATP de tênis – Londres (ING)
7 a 10 – Campeonato Mundial de ginástica trampolim – Sofia (BUL)
12 a 17 – Copa dos Campeões feminina de vôlei – Japão
14 a 23 – Campeonato Mundial de vela Laser Standard -Musannah (OMA)
15 a 17 – Copa Davis de tênis (final)
19 a 24 – Copa dos Campeões masculina de vôlei – Japão

DEZEMBRO

6 a 22 – Campeonato Mundial feminino de handebol – Sérvia

Notas relacionadas:

  1. De olho em Londres 2012, mundiais agitam esporte olímpico
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  3. Veja quem são os atletas brasileiros classificados para as Olimpíadas de Londres 2012
Autor: Marcelo Laguna Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012 Isso é Brasil, Seleção brasileira | 19:43

Um pesadelo que custa R$ 5,4 milhões

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Fernanda vibra após marcar um de seus cinco gols diante da Croácia, no Mundial de 2011. Hoje, a CBHb sofre para quitar as dívidas referentes à organização do torneio

Chega a ser irônico que justamente no ano que em o handebol alcançou sua maior visibilidade, após a excepcional campanha nas Olimpíadas de Londres 2012, com o sexto lugar obtido pela seleção feminina, a modalidade esteja passando pelo sufoco de ver ameaçada sua participação em competições internacionais, por causa de uma dívida de 2,37 milhões de francos suíços, cerca de R$ 5,4 milhões. Tudo por causa de um empréstimo que a CBHb (Confederação Brasileira de Handebol) fez com a IHF (Federação Internacional de Handebol) para organizar o Campeonato Mundial feminino, há exatamente um ano, em São Paulo.

Conversei há pouco com Manoel Luiz Oliveira, presidente da CBHb. A íntegra do papo você pode conferir aqui. Ele esbanja otimismo e diz que o Brasil irá quitar a dívida, acabando assim com a ameça de ser excluído, por exemplo, do Mundial masculino, que será realizado em janeiro, na Espanha.

O dirigente resolveu falar por conta de diversas notícias que começaram a respingar em redes sociais nesta segunda-feira, originadas em sites especializados, dando conta que o Brasil seria substituído pelo Uruguai, justamente pelo não pagamento da dívida. Oliveira contesta, assegura que prorrogou o prazo até 15 de dezembro e que tudo não passa da boa e velha fofoca. A fonte seriam jornalistas argentinos, incitados pela federação local, que segundo Oliveira infla uma rivalidade exagerada com o Brasil.

O fato é que o Brasil deu um passo maior do que as próprias pernas para organizar o Mundial. É a mesma coisa que você, leitor(a), decidir comprar um carro importado quando o orçamento cabe, no máximo, um bom popular 1.0 made in Brazil. Claro que os efeitos de trazer um Mundial para o país – além da boa campanha, com aquele histórico quinto lugar – são inquestionáveis.

O pesadelo para conseguir quitar a dívida, contudo, vem tirando o sono de Oliveira. Mas ele não se arrepende em ter feito o torneio. “Do contrário, como iriam conhecer todo o potencial desta seleção feminina? Hoje, o Brasil é um dos países mais bem conceituados na IHF”, diz o dirigente.

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Autor: Marcelo Laguna Tags: , , ,

terça-feira, 9 de outubro de 2012 Olimpíadas, Seleção brasileira | 21:14

Antes da alta, Dani Piedade vira ‘Banana de Pijama’

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Dani Piedade recebe a visita de Duda Amorim no hospital, antes de receber alta

A melhor notícia para o esporte olímpico brasileiro nesta terça-feira foi a alta hospitalar da pivô da seleção brasileira feminina de handebol, Dani Piedade, internada há dez dias em um hospital da Eslovênia, após ter sofrido um AVCI (Acidente Vascular Cerebral Isquêmico), ainda quando fazia o aquecimento para disputar um amistoso.

E enquanto os médicos anunciam que ainda irão fazer uma investigação mais detalhada para saber as causas do incidente que afetou a pivô, Dani Piedade já mostrava sinais de plena recuperação antes mesmo de deixar o hospital. Sua colega de seleção, Duda Amorim, postou uma foto em sua página do Twitter. “Visita para tia Dani, uma verdadeira banana de pijama :) ))”.

Não se sabe ainda quando e se Dani Piedade, de 33 anos e que integrou a seleção feminina nas Olimpíadas de Londres 2012, voltará a jogar após este pequeno derrame. Tudo indica que sim. O mais importante é ela estar bem e podendo brincar com suas companheiras de seleção brasileira.

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Autor: Marcelo Laguna Tags: , ,

terça-feira, 11 de setembro de 2012 Olimpíadas, Seleção brasileira | 19:29

Prêmio de Morten Soubak é um pouco do Brasil também

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Morten Soubak foi escolhido pelo segundo melhor técnico do handebol feminino do mundo

Não se pode levar muito a sério enquetes na internet. A princípio, elas servem apenas para dar uma amostragem do que pensa, num determinado momento, o internauta que frequenta determinado site. O maior exemplo foi quando, em 2000, a Fifa quis saber quem foi o melhor jogador do século e a galera escolheu Maradona, antigo desafeto da entidade. Como a Fifa queria premiar Pelé de qualquer maneira, o jeito foi dar ao craque argentino o prêmio de melhor jogador do século escolhido “pela internet”, enquanto o Rei do Futebol acabou sendo o escolhido pelo “colégio eleitoral” da casa…

Mas ressalvas à parte, foi muito importante a escolha do dinamarquês Morten Soubak como o segundo melhor técnico de handebol feminino do mundo, de acordo com pesquisa realizada pelo site da IHF (Federação Internacional de Handebol). E o motivo para se festejar o resultado é simples: a escolha de Soubak como um dos melhores técnicos do mundo reflete o excelente momento pela qual passa o handebol feminino do Brasil, que é dirigido pelo dinamarquês desde 2009.

Pois foi com o trabalho competente e sem estrelismo de Soubak que o Brasil, um país sem tradição alguma na modalidade, conquistou em menos de um ano os melhores resultados de sua história, que foram o quinto lugar no Mundial de 2011, realizado em São Paulo, e o sexto lugar nos Jogos Olímpicos de Londres, quando cumpriu uma campanha brilhante, parando apenas nas quartas de final, sendo eliminado pela Noruega, que foi a campeã olímpica.

O prêmio de Morten Soubak também é do handebol feminino brasileiro.

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terça-feira, 7 de agosto de 2012 Com a palavra, Imprensa, Olimpíadas, Pan-Americano, Seleção brasileira | 15:15

Até quando o brasileiro será iludido pelas glórias do Pan?

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Goleira Chana é consolada pela companheira Deonise, após a eliminação do Brasil no handebol feminino

“A gente fez um trabalho maravilhoso,  só que ainda ficamos nos detalhes. Falta de experiência em decisão também pesou. Por que decidir Pan-Americano ou Sul-Americano não tem comparação com jogo decisivo numa Olimpíada”



Declaração da pivô Dani Piedade, da seleção brasileira feminina de handebol, após a eliminação ocorrida nesta terça-feira para a Noruega, pelas quartas de final dos Jogos Olímpicos de Londres. A despeito da tristeza que a derrota causou, as palavras de Dani merecem uma profunda reflexão de todos nós, jornalistas e torcedores, que acompanham e curtem esportes olímpicos.

Nesta terça-feira, vimos dois brasileiros competindo no triatlo, Reinaldo Colucci e Diogo Sclebin, chegarem longe do pódio; no levantamento de peso, Fernando Reis não conseguiu repetir sua melhor marca e não passou das eliminatórias; na vela, Ricardo Winicki, o Bimba, encerrou sua participação em nono lugar, sem nunca ter chegado perto da zona de medalha.

O que eu quero com tudo isso não é colocar estes atletas no paredão e mandar o pelotão de fuzilamento abrir fogo. Eles certamente fizeram o que estava dentro do possível, para a condição deles.

O que merece ser analisado é que, para uma parcela absoluta do público que não acompanha o dia a dia das modalidades olímpicas, a impressão que fica é que, sempre no ano seguinte após uma disputa de Jogos Pan-Americanos, o Brasil chegará às Olimpíadas e conseguirá repetir o desempenho. Pode ter certeza que essa é a imagem que fica.

E a culpa é de quem? Bem, algumas vezes do próprio atleta, que inebriado pela conquista de uma competição continental de nível mais fraco, acaba criando ele mesmo falsas expectativas; outra parcela cabe à própria imprensa, que por necessidade de audiência ou para vender mais jornais, acaba “bombando” demais um evento sem as necessárias ponderações críticas.

Por fim, cabe ao COB (Comitê Olímpico Brasileiro), que também ajuda a criar esta onda de oba-oba, ao sempre levar suas estrelas para competir, em muitas modalidades, com atletas de equipes “B” dos EUA ou Canadá.

Por isso, antes de procurar a primeira rede social para xingar aquele atleta que deu “vexame”, pense duas vezes. Talvez você também seja um destes iludidos do Pan.

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quarta-feira, 20 de junho de 2012 Olimpíadas, Seleção brasileira, Uniformes | 18:59

Handebol feminino vai de clima ecológico em Londres 2012

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Animada com bons resultados em amistosos disputados neste ano, e especialmente após o quinto lugar no Campeonato Mundial realizado em São Paulo, no final de 2011, a seleção brasileira feminina de handebol irá para as Olimpíadas de Londres 2012 de roupa nova. Nesta terça-feira, as jogadoras participaram do lançamento do novo uniforme da equipe, da marca Asics, em São Paulo.

A principal novidade ficou por conta do design das peças, todas com estampas inspiradas na fauna brasileira, com desenhos de araras e estampas de onça sobreposta. As jogadoras aprovaram os novos modelos, gostando especialmente do novo short, com forro por baixo. “Como sempre pulo bastante, às vezes, com o antigo uniforme, tinha que tomar mais cuidado com os movimentos. Agora, não vou precisar me preocupar”, brincou a ponta Jéssica.

Confira algumas fotos dos novos uniformes do handebol feminino do Brasil nas Olimpíadas:

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quinta-feira, 31 de maio de 2012 Olimpíadas, Seleção brasileira | 07:31

Handebol feminino teve a melhor ‘mão’ entre todos os sorteios

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A seleção brasileira feminina de handebol comemorou seu grupo nas Olimpíadas

Ainda falta acontecer a definição dos grupos do torneio masculino de vôlei, mas uma coisa é certa: entre as seleções brasileiras que disputam os esportes coletivos nos Jogos Olímpicos de Londres 2012, ninguém se deu tão bem quanto as garotas do handebol, que escaparam do chamado “grupo da morte”, após o sorteio realizado nesta quarta-feira, evitando assim duelos contras as fortíssimas Noruega, França, Espanha e Dinamarca ainda na primeira fase da competição.

Duvida? Então é só relembrar o que já rolou entre os sorteios dos esportes coletivos…

Aparentemente, o futebol masculino encarou uma moleza. Mas o time de Mano Menezes terá pela frente um país africano (Egito) – e o Brasil sempre se complica com africanos em Olimpíadas – , um representante do Leste Europeu (Belarus), que costuma ser um rival difícil de ser batido, e conta somente com a Nova Zelândia como única baba genuína na chave.

No futebol feminino, fora Camarões, a pior colocada no ranking da Fifa entre as quatro integrantes da chave, o Brasil poderá ter problemas contra Grã-Bretanha (cuja base deve ser a Inglaterra, nona colocada na lista) e Nova Zelândia (24º colocado).

De volta aos Jogos Olímpicos depois de 16 anos, o basquete masculino também não encontrou nenhuma chave “mamão com açúcar”, assim podemos dizer. Terá a Espanha, atual vice-campeã olímpica, como única pedreira, mas não se pode dizer que a Austrália seja um rival fraco, pois tradicionalmente gosta de complicar o jogo para o time brasileiro, e terá um rival vindo do fortíssimo Pré-Olímpico mundial. Pode pintar, por exemplo, uma Grécia ou uma Lituânia da vida…

Em compensação, o grupo do basquete feminino foi uma autêntica roubada.  Para começar, terá a Rússia, uma das potências da modalidade; depois, terá a Austrália, três medalhas de prata olímpicas consecutivas (Sydney 2000, Atenas 2004 e Pequim 2008). E ainda virão duas equipes do Pré-Olímpico mundial, como algum time europeu chato (Rep. Tcheca) ou um asiático carne de pescoço (Japão ou Coreia do Sul).

Agora, pedreira mesmo vai encarar o vôlei feminino do Brasil. Diferentemente de outras modalidades, aqui as seleções foram divididas de acordo com critérios pelo ranking da FIVB (Federação Internacional de Vôlei). E foi por causa disso que sobrou para a seleção brasileira rivais como EUA (atuais vice-campeãs olímpicas), Sérvia (campeã europeia de 2011), China (bronze em Pequim 2008) e a surpresa Turquia, dirigida pelo  técnico brasileiro Marco Aurélio Motta.

Diante de tudo isso, a chave do handebol feminino do Brasil nas Olimpíadas é bem mais tranquila. Tem uma superpotência como a Rússia, é verdade, mas tem dois rivais fracos (Angola e Grã-Bretanha), um time “ganhável” (Croácia) e um jogo bem parelho (Montenegro).

Se a equipe comandada pelo técnico dinamarquês Morten Soubak conseguir manter a atual performance dos ultimos amistosos (e também contar com um pouquinho de sorte), terá enormes chances de brigar por uma inédita medalha para o handebol brasileiro.

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quarta-feira, 11 de abril de 2012 Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 23:40

Cartola do handebol enche a bola de ex-treinador da seleção

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Manoel Luiz Oliveira elogiou a passagem de Javier Custa na seleção masculina

Como já era esperado, terminou nesta quarta-feira a passagem do espanhol Javier Garcia Cuesta no comando da seleção brasileira masculina de handebol. Após fracassar na tentativa de classificar o Brasil para as Olimpíadas de Londres 2012, ao não ficar com uma das duas vagas em disputa no Pré-Olímpico de Gotemburgo, ele anunciou sua saída da equipe, através de um comunicado divulgado pela assessoria de imprensa da entidade.

Mas ao contrário da irritação demonstrada em novembro do ano passado, quando ainda não havia assimilado a derrota para a Argentina na final dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara – e que classificavam o campeão diretamente para as Olimpíadas -, Manoel Luiz Oliveira, presidente da CBHb (Confederação Brasileira de Handebol), era só elogios nesta quarta ao ex-funcionário.

“Nosso relacionamento durante todo o período foi o melhor possível. Ele é um dos profissionais mais respeitados do mundo, mas infelizmente não atingiu seu objetivo, ficou desgostoso e resolveu encerrar seu vínculo conosco”, explicou o cartola. Ainda assim, não deixou de fazer uma menção ao principal pecado cometido pelo treinador espanhol. “Nunca passou pela nossa cabeça que não conseguiríamos a vaga olímpica no Pan.”

O futuro de Javier Garcia Cuesta pode ser um dos rivais do Brasil nas Américas. Casado com uma americana e com residência nos EUA, Cuesta estuda um convite para voltar a dirigir a seleção da América do Norte, onde chegou a trabalhar com sucesso. Ele também comandou as equipes nacionais da Espanha, Portugal e Egito.

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domingo, 8 de abril de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 22:28

Crônica de duas derrotas mais do que esperadas

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Jogadores da seleção brasileira de handebol festejam a vitória sobre a Macedônia, no Pré-Olímpico da Suécia. Mas ficaram sem a vaga em Londres

A foto que abre este post registra o momento de alegria dos jogadores da seleção brasileira masculina de handebol, após derrotarem a Macedônia, neste domingo, por 28 a 27, no encerramento do Pré-Olímpico de Gotemburgo, na Suécia. Detalhe é que foi a chamada vitória inútil, pois o Brasil já estava sem chance de classificação para as Olimpíadas de Londres 2012, após a derrota ocorrida um dia antes, para a Hungria.

Ainda neste domingo, do outro lado do mundo, a seleção masculina de polo aquático encerrava sua participação no Pré-Olímpico de Edmonton (Canadá) com uma derrota para a Turquia por 16 a 12 e terminando a competição em oitavo lugar. A chance de vaga olímpica já tinha ido para o vinagre dois dias antes, quando o Brasil levou uma surra da Romênia por 19 a 8.

Sem querer bancar o sabichão, sou obrigado a dizer que estes resultados já tinham sido previstos neste blog. Mas isso não chega a ser nenhum mérito, muito pelo contrário. Há tempos que prever fracassos em algumas modalidades olímpicas brasileiras é uma tarefa das mais fáceis. A diferença é que não há mais a velha desculpa, muito comum 20 ou 25 anos atrás, da falta de dinheiro e apoio do governo.

Nunca se investiu tanto no esporte olímpico brasileiro como nos últimos quatro anos. Mais de R$ 200 milhões no último ciclo olímpico, para ser mais específico. Porém, ainda esbarramos nos antigos problemas da falta de melhor material humano, experiência em competições internacionais e de melhores treinadores, a despeito de existir uma importação cada vez maior de técnicos estrangeiros, em todas as modalidades.

O que existe, me parece, é uma aplicação errada do dinheiro público proveniente das verbas da Lei Agnelo/Piva, sem falar nos velhos problemas estruturais do esporte brasileiro, onde nada se investe na formação de talentos e busca-se resultados às vezes sem qualquer preparo. De repente, por causa de talentos esporádicos, pode-se até conquistar uma coisa aqui, outra ali, mas isso está longe de ser a regra.

Enquanto esta realidade não mudar, continuaremos a festejar isoladas vitórias que nada valem, e ver os adversários comemorando classificações  para as Olimpíadas.

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Autor: Marcelo Laguna Tags: , , , ,

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