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sexta-feira, 8 de março de 2013 Olimpíadas, Pan-Americano, Política esportiva | 19:27

O papel de Hugo Chavez no esporte da Venezuela

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O campeão olímpico Ruben Limardo, ouro na esgrima, cumprimenta Hugo Chavez no retorno da delegação da Venezuela de Londres

É indiscutível a importância do presidente venezuelano Hugo Chavez, que morreu última terça-feira, vítima de um câncer, na história da América Latina. Concorde-se ou não com sua ideologia política, é inegável a melhora na qualidade de vida da população carente venezuelana. Basta ver as fotos mostrando a multidão que acompanhou seu funeral e velório para se ter uma ideia de sua popularidade.

Mas Chavez também teve um papel fundamental na evolução do esporte olímpico da Venezuela. É visível o crescimento do país a partir do momento em que ele chegou ao poder, em 2002.  Com forte apoio estatal, especialmente em modalidades individuais, a Venezuela passou a deixar de ser conhecida apenas como o “país do beisebol” e começou a se destacar em outras modalidades. Ainda de forma tímida, é verdade, mas algo que não pode passar incógnito.

Para os Jogos de Londres 2012, por exemplo, o país investiu em sua preparação olímpica, segundo dados do Ministério do Esporte venezuelano, R$ 709 milhões, mais do que o Brasil investiu para a competição. Mesmo não mostrando o mesmo desempenho brasileiro em terras britânicas (foram 17 medalhas no total e três de ouro), a Venezuela conseguiu acabar com um jejum de 44 anos e conquistar sua segunda medalha de ouro na história, com Rubén Limardo, na esgrima. O outro ouro veio com Francisco Rodriguez, no boxe, nos Jogos da Cidade do México 1968.

Em outras competições poliesportivas, como Pan-Americanos e Sul-Americanos, o crescimento da Venezuela foi constante no período Chavez. Veja os números abaixo:

Jogos Sul-Americanos

Medalhas antes de Chavez assumir
Cuenca 1998 – 126 (50 ouro/ 47 prata/ 29 bronze)

Medalhas após Chavez assumir
Brasil 2002 – 231 (97 ouro/ 70 prata/ 64 bronze)
Buenos Aires 2006 – 278 (96 ouro/ 85 prata/ 97 bronze)
Medellín 2010 – 263 (89 ouro/ 77 prata/ 97 bronze)
No geral: 1191 (443 ouro/ 370 prata/ 378 bronze)

Jogos Pan-Americanos

Medalhas no último Pan antes de Chavez assumir
Winnipeg 1999 – 40 (7 ouro/ 16 prata/ 17 bronze) – 8º no geral

Medalhas após Chavez assumir
Santo Domingo 2003 – 64 (16 ouro/ 21 prata/ 27 bronze)
Rio de Janeiro 2007 – 70 (12 ouro/ 23 prata/ 35 bronze)
Guadalajara 2011 – 72 (12 ouro/ 27 prata/ 33 bronze)
No geral: 524 (85 ouro/ 182 prata/ 257 bronze)

Olimpíadas

Medalhas antes de Chavez assumir
Los Angeles 1984 – 3 (3 bronze)

Medalhas após Chavez assumir
Atenas 2004 – 2 (2 bronze)
Pequim 2008 – 1 (1 bronze)
Londres 2012 – 1 (1 ouro)
No geral: 12 (2 ouro/ 2 prata/8 bronze)

Mas o maior feito do período em que Hugo Chavez comandou a Venezuela não está propriamente no esporte de competição. Desde o ano passado, uma nova lei passou a assegurar o direito ao esporte na Constituição do país. Segundo esta lei, toda empresa com um  determinado faturamento tem que destinar 1% de seu lucro a um fundo de desenvolvimento do esporte. Além disso, torna obrigatória a realização das aulas de educação física nas escolas e estipula a eleição direta pelos dirigentes esportivos pelos próprios atletas.

Apenas para ficar neste último item, dá para ver que o Brasil esportivo tem o que aprender com a Venezuela de Hugo Chavez.

Notas relacionadas:

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Autor: Marcelo Laguna Tags: , , , , , , , , ,

terça-feira, 6 de novembro de 2012 Ciclo olímpico, Seleção brasileira | 19:34

Encontro de gerações na natação feminina

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Graciele Herrmann e Fabíola Molina serão uma atração à parte em Guaratinguetá

Começa nesta quarta-feira em Guaratinguetá (SP) a última chance para os nadadores brasileiros obterem índice ao Campeonato Mundial de piscina curta (25 m), que será disputado em Istambul, na Turquia, em dezembro. Mas o 8º Torneio Open de natação também terá como atração um verdadeiro encontro de gerações.

De um lado, com 37 anos e já ensaiando um adeus às piscinas, está a paulista Fabíola Molina, com três Olimpíadas no currículo (Sydney 2000, Pequim 2008 e Londres 2012). Tem como melhor resultado a medalha de prata no Pan-Americano de 2007, disputado no Rio, nos 100 m costa.

Do outro, com somente 20 anos, a gaúcha Graciele Herrmann, que debutou em Olimpíadas justamente esse ano, em Londres, e que é considerada como uma das grandes esperanças na natação feminina brasileira para os Jogos de 2016, no Rio. Seu principal resultado também foi uma medalha de prata pan-americana, obtida em Guadalajara, em 2011.

Fabíola nadará em Guaratinguetá os 50 e 100 m costa, 50 e 100 m borboleta, enquanto Graciele competirá nos 50, 100 e 200 m livre.

Notas relacionadas:

  1. Natação faz aquecimento em alto estilo
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Autor: Marcelo Laguna Tags: , , , , , , , , ,

quinta-feira, 27 de setembro de 2012 Ciclo olímpico, Seleção brasileira | 19:27

Brasileiras disputam Mundial de luta olímpica nesta sexta

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Joice Silva (à direita) participou das Olimpíadas de Londres, mas foi eliminada logo na estreia

Com a presença de duas atletas, uma delas que inclusive participou dos Jogos Olímpicos de Londres 2012, o Brasil disputa nesta sexta-feira o Campeonato Mundial feminino de luta olímpica, categoria livre. Na cidade de Strathcona, no Canadá, as brasileiras Joice Silva e Aline Ferreira competirão nas categorias 55 kg e 72 kg, respectivamente.

Joice Silva, que recentemente foi homenageada pela própria CBLA (Confederação Brasileira de Lutas Associadas), disputou os Jogos de Londres, quando foi eliminada logo em sua primeira luta pela russa Valeria Zholobova. Aline Ferreira, vice-campeã mundial junior em 2007, não conseguiu vaga no Pré-Olímpico Mundial de Helsinque. No Pan-Americano de Guadalajara, em 2011, ela ficou com a medalha de bronze em sua categoria.

Estava prevista ainda a participação de Camila Fama, na categoria 59 kg, mas ela acabou não sendo inscrita. O Sesi, clube por onde a atleta compete, não entrou em acordo com a CBLA e a lutadora não foi liberada para disputar o Mundial.

Os combates eliminatórios e de repescagem  começarão a partir das 16h (horário de Brasília). As finais nas duas categorias estão previstas para começar a partir das 22h. Embora não conte com as principais atletas da modalidade (exceção justamente à categoria dos 55 kg, de Joice Silva, que terá a campeã olímpica Saori Yoshida, do Japão), se as brasileiras chegarem entre as oito primeiras colocadas já será uma proeza.

Notas relacionadas:

  1. Brasil define equipe de lutas para o Pan
  2. Brasil busca vaga olímpica nas lutas e tenta diminuir saldo negativo da modalidade
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terça-feira, 11 de setembro de 2012 Ciclo olímpico, Olimpíadas, Paraolimpíadas, Seleção brasileira | 08:30

De olho na preparação brasileira para 2016

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Imagem da disputa da Volta Paris-Bruxelas, realizada no último sábado

Com o encerramento das Paralimpíadas de Londres 2012 neste último domingo, marcados por uma excepcional participação brasileira, que bateu o recorde de medalhas de ouro conquistadas (21), chegou a hora de pensar na preparação olímpica para os Jogos do Rio de Janeiro, em 2016. Sim, não se deixe enganar: a conquista de um grande resultado nas próximas Olimpíadas começa cedo mesmo, quatro anos antes.

(Cá entre nós, alguns cartolas brasileiros parecem que ainda não entenderam como este coisa funciona. Basta analisar alguns dos pífios resultados obtidos em Londres para ter certeza disso…)

Portanto, o blog começará, a partir desta semana, a acompanhar com muita atenção a trajetória de atletas brasileiros das mais variadas modalidades, trazendo sempre um resumo de seus mais recentes resultados em competições nacionais e internacionais.

Ciclismo estrada

Na disputa da 92ª Volta Paris-Bruxelas, etapa válida pelo Circuito Mundial de ciclismo estrada, realizada no último sábado, o brasileiro Rafael Andriato terminou na 10ª posição. A prova, que teve um total de 216 km, foi vencida pelo belga Tom Boonen, terceiro no ranking mundial.

Andriato, de 24 anos e que ficou em 13º lugar no Pan de Guadalajara 2011, participou ainda neste último domingo do GP Fourmies, na França, mas sofreu uma queda na parte final da prova e terminou apenas em 42º lugar. Ele foi convocado para integrar a seleção brasileira que disputará o Mundial de ciclismo, entre 15 e 23 de setembro, na cidade de Limburg, na Holanda.

Ciclismo MTB

A seleção brasileira de ciclismo mountain bike (MTB) não conseguiu um bom resultado no Campeonato Mundial da modalidade, encerrado no último domingo, na cidade de Saalfelden, na Áustria. A melhor colocação foi de Henrique Avancini, que avançou para a fase de oitavas de final. Mas um problema na corrente de sua bicicleta, na segunda bateria, fez com que ele perdesse várias posições, terminando em 22º lugar. Luiz Cocuzzi foi eliminado na primeira fase do torneio.

Hipismo saltos

A amazona brasileira Karina Johannpeter terminou em sétimo lugar o Concurso de Saltos Internacional 4 estrelas realizado em Paderborn (Alemanha). Montando Urolux, Karina completou a prova internacional a 1,50 m, com o tempo de 44s96, sem faltas, no sábado. O vencedor foi o sueco Henrich Eckermann, 39º no ranking mundial da FEI (Federação Equestre Internacional), montando Allerdings.

Já no domingo, na prova com obstáculos a 1,55 m de altura, a brasileira, que ocupa apenas a 656ª posição no ranking, não foi bem, terminando somente na 27ª posição.

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Autor: Marcelo Laguna Tags: , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 20 de julho de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 15:34

Novo vexame de Iziane é mais um erro na conta de Hortência

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Iziane conseguiu a proeza de ficar fora de duas Olimpíadas por indisciplina

Acredito que ninguém tenha ficado muito surpreso  com o corte da ala Iziane Marques da delegação da seleção feminina de basquete, que se prepara para disputar as Olimpíadas de Londres, confirmado nesta sexta-feira pela CBB (Confederação Brasileira de Basquete), em um comunicado oficial.

O que espanta é a forma com que o desfecho aconteceu, oito dias antes da estreia brasileira, contra a França, e pelo que se comenta, em razão de um possível namorado da jogadora ter entrado na concentração brasileira em Lille. Os motivos reais não foram divulgados, seja por CBB (Confederação Brasileira de basquete), seja pela própria Iziane.

Mas na madrugada desta sexta-feira, enquanto corria para apurar a informação do corte, não pude deixar de pensar que este novo vexame de Iziane tem que entrar na conta da diretora de basquete feminino da CBB, Hortência Marcari. Sim, porque foi ela quem bancou a presença de Iziane na seleção brasileira, mesmo tendo aprontado poucas e boas nos últimos anos.

Não dá para entender como uma pessoa com a experiência que Hortência tem dentro do basquete pode defender na seleção brasileira uma atleta que:

1) se recusa a entrar em quadra, depois de ficar um tempo no banco, em um jogo do Pré-Olímpico mundial de 2008. Depois, não é convocada para os Jogos de Pequim;

2) recusa a convocação do então técnico Paulo Bassul para a Copa América de 2009;

3) diz que só voltaria à seleção se Bassul deixasse a equipe;

4) recusa sua convocação para o Pré-Olímpico das Américas de 2011, já com a equipe comandada por Ênio Vecchi;

5) tem atuação apagada na derrota do Brasil no Pan de Guadalajara, ficando no banco de reservas no jogo contra a Jamaica. Coincidentemente, depois disso, Ênio Vecchi é demitido.

Não é possível que alguém ainda dê oportunidades para uma atleta sem qualquer espírito de equipe, individualista e preocupada somente com o próprio umbigo. E que dentro de quadra também não representa tanta diferença assim, por mais que Iziane pense o contrário.

Iziane consegue, portanto, a proeza de ficar fora de duas Olimpíadas por atos de indisciplina. E Hortência Marcari acaba de colecionar o mais grave erro em sua conturbada gestão no basquete feminino brasileiro.

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domingo, 1 de julho de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 19:22

Vaga olímpica não é ação entre amigos

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Jadel Gregório não obteve a vaga olímpica no salto triplo. Fica pra 2016?

Ponto positivo para o conselho técnico da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo), que estabeleceu índices mais fortes até do que os implantados pela IAAF (Associação das Federações Internacionais de Atletismo) para definir sua equipe nos Jogos Olímpicos de Londres 2012. Neste domingo, com o encerramento do Troféu Brasil, no Estádio do Ibirapuera, foi fechado o time brasileiro que irá às Olimpíadas, com um total de 35 atletas, menos do que o enviado para Pequim 2008, quando 45 competidores estiveram presentes.

E o que me agradou especialmente nesta decisão da CBAt foi uma declaração de Ricardo D’Angelo, treinador-chefe da entidade, em reportagem publicada pelo iG Esporte e de autoria de Ana Carolina Cordovano e Antonio Kurazumi. D’Angelo foi de uma precisão cirúrgica em sua justificativa para os índices considerados “fortes demais” por alguns atletas. “Não se ganha experiência em Olimpíadas. Quem vai para pegar experiência pode atrapalhar os que estão competindo por medalha”, afirmou.

Perfeita avaliação, no meu ponto de vista. Ir às Olimpíadas não pode ser somente considerado um prêmio por si só, ou até mesmo uma ação entre amigos – na base do “sempre cabe mais um”. Gigantismo em uma delegação olímpica só vale a pena se você tem uma quantidade (e qualidade, principalmente!) de atletas grande o suficiente para justificar isso.

Ao longo dos quatro dias deste Troféu Brasil, pude ouvir, em uma entrevista ou outra, sinais de chiadeira de atletas,. logicamente aqueles que fracassaram na tentativa de assegurar sua vaga. Choradeira pura, pode acreditar.

Um destes chorões, embora de forma disfarçada, foi Jadel Gregório. “Após as cirurgias nos dois joelhos, voltei a competir em maio, com um mês e meio de treinamento. Saltei bem, fiz o índice B pedido pela IAAF”, disse o atleta do salto triplo, que no entanto disse também que não queria ir a Londres “apenas para tirar fotografia”. Agora, fica para 2016.

Mas o Troféu “Sem Noção” tem que ser entregue para Lucimara Silvestre, do heptatlo. No ano passado, após retornar do Pan-Americano de Guadalajara, quando conquistou a medalha de ouro, talvez inebriada pelo feito, chegou a dizer, de forma absurda, que brigaria por medalhas em Londres. Pois bem, chegou 2012 e ela não conseguiu o índice necessário no Troféu Brasil. E ainda cornetou (sem razão) a CBAt.  “É um absurdo a CBAt pedir essa marca”, disse ao iG.

Ainda bem que eram índices fortes. Porque já posso imaginar o nível das desculpas que iríamos escutar em Londres de atletas que pensam desta forma.

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  1. Vaga olímpica de Yane Marques ficará para o Pan 2011
  2. Brasil busca vaga olímpica nas lutas e tenta diminuir saldo negativo da modalidade
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domingo, 3 de junho de 2012 Musas, Olimpíadas, Ídolos | 21:07

Uma musa a menos nos Jogos de Londres 2012

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Shawn Johnson abandonou a ginástica com apenas 20 anos

O primeiro grande desfalque na lista de possíveis musas dos Jogos Olímpicos de Londres 2012 foi confirmado neste domingo, após a notícia de que a ginasta Shawn Johnson decidiu pela aposentadoria, por não conseguir se recuperar de uma lesão no joelho esquerdo, o mesmo que ela havia contundido seriamente em 2010, em um acidente de esqui.

Trata-se de um fim de carreira precoce de uma atleta de somente 20 anos e que tinha tudo para se tornar uma das maiores estrelas da história da ginástica artística. Há quatro anos, em Pequim 2008, ela conquistou nada menos do que quatro medalhas, uma de ouro (trave) e três de prata (individual geral, solo e por equipe), tudo isso com somente 16 anos. Era de se esperar que brilhasse ainda mais em Londres. Mas o acidente em 2010 mudou tudo.

Johnson ainda ensaiou um retorno, tendo integrado a equipe dos EUA que disputou os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara 2011 e ficou com ouro por equipe. Mas neste ano, o joelho voltou a incomodar bem mais. “Era o momento certo de parar e assim ser saudável para o resto da minha vida”, disse Shawn Johnson, em entrevista à agência Associated Press.

Por sinal, o caso desta repentina aposentadoria levanta a questão sobre o preço que se cobrar para ser atleta de alto nível. Alguém já disse que a última coisa que esporte de alto nível traz é vida saudável. São tantas lesões que o fim de carreira costuma ser penoso para a maioria. No caso de Shawn Johnson, a conta veio cedo demais, para decepção de muitos fãs da ginástica artística.

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  1. Juliana Veloso fora do Mundial. Uma musa a menos
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quinta-feira, 5 de abril de 2012 Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 23:43

Pré-Olímpicos embalam feriadão do esporte brasileiro

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Leo, capitão da seleção brasileira de handebol, que disputa o Pré-Olímpico da Suécia

O feriado da Semana Santa começa pra lá de agitado em duas modalidades olímpicas brasileiras, que ainda buscam uma vaga nas Olimpíadas de Londres 2012. Para uma delas, a decisão será nesta própria sexta, enquanto outra está apenas começando sua caminhada.

Após empatar com a Tunísia nesta quinta-feira por 11 a 11, no Pré-Olímpico de Edmonton (Canadá), a seleção brasileira masculina de polo aquático enfrentará a Romênia nesta sexta, às 18h30 (horário de Brasília), pelas quartas de final da competição. Após ficar em terceiro lugar no grupo B, os brasileiros terão pela frente a seleção romena, segunda colocada da chave A. Os vencedores das quartas se classificarão para os Jogos Olímpicos.

Mas nesta sexta-feira também ocorrerá a largada para a última tentativa de classificação olímpica para a seleção masculina de handebol, que fará sua estreia no Pré-Olímpico de Gotemburgo (Suécia), diante dos donos da casa, a partir das 12h (horário de Brasilia). Depois, jogará contra a Hungria (no sábado) e Macedônia (domingo).

Veja também: Goleada sobre a Argentina deixa o Brasil vivo no polo aquático

Depois de fracassar na tentativa de assegurar a vaga nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em 2011, quando perdeu a final para a Argentina, os brasileiros precisão encarar uma missão quase impossível. Aqui neste blog, logo que ocorreu o sorteio dos grupos dos Pré-Olímpicos – outros dois torneios estarão ocorrendo ao mesmo tempo, na Suécia e Croácia -, foi mostrado que o desempenho do Brasil contra seus rivais é terrível: houve somente uma vitória em confrontos diretos, diante da Macedônia, em 1999.

Para complicar ainda mais, a seleção não contará com a presença de seu principal jogador nos últimos anos, Bruno Souza, que sofreu uma séria lesão no joelho e foi cortado da equipe.

A tendência é que o final de semana trará frustrações tanto no polo aquático quanto no handebol masculinos. Qualquer um que conquiste a vaga olímpica pode ser considerado como uma grande zebra.

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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Pan-Americano, Seleção brasileira | 20:48

Caso Simone Alves põe controle de doping do Brasil na berlinda mais uma vez

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Simone comemora a vitória no Troféu Brasil de 2011. Desde então, ela vive um inferno

Estou bastante curioso para saber qual será o desfecho de mais um polêmico caso de doping no esporte brasileiro, o da fundista Simone Alves, cujo exame antidoping realizado em agosto do ano passado no Troféu Brasil de atletismo deu positivo para EPO (Eritropoetina Recombinante). Por causa deste resultado, a atleta foi suspensa preventivamente do esporte, perdeu a marca conquistada na prova – o recorde sul-americano dos 10.000 m, que já durava desde 1993 -, foi cortada da equipe brasileira que disputou os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara e para piorar, foi mandada embora de seu clube, a BM&F.

O problema é que nesta segunda-feira, o caso de Simone foi analisado pelo STJD da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo), que confirmou um veredicto anterior da CND (Comissão Nacional Disciplinar), optando por não punir a atleta. Os dois órgãos deram parecer positivo à defesa da atleta, que alegou várias irregularidades na coleta de seu exame, como erro na identificação da amostra B da urina de Simone, e autorização para que ela deixasse a sala do antidoping, atendendo a a insistentes pedidos para que ela desse entrevista a uma emissora de TV (sim, às vezes nós jornalistas somos malas mesmo!).

Simone não só deixou a sala de coleta como carregou consigo o frasco da amostra, deixado no chão enquanto ela dava a tal entrevista. Tudo isso, de acordo com os advogados, com anuência da fiscal que estava responsável pela coleta da atleta!

Todo este caso me parece surreal. Primeiro pelo fato de terem permitido que Simone Alves deixasse a área de doping para dar uma entrevista, antes que o procedimento da coleta tivesse sido concluído. Depois, o resultado de duas instâncias jurídicas da CBAt terem decidido absolver a atleta, mas ainda assim a entidade decidiu que irá recorrer da decisão à Iaaf (Associação Internacional das Federações de Atletismo) ou até mesmo à CAS (Corte Arbitral do Esporte). Os dirigentes da CBAt argumentam que a EPO que apareceu no exame de Simone é injetável e não poderia de forma alguma ter contaminado sua urina externamente.

Veja também: As mudanças que virão a partir da absolvição de Cesar Cielo

O problema é que nesta história toda, já se passaram mais de quatro meses desde que o caso foi anunciado oficialmente (em outubro, véspera do Pan de Guadalajara). Neste meio tempo, Simone Alves teve sua reputação jogada na lata do lixo, perdeu o emprego, viu uma quebra de recorde ir por água abaixo, ficou fora do Pan e não irá às Olimpíadas de Londres provavelmente. Por enquanto, até que se prove o contrário, ela é inocente.

Sem contar que o próprio controle de doping no Brasil passa por um momento delicado, após o vexame ocorrido com o único laboratório do país credenciado pela Wada (Agência Mundial Antidoping), a Ladetc (Laboratório de Controle de Doping), do Rio, que apontou erroneamente um caso positivo no jogador de vôlei de praia Pedro Solberg. O erro foi tão grande que o laboratório foi suspenso pela Wada por seis meses.

Já disse aqui que há casos de doping que são tratados de forma diferente, conforme a importância do atleta. Cesar Cielo teve seu caso de doping por furosemida julgado em tempo recorde na CAS, menos de um mês de divulgado e às vésperas do Mundial de Xangai. Não há a menor dúvida que o peso do ouro olímpico e dos recordes mundiais de Cielo tenha tido uma influência para acelerar o julgamento.

Simone Alves, enquanto isso, passará por mais algum tempo (sabe-se lá quanto tempo) tentando comprovar sua inocência ou tendo que cumprir um gancho por uso de substância proibida. Quando isso será resolvido, ninguém sabe. E quem paga o prejuízo, no final, é a atleta, de um jeito ou de outro.

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  2. Mais um caso de doping no Brasil termina em “advertência”
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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012 Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 21:10

Cesar Castro carimba vaga para Londres aos 44 do 2º tempo

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Cesar Castro participará pela terceira vez dos Jogos Olímpicos

Foi por muito pouco, mas o brasiliense Cesar Castro assegurou nesta terça-feira sua participação nas Olimpíadas de Londres 2012, ao ficar em 18º lugar nas eliminatórias da prova do trampolim de 3 m da Copa do Mundo de saltos ornamentais, em evento que também serve como teste das instalações do Parque Aquático de Londres para os Jogos Olímpicos.

Castro, de 29 anos, garantiu a presença em sua terceira campanha olímpica aos 44 do segundo tempo, pode-se dizer assim. Somente os 18 melhores saltadores desta terça-feira asseguraram presença nas semifinais da competição, marcadas para esta quarta e, o mais importante, carimbaram o passaporte olímpico. Castro ficou  somente 1,7 ponto à frente do 19º colocado, o ucraniano Dmytro Mezenskii.

Confira quais são os atletas brasileiros já classificados para Londres 2012

Cesar Castro participou das Olimpíadas de Atenas 2004, quando foi o 9º colocado no trampolim de 3 m, e dos Jogos de Pequim 2008, quando terminou em 24º lugar na mesma prova e não passou das eliminatórias.

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