Boxe | Blog Espírito Olímpico, por Marcelo Laguna - iG

Publicidade

Posts com a Tag Boxe

terça-feira, 7 de maio de 2013 Ciclo olímpico, Olimpíadas, Pan-Americano, Seleção brasileira | 10:46

Confira os brasileiros que largaram bem para 2016

Compartilhe: Twitter

Ana Claudia bateu o recorde sul-americano dos 100 m e está entre as dez mais rápidas do mundo

Atualizado

O início do ciclo olímpico para as Olimpíadas do Rio, em 2016, em um ano sem grandes competições poliesportivas previstas no calendário mundial, vem trazendo alguns bons resultados para o esporte brasileiro. A temporada mal começou, mas já ocorreram resultados significativos, colocando inclusive alguns destes atletas no topo do ranking mundial de algumas modalidades. Nomes consagrados, como o do campeão olímpico e mundial Cesar Cielo, já começam 2013 brilhando, mas pintam algumas boas surpresas.

Confira abaixo quem já brilhou nestes primeiros cinco meses do ciclo olímpico, que incluí as Olimpíadas do Rio 2016 e o Pan-Americano de Toronto 2015.

Atletismo

De olho na preparação para o Mundial de Moscou, em agosto, os brasileiros correm em busca de índice para garantir sua presença na competição. Mas é no feminino que os principais resultados estão surgindo. A cearense Ana Cláudia Lemos alcançou o índice com direito a um recorde sul-americano nos 100 m rasos, cravando 11s13 em uma prova no último sábado, em Campinas, superando seu próprio recorde, que era de 11s15.

Esta marca coloca Ana Cláudia entre as dez melhores do mundo na prova. Antes dela, a paulista Franciela Krasucki já havia começado a temporada de 2013 com tudo, igualando o próprio recorde anterior de Ana Cláudia, com 11s15.

Também classificada para Moscou, Keila Costa obteve um feito extra no salto triplo: a marca de 14m37 obtida em Campinas, neste último sábado, além de carimbar seu passaporte para o Mundial, significou a melhor marca do mundo neste ano na prova, até agora.

Entre os homens, o brasileiro Mahau Suguimati, nos 400 m com barreiras, cravou o quarto melhor tempo do ano (e também índice para o Mundial), em uma prova no Japão, na última sexta-feira, com 48s79.

Boxe

No final de abril, a seleção brasileira masculina participou do Torneio Feliks Stamm, um dois mais tradicionais no boxe amador, voltando para casa com três medalhas. O resultado mais importante foi a medalha de ouro obtida por Patrick Lourenço, na categoria 49 kg (peso mosca), derrotando na final o russo Vasilij Egorov.

Ginástica artística

No final de março, o campeão olímpico nas argolas em Londres, Arthur Zanetti, mostrou que continua em forma logo em sua primeira prova do ano, ao faturar a medalha de ouro na etapa de Doha (Catar) da Copa do Mundo de ginástica artística, obtendo a nota 15.700. Nas Olimpíadas, quando levou o ouro, marcou 15.900

Judô

A última atualização do ranking da FIJ (Federação Internacional de Judô), divulgada no dia 2, apresentou uma boa surpresa para o judô brasileiro: a primeira colocação de Victor Penalber  na categoria até 81 kg, superando por apenas 28 pontos o sul-coreano Kim Jae-Bum, atual campeão olímpico e mundial. Contribuiu para a escalada de Penalber no ranking a medalha de ouro obtida no recém-disputado campeonato pan-americano da categoria, realizado em San José, na Costa Rica.

No feminino, Sarah Menezes, campeã olímpica em Londres 2012 e também ouro no Pan de judô, lidera com folga a categoria até 48 kg, com 344 pontos de vantagem sobre a japonesa Haruna Asami.

Natação

Na corrida para garantir um lugar na delegação que disputará o Mundial de esportes aquáticos de Barcelona, entre 19 de julho e 4 de agosto, dois brasileiros brilharam neste início de temporada. O primeiro, uma barbada: após a frustração com o bronze nos 50 m livre em Londres 2012, César Cielo começou com tudo 2013, cravando o segundo melhor tempo do mundo durante a disputa do Troféu Maria Lenk, no final de abril. Com a marca de 21s58, Cielo ficou atrás apenas do francês Florent Manaudou, campeão olímpico nas últimas Olimpíadas, que tem 21s55 este ano.

No feminino, surge a grande novidade, com a incrível performance da jovem Graciele Hermann, de apenas 21 anos, que no mesmo Maria Lenk assegurou sua vaga na equipe que vai ao Mundial com o melhor tempo de sua vida. A marca de 25s10 corresponde ao 10º melhor tempo no ranking mundial da Fina (Federação Internacional de Natação).

Notas relacionadas:

  1. Confira os preços dos ingressos para Londres-12
  2. Pan de judô: confira os confrontos dos brasileiros
  3. Confira a agenda olímpica para o final de semana
Autor: Marcelo Laguna Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 24 de abril de 2013 Ciclo olímpico, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 17:05

Boxe feminino brasileiro vive clima de guerra

Compartilhe: Twitter

Adriana Araújo conquistou em Londres a primeira medalha para o boxe feminino do Brasil

O boxe brasileiro viveu um momento mágico nos Jogos Olímpicos de Londres 2012, quando quebrou um jejum de 44 anos sem medalhas. Foram três pódios (uma de prata e duas de bronze), um deles justamente na estreia da categoria feminina. Mesmo depois de tudo isso, a modalidade passa por uma crise. E pelo visto, uma crise que dificilmente se resolverá facilmente.

O clima de guerra está armado no feminino, por conta da dispensa das três integrantes da equipe que foi a Londres, entre elas Adriana Araújo, dona da medalha de bronze na categoria até 60 kg. As outras que não foram incluídas na equipe que inicia um novo ciclo olímpico foram Roseli Feitosa (até 75kg) e Erika Matos (até 51 kg). Elas alegam que não tinham sido informadas e que ficaram sabendo quando viram que o pagamento do contrato de patrocínio da Petrobras não havia caído na conta. A CBBoxe (Confederação Brasileira de Boxe) contesta a informação.

Na verdade, o maior foco da crise está entre Adriana e a CBBoxe. Logo após ter garantido sua medalha de bronze, Adriana saiu disparando contra a entidade, em especial contra o presidente Mauro Silva. “Essa medalha é para calar a boca dele. Ele tentou me tirar da seleção, disse que eu não me classificaria e que não tinha condições de estar aqui. Mas vim e conquistei a medalha de bronze. Ele precisa aprender a valorizar os atletas do Brasil”, disse Adriana após a derrota na semifinal olímpica contra Sofya Ochigava (RUS), quando garantiu o bronze.

Segundo Silva, o problema do corte de Adriana foi sua falta de comprometimento e resistência em treinar em São Paulo. “Ela queria ficar na Bahia, com o técnico dela, mas em janeiro apresentou-se 14 kg mais gorda. Já tínhamos permitido isso outras duas vezes e os resultados foram terríveis”, disse o dirigente, através de sua assessoria de imprensa, em contato com o blog. As dispensas de Roseli e Erika ocorreram por deficiência técnica.

A confederação também nega que as atletas tenham sido pegas de surpresa com o corte. Segundo a assessoria de imprensa, após elas se apresentarem com o restante da equipe, em janeiro, foram avaliadas pela comissão técnica e dispensadas para voltar para casa, onde teriam que aguardar uma nova convocação, que não aconteceu. O vencimento do contrato de patrocínio delas ocorreu em abril e até então, receberam normalmente os salários.

No ano passado, logo após as críticas feitas por Adriana Araújo ainda em Londres, o iG ouviu outras pessoas ligadas ao boxe, entre eles o medalhista olímpico Servílio de Oliveira, que contestavam métodos e atitudes de Mauro Silva. Outro que critica o presidente da CBBoxe é Luiz Dórea, treinador de Adriana na Bahia e que também orienta Junior Cigano.

O pior é ver que o clima entre as duas partes não parece que irá se calmar tão facilmente assim. E o maior perdedor de tudo isso é o boxe brasileiro, que fica sem uma de suas melhores lutadoras, ao menos por enquanto.

Notas relacionadas:

  1. Boxe brasileiro faz opção pragmática e ignora pesos pesados
  2. Boxe brasileiro vive momento histórico
  3. Handebol feminino vai de clima ecológico em Londres 2012
Autor: Marcelo Laguna Tags: , , , , , ,

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012 Ciclo olímpico, Listas, Mundiais | 12:25

O calendário 2013 do esporte olímpico

Compartilhe: Twitter

Cartaz promocional do Mundial de esportes aquáticos de 2013, em Barcelona

Atualizado em 3/1/2013

O primeiro ano do próximo ciclo olímpico não tem nenhum grande evento poliesportivo pela frente. Mas está longe de ser considerado um “ano morto” para quem gosta de acompanhar os esportes olímpicos. Em diversas modalidades olímpicas, estão programados campeonatos mundiais que para estes esportes têm uma importância considerável.

As vedetes do calendário 2013 serão os Mundiais de atletismo, em agosto, na Rússia, e de esportes aquáticos (natação, polo aquático, nado sincronizado, saltos ornamentais e maratona aquática), na Espanha, entre julho e agosto.

Mas o ano também reserva, além das principais competições do tênis internacional, como os tradicionais torneios do Grand Slam, os torneios continentais de basquete, eliminatórios para os Mundiais do ano que vem. E para não dizer que não há nenhuma competição poliesportiva no ano que bate à porta, 2013 terá a edição da Universíade, as Olimpíadas universitárias, em Kazan (Rússia), no mês de julho.

Confira abaixo o calendário 2013 dos principais eventos esportivos entre os esportes olímpicos.

Obs: agradecimento ao companheiro Guilherme Costa, do ótimo blog Brasil no Rio, pela correção em relação à informação sobre o Mundial de Hipismo, que na verdade refere-se a competições voltadas para cavalos novos e não se trata dos tradicionais mundiais da categoria

E o blogueiro aproveita também para desejar um Feliz 2013 aos leitores!

JANEIRO

11 a 27 – Mundial masculino de handebol – Espanha
14 a 27 – Aberto da Austrália de tênis

FEVEREIRO

1 a 3 – Copa Davis de tênis (1ª rodada)
18 a 24 – Liga Mundial masculina e feminina de hóquei sobre grama – Rio de Janeiro (BRA)
20 a 24 – Mundial de ciclismo de pista – Minsk (BLR)

ABRIL

5 a 7 – Copa Davis de tênis (4ª de final)

MAIO

4 a 26 – Giro d’Italia de ciclismo estrada – Itália
13 a 20 – Mundial de tênis de mesa de Paris (FRA)
27/5 a 9/6 – Torneio de tênis de Roland Garros – Paris (FRA)

JUNHO

7/6 a 21/7 – Liga Mundial masculina de vôlei – vários locais
15 a 30 – Campeonato Europeu feminino de basquete – França
22/6 a 1º/7 – Campeonato Mundial masculino e feminino de rúgbi 7 – Rússia
24/6 a 7/7 – Torneio de tênis de Wimbledon – Londres (ING)
24 a 28 – Campeonato Mundial de ciclismo BMX – Auckland (NZL)
29/6 a 27/7 – Tour de France de ciclismo de estrada – França

JULHO

1 a 8 – Copa Asiática feminina de basquete – local a definir
1 a 7 – Campeonato Mundial de vôlei de praia – Polônia
6 a 17 – Universíade – Kazan (RUS)
15 a 21 – Campeonato Mundial de taekwondo – Puebla (MEX)
19/7 a 4/8 – Campeonato Mundial de esportes aquáticos – Barcelona (ESP)
20 a 29 – Campeonato Mundial de atletismo paraolímpico – Lyon (FRA)
30/7 a 11/8 – Campeonato Mundial de vela 470 – La Rochelle (FRA)

AGOSTO

1 a 11 – Copa Asiática masculina de basquete – Líbano
2/8 a 1]/9 – Grand Prix feminino de vôlei – vários locais
4 a 11 – Campeonato Mundial de badminton – Guangzhou (CHN)
5 a 15 – Campeonato Mundial paraolímpíco de natação – Montreal (CAN)
8 a 18 – Copa Africana masculina de basquete – a definir
10 a 18 – Campeonato Mundial de atletismo – Moscou (RUS)
14 a 16 – Copa da Oceania masculina de basquete – a definir
23 a 31 – Campeonato Mundial de vela Finn – Talinn (EST)
24/8 a 15/9 – Vuelta a España de ciclismo estrada – Espanha
25/8 a 1º/9 – Campeonato Mundial de remo – Chungju (COR)
26/8 a 8/9 – Aberto dos EUA de tênis – Nova York (EUA)
27/8 a 1º/9 – Campeonato Mundial de canoagem velocidade – Duisburg (ALE)
27/8 a 1º/9 – Campeonato Mundial individual e equipes de judô – Rio de Janeiro (BRA)
28/8 a 1º/9 – Campeonato Mundial de ginástica rítmica – Kiev (UCR)
29/8 a 7/9 – Campeonato Mundial de vela Star – San Diego (EUA)
30/8 a 11/9 – Copa América masculina de basquete – Caracas (VEN)
30/8 a 6/9 – Campeonato Mundial de vela Laser Radial – Dun Laoghaire (IRL)

SETEMBRO

1 a 3 – Copa da Oceania feminina de basquete – a definir
4 a 22 – Campeonato Europeu masculino de basquete – Eslovênia
11 a 15 – Campeonato Mundial de canoagem slalom – Praga (CHE)
11 a 15 – Campeonato Mundial de triatlo (final) – Londres (ING)
13 a 15 – Copa Davis de tênis (semifinal e repescagem)
14 a 25 – Campeonato Mundial de tiro esportivo (trap e skeet) – Lima (PER)
16 a 22 – Campeonato Mundial de lutas – Budapeste (HUN)
21 a 29 – Campeonato Mundial de vela 49er – Marselha (FRA)
23 a 29 – Copa Africana feminina de basquete – a definir
29/9 a 6/10 – Campeonato Mundial de tiro com arco – Antalya (TUR)
30/9 a 6/10 – Campeonato Mundial de ginástica artística – Antuérpia (BEL)

OUTUBRO

4 a 20 – Campeonato Mundial de boxe – Almaty (KAZ)
16 a 23 – Campeonato Mundial de levantamento de peso – Varsóvia (POL)
Data a definir – Copa América feminina de basquete – a definir

NOVEMBRO

4 a 11 – Finais da ATP de tênis – Londres (ING)
7 a 10 – Campeonato Mundial de ginástica trampolim – Sofia (BUL)
12 a 17 – Copa dos Campeões feminina de vôlei – Japão
14 a 23 – Campeonato Mundial de vela Laser Standard -Musannah (OMA)
15 a 17 – Copa Davis de tênis (final)
19 a 24 – Copa dos Campeões masculina de vôlei – Japão

DEZEMBRO

6 a 22 – Campeonato Mundial feminino de handebol – Sérvia

Notas relacionadas:

  1. De olho em Londres 2012, mundiais agitam esporte olímpico
  2. Os brasileiros classificados para Londres 2012
  3. Veja quem são os atletas brasileiros classificados para as Olimpíadas de Londres 2012
Autor: Marcelo Laguna Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Política esportiva | 17:04

Os tortuosos e injustos critérios do COB

Compartilhe: Twitter

Os irmãos Yamaguchi e Esquiva Falcão beijam as medalhas conquistadas em Londres. Mas será que estão dando o devido valor a elas?

Complicado, para dizer o mínimo, entender os critérios adotados pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro) para a distribuição das verbas da Lei Agnelo/Piva para 2013, ano que marcará a abertura do novo ciclo olímpico, visando os Jogos Olímpicos do Rio 2016. E antes que meus amigos da assessoria de imprensa do COB (sim, acreditem, tenho amigos por lá) mandem e-mail cornetando o post, quero avisar que entendi perfeitamente quais os tais critérios adotados pela entidade no repasse dos quase R$ 68 milhões, fora o valor pertinente ao Fundo Olímpico. Tudo somado, serão quase R$ 90 milhões para serem utilizados pelo esporte olímpico nacional. Uma beleza.

Só que entender os critérios não significa necessariamente aceitá-los e considerá-los justos. Muito pelo contrário.

É incrível que a cada ano, quando chega o momento do COB divulgar a fatia que  cada uma das 29 confederações olímpicas do Brasil (o futebol, comandado pela CBF, não entra na divisão), o sentimento que me vem à mente é que tudo poderia ser feito de uma forma diferente. E que alguém está saindo perdendo dinheiro, injustamente.

Para 2013, a boa notícia é que o repasse de verbas para as entidades esportivas brasileiras irá aumentar. Contra os R$ 60,9 milhões que foram repassados este ano, serão R$ 67,4 milhões em 2013. O bicho começa a pegar quando você observa detalhadamente a lista, com os respectivos valores com o qual cada confederação foi agraciada. Aí que as distorções ficam mais evidentes.

Não consigo aceitar, por exemplo, que a ginástica artística, que obteve um feito histórico nos Jogos de Londres 2012, com a inédita medalha de ouro de Arthur Zanetti nas argolas, não tenha entrado na faixa máxima dos repasses, que é de R$ 3, 5 milhões. Em 2013, serão R$ 3,3 milhões. É pouco? Claro que não! Mas que raios a ginástica brasileira precisa fazer para alcançar o teto dos repasses e igualar-se aos primos mais ricos do esporte brasileiro, como vôlei e desportos aquáticos?

Igualmente inacreditável é ver que o boxe brasileiro, depois de acabar com um jejum de 44 anos sem medalhas sair de Londres com três (uma de prata e duas de bronze) terá um repasse de R$ 2,6 milhões, menos do que o hipismo, que passou sem brilho algum nos Jogos Olímpicos, mas que foi agraciado com R$ 3,3 milhões, a segunda faixa na lista do COB. Estranho, né?

E como esquecer a incrível medalha de bronze obtida por Yane Marques no pentatlo moderno, esporte sem qualquer tradição no Brasil? Só que o feito de Yane ajudou a dar para seu esporte R$ 1,7 milhão, muito menos do que os R$ 2,6 milhões do ciclismo para o próximo ano. E que ninguém me venha com os estúpidos argumentos que são várias as modalidades envolvidas (estrada, pista, mountain bike). Se a tal meritocracia, que os cartolas do COB tanto gostam de apregoar, existisse de fato, quem deveria ser premiado: o aluno que faz a lição de casa certinha e passa de ano com louvor, ou aquele que fica de recuperação?

Como recordar é viver, escrevi há quase um ano sobre o mesmo tema, também estranhando os critérios de distribuição de verbas feita pelo COB. Como se vê, nada mudou.

Notas relacionadas:

  1. Ouro inédito no boxe mostra que há vida além do COB
  2. Valores investidos no ciclo olímpico não justificam previsão do COB para Londres
  3. A ‘terceira via’ para o esporte brasileiro está aberta
Autor: Marcelo Laguna Tags: , , , , , , , , , ,

terça-feira, 27 de novembro de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Política esportiva, Seleção brasileira | 23:21

A ‘terceira via’ para o esporte brasileiro está aberta

Compartilhe: Twitter

Alguns dos integrantes do Time Nissan, projeto apresentado nesta terça-feira, no Rio

Esta terça-feira foi particularmente especial para o esporte olímpico e paraolímpico do Brasil, com o anúncio do início do projeto de patrocínio da montadora de carros japonesa Nissan. A empresa apoiará 30 atletas de 12 modalidades olímpicas e cinco paralímpicas, de olho na preparação para os Jogos do Rio 2016.

Este é o segundo projeto que nasce na iniciativa privada, com o objetivo de ajudar no desenvolvimento e preparação de atletas brasileiros para as próximas Olimpíadas. O primeiro foi o Esporte e Cidadania, da Petrobras, comandado pela ex-armadora da seleção de basquete Magic Paula, que investe R$ 256 milhões em cinco modalidades (remo, boxe, taekwondo, esgrima e levantamento de peso), que inclusive já obteve resultados expressivos, como os títulos mundiais de Everton Lopes, no boxe, e Fabiana Beltrame, no remo, ambos obtidos em 2011.

O projeto do Time Nissan, como foi batizado, é um pouco diferente, pois não envolve apoio financeiro direto. Porém, os 30 atletas terão à disposição uma equipe multidisciplinar, envolvendo áreas de gestão de carreira, psicologia e media training (preparação de pessoas para lidar com a imprensa). Além disso, a Nissan fornecerá a cada integrante da equipe um carro zero quilômetro até 2016, sem custos adicionais.

Pode parecer pouca coisa, mas são em pequenos detalhes,  como ter uma orientação correta para administrar sua carreira ou um meio mais rápido de locomoção para chegar a seu local de treinamento, que acabam fazendo a diferença na hora de se preparar para uma grande competição.

E soa como um alívio que novas empresas se interessem em patrocinar o esporte brasileiro e acabar com aquela dependência quase doentia que a Lei Agnelo/Piva traz para as confederações nacionais, através da distribuição das verbas das loterias. E como sabemos que o COB (Comitê Olímpico Brasileiro), o responsável pela divisão do bolo, tem uma estranha “meritocracia” para decidir os critérios desta divisão, o surgimento desta que pode ser chamada de “terceira via olímpica” é algo que precisa ser bastante comemorado.

Notas relacionadas:

  1. Doping vai ganhando de goleada no esporte brasileiro
  2. Esporte brasileiro ficará mais rico para evitar mico nas Olimpíadas de 2016. Mas vai dar tempo?
  3. Está para acontecer mais um duro golpe no esporte do Brasil
Autor: Marcelo Laguna Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 21 de novembro de 2012 Olimpíadas, Seleção brasileira, Ídolos | 19:09

Escolha o melhor atleta do Brasil

Compartilhe: Twitter

Os candidatos ao Prêmio Brasil Olímpico 2012 foram anunciados nesta quarta-feira

Já são conhecidos os candidatos ao prêmio de Melhor Atleta de 2012, categoria masculina e feminina, do Prêmio Brasil Olímpico, organizado pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro). Nesta quarta-feira, a entidade anunciou os três atletas na categoria masculina e os três na feminina que estarão na disputa, escolhidos pelo público através da internet a partir desta quinta-feira, no site do próprio COB (www.cob.org.br). A festa de premiação está marcada para o dia 18 de dezembro, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Na verdade, não houve surpresa nas indicações, tendo sido escolhidos os destaques individuais do Brasil nos Jogos de Londres 2012. Entre as mulheres, estão concorrendo a judoca Sarah Menezes, medalha de ouro no judô; Sheilla Castro, integrante da seleção brasileira feminina de vôlei que faturou o bicampeonato olímpico; e Yane Marques, a melhor  surpresa em Londres, com medalha de bronze no pentatlo moderno.

Na categoria masculina, os escolhidos para concorrer ao prêmio são Arthur Zanetti, ouro na prova das argolas na ginástica artística masculina; Thiago Pereira, prata nos 200 m medley da natação em Londres; e Esquiva Falcão, também prata no boxe masculino olímpico.

Segundo o COB, a escolha dos três indicados ao prêmio em cada categoria foi feita por um juri composto por jornalistas, dirigentes, ex-atletas e personalidades do esporte. Estes votos terão 50% de peso na eleição final, após serem computados os votos na internet. Em 2011, os escolhidos foram Cesar Cielo (natação) e Fabiana Murer (atletismo).

O blogueiro não fica em cima do muro e declara que seus votos foram para Arthur Zanetti e Sarah Menezes.

Notas relacionadas:

  1. Jornal americano prevê recorde de ouros do Brasil em 2012
  2. Joice Silva é a quinta atleta da luta brasileira nas Olimpíadas
  3. Uma noite de prêmios, emoção e piadas
Autor: Marcelo Laguna Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 18 de junho de 2012 Olimpíadas, Seleção brasileira | 17:58

Brasil terá quase um time de futebol nos ringues em Londres

Compartilhe: Twitter

Erica Matos classificou-se para os Jogos de Londres graças a um convite da AIBA

E o boxe olímpico do Brasil continua numa fase… Não é que nesta segunda-feira a CBBoxe (Confederação Brasileira de Boxe) recebeu a confirmação de um convite da AIBA para a boxeador Érica Matos, na categoria até 51 kg? Com isso, a equipe brasileira em Londres terá dez representantes (sete homens e três mulheres), quase um time de futebol completo. Jamais o Brasil enviou tantos lutadores a uma única edição olímpica.

Érica garantiu sua vaga graças a vagas abertas nas Américas para atletas que não conseguiram classificação nas qualificações olímpicas (no caso do boxe feminino, o Mundial da China, realizado em maio último). Segundo o treinador da brasileira, Claudio Aires, ela só não se classificou diretamente por ter sido eliminada por uma coreana que ficou com o vice-campeonato mundial.

Confira quais são os brasileiros classificados para os Jogos Olímpicos 2012

Méritos de Érica Matos e também para o boxe brasileiro, que participará da primeira edição olímpica com o boxe feminino no programa dos Jogos com representantes em todas as categorias. Além de Érica, estarão competindo em Londres as boxeadoras Adriana Araújo (categoria até 60 kg) e Roseli Feitosa (até 75 kg).

Notas relacionadas:

  1. Maratona da tocha de Londres-12 terá quase 13 mil km
  2. E não é que o Brasil quase venceu na estreia do Pré-Olímpico masculino de handebol?
  3. Brasil também terá ‘reforço externo’ em Londres. Vale a pena?
Autor: Marcelo Laguna Tags: , , ,

terça-feira, 12 de junho de 2012 Imprensa, Olimpíadas, Vídeos, Ídolos | 07:45

O gigante cubano que esnobou US$ 1 milhão

Compartilhe: Twitter

O jovem Teófilo Stevenson, aos 14 anos, quando começou sua carreira no boxe

O destino gosta de aprontar algumas travessuras. A última destas pegadinhas fora de hora veio no final da noite desta segunda-feira, com a notícia da morte do ex-boxeador cubano Teófilo Stevenson, que não resistiu a um infarto fulminante, aos 60 anos, em Havana.

Não há exagero algum quando dizem que Teófilo Stevenson foi o maior lutador amador de todos os tempos. Até porque ele era muito grande mesmo: 1,90 m e 95 kg, que assustavam qualquer adversário. Lembro-me que ter ficado impressionado ao ler sobre os feitos deste cubano fantástico nas páginas da revista “Placar”, em textos saborosos escritos por José Maria de Aquino e Michel Laurence, relatando as conquistas de Stevenson nos Jogos Olímpicos de Munique 1972, Montreal 1976 e Moscou 1980.

Foram três Olimpíadas e três medalhas de ouro nos pesos pesados. No total, ele precisou de 13 lutas e 13 vitórias quatro por nocaute) para escrever seu nome na história dos Jogos. E não foram poucos os que queriam ver um duelo que tinha tudo para ser a verdadeira luta do século: o combate entre o americano Muhammad Ali e o comunista Teófilo Stevenson.

Só que nem mesmo uma bolsa de US$ 1 milhão de dólares seduziu o gigante cubano, que não deu bola para a oferta milionária para enfrentar Ali. A “luta do século” jamais aconteceu e Stevenson preferiu continuar como herói em sua pequena ilha, tornando-se uma lenda do esporte olímpico cubano e mundial.

Abaixo, veja a luta que deu a Teófilo Stevenson sua terceira medalha de ouro, quando venceu o soviético Pyotr Zayev, por pontos:

Notas relacionadas:

  1. Recado para os que adoram detonar o esporte de Cuba…
  2. Relembre como o gênio Muhammad Ali ganhou o ouro olímpico
  3. Antonio Carollo escreveu uma bela página do boxe do Brasil
Autor: Marcelo Laguna Tags: , , , , , ,

terça-feira, 15 de maio de 2012 Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 18:11

Boxe brasileiro vive momento histórico

Compartilhe: Twitter

Adriana Araújo (de azul) será a primeira brasileira a disputar o boxe feminino olímpico em Londres

Nenhuma modalidade merece tanto festejar um bom resultado nas Olimpíadas de Londres 2012 quanto o boxe. Relegado à condição de “primo pobre” dos esportes de combate, perdendo longe em prestígio para o judô no terreno olímpico – nem vou citar os badalados MMA/UFC no campo profissional atualmente, porque aí a derrota é ainda mais vexatória -, o boxe olímpico brasileiro passa por um momento especialmente feliz. E ainda por cima, resolveu fazer história no esporte brasileiro.

Primeiro, veio com a conquista de Everton Lopes, campeão mundial em 2011, na categoria até 64 kg (Meio Médio Ligeiro), o primeiro obtido por um boxeador amador do Brasil. Depois, veio a brilhante participação da equipe nacional no Pré-Olímpico das Américas, realizado no Rio de Janeiro, há uma semana. No torneio, o Brasil classificou quatro pugilistas, que ao lado dos que já estavam assegurados pelo Mundial, somam um total de sete boxeadores, recorde brasileiro na história olímpica da modalidade.

Nesta terça-feira, o feito histórico coube a uma mulher, Adriana Araújo, que ao avançar para as quartas de final do Mundial de Qinhuangdao, na China, tornou-se a primeira brasileira a participar do primeiro torneio olímpico feminino de boxe na história dos Jogos. Não é pouca coisa, especialmente por se tratar de uma categoria com poucas praticantes e onde o preconceito ainda é muito forte.

Não sei se estes bons resultados irão se traduzir em medalhas em Londres. Mas é inegável que o boxe olímpico brasileiro trilha um caminho certo e que tem tudo para se transformar em importantes vitórias nos próximos anos.

Notas relacionadas:

  1. Boxe brasileiro faz opção pragmática e ignora pesos pesados
  2. Boxe brasileiro faz “intensivão” em Cuba
  3. Boxe brasileiro vai bem na primeira parte do “intensivão”
Autor: Marcelo Laguna Tags: , , , , , ,

sábado, 5 de maio de 2012 Olimpíadas, Pré-Olímpico | 08:30

Boxe busca última chance de classificação para Londres

Compartilhe: Twitter

Boxeadores brasileiros buscam a partir deste sábado, no Ginásio do Maracanãzinho (RJ), a última chance de carimbar o passaporte para as Olimpíadas de Londres, com a disputa do Pré-Olímpico das Américas. Ao todo, 33 países do continente, reunindo 177 atletas, estarão buscando as 38 vagas remanescentes para os Jogos Olímpicos de 2012.

As disputas no Maracanãzinho neste sábado começarão a partir das 14h,  e de domingo (5) até o dia 12, data de encerramento da competição, o programa começará sempre às 15h, com entrada gratuita ao publico.

Vale lembrar que o Brasil tem três atletas classificados, graças ao desempenho no Mundial de Baku (Azerbaijão), em 2011: Everton Lopes (categoria até 64 kg); Esquiva Florentino (categoria até 75 kg); e Robson Conceição (categoria até 60 kg).

A distribuição de vagas por categoria no Pré-Olímpico do Rio é a seguinte:

49 kg: 3 vagas
52 kg: 2 vagas
56 kg: 4 vagas
60 kg: 4 vagas
64 kg: 5 vagas
69 kg: 5 vagas
75 kg: 5 vagas
81 kg: 4 vagas
91 kg: 3 vagas
+91kg: 3 vagas

O Brasil participa da competição com equipe completa (exeção às categorias em que já está classificado). Confira a seleção brasileira no Pré-Olímpico:

49 kg: Paulo Carvalho
52 kg: Julião Neto
56 kg: Robenilson Jesus
69 kg: Myke Carvalho
81 kg: Yamaguchi Florentino
91 kg: Elber Passos
+91 kg: Gidelson Oliveira

Vale lembrar que o boxe feminino, que fará sua estreia nos Jogos de Londres, terá como última seletiva o Campeonato Mundial da categoria, que será realizado em Chongqing (China), a partir da próxima quarta-feira (9).

Notas relacionadas:

  1. Os brasileiros classificados para Londres 2012
  2. Taekwondo brasileiro tenta última chance para Londres
  3. Brasil busca vaga olímpica nas lutas e tenta diminuir saldo negativo da modalidade
Autor: Marcelo Laguna Tags: , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. 4
  6. Última