Personagens Olímpicos | Blog Espírito Olímpico, por Marcelo Laguna - iG

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Arquivo da Categoria Personagens olímpicos

quinta-feira, 23 de agosto de 2012 Olimpíadas, Personagens olímpicos, Ídolos | 22:56

Yohan Blake, o homem mais rápido do mundo. Entre os mortais

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Yohan Blake comemora a vitória e sua marca histórica nos 100 m em Lausanne

Atualizado

Caro(a) leitor (a), não estranhe o título do post. No mundo real, dos mortais, é o jamaicanoYohan Blake quem pode ostentar o título de homem mais rápido do mundo. Sim, porque entre os extra-terrestres, a honraria pertence ao seu compatriota Usain Bolt, seis medalhas de ouro olímpicas no currículo e bicampeão dos 100 e 200 m rasos, repetindo um feito que ninguém alcançava desde Carl Lewis. Mas é bom que Bolt coloque as barbas de molho…

Nesta quinta-feira (23), Yohan Blake venceu com sobras a prova dos 100 m rasos, válida pela etapa de Lausanne (Suíça) da Liga de Diamante. O mais importante, contudo, foi a forma com que ele conseguiu o triunfo: ao cravar o tempo de 9s69, o jamaicano tornou-se o terceiro homem mais rápido do mundo na distância. Atrás somente de duas marcas obtidas justamente por Bolt, o recorde mundial da prova (9s58), de 2009, e o tempo que lhe deu o ouro em Londres 2012 (9s63).

Detalhe bastante relevante nesta estatística: Blake também detém o quarto e quinto tempos mais rápidos nos 100 m rasos em todos os tempos, com 9s75, obtidos na seletiva olímpica jamaicana, em junho deste ano, e nos próprios Jogos de Londres, quando levou a medalha de bronze. Vale lembrar que o americano Tyson Gay também cravou um tempo de 9s69 em 2009, em Xangai, mas com ajuda do vento de 2.0 m/s, acima do limite estabelecido pela IAAF (Associação das Federações Internacionais de Atletismo).

Com apenas 22 anos, Yohan Blake deu o azar de ter nascido na mesma época de Usain Bolt. O próprio colega de equipe costuma brincar sobre isso em entrevistas, quando deseja ressaltar sua supremacia nos 100 m. Mas acho que até mesmo Bolt já sentiu que não irá demorar muito tempo para que Blake o deixe para trás.

Vale lembrar que no Mundial de Daegu, no ano passado, Blake levou o título, beneficiado pela desclassificação de Bolt, após queimar a largada. E na seletiva jamaicana, Blake ficou em primeiro e Bolt, em terceiro. O bicampeão olímpico reconheceu em Londres que o desempenho do rival serviu para “acordá-lo” antes das Olimpíadas.

Portanto, se o trono de Usain Bolt continua inatingível por enquanto, é conveniente que ninguém se espante com o dia em que ele passar a ser ocupado por Yohan Blake. E pode ter certeza que este dia irá chegar.

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Autor: Marcelo Laguna Tags: , , , , , , , , ,

quinta-feira, 9 de agosto de 2012 Diário de viagem, Imagens Olímpicas, Olimpíadas, Personagens olímpicos | 09:26

O clima ‘contagiante’ da maratona aquática em Londres

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O torcedor não resistiu a tanta emoção na maratona aquática... e caiu no sono

A combinação maratona aquática de 10 km + sol forte do verão londrino pode produzir danos irreparáveis ao sono do torcedor que acompanha a prova no Hyde Park. Com duração prevista para cerca de duas horas, a competição dos Jogos Olímpicos de Londres e que conta com a participação da brasileira Poliana Okimoto tem sido uma prova de resistência até para os mais fanáticos.

Que o diga o torcedor da foto acima.

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sábado, 4 de agosto de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Personagens olímpicos, Seleção brasileira, Ídolos | 16:55

A diferença de postura que separa o campeão do atleta comum

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Faniana Murer tenta passar o sarrafo, na prova deste sábado pelo salto com vara nos Jogos de Londres

Ninguém gosta de perder. Eu mesmo odeio perder até quando jogo Playstation com meu filho. Imagine então o que sente um atleta que se prepara durante quatro anos, passa por uma série incalculável de sacrifícios e não consegue o resultado almejado. Com certeza, o sujeito vai ficar frustrado, irritado, injuriado. Em resumo, p…

Mesmo com todos estes atenuantes, é inacreditável ver a postura de alguns atletas brasileiros que estão competindo nas Olimpíadas de Londres. Por um questão de direitos de transmissão adquiridos, as televisões têm a preferência para realizar as entrevistas com os atletas que participam de uma prova, a chamada zona mista. Só depois, eles se encaminham à área destinada aos jornalistas de outros veículos.

E o que dizer quando um atleta, que ainda não ganhou nada na vida, simplesmente passa batido sem explicar os motivos pelo qual fracassou ou não conseguiu o  resultado que sonhava? Por que, no final, ele não está falando com com um ou outro repórter e sim com os próprios torcedores brasileiros.

A diferença de postura é evidente quando se compara o que ocorreu com Fabiana Murer e Rosângela Santos, duas das eliminadas do atletismo brasileiro neste sábado. O peso da derrota da Fabiana é incontavelmente maior do que o de Rosângela. Fabiana chegou a Londres cotada para brigar com a russa Elena Isinbaeva pela medalha de ouro no salto com vara, vinha com o status de campeã do mundo e voltará para casa como a atleta que foi prejudicada pelo vento. Mas ainda assim, ela não se escondeu, falou mais de meia hora com os jornalistas e, só depois, escondida de todos, caiu no choro com os integrantes da comissão técnica do Brasil.

E Rosângela Santos, que ainda está construindo sua história, tem como glória maior um ouro no Pan-Americano de Guadalajara nos 100 m, passou batido, só falando com a TV, após ser eliminada na semifinal dos 10o m, mesmo tendo feito o seu melhor tempo pessoal (11s17).

Na sexta-feira, o mesmo ocorreu na final dos 50 m nado livre. Favoritíssimo para o ouro, Cesar Cielo amargou o bronze, mas não se escondeu, falou com todos, mostrou postura de campeão. Em compensação, Bruno Fratus, que conseguiu um ótimo quarto lugar em sua primeira Olimpíada, passou mudo, ainda dando murros na porta. Só voltou por insistência da assessoria do COB, e com muita má vontade.

São estas atitudes  como estas que mostram a diferença entre um campeão e um atleta comum.

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Autor: Marcelo Laguna Tags: , , , , ,

quarta-feira, 1 de agosto de 2012 Imagens Olímpicas, Olimpíadas, Personagens olímpicos, Ídolos | 11:00

Phelps e o real significado da expressão ‘ver a história ao vivo’

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Michael Phelps comemora a medalha de ouro no 4 x 200m medley e o recorde de medalhas olímpicas

Meu amigo e colunista do Estadão e comentarista da ESPN Brasil, Antero Greco, costuma ficar incomodado com uma expressão que virou “carne de vaca”, no jargão jornalístico: Fulano (ou Fulana) está fazendo história…De repente, qualquer feito, qualquer resultado um pouco mais expressivo, serve como desculpa para irmos às redes sociais e exaltarmos que tal fato é o maior ou mais importante de nosso tempo.

Não é bem por aí, e concordo em gênero, número e grau com o Antero. Banalizou-se o fato de alguém conquistar um grande resultado esportivo, somente com a desculpa de valorizar excessivamente este resultado.

Só que o que ocorreu nesta terça-feira no Aquatics Centre, de Londres, merece sim ser chamado de fato histórico. E nem teria como ser diferente. Ao fechar o revezamento 4 x 200 m medley, o americano Michael Phelps garantiu a medalha de ouro para os EUA e tornou-se o maior medalhista da história dos Jogos Olímpicos, comum total de 19 medalhas, superando a soviética Larissa Latynina, que entre Melbourne 1956 e Tóquio 1064 ganhou 18.

A festa que ocorreu no parque aquático e o frenesi que tomou conta da zona mista, invadida por centenas de repórteres malucos para entrevistar Phelps, são coisas que não se esquecerão tão cedo. E posso dizer que vi dois destes momentos históricos na natação. O outro deles já relatei aqui no blog:  em Sydney 2000, quando comandada por Ian Thorpe, a equipe da Austrália bateu os EUA no revezamento 4 x 100 m livre, impondo a primeira derrota aos EUA nesta prova na história olímpica

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sexta-feira, 20 de julho de 2012 Imagens Olímpicas, Olimpíadas, Personagens olímpicos, Vídeos | 09:08

E faltam apenas sete dias para a festa começar

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Bem, caso você não tenha percebido, nesta sexta-feira faltarão apenas sete dias para a abertura da 30ª edição dos Jogos Olímpicos da Era Moderna. A festa do evento poliesportivo mais importante do planeta começará em Londres daqui a exatamente uma semana.  E para entrar no clima olímpico, que tal curtir este vídeo especial produzido pelo COI (Comitê Olímpico Internacional)?

Em 3min20s, alguns dos personagens e cenas mais marcantes da história dos Jogos – inclusive os de Inverno – são exibidos, como a vitória do etíope Abebe Bikila ganhando a maratona dos Jogos de Roma 1960; o americano Mark Spitz ganhando uma de suas sete medalhas de ouro em Munique 1972; Carl Lewis brilhando nos 100 m e no salto em distância em Los Angeles 1984 e Atlanta 1996; por sinal, nos Jogos de Atlanta que também consagraram o americano Michael Johnson nos 200 e 400 m; e como não poderia faltar, a performance inesquecível da romena Nádia Comaneci nas barras assimétricas, em Montreal 1976.

Bem, melhor do que ficar falando, é melhor curtir as imagens e esperar que estes sete dias passem bem rápido…

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quinta-feira, 17 de maio de 2012 Olimpíadas, Personagens olímpicos, Seleção brasileira | 19:17

A emoção de Maurren e o caráter de Fabiana

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Ainda dá tempo para dois pitacos a respeito do Grande Prêmio São Paulo de atletismo, realizado na fria noite desta quarta-feira, na pista do Estádio Ícaro de Castro Melo, no Ibirapuera. Em primeiro lugar, é preciso ressaltar a belíssima prova realizada por Maurren Maggi, nossa colega colunista aqui deste iG, que cravou em começo de temporada simplesmente o terceiro melhor resultado de 2012 no salto em distância, com 6,85 m, atrás somente de dois saltos da americana Brittney Reese.

Maurren Maggi comemora sua vitória no salto em distância do GP São Paulo

Chorona assumida, ela não conteve as lágrimas com o resultado, que lhe dá boas perspectivas para as Olimpíadas de Londres 2012. A favorita absoluta ao ouro para mim é Reese, mas é bom ninguém descartar Maurren Maggi nesta prova. Até porque trata-se da atual campeã olímpica da prova. O resultado desta quarta-feira é uma prova disso.

Outro ponto que me chamou a atenção foi a prova de Fabiana Murer no salto com vara. O resultado decepcionante precisa ser encarado de duas formas: a segunda colocação, atrás da cubana Yarisley Silva, deixou todos que foram ao Ibirapuera frustrados, especialmente a própria Fabiana. Mas por ser sua primeira prova no ano, fica a impressão que a campeã mundial de Daegu 2011 ainda tem muito a evoluir.

Fabiana Murer lamenta mais um de seus saltos errados na prova desta quarta-feira

Mas o que me deixou mais satisfeito foi mesmo a postura de Fabiana Murer. O frio cortante que fez em São Paulo na última quarta-feira foi usado por vários atletas como justificativa para modestos resultados. Menos por Fabiana. “É claro que o frio atrapalha, mas o atleta tem que estar preparado para isso. A verdade é que eu saltei muito mal e ela foi muito bem na prova.”

Simples e direta. Sem frescura e com muita sinceridade. Quem dera mais atletas tivessem o caráter de Fabiana Murer.

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quarta-feira, 14 de março de 2012 Histórias do esporte, Olimpíadas, Personagens olímpicos | 17:58

A cubana apaixonada e a estranha geografia olímpica

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A agora britânica Yamile Aldama comemora seu título no Mundial Indoor

A última segunda-feira foi especial para Yamile Aldama. Um dia antes, ela havia se tornando campeã mundial indoor no salto triplo, em Istambul (Turquia). Mas a atleta de 39 anos recebeu uma notícia ainda melhor fora das pistas, ao saber que o COI (Comitê Olímpico Internacional) concedeu a permissão para que ela possa competir sob a cidadania britânica. Assim, a cubana de nascimento representará o país-sede nas próximos Jogos Olímpicos de Londres 2012.

Num primeiro momento, me pareceu mais um daqueles casos famosos de atletas naturalizados por países sem tradição ou talentos em algumas modalidades, criando uma espécie de geografia à parte do esporte olímpico. Casos como os dos chineses do tênis de mesa competindo pela Argentina ou República Dominicana em Olimpíadas e Pan-Americanos. Ou então de quenianos ou outros fundistas africanos representando países sem tradição nestas provas do atletismo. E esta impressão só aumentou quando soube que Aldama já havia disputado uma edição de Jogos Olímpicos sob a bandeira do Sudão!

Mas graças ao amigo e colega Luís Augusto Simon, o Menon, repórter especial da “Revista ESPN” e conhecedor profundo de assuntos ligados à Cuba, pude saber que a história de Aldama é completamente diferente destes “atletas de aluguel” ou “britânicos de plástico”, como a imprensa inglesa tem se referido de maneira jocosa aos atletas de nacionalidades diferentes que vem se naturalizando, com o único objetivo de reforçar a equipe britânica em Londres.

Acompanhe as Olimpíadas 2012 no iG Esporte

Com Aldama, a história foi diferente. Promissora atleta de Cuba – ela havia sido campeã pan-americana em Winnipeg e quarta colocada em Sydney 2000 no salto triplo -, ela tinha uma vida confortável para os padrões cubanos, tendo recebido uma casa do governo pelo ouro no Pan. Só que conheceu um escocês chamado Andrew Dodds, que estudava espanhol em Havana. Apaixonada e grávida do namorado, Aldama decidiu se mudar para a Inglaterra, mas o processo burocrático foi lento e ela precisou esperar o filho nascer em Cuba para então tentar a sorte no novo país.

O que poderia ser um conto de fadas tornou-se um pesadelo, quando em 2002 seu marido foi preso por porte de drogas e condenado a 15 anos de prisão. Para piorar, ela teve seu processo de naturalização barrado pela Justiça britânica. Em 2003, ela era número um do ranking mundial, mas como já havia aberto mão da nacionalidade cubana, não poderia competir, pois efetivamente não pertencia a nenhum país. Foi então que os dirigentes do Sudão a procuraram e ela pôde competir pelo país africano nas Olimpíadas de Atenas 2004.

Após o marido ter sido solto da prisão, em 2009, Aldama teve finalmente liberado seu passaporte britânico. E com isso o velho desejo de poder competir pela Grã-Bretanha voltou com força total. Em uma reunião com os dirigentes do comitê olímpico britânico, a saltadora explicou que já morava há dez anos em Londres, que seus dois filhos eram britânicos e que seu maior desejo era poder representar o país nas pistas.

Aos 39 anos, sob uma terceira bandeira diferente, Yamile Aldama participará dos Jogos Olímpicos. Mas nem de longe ela pode ser chamada de “atleta de aluguel”.

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domingo, 19 de fevereiro de 2012 Histórias do esporte, Olimpíadas, Pan-Americano, Personagens olímpicos, Seleção brasileira, Ídolos | 12:12

Antonio Carollo escreveu uma bela página do boxe do Brasil

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Antonio Carollo morreu aos 88 anos

Em meio ao feriadão de carnaval, eis que pinta uma triste notícia para o esporte olímpico do Brasil: a morte de Antonio Carollo, um dos maiores treinadores da história do boxe brasileiro, ao lado de Kid Jofre, pai de Éder Jofre. Aos 88 anos, Carollo estava em sua casa, na cidade de Pereiras (SP) e sofreu um mal súbito quando estava na piscina.

Com Carollo, se foi também uma importante parte da história do boxe brasileiro, olímpico e profissional. Sim, porque ele foi o treinador que orientou o único medalhista do boxe nacional, Servilho de Oliveira, nas Olimpíadas da Cidade o México, em 1968. E no profissional, Carollo estava no córner de Miguel de Oliveira, quando ele foi campeão mundial dos médio-ligeiros em 1975. Ele também ajudou nas conquistas de outros campeões, como Acelino Popó e Valdemir “Sertão” Pereira.

Entrevistei Carollo em algumas oportunidades ao longo da carreira. Era uma pessoa séria, que não gostava muito de falar com os jornalistas, mas sempre atendia a todos com educação e paciência. Era uma verdadeira enciclopédia viva do boxe e tinha uma visão bem realista de uma época em que quase não havia recursos para a modalidade olímpica. Sua receita para superar estas dificuldades: trabalhar duro.

Não à toa que Antonio Carollo esteve à frente da seleção brasileira durante cinco edições de Jogos Olímpicos (além de 1968, esteve presente ainda nos Jogos de Munique 1972, Montreal 1976, Moscou 1980 e Barcelona 1992).  Participou ainda de cinco Jogos Pan-Americanos e dois Mundiais de Boxe.

O boxe brasileiro fica sem dúvida mais pobre sem Antonio Carollo.

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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012 Olimpíadas, Personagens olímpicos | 19:23

Caminhada pela paz ou jogada política?

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O Lorde Bates, ao final de sua caminhada, posa em frente ao relógio que faz a contagem regressiva para os Jogos

Esta quarta-feira ficou marcada por uma cena inusitada em Londres, após a chegada de um membro da Câmara dos Lordes de uma longa caminhada de 4.800 km, desde Olímpia, na Grécia, até a sede dos Jogos Olímpicos de 2012. Michael Bates, 50 anos, integrante do Partido Conservador, iniciou na Semana Santa de 2011 uma viagem para “ensinar as pessoas sobre o verdadeiro valor da chama olímpica” e com a esperança que as nações cessem as hostilidades durante o período dos Jogos.

Bates cumpriu uma viagem de 10 meses, que lhe rendeu um braço quebrado, por causa de um escorregão num barranco; sofrimento com o forte calor na Albânia; e uma dieta que teve como prato principal os Chicken McNuggets encomendados usando o Wi-Fi de seu celular, em todos os países pelos quais passou. Ainda assim, o político estava convicto da validade de sua aventura.

“Provavelmente todas as pessoas malucas acham que o que elas estão fazendo é perfeitamente saudável. Mas eu estava convencido do que estava fazendo”, disse Bates, cujo grande objetivo neste longa caminhada foi resgatar uma antiga tradição grega, que pedia o fim das hostilidades entre os países para permitir uma viagem segura dos atletas que iriam participar dos antigos Jogos Olímpicos.

Quem sou eu para duvidar das boas intenções do nobre lorde Bates, mas isso aí está com jeitão de pura propaganda política, hein?

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terça-feira, 17 de janeiro de 2012 Almanaque, Histórias do esporte, Imprensa, Olimpíadas, Personagens olímpicos, Vídeos, Ídolos | 10:37

Relembre como o gênio Muhammad Ali ganhou o ouro olímpico

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Muhammad Ali, então chamado Cassius Clay, no ponto mais alto do pódio em Roma 1960

Maior nome do boxe em todos os tempos, Muhammad Ali, que completa 70 anos nesta terça-feira e cuja brilhante carreira foi relembrada no iG Esporte – onde você pode conferir as grandes frases ditas por Ali, momentos marcantes de sua carreira e imagens de suas principais lutas – também teve seu nome marcado na história dos Jogos Olímpicos.

Para início de conversa, Ali sagrou-se campeão olímpico dos Jogos de Roma 1960 ainda com seu nome de batismo, Cassius Marcellus Clay Jr (ele só adotaria o nome de Muhammad Ali após se converter ao islamismo, em 1964). A outra curiosidade é que Ali não foi campeão atuando como peso pesado, onde imortalizou seu nome na história do boxe. Ele lutou em Roma na categoria meio pesado (com limite de peso até 81 kg).

A campanha olímpica de Ali foi absoluta e sem contestação. Disputou quatro lutas, vencendo três delas por decisão unânime dos jurados e em uma delas obrigou o árbitro a interromper o combate, tamanho o castigo que o jovem americano, então com 18 anos, impunha a seu adversário.

Eis a campanha de Cassius Clay/Muhammad Ali nos Jogos de Roma 1960, na categoria meio pesado:

Primeira rodada

Classificado automaticamente

Segunda rodada

Cassius Clay (EUA) venceu Yvon Becot (BEL) por decisão do árbitro no 2º assalto

Quartas de final

Cassius Clay (EUA) venceu Gennadiy Shatkov (URSS), 5:0

Semifinal

Cassius Clay (EUA) venceu Anthony Madigan (AUS), 5:0

Final

Cassius Clay (EUA) venceu Zbigniew Pietrzykowski (POL), 5:0

Confira as imagens da luta final em que Cassius Clay garantiu sua medalha de ouro em 1960:

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