Histórias Do Esporte | Blog Espírito Olímpico, por Marcelo Laguna - iG

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Arquivo da Categoria Histórias do esporte

sexta-feira, 22 de março de 2013 Almanaque, Histórias do esporte, Olimpíadas, Vídeos, Ídolos | 15:55

Antes de Bolt, havia Pietro Mennea…

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Pietro Mennea se prepara para a largada nas eliminatórias dos 200 m em Seul 1988, ano de sua despedida

Para quem acha que competições de velocidade em atletismo só combinam com atletas negros dos Estados Unidos e da Jamaica, atenção: houve uma época em que ninguém foi mais rápido nos 200 metros do que o italiano Pietro Mennea, dono do recorde mundial durante 17 anos, e que morreu nesta última quinta-feira, aos 61 anos, de causas não reveladas.

Mennea foi uma verdadeira lenda para o atletismo mundial. Primeiro, por se tratar de um italiano, país que não tem tradição nas provas rápidas de pista. Além disso, o recorde cravado na Cidade do México, em 1º de setembro de 1979, 19s72, demorou quase duas décadas para ser superado. O feito coube a outro extraordinário atleta, Michael Johnson, em 1996, às vésperas das Olimpíadas de Atlanta (quando, por sinal, quebraria o recorde novamente).

Outro ponto que comprova a importância de Pietro Mennea na história dos 200 m é que seu antigo recorde permanece entre as dez melhores marcas nesta prova em todos os tempos, quase 34 anos depois.

Nos Jogos de Moscou 1980, Pietro Mennea alcançou seu maior feito na carreira, ao ganhar a medalha de ouro nos 200 m, em uma chegada emocionante, superando o britânico Allan Wells nos metros finais. Mennea ainda conquistou outras duas medalhas de bronze olímpicas, no revezamento 4 x 400 m (em 80) e nos 200 m (em Munique 1972). Disputou cinco edições consecutivas dos Jogos Olímpicos, tendo participando ainda de Montreal 1976, Los Angeles 1984 e despedindo-se em Seul 1988, aos 36 anos.

Após a aposentadoria, tornou-se político ligado aos partidos de centro-esquerda e professor universitário de direito. Sua morte comoveu a Itália, tanto que no amistoso entre Brasil e a seleção italiana, na última quinta-feira, foi prestado um minuto de silencio em sua homenagem.

Ao falar de Pietro Mennea, imediatamente me lembro do ótimo filme “Homens Brancos Não Sabem Enterrar” (1992), do cineasta americano Spike Lee, que contava a história de dois jogadores de basquete de rua (Woody Harrelson e Wesley Snipes) e brincava com a ideia de que somente os negros conseguiriam fazer aquelas incríveis enterradas durante o jogo. Pois bem, se visse o filme, Mennea poderia perfeitamente bater no peito e dizer: “Homens brancos também sabem correr”.

Reveja a incrível vitória de Pietro Mennea na final olímpica dos 200 metros em Moscou 80:

Notas relacionadas:

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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013 Histórias do esporte, Olimpíadas, Pan-Americano, Seleção brasileira, Ídolos | 20:45

Ary Ventura Vidal…

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Ary Vidal, que morreu nesta segunda-feira, já vinha sofrendo com problemas de saúde há algum tempo

Ainda estava tentando assimilar o soco no estômago deste domingo, após a tragédia de Santa Maria que causou a morte de mais de 230 jovens, quando abro a internet e me deparo com a notícia da morte de Ary Vidal, um dos maiores treinadores que o basquete brasileiro já conheceu. Ele estava com 77 anos e já vinha doente há algum tempo, tendo sofrido um AVC  anos atrás e mais recentemente um infarto e insuficiência renal. Ele será sepultado nesta terça-feira, no Rio de Janeiro.

Seria até redundante tentar explicar em algumas linhas deste post a importância de Ary Vidal para o basquete brasileiro. Com uma precoce carreira de treinador, iniciada em 1959, comandou as principais equipes do país, sempre introduzindo nelas um traço que o perseguiu ao longo da carreira: o gosto pelo jogo ofensivo, intenso.

Característica essa que foi marcante na maior conquista de sua carreira e uma das principais do próprio basquete masculino nacional, com a medalha de ouro no Pan-Americano de Indianápolis, em 1987. Na ocasião, a seleção brasileira causou a primeira e única derrota de uma equipe dos EUA (que só tinha um tal de David Robinson no elenco) em seu próprio território, vencendo a final por 120 a 115. E o grande segredo desta vitória o próprio Ary se orgulhava em contar: estimular os chutes da linha de três pontos de Oscar e Marcel, os especialistas neste fundamento.

“Quando a Fiba introduziu a linha de três pontos, eu virei para o Oscar e o Marcel e disse que se conseguíssemos saber tirar proveito disso, teríamos uma arma imbatível. E estava certo”, disse Ary certa vez, em uma das várias oportunidades em que tive a honra de entrevistá-lo.

Críticos diziam que Ary Vidal era apenas um “bom motivador” de elencos repletos de craques e medalhões. Ouvi isso de alguns dirigentes. Pura inveja, na minha opinião. Ou como justificar que um mero “motivador” exiba um aproveitamento de mais de 74% de vitórias no comando da seleção (92 vitórias e 29 derrotas)? E como explicar aos invejosos o feito histórico de Ary Vidal, ao transformar um time sem estrelas, como o Corinthians de Santa Cruz do Sul (RS), em campeão brasileiro, na temporada de 1994?

E vale lembrar que com Ary Vidal, o Brasil subiu ao pódio pela última vez na história dos Mundiais de basquete, em 1978, nas Filipinas. E antes do argentino Rubén Magnano dirigir o Brasil em Londres 2012, foi Vidal quem estava à frente da seleção masculina em sua última participação em Olimpíadas, em Atlanta 1996, ao classificar a equipe durante o Pré-Olímpico de Neuquén (Arg), em 95.

Aliás, é deste torneio que guardo uma das lembranças mais marcantes de Ary Vidal, um homem que era extremamente inteligente, bom de papo, adorava falar com os jornalistas e, talvez por conta de tudo isso, bastante vaidoso. O Brasil fazia uma campanha irregular e chegou à última rodada da segunda fase ameaçado de eliminação. Para isso, bastava o Uruguai bater Cuba, na preliminar de Brasil x Porto Rico.

A turma de jornalistas brasileiros estava posicionada para acompanhar a partida, meio ressabiada, já prevendo o pior. Eis que vimos Ary na tribuna de imprensa, sentado ao nosso lado. Ele disse que não conseguiria esperar o resultado no hotel e decidiu chegar antes da delegação. Ainda assim, esbanjava confiança:  ”Cuba vai vencer”, disse, mostrando um otimismo até um pouco excessivo, pela situação dramática do time. Mas ele não perdeu a pose, muito pelo contrário.

Só sei que durante o jogo, ele fumou pelo menos uns cinco cigarros, um atrás do outro, sem dizer uma palavra. No final, o inacreditável: Cuba, que até então era o saco de pancadas, venceu os uruguaios por 20 pontos de diferença, assegurando a passagem do Brasil para as semifinais. Aí, Ary Vidal se virou para o grupo de jornalistas, e todo pimpão, nos desafiou: “Eu não disse que Cuba iria ganhar?”, dando uma piscada marota.

Sim, Ary Ventura Vidal vai fazer muita falta…

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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013 Histórias do esporte, Imprensa, Olimpíadas, Vídeos, Ídolos | 07:19

As mentiras de Armstrong e o ciclismo sob suspeita

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Lance Armstrong, durante a entrevista histórica para a apresentadora Oprah Winfrey

Bem, havia dito que passaria por aqui no caso de algo extraordinário. E dá para falar algo diferente após a entrevista concedida pelo ciclista americano Lance Armstrong à apresentadora Oprah Winfrey, exibida no Brasil pelo canal Discovery, no começo da madrugada desta sexta?

Ninguém pode dizer que ficou surpreendido com a confissão do ciclista americano Lance Armstrong de ter usado doping ao longo de sua vitoriosa carreira, especialmente nas conquistas de seus sete títulos da Volta da França, durante a sensacional entrevista à Oprah Winfrey – que deu um show de jornalismo, vale ressaltar. A segunda parte da conversa, inclusive, será exibida nesta sexta-feira, novamente pelo Discovery.

Mas embora sem surpresas, diante das evidências que o caso tomou desde setembro do ano passado, quando a Usada (sigla em inglês para agência antidoping dos EUA) declarou a culpa do ciclista, as palavras de Armstrong surpreenderam, sim, pela dura sinceridade. Sem pensar duas vezes, o ciclista admitiu ter participado (e sido o grande mentor) de um esquema de doping que o acompanhou ao longo de sua carreira.

Aquele cara que conquistou a admiração do mundo inteiro, por ter vencido um câncer e chegado à glória do esporte, era na verdade um grande charlatão, um embuste, uma mentira!

E nesse ponto é que se concentra o grande prejuízo que Lance Armstrong trouxe ao esporte, mas principalmente a si próprio: a imagem de não passar de um grande mentiroso. As imagens que Oprah e sua equipe de produção resgataram de entrevistas antigas do ciclista, defendendo o médico Michele Ferrari, que foi banido do ciclismo, isentando-o de qualquer culpa em esquemas envolvendo doping, chocam pelo cinismo.

Mas se a reputação de Armstrong sai irremediavelmente arrasada deste episódio – parece-me quase impossível que ele consiga reconstruir sua imagem depois de tudo o que aconteceu -, também não é nada confortável a situação do ciclismo de modo geral. O próprio Lance deixou claro que existe uma “cultura” que estimula o uso de doping no ciclismo e que outros integrantes de sua equipe confessaram o uso de substâncias proibidas.

O caso é tão sério que um membro do COI (Comitê Olímpico Internacional), Dick Pound, ex-presidente da agência mundial antidoping, chegou a dizer que o ciclismo pode ficar ameaçado de permanecer no programa das Olimpíadas, após a confissão de Armstrong. E mesmo no Brasil a situação não é muito confortável para a modalidade. Em 2011, a ESPN Brasil, em seu programa “Histórias do Esporte”, mostrou uma reportagem relatando diversos casos de doping que estranhamente não foram divulgados pela CBC (Confederação Brasileira de Ciclismo).

No ciclismo, pelo jeito, é mais fácil você encontrar os vilões do que os mocinhos.

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  1. Ciclismo olímpico em clima real
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Autor: Marcelo Laguna Tags: , , , , ,

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013 Histórias do esporte, Isso é Brasil | 14:30

Gari-atleta supera jornada dupla para brilhar nas provas de rua

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Mesmo trabalhando como gari, Ivanildo Dias foi o 15º melhor brasileiro na São Silvestre

Correr 23 km atrás de um caminhão de lixo todas as noites, e ainda encontrar disposição para treinar outros tantos pela manhã, não assustam o baiano Ivanildo Dias. O gari, que começou a correr apenas em 2005, durante uma seletiva para a São Silvestre na empresa pela qual trabalhava, já coleciona vitórias em várias corridas de rua em São Paulo.

E olha que ele precisa encarar uma rotina nada fácil, tendo que conciliar o trabalho na limpeza das ruas e com os treinos. “Eu descanso muito pouco, afinal corro pelo trabalho à noite e de manhã corro pelo treino. E nos dias de prova, cumpro a minha jornada na empresa e vou direto para a corrida, sem dormir”, explica o gari-atleta, que compete representando o Clube Espéria.

Mas mesmo com dificuldades, Ivanildo Dias vem fazendo bonito. Na última Corrida de São Silvestre, Dias não ficou muito longe do vencedor da prova, o queniano Edwin Kipsang, que cumpriu os 15 km em 44min05s. O gari-atleta, de 33 anos e nascido em Monte Santo (BA) completou o percurso em 48min21s, ficando na 25ª posição. Mesmo sendo praticamente um atleta amador, foi o 15º melhor brasileiro classificado na prova.

Foi a terceira vez seguida que Ivanildo Dias terminou entre os 30 primeiros da São Silvestre. Em 2011 ele ficou também em 25º e em 2010 ocupou a 29ª posição. No ano passado, ele também venceu cinco importantes provas de rua em São Paulo.

E fez tudo isso trabalhando como gari. E você aí reclamando da vida…

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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013 Histórias do esporte, Isso é Brasil | 12:30

Hora de uma revisão histórica no esporte brasileiro

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Antonio dos Reis Carneiro, que presidiu a Fiba, entrega troféu para Wlamir Marques

Confesso que havia passado batido no tema, e assim prosseguiria se não fosse por um recado enviado pelo atento Alberto Murray Neto, editor do ótimo blog Alberto Murray Olímpico. Em 2012, em meio à festa promovida pela CBV (Confederação Brasileira de Vôlei), e repercutida pela maioria absoluta da imprensa, enalteceu-se o feito de Ary Graça ao conquistar a presidência da FIVB (Federação Internacional de Vôlei).

Na época, a CBV divulgou, e todo mundo embarcou, que Graça tornava-se então o segundo brasileiro a alcançar a presidência de uma federação internacional esportiva, repetindo assim o feito de João Havelange, que comandou a Fifa por 24 anos (1974 a 1998).

Só que a informação está errada…

Houve um outro cartola brasileiro a ocupar a presidência de uma entidade mundial entre os esportes olímpicos. Entre 1960 e 68, a presidência da Fiba (Federação Internacional de Basquete) foi ocupada por um brasileiro, Antonio dos Reis Carneiro, que foi o terceiro homem a comandar a entidade. E vale lembrar que não foi numa época qualquer: Carneiro comandou a Fiba na era de ouro do basquete brasileiro, bicampeão mundial em 1959/63, além de ter obtido no período duas medalhas de bronze olímpicas (Roma 1960 e Tóquio 1964).

Carneiro foi, portanto, o primeiro brasileiro a ser eleito presidente de uma entidade esportiva internacional.

Fico aqui pensando com meus botões que raios a CBB (Confederação Brasileira de Basquete) estava com a cabeça ao não toma alguma atitude mais enérgica para consertar esse erro histórico protestando com a CBV pela “propagando enganosa”. Na verdade, a entidade fez alguma coisa. Publicou uma nota em seu site no mês de setembro, mas em termos tão modestos, secretos, quase como se desculpando por estragar a festa de Ary Graça (que nem foi citado na nota!), que duvido que algum jornalista tenha se dado conta.

Por sua visão moderna do esporte, e tomando conhecimento da verdade, o próprio Ary Graça deveria vir a público e destacar o verdadeiro papel de Antonio dos Reis Carneiro no esporte brasileiro. E cá entre nós, até o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) deveria também fazer sua parte e ajudar a divulgar essa informação, pois ele também saudou o feito do atual presidente da FIVB na época.

Uma pequena revisão histórica não faria mal a ninguém.

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  1. Cartola do tênis de mesa pode ser a solução para Nuzman
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Autor: Marcelo Laguna Tags: , , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 23 de novembro de 2012 Histórias do esporte, Ídolos | 12:36

O professor Nelson vai fazer falta

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Nelson Prudêncio em ação numa clínica de atletismo, realizada no Sesc Pompéia, em fevereiro deste ano

A esta altura, todo mundo já recebeu a triste notícia desta sexta-feira, sobre a morte do medalhista olímpico Nelson Prudêncio, que morreu aos 68 anos, em São Carlos, vítima de um câncer fulminante, descoberto há cerca de um mês. Da mesma forma, já foi relembrada – pena que isso só ocorre em ocasiões como esta -, com muita justiça, as duas medalhas conquistadas por Prudêncio no salto triplo em Jogos Olímpicos, a de prata na edição de 1968, na Cidade do México, e em 1972, em Munique.

Com a morte de Nelson Prudêncio, o Brasil perde definitivamente seus representantes da chamada “geração de ouro” do triplo, que foi formada por Adhemar Ferreira da Silva (morto em 2001) e João Carlos de Oliveira, o João do Pulo (que foi o primeiro a morrer, em 1999). Todos os três medalhistas olímpicos (no caso de Adhemar, bicampeão olímpico) e recordistas mundiais, em algum determinado momento de suas carreiras.

Por tudo isso, prefiro falar aqui do outro lado de Nelson Prudêncio, o do homem que se dedicou, após o encerramento de sua carreira, a ensinar e transmitir seus conhecimentos como professor doutor da Universidade Federal de São Carlos, cidade onde vivia.

De forma tranquila e didática, sem ser pedante, o “professor” Nelson falava de atletismo com naturalidade, explicando calmamente ao seu interlocutor sua visão do esporte brasileiro e como ajudar na massificação, na busca de novos talentos.

Fui testemunha de um exemplo deste trabalho educativo de Prudêncio este ano, numa clínica de atletismo promovida pelo Sesc Pompéia, em fevereiro. Era um atividade voltada para crianças, portanto sem nenhuma pretensão de tirar de lá um atleta olímpico. Mas foi incrível ver a paciência com a qual ele tentava ensinar aos pequenos a forma correta de correr, saltar ou mesmo fazer um simples alongamento.

Minha filha pediu para se juntar à turma. Depois, quis tirar uma foto com aquele senhor, que ela não sabia quem era. Foi então que eu lhe respondi: “Você conheceu um dos poucos heróis olímpicos brasileiros”.

Sim, o professor Nelson irá fazer muita falta.

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segunda-feira, 15 de outubro de 2012 Histórias do esporte, Imprensa, Olimpíadas, Pan-Americano, Seleção brasileira, Ídolos | 23:48

As belas lembranças de outubro no esporte brasileiro

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João Carlos de Oliveira bateu o recorde mundial no Pan de 1975

A memória sempre foi boa, mas é claro que às vezes falha. E a ajuda para estas recordações vieram em posts oportunos publicados pelas assessorias da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) e CBB (Confederação Brasileira de Basquete) nesta segunda-feira, mostrando  o quanto especial é o mês de outubro para o esporte olímpico brasileiro.

Primeiro, foi a CBAt, que lembrou o feito histórico alcançado por João Carlos de Oliveira, o João do Pulo, que em 15 de outubro de 1975, na Cidade do México, durante os Jogos Pan-Americanos, bateu no recorde mundial do salto triplo. A marca foi assombrosa: 17,89 m, transformando o então desconhecido sargento do Exército no João do Pulo, que ainda alcançaria duas medalhas de bronze olímpicas em Montreal 1976 e Moscou 1980.

O salto foi tão impressionante que o recorde demorou dez anos para ser batido, em 1985, quando João do Pulo já havia encerrado a carreira, após perder uma perna em um acidente automobilístico.

As outras imagens marcantes do mês de outubro para o esporte brasileiro vieram das quadras de basquete e vôlei. No dia 13 de outubro de 2002, um saque perfeito de Giovani deu à seleção masculina seu primeiro título mundial, ao vencer a Rússia por 3 a 2, na Argentina.

E foi num 14 de outubro, mas do distante ano de 1978, que a seleção brasileira masculina de basquete subiu pela última vez num pódio em um Campeonato Mundial, ao ficar em terceiro lugar no Mundial das Filipinas. No jogo decisivo, uma cesta incrível do ala Marcel de Souza, praticamente do meio da quadra, quando faltava somente um segundo para o final da partida, deu a vitória diante da Itália por 86 a 85 e a conquista da medalha de bronze.

A lembrança feita pela CBB, acompanhada por um histórico vídeo da Rede Globo, que transmitiu aquele jogo, na voz do locutor Luciano do Valle, trouxe para mim uma bela lembrança e a certeza que outubro é um mês especial para o esporte olímpico brasileiro.

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Autor: Marcelo Laguna Tags: , , , , , , ,

terça-feira, 25 de setembro de 2012 Histórias do esporte, Olimpíadas, Seleção brasileira | 23:29

Atletismo das Américas resgata parte de sua história

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O livro "Jogos Olímpicos Latino-Americanos", do argentino César Torres, resgata uma etapa esquecida no atletismo das Américas

Talvez a maioria das pessoas não saiba, mas há 90 anos, foi disputada no Rio de Janeiro, como parte da comemoração do Centenário da Independência do Brasil, em 1922, uma edição poliesportiva chamada “Jogos Olímpicos Latino-Americanos”. E embora tivesse sido uma competição de vida única, foi envolvida em torno de uma controvérsia: todos os resultados do torneio de atletismo foram anulados, por causa de um desentendimento entre as delegações.

Pois coube a um historiador argentino resgatar uma parte da história do atletismo das Américas. A história toda é contada no livro “Jogos Olímpicos Latino-Americanos”, de autoria de César Torres e que foi publicado pela CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo). O lançamento aconteceu na última segunda-feira (24).

O trabalho do historiador argentino demorou sete anos para ser concluído. A edição desta Olimpíada Latino-Americana contou com a participação de atletas do Argentina, Uruguai, Chile, México, além do Paraguai, que participou apenas do torneio de futebol. A maior parte das competições no Estádio das Laranjeiras, que pertence aso Fluminense e foi ampliado para receber a competição e também o Campeonato Sul-Americano de futebol, que ocorreu no mesmo ano.

Por conta de um desentendimento, a delegação do Chile exigiu que todos os resultados do torneio de atletismo fossem anulados. E não foi um torneio de nível fraco, é bom destacar. No evento de 1922, estava o chileno Manuel Plaza, ganhador de cinco medalhas de ouro, e que em 1928 conquistaria a prata na maratona olímpica em Amsterdã. Do Brasil, o grande destaque foi Willy Seewald, campeão do lançamento do dardo e que, em 1924, faria parte da primeira equipe olímpica do atletismo nacional, em Paris.

Antes do Campeonato Sul-Americano Sub 23, realizado no último final de semana, em São Paulo, os dirigentes da Consudatle (Confederação Sul-Americana de Atletismo) decidiram revalidar os resultados do evento de 22, dando uma importância ainda maior para o belo trabalho de César Torres, que mora há 16 anos nos EUA e leciona na Universidade do Estado de Nova York.

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Autor: Marcelo Laguna Tags: , , ,

quarta-feira, 5 de setembro de 2012 Histórias do esporte, Imagens Paralímpicas, Olimpíadas, Paraolimpíadas, Vídeos, Ídolos | 13:22

Medalha de ouro e uma lição de vida

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Alessandro Zanardi comemora a medalha de ouro no ciclismo das Paralimpíadas de Londres

Há 11 anos, ele quase morreu em um pavoroso acidente em uma prova da F-Indy, na Alemanha, em Lauditz. O choque, com o canadense Alex Tagliani, foi a quase 300 km/h. Chegou a ficar em coma, os médicos duvidavam que ele sobrevivesse e por fim, as pernas tiveram que ser amputadas.

Diante de tudo isso, poderia se imaginar que o piloto Alessandro Zanardi caísse em depressão ou coisa parecida. Sua vida sempre tinha sido o automobilismo (antes da Indy, havia sido piloto de F-1). Mas em menos de dois anos do acidente de 2001, ele já estava competindo em corridas do Mundial de Turismo, em um carro adaptado. Depois, passou a competir em maratonas famosas como Nova York, na categoria bicicleta com as mãos (handbike).

Nesta quarta-feira, Zanardi deu mais uma lição de vida, ao ganhar a medalha de ouro na prova de ciclismo com as mãos, pelas Paralimpíadas de Londres 2012, ironicamente obtida em um autódromo, em Brands Hatch. Uma vitória para a história!

Só mesmo o esporte para proporcionar histórias que são verdadeiros roteiros de cinema na vida real.

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domingo, 18 de março de 2012 Histórias do esporte, Olimpíadas, Pré-Olímpico, Ídolos | 14:21

O feito de Pistorius e a história que se repete em Londres

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O húngaro Karoly Takacs, duas vezes campeão olímpico, mesmo tendo uma mão amputada

Ainda na sequência do notável feito obtido neste sábado pelo sul-africano Oscar Pistorius – que obteve índice nos 400 m para disputar as Olimpíadas de Londres 2012 – vale destacar uma incrível coincidência que só o esporte é capaz de nos proporcionar.

Pistorius, que foi o primeiro atleta biamputado a disputar o Campeonato Mundial de Atletismo, em Daegu (Coreia do Sul), no ano passado, ainda depende de uma confirmação da federação sul-africana de atletismo para ter sua participação confirmada em Londres. Mesmo sendo um feito impressionante caso sua participação seja confirmada, Oscar Pistorius não será o primeiro atleta com deficiência física a disputar uma edição de Jogos Olímpicos.

Coincidentemente, a mesma Londres assistiu, na edição das Olimpíadas de 1948, um atleta hoje chamado de paralímpico disputar os Jogos. O húngaro Karoly Takacs, primeiro bicampeão olímpico na modalidade tiro rápido 25 metros, perdeu a mão direita, que foi decepada após a explosão de uma granada, durante a 2ª Guerra Mundial, quando integrava o exército húngaro.

Takacs, que era sargento, fez parte da equipe de seu país que foi campeã mundial em 1938. Pouco tempo depois, ocorreu o acidente. Imaginava-se que ele abandonaria o esporte, mas aconteceu justamente o contrário. Dedicou-se a aprender a atirar com a mão direita e o fez tão bem que, dez anos depois, integrou a equipe húngara de tiro em Londres. E saiu de lá com uma medalha de ouro. Feito repetido nos Jogos de Helsinque, em 1952.

O sargento húngaro que só tinha uma mão ainda disputou os Jogos de Melbourne, em 1956, mas saiu de lá sem medalhas. Isso não importa. O fato é que tanto Pistorius e suas pernas de fibra de carbono, quanto Takacs que ganhou dois ouros com apenas uma mão, merecem entrar na história dos heróis olímpicos.

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  1. O feito de Cesar Cielo é incontestável. Dentro d’água
  2. Mundial de Atletismo entra na história com Oscar Pistorius
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Autor: Marcelo Laguna Tags: , , , , , , ,

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