Nova bronca do COI liga sinal amarelo no Rio 2016
“Nossa mensagem continua sendo que há tempo, porém o tempo está passando. Eles (organizadores do Rio) precisam continuar trabalhando nisto com todo o vigor”
A frase do porta-voz do COI (Comitê Olímpico Internacional), Mark Adams, dita após uma reunião de trabalho com os integrantes do comitê organizador do Rio 2016 nesta terça-feira, na Suíça, dá o exato tom de preocupação da entidade que comanda o esporte olímpico mundial sobre a forma com que as coisas estão sendo conduzidas por aqui. O COI, definitivamente, já começa a coçar a cabeça, preocupado se o Rio de Janeiro conseguirá cumprir as metas. O sinal amarelo já está ligado em Lausanne.
Agora, a preocupação do COI diz respeito à indefinição sobre o local onde será realizado o torneio de rúgbi seven, que a princípio estava marcado para acontecer em São Januário, mas como o Vasco da Gama, dono do estádio, não conseguiu as garantias financeiras para fazer as reformas necessárias, a disputa deverá acontecer no Engenhão mesmo. O hóquei de grama também segue sem local definido.
Também incomoda os dirigentes do COI o fato do orçamento para os Jogos não ter sido fechado ainda. E faltam menos de três anos para as próximas Olimpíadas.
Vale ressalta que não foi o primeiro pito público que o pessoal do Rio 2016 leva do COI. Em junho, a marroquina Nawal El Moutawakel, presidente da Comissão de Coordenação, disse com todas as letras, após uma visita ao Brasil: “Está ficando aparente que os prazos de entrega estão apertados e que o volume de trabalho a ser completado é considerável”.
Carlos Nuzman, presidente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) e também do Rio 2016, o comitê que organiza os Jogos, aparenta tranquilidade. Ele diz que todos os prazos serão cumpridos normalmente e que a preparação está no caminho certo. Mas ele sabe, no fundo, que as reclamações do COI não são gratuitas e já está preocupado para que tudo saia conforme a expectativa.
Não será nada fácil nos próximos três anos e meio para os integrantes do Rio 2016 conviver com a sombra do sucesso de Londres 2012.
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