Hóquei sobre grama do Brasil apanha para aprender
Nesta quinta-feira, a seleção brasileira masculina de hóquei sobre grama fez talvez o jogo mais importante de sua pouco destacada existência, ao estrear no Pré-Olímpico mundial da modalidade, que está sendo realizado na cidade de Kakamigahara, no Japão, onde está em disputa a última vaga para os Jogos de Londres 2012. Mas a estreia foi longe de ser brilhante, muito pelo contrário: o time brasileiro levou uma verdadeira surra da África do Sul, perdendo por 11 a 1. Mas o resultado não traz maiores prejuízos, além daqueles que uma goleada acachapante como essa possa trazer em qualquer situação.
O fato é que o Brasil está usando o Pré-Olímpico do Japão como um treinamento de luxo em sua preparação visando os Jogos do Rio 2016, quando a equipe terá vaga assegurada justamente por ser país sede. E justamente por ter tradição zero neste esporte é que a CBHG (Confederação Brasileira de Hóquei sobre Grama) decidiu aceitar o convite da FIH (Federação Internacional de Hóquei) para participar deste Pré-Olímpico, mesmo sabendo que terá chance zero de classificação.
Será muito bom mesmo que os jogadores brasileiros aproveitem a chance de poder enfrentar países com um mínimo de tradição do hóquei sobre grama, pois será a melhor forma de evitar um vexame histórico no Rio de Janeiro daqui a quatro anos. Algo como o que ocorreu nos Jogos Pan-Americanos de 2007, quando o Brasil foi o verdadeiro saco de pancadas da competição.
E a despeito do que o elástico marcador em favor dos sul-africanos possa dizer, ao menos um jogador chamou a atenção de todos na partida. O goleiro brasileiro Daniel Tatara foi apontado como o grande responsável pela diferença de gols não ter sido ainda maior, segundo o relato da partida no site oficial da FIH.
No sábado, o Brasil faz sua segunda partida, contra o Japão. Vamos ver se as lições dos 11 a 1 contra a África do Sul foram bem assimiladas.
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2 comentários | Comentar
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2 Rafael fisher 02/05/2012 19:29
Esse aí é mais um esporte que tem dirigentes pra lá de duvidosos…e põe duvidosos nisso… o Brasil pelo que me consta não está assegurado, assim como a Grécia também nao participou em 2004.
1 Sérgio Rossa 27/04/2012 23:02
Estive em Santa Catarina visitando o SESC Cacupé em Jan 2007 e durante o almoço chegaram ao restaurante vários jovens uniformizados com roupas do Brasil e descobri que era a seleção de hóquei sobre grama que treinava ali. Conversei com alguns deles e fui percebendo que naquele momento, 6 meses antes do Pan do Rio, que os garotos estavam iniciando no esporte e muitos sem noção do esporte e sem noção do evento que viria.
Fui um presságio do que vi momentos depois.
O treinamento da Seleção Brasileira de Hóquei de Grama, me pareceu uma brincadeira. Meninos e meninas misturados por falta de número mínimo de joagadores. Mas o pior era o local. Era um campo de grama sintética, até aí, tudo bem.
O grande problema é que eles jogavam nas dimensões daquele campo e nas traves de futebol.
Não existia as marcações, dimensões adequadas do campo e nem as traves adequadas, condições mínimas para iniciação no esporte.
Fui questionar a ausência das traves e das marcações e percebi que a preocupação com aquilo era mais minha, um apaixonado por esporte, do que deles, que cerca de 6 meses depois representariam o Brasil, dentro de casa.
Percebi, que o problema era bem maior do que somente falta de tradição num esporte. O buraco era bem mais embaixo. O resultado veio em Julho de 2007. Será que algo mudou em 5 anos??