Exclusão da Star para 2016 é uma derrota para o Brasil
A notícia da decisão da Isaf (Federação Internacional de Vela), que em assembleia realizada no último sábado excluiu a classe Star do programa olímpico dos Jogos do Rio-16, representou uma grande derrota para a a vela do Brasil. Mas também foi um duro golpe nos organizadores das Olimpíadas do Brasil.
Carlos Nuzman, presidente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) e também do Co-Rio, conhecido por transitar bem nos bastidores da política esportiva internacional, desta vez não mostrou a mesma habilidade para impedir tamanha barbaridade cometida pela Isaf. Influenciada pelo lobby das confederações da Ásia e da Oceania, que preferem barcos menores, a entidade aceitou tirar a mais antiga classe do programa olímpico da vela (a Star faz parte dos Jogos desde 1932). E por tabela rendeu ao esporte brasileiro um enorme prejuízo.
No total, a classe Star rendeu ao Brasil nada menos do que cinco medalhas ao país nas Olimpíadas: duas de ouro, uma de prata e duas de bronze. Desde os Jogos de Seul-88, sempre houve um brasileiro no pódio na Star (exceção de Barcelona-92). Além disso, reúne atualmente dois dois maiores nomes do iatismo nacional: Torben Grael e Robert Scheidt, ambos bicampeões olímpicos (Torben pela Star e Scheidt, na Laser). A não ser que mudem de classe, nenhum deles poderá disputar as Olimpíadas em seu próprio país.
Torben e Scheidt já manifestaram o desapontamento com a decisão dos cartolas da Isaf e pedem para que o COB interceda em favor da vela brasileira. Haverá uma nova assembleia da entidade no próximo mês de novembro e existe, de acordo com Scheidt, uma remota chance da decisão de banir a Star ser revertida.
Bem, chegou a hora de Nuzman mostrar que é bom nos bastidores. Do contrário, a classe Star, que tantas medalhas já rendeu ao Brasil, será apenas citação em arquivos olímpicos.
Notas relacionadas:
Nenhum comentário, seja o primeiro.

Antes de escrever seu comentário, lembre-se: o iG não publica comentários ofensivos, obscenos, que vão contra a lei, que não tenham o remetente identificado ou que não tenham relação com o conteúdo comentado. Dê sua opinião com responsabilidade!