Agora que as coisas acalmaram por aqui é possível falar um pouco sobre o que anda rolando na “América”. Sobretudo as World Series, que começaram muito bem… para o Phillies. Aqueles 6 a 1 do primeiro jogo foram assustadores. O que fez Cliff Lee e o que não fez o ataque do Yankees deixou a sensação de que a série terminaria mais rápido que o previsto. Mas o time de NY deu o troco no jogo 2, recuperou a confiança e a série voltou a ter emoção.
Agora, a vantagem no mando de campo é do Phillies. Se vencer os três jogos seguidos em casa, a equipe da Philadelphia será campeã. De quebra, os vermelinhos deram uma bela canseira em Mariano Rivera, que foi forçado a trabalhar em dois innings e fazer 39 arremessos na quinta-feira à noite. O jogo 3 da série acontece no sábado, às 21h57 (de Brasília).
Para o Yankees, há esperanças também. Uma delas é que o ataque vai acordar, cedo ou tarde. A-Rod ainda não consegui chegar à primeira base na world Series, algo bastante incomum. Ainda mais incomum para um cara que dominou as séries anteriores. Andy Pettitte também é uma esperança, já que tem experiência em playoffs, açgo que falta a CC Sabathia e AJ Burnett.
NY Yankees festeja a vitória no jogo 2 das World Series, após levar uma surra do Philadelphia Phillies no jogo 1
Além das World Series, também começou a NBA. E começou muito bem. Menos para o Cavs. Ao que parece, os adversários aprenderam a controlar o time de Cleveland. Já que não é possível parar LeBron, eles se focam nos coleguinhas do craque. Lakers e Celtics, ao contrário, começaram com tudo e são, desde já, os favoritos ao título. Mas o time de Boston terá que trabalhar duro para superar o Magic, que parece ter evoluído com Vince Carter na vaga de Turkoglu. Mais sobre NBA no blog do Fábio Sormani.
A NBA inovou mais uma vez. Já que todo mundo está sedento por um pouquinho de basquete, a liga resolveu transmitir os treinos de algumas das equipes. De cinco delas, para ser mais exato: primeiro foi o Denver Nuggets, e na sequência virão Los Angeles Lakers, Boston Celtics, Washington Wizards e Atlanta Hawks.
O treino do Denver foi exibido na terça-feira e foi bem divertido, com especial atenção dedicada ao brasileiro Nenê. A agenda dos próximos treinos está abaixo, a começar pelo atual campeão Lakers, já nesta quinta-feira.
Lakers: 1º de outubro, 14h
Celtics: 3 de outubro, 19h
Wizards: 5 de outubro, 14h
Hawks: 6 de outubro, 11h
Rick Kamla e Bill Hanzlik comandam o treino do Denver Nuggets no "aquário"
Na teoria, não é nada muito diferente daqueles treinos da seleção brasileira de futebol que as TV’s por assinatura costumam transmitir. Tem treino físico, um pouco de bate-bola, muitas orientações do treinador e algumas piadinhas. Na prática, porém, é bem diferente.
O treino conta sempre com dois comentaristas, que ficam numa espécie de “aquário” (imagem acima) ao lado da quadra. A dupla usa a movimentação para analisar o time e fazer prognósticos para a temporada. E alguns jogadores entram em quadra com um microfone de lapela, o que permite ao espectador ouvir as piadas, as reclamações, as orientações… E nada de palavrão, já que os sujeitos devem ser bem orientados nesse sentido.
Rick Kamla e Bill Hanzlik, que transmitiram o treino do Nuggets, apostaram alto em Nenê, um dos últimos pivôs “de verdade” do Oeste. Sem Shaq, que foi para o Cavs, e com a lesão de Yao Ming, os dois analistas apostam que o brasileiro estará entre os pivôs mais votados do All-Star Game. Isso se não for o escolhido.
Nenê aproveita que o técnico George Karl está de costas e relaxa um pouco
Para os ansiosos, como eu, mais uma boa notícia. A NBA já colocou no ar a nova página do International League Pass, pacote que oferece a transmissão online de todos os jogos da temporada. MAs ainda sem nenhuma ~informação. Conversei rapidamente com uma pessoa da Liga, que me informou que os preços ainda não foram definidos. A promessa é colocar tudo no ar “nas próximas semanas de outubro”.
Lá se vai o sonho do Cavs. O Lakers fechou ontem à noite com Ron Artest. Problema triplo para LeBron, Shaq e companhia: 1) perderam Artest, o cara ideal pra arredondar o time; 2) correm o risco de perder Trevor Ariza, que agora é a prioridade do Rockets; 3) assistem de camarote ao Lakers se tornar o time mais forte da NBA, quase imparável numa eventual final.
John Hollinger, colunista do site da ESPN, aproveitou que a NBA está em alta, perto de conhecer seu novo campeão, e resolveu eleger as maiores franquias da história da liga. Ao invés de discutir diversos aspectos subjetivos e ao final opinar sobre qual a maior agremiação da história, ele fez contas. Estabeleceu uma lista de itens, atribuiu pontos a cada um deles e pegou a calculadora. Após somar os pontos, dividiu pelo número de temporadas da equipe na NBA. Isso diminui a distância entre times antigos e equipes jovens. Veja abaixo os critérios de pontuação:
- Vitória na temporada regular: 1 ponto
- Vitória nos playoffs: 2 pontos
- Jogador no All-Star Game: 2 pontos
- Série vencida nos playoffs: 4 pontos
- Título da NBA: 30 pontos
- Mudança de cidade: 100 pontos perdidos
Hollinger ainda acrescentou um item subjetivo à seção, para avaliar equipes e jogadores que tenham sido grandiosos mesmo sem bons resultados, o que tenham sido trágicos apesar dos bons resultados. Nesse item subjetivo, uma equipe pode perder ou ganhar de 50 a 150 pontos.
O autor cita o exemplo do Portland Trail Blazers do final da década de 90, que obtinha bons resultados em quadra, mas envergonhava os torcedores. Era o chamado Jail (cadeia) Blazers, um time recheado de jogadores envolvidos em problemas com a Justiça. Isso custou 50 pontos ao time de Portland. Já o Lakers ganhou 150 pontos pelo número interminável de grandes astros ao longo dos tempos.
Também foram somados os resultados obtidos pelas equipes na ABA, liga queinicialmente era concorrente da NBA, mas, anos depois, se fundiu à “prima” mais bem sucedida. Os resultados obtidos na ABA valem metade da pontuação normal.
Agora, vamos ao ranking. Primeiro, as cinco melhores agremiações, essas com a devida análise do responsável pela lista.
1 – Los Angeles Lakers: 78,71 pontos por temporada Melhor jogador: Magic Johnson Magic, Kareem, o escudo, Shaq, Kobe… Quando o assunto é superastros, o Lakers está muito à frente de qualquer um. Chega a ser uma disputa sem graça. O time com os cinco melhores jogadores do Lakers em todos os tempos esmagaria a seleção de qualquer outra agremiação. Na verdade, talvez fosse superior do que o time dos cinco melhores jogadores de todas as outras equipes juntas.
2 – Boston Celtics: 73,98 Melhores jogadores: Larry Bird e Bill Russell Os torcedores do Celtics podem tripudiar dos torcedores de todas as outras agremiações, menos uma. E, ainda assim, há argumentos a favor do pessoal de Boston. Embora fique atrás do Lakers no ranking posterior a 1968 e no ranking geral, o Celtics conquistou 17 títulos da NBA, enquanto o rival venceu 14. E 9 desses 17 foram conquistados justamente contra o time de Los Angeles.
3 – San Antonio Spurs: 62,05 Melhor jogador: Tim Duncan O Spurs pode não ter a tradição do Lakers ou do Celtics, mas, nas últimas duas décadas, desde a chegada de David Robinson, é a agremiação mais vencedora dos esportes norte americanos. das últimas 20 temporadas, 19 resultaram em playoffs; 17 delas produziram 53 vitórias ou mais na temporada regular. Na única temporada em que foi mal, co David Robinson fora por uma lesão nas costas, o Spurs teve a sorte de vencer a loteria do draft e selecionar Tim Duncan.
4 – Chicago Bulls: 59,77 Melhor jogador: Michael Jordan O Chicago Bulls venceu somente uma série de playoffs entre 1998 e 2009. Entre 1976 e 1988, passou da primeira fase dos playoffs só uma vez. No total, perdeu 50 ou mais jogos 11 vezes em 44 anos. Não teve um jogador sequer no All-Star Game por mais de uma década. Não conquistou nenhum título de conferência nas primeiras 24 temporadas. Só que o time foi tão bem entre 1988 e 1998 que nem precisou dos outros anos para figurar entre as maiores franquias da NBA. Graças a Michael Jordan, o melhor jogador de todos os tempos.
5 – Phoenix Suns: 57,85 Melhor jogador: Charles Barkley A expressão “melhor agremiação que jamais conquistou um título da NBA” pode até soar como ofensa, mas cabe perfeitamente ao Phoenix Suns. Ao longo de quatro décadas, o Suns fez tudo certinho, menos uma coisa: conquistar o título ao final. Apesar das quatro décadas da liderança visionária de Jerry Colangelo, cada oportunidade falhou graças a algum evento bizarro. Talvez seja o caso de pensar que o Suns é a versão da NBA para o amaldiçoado Chicago Cubs, da MLB.
Agora, as outras 25 agremiações, para não deixar ninguém curioso.
6 – Philadelphia 76ers
7 – Utah Jazz
8 – Portland Trail Blazers
9 – Indiana Pacers
10 – Houston Rockets
11 – Milwaukee Bucks
12 – Oklahoma City Thunder
13 – Detroit Pistons
14 – Miami Heat
15 – Orlando Magic
16 – New York Knicks
17 – Dallas Mavericks
18 – Denver Nuggets
19 – Cleveland Cavaliers
20 – Golden State Warriors
21 – New Jersey Nets
22 – Atlanta Hawks
23 – Washington Wizards
24 – New Orleans Hornets
25 – Sacramento Kings
26 – Minnesota Timberwolves
27 – Toronto Raptors
28 – Charlotte Bobcats
29 – Los Angeles Clippers
30 – Memphis Grizzlies
Algumas posições podem até gerar polêmica, como o Spurs à frente do Bulls, ou então o novato Oklahoma City Thunder à frente de Detroit Pistons e New York Knicks. Mas, no geral, achei bem aceitável e muito bem argumentado. Concordam?
PS: O Barkley jogava muito, mas o Tom Chambers foi o maior de todos os tempos. Não tinha comodeixar a foto dele fora deste post.
A correria é grande por aqui. Na falta de mais tempo para postar, vale lembrar de três grandes eventos marcados para hoje:
1) Draft da MLB, às 19h (de Brasília). Nem de longe tão concorrido quanto os drafts da NBA ou da NFL, mas é interessante. O Washington Nationals tem a primeira escolha e deve ficar com o pitcher Stephen Strasburg. Aos que não estão familiarizados, muitos jogadores draftados na MLB sequer chegam a jogar entre os profissionais.
2) Penguins x Red Wings, às 21h (de Brasília). O Detroit Red Wings tem vantagem de 3 a 2 na série e pode conquistar a Stanley Cup pelo segundo ano consecutivo. Basta vencer… O Pittsburgh Penguins costuma funcionar melhor sob pressão, mas o adversário também se fortalece em momentos decisivos.
3) Magic x Lakers, às 22h (de Brasília). Se fizer 3 a 0, o LA Lakers praticamente fecha o caixão do adversário. Mas o Orlando Magic é forte dentro de casa e já mostrou que tem poder de reação. Se perder, porém, fica ameaçado de ser varrido pela segunda vez numa final de NBA. Já levou 4 a 0 do Houston Rockets em 1995.
Lamar Odom (ao lado, com a camisa 7, em foto Getty Images), do Los Angeles Lakers, revelou o segredo de suas ótimas atuações nos jogos 5 e 6 das finais da Conferência Oeste contra o Denver Nuggets: se encher de guloseimas, como balas, chocolates, chicletes, pirulitos…
Pois é, não estou de brincadeira. O ala disse que é viciado nessa tranqueiras. Admitiu que chega a encher uma travessa com aquelas balinhas gelatinosas e come tudo. Às vezes, esse é o cardápio do café da manhã! Mais do que ajudar no rendimento dentro de quadra, isso faz de Odom, segundo palavras dele próprio, um tremendo paizão. “Se o seu pai sempre tem guloseimas, quanto ele é legal? É o pais mais legal do mundo! Meus filhos me acham muito legal”, disse o ala.
É claro que os médicos não recomendam uma dieta desse tipo. Um psiquiatra especializado em crianças, aliás, disse que o consumo de açúcar é igual ao consumo de drogas. Num momento, dá um upgrade no sujeita, até aumenta a disposição para atividades físicas Depois, quando o corpo “esfria”, deixa a pessoa desanimada, fraca e cansada. Isso explicaria, segundo o “doutor”, a instabilidade do jogador, que alterna grandes atuações e jogos apagadíssimos.
Por via das dúvidas, porém, os companheiros de time resolveram abastecer Odom com balas, chicletes e principalmente aquele chocolate Hershey’s Cookies and Cream, seu preferido. Kobe Bryant, em especial, aprova a dieta: “Tudo que der certo é válido”. Veremos a partir de hoje à noite, no primeiro jogo das finais, entre Lakers e Orlando Magic.
A NBA está em baixa há algum tempo na preferência dos torcedores. Desde o fim da “Era Jordan” tem perdido terreno para o basquete universitário, que é hoje a terceira modalidade mais popular dos Estados Unidos. Está atrás do futebol americano e do beisebol profissionais. Em termos de showtime, porém, o melhor basquete do mundo está bem à frente.
Um divertido ranking do site Hollywood.com tem a NBA como liga que mais atrai os astros de Hollywood. Em boa parte graças ao Los Angeles Lakers, que costuma ter na torcida astros do calibre de Jack Nicholson (foto abaixo, pertinho de George Karl, téncico do Denver Nuggets), Leonardo DiCaprio (foto mais abaixo, junto com dois amigos) e Denzel Washington.
Em segundo lugar aparece a MLB, graças a atores-torcedores como Bill Murray, Jerry Seinfeld e Matt Damon. O ex-presidente George W. Bush e o ator Ben Affleck também marcam presença nos estádios de vez em quando, mas acho que eles não contam.
Em terceiro lugar aparece o futebol americano universitário, uma febre que, confesso, ainda não me atingiu. Mas atingiu em cheio Snoop Dogg, Will Ferrell e Matthew McConaughey.
A NFL, preferida dos torcedores “normais”, está em quarto lugar entre os torcedores “anormais”. Famosos como Jamie Foxx, Ice Cube, Bon Jovi e Will Smith dão as caras nos estádios quando não estão ganhando dinheiro.
A NHL, coitadinha, é a última colocada. Culpa de Mike Myers, que não emplaca um bom filme desde… Desde sempre, eu acho. Por outro lado, o hóquei conta com a beleza de Elisha Cuthbert, a filha chatonilda do Jack Bauer, e com Tim Robbins, o (muito bom) ator grandalhão que combina mais com a NBA.
Já falei outro dia, aqui mesmo, sobre a paixão de Kobe Bryant pelo futebol. Ele morou na Itália quando criança e “acompanhava o calcio religiosamente”, segundo palavras dele mesmo. Hoje, torce para o Barcelona e é fã de Ronaldinho Gaúcho, com quem já se encontrou mais de uma vez. “Eu estava em Roma em 2005, e naquela época ele fazia coisas que eu nunca tinha visto”, disse Kobe sobre o brasileiro. Mas alguém já viu o sujeito jogando futebol? Pois Kobe deu uma canjinha para o site da ESPN, que eu reproduzo abaixo. Bom de bola, ele mandou um recado: “Estou chegando, Ronaldinho”.
O vídeo foi feito durante a produção de uma matéria para a revista da ESPN do mês de fevereiro. Além de simpatia, Kobe mostrou que tem intimidade com a bola de futebol, algo incomum pra alguém alto pra caramba e um tanto desengonçado. Concorda?
Na revista, o astro do Los Angeles Lakers revelou mais uma ligação com o futebol brasileiro: deu de presente a seus filhos bolas autografada por Pelé. Como ninguém é perfeito, Kobe também guarda com carinho uma foto ao lado de Maradona e uma camisa atirada por Messi ao final de um jogo da Olimpíada de Pequim.
O maior jogador da NBA na atualidade ainda revelou que futebol á assunto frequente nos vestiários do Lakers. Afinal, o time ainda tem o espanhol Pau Gasol, que cresceu em Barcelona, e o esloveno Sasha Vujacic, torcedor do Real Madrid.
Por fim, Kobe Bryant destaca a importância do futebol para um jogador de basquete. Ele cita os europeus, que cresceram jogando futebol e usam parte do que aprenderam nos gramados para melhorar seu jogo nas quadras.
Em entrevista à revista SLAM deste mês, Kobe Bryant revela-se obcecado pelo sucesso e diz que não mede esforços para continuar evoluindo. Por isso, em dezembro de 2008, ele lançou um novo e revolucionário tênis para basquete: o Zoom Kobe IV. A idéia partiu do próprio jogador e, no início, assustou a Nike. Kobe pretendia criar um tênis leve e com cano mais baixo que os tradicionais de basquete. O que pouca gente sabe é que a inspiração do armador do Los Angeles Lakers foi o brasileiro Ronaldinho Gaúcho.
Fã de futebol desde os tempos em que morou na Itália, Kobe é admirador confesso de Ronaldinho Gaúcho. Assistindo a jogos do brasileiro e de outros craques dos gramados, o armador do Lakers percebeu que os jogadores de futebol colocam ainda mais pressão no tornozelo que os jogadores de basquete. Decidiu, então, abrir mão do tênis de cano alto e lançar um modelo mais parecido com as chuteiras.
“Os executivos da Nike me olharam como se eu tivesse três cabeças. Eles me perguntaram: ‘Você está certo de que isso é o que realmente deseja fazer?’”, disse Kobe. “Você tem que continuar melhorando, tem que continuar evoluindo. E eu senti que era o momento certo para fazer isso”, completou.
O tênis de Kobe não é nada parecido com as chuteiras de Ronaldinho e Cia., mas não deixa de ser inovador. O objetivo é aumentar a mobilidade de Kobe e facilitar os dribles sem diminuir a proteção ao tornozelo. Pela excelente temporada dele e do Lakers, o resultado parece ter sido positivo.
Fernanda Fontes, Leandro Meireles Pinto e Paulo Tescarolo não se deixam levar pela trilogia “samba, futebol e mulatas” e preferem um belo touchdown a um gol de bicicleta.