Discretamente, este post é uma comemoração. O New York Yankees alcançou o Boston Red Sox na liderança da Liga Americana Leste, na segunda-feira à noite. A vantagem no desempate é toda da equipe de Boston, mas na porcentagem os dois times estão iguais. E o empate aconteceu em grande estilo: com um home run de Hideki Matsui na nona entrada do jogo contra o Baltimore Orioles, que estava empatado por 1 a 1 até então. Há algum tempo eu não via uma vitória tão gostosa.
O Yankees venceu os quatro jogos disputados após o all-star break. O que surpreende é o baixo número de corridas cedidas pela equipe. Foram seis em quatro jogos, sendo que em cada um dos últimos três jogos o time cedeu apenas uma corrida. É cedo para fazer qualquer análise, mas esses números dão a sensação de que os pitchers estão se acertando. Já os rebatedores baixaram a produtividade, mas mostraram que ainda funcionam nas horas certas.
Das 14 equipes da Liga Americana, nove têm aproveitamento superior a 50%. A briga está quentíssima e totalmente aberta. Na Liga Nacional não é muito diferente: são 16 equipes, sendo que dez delas têm pelo menos 50% de aproveitamento. No total, os números só não nos permitem acreditar em sete equipes: Washington Nationals, Arizona Diamondbacks e San Diego Padres, na Nacional, Baltimore Orioles, Kansas City Royals, Cleveland Indians e Oakland A’s, na Americana. Os outros 23 estão vivos. Façam suas apostas.
Ontem à noite fiquei assistindo ao jogo do Yankees, pra variar. Mais uma vitória suada, dessa vez sobre o bom time do Seattle Mariners. depois de certo ponto, fiquei só no jogo do Yankees, mesmo. Ignorei o jogo entre Boston Red Sox e Batimore Orioles. Na metdade da sétime entrada, o Red Sox vencia por 10 a 1. Ao final, o jogo foi 11 a 10 para o Orioles. Foram cinco corridas na sétima e mais cinco na oitava. A maior virada da história da franquia.
Depois, fiz uma análise rápida da tabela de classificação. A corrida está impressionante. Na Liga Americana, dá pra dizer que apenas quatro equipes estão fora da briga: Orioles, Royals, Indians e Athletics. As demais têm mais de 50% de aproveitamento e seguem na briga pelos playoffs. Na Liga Nacional, eu diria que só três times não têm forças para lutar: Diamondbacks, Padres e Nationals. Até o Pirates tem alguma esperança.
Hoje consegui acompanhar o finalzinho do jogo entre Los Angeles Dodgers e Chicago Cubs. No final, o Cubs venceu por 2 a 1, apesar de um erro de Bobby Scales quase colocar tudo a perder no último inning. Mas o time da casa se segurou e venceu, pra delírio da barulhenta torcida de Chicago.
O destaque do jogo foi o ator Joe Mantegna (à direita, em foto AP), que já apereceu numa infinidade de filmes, a metade deles sobre máfia. Além de fazer o arremesso de abertura da partida, ficou na cabine de imprensa e participou da transmissão da Comcast. Quem acha que ele se conteve está enganado. Mantegna gritou uma barbaridade nas duas corridas anotadas pelo Cubs, falou bastante durante a transmissão e divertiu ainda mais algo que já costuma ser bem legal.
Aliás, como as transmissões norte-americanas são melhores que as brasileiras! Nada de Galvões ou Lucianos se esgoelando o tempo todo. Para prender a atenção do torcedor, os locutores dos EUA falam diversas abobrinhas inúteis e divertidas, discutem cinema, música, outros esportes e falam até sobre o que comeram no dia anterior. Isso é divertido pra caramba! Sem falar em todas as estatísticas bacanas e outras informações pertinentes citadas ao longo das três horas de partida. Everaldo Marques, Paulo Antunes, Zé Boquinha e Eduardo Agra, a equipe de esportes americanos da ESPN, aprenderam bem a lição. Me arrisco a dizer que eles são os resposnáveis pelas melhores transmissões esportivas da TV brasileira atualmente.
Um pouco à direita no mapa…
O New York Yankees está em Cleveland para uma série de quatro jogos contra o Cleveland Indians. Alex Rodiguez e Mariano Rivera (Abaixo, em foto AP) aproveitaram a folga na noite de quinta-feira, quando o time não jogou, para assistir ao duelo entre Cleveland Cavaliers e Orlando Magic pela NBA. A-Rod, que apareceu na transmissão da ESPN, vibrou bastante com os pontos de LeBron James, isso deu pra ver. Claro, nenhum dos dois pagou para ver o jogo. A prova disso são as credenciais amarelas discretinhas penduradas no pescoço dos dois.
Estádio sem grades para separar a torcida e o gramado são ótimos, mas podem causar certos acidentes. No vídeo abaixo, um fã do Cleveland Indians tentou buscar uma bola perdida mas se empolgou no pulo e se estabacou no chão.
O pior de tudo é que o torcedor não conseguiu pegar a bola. Repare que o rapaz de camisa azul pega “intercepta” a rebatida e nem percebe a queda do fã estabanado logo atrás. Quanto mais eu vejo o replay em câmera lenta, mais eu dou risada.
Você já pensou em ser dono de um time de beisebol? Tá certo, provavelmente não. De toda forma, isso já é possível (ao menos em parte). A ideia do site iTeam Sports é simples: por algo entre 150 e 200 dólares, você compra uma quota de um time profissional que disputa uma liga independente dos Estados Unidos. Portanto, nada de MLB, NBA, NFL…
Até agora, o site já oferece “ações” de três equipes de beisebol: El Paso Diablos, Grand Prairie Air Hogs e Atlantic City Surf. O Surf, por exemplo, é dirigido por Cecil Fielder, que foi primeira-base de Toronto Blue Jays, Detroit Tigers, New York Yankees, Anaheim Angels e Cleveland Indians.
Entre outras coisas, o sócio-proprietário tem direito a certificado numerado, boné oficial, acesso a blogs e chats com outros sócios, acesso VIP a eventos exclusivos e a fazer a cobertura ao vivo de qualquer evento ligado ao clube. É uma espécie de sócio-torcedor, algo bem comum no futebol brasileiro atualmente, só que com alguns bônus.
Parece besteira, mas alguns privilégios podem ser divertidos. Entre os tais eventos, por exemplo, estão jantares dentro do campo de jogo e uma “festa do pijama” no estádio. Se for sorteado, o sócio ainda ganha o direito de sentar ao lado dos jogadores no dugout durante uma partida.
O site esclarece algumas dúvidas. Uma delas é que os sócios não lucram com o investimento. A explicação do site: para garantir a um grande número de pessoas essa experiência, as quotas são pequenas demais, e eventuais lucros tornam-se insignificantes. No futuro, times de futebol americano, basquete, hóquei e equipes de automobilismo estarão disponíveis.
O investimento só não garante o direito de interferir em decisões da diretoria, como “cortar a cabeça” do treinador ou rescindir o contrato de algum atleta baladeiro. E isso, convenhamos, torna a brincadeira bem menos divertida.
El Paso Diablos em ação: que tal ser o “patrão” dos jogadores Whigham, Blackley, Neitz e Crespo?
Fernanda Fontes, Leandro Meireles Pinto e Paulo Tescarolo não se deixam levar pela trilogia “samba, futebol e mulatas” e preferem um belo touchdown a um gol de bicicleta.