Caridade
Como sempre acontece nos Estados Unidos, o Philadelphia Phillies se preparou para lucrar caso conquistasse a World Series. O time produziu antecipadamente uma porção de camisetas, moletons e bonés comemorativos ao título. Como o New York Yankees foi campeão, o material do Phillies ficaria eternamente guardado num galpão, ou então seria destruído. Pois a World Vision, uma entidade beneficente localizada em Seattle, decidiu doar tudo às vítimas dos terremotos que atingiram a Indonésia em setembro.
A mesma World Vision teve iniciativa idêntica com o material produzido e descartado por Los Angeles Dodgers e Los Angeles Angels, derrotados nas finais de Liga por Phillies e Yankees, respectivamente. Mais de 1300 itens produzidos por essas equipes foram doados. No passado, países como Gana, Zâmbia, El Salvador, Honduras e Romênia foram beneficiados por iniciativas semelhantes.
Aproveitando o assunto… No Brasil, os clubes de futebol nem cogitam encomendar uma mísera faixa de campeão antes de levantar a taça. A simples reserva de uma boate para a eventual festa do título é tabu por aqui. Quando alguém ousa fazer uma coisa dessas antecipadamente, o adversário encara como desrespeito e usa isso para motivar seus jogadores. É uma das atitudes mais ridículas do atrasadíssimo futebol brasileiro.
Autor: Paulo Tescarolo - Categoria(s): MLB - Beisebol Tags: Los Angeles Angels, Los Angeles Dodgers, New York Yankees, Philadelphia Phillies, World Vision
É que aqui sempre tivemos uns dirigentes boquirrotos como o Marcio Braga, a Dercy Goncalves do futebol brasileiro, que falam demais.
Pois é, William. Nos Estados Unidos eles chamam esse tipo de iniciativa de organização. Aqui, encaramos como provocação e prepotência. Nosso futebolzinho continua no século XIX.
No seu perfil vocês dizem preferir um belo touchdown a um gol de bicicleta. Não vejo a necessidade de ter de gostar de um e deixar de gostar de outro.Eu nem tentarei entender. Eu por exemplo gosto dos dois. Mas dai a dizer que o futebol do Brasil é ridiculo e atrasado. Acho um pouco de exagero e uma tentativa um pouco infantil e imatura de chamar a atenção, principalmente tentando mais uma vez gostar de um em demérito de outro esporte pouco conhecido por aqui. Aconselho vocês a serem mais profissionais e maduros em suas notas. Um abraço de um Brasileiro que gosta de futebol, NFL e NBA e etc. também.
Antes de mais nada, Clair, não sei de onde você tirou a ideia de que eu não gosto de futebol. Pra gostar tem que elogiar?! Se você acha o futebol brasileiro moderno e visionário, paciência. Se você acha bacana aquela história estúpida de pregar jornal no vestiário pra incentivar seu time numa final, paciência. Se você acha absurdo produzir a faixa do título antes do jogo decisivo, paciência. Se você acha que está tudo maravilhoso nos nossos gramados, paciência. Eu acho que está uma zona, que nós estamos anos-luz atrás do resto do mundo e que os clubes estão recheados de gente ridícula, com atitudes ridículas. E ainda assim eu amo essa porcaria toda.
Quanto a preferir “um belo touchdown a um gol de bicicleta”, a frase não é minha. É de um poeta aqui da redação. Até porque meu negócio é mais beisebol e basquete. Tacos e bolas, saca? De toda forma, esse perfil aí ao lado tá bem velho. Até porque, repare, só eu escrevo no blog. Está na hora de mudar o texto. Alguma sugestão?