Mais de oito mil colorados estão nos Emirados Árabes Unidos para acompanhar o Internacional. O número exato talvez nunca se saiba, porque além daqueles que viajaram com agências de viagens, muitos foram por conta própria. E a Fifa não soube precisar quantos torcedores do Inter estavam entre os 22,1 mil que estiveram no Mohammed Bin Zayed na trágica derrota para o Mazembe por 2 a 0, na quarta-feira.
O sentimento de fracasso de torcedores, dirigentes e jogadores é amenizado quando se fala da presença da massa nos EAU. Alguns exageram e falam que foi a maior invasão em um país estrangeiro na história do futebol. Não se pode precisar algo assim. Mas quem esteve na terça-feira no estádio viu algo único. Se alguém acordasse naquele instante e imaginasse estar no Beira-Rio, seria um pensamento completamente plausível.
Os árabes, que não gostam muito de futebol e costumam levar entre mil e duas mil pessoas aos estádios, estavam maravilhados. Uma multidão vermelha tomou conta da cidade e do estádio (a maioria está hospedada em Dubai, a 150 km, cidade mais turística e aberta aos costumes ocidentais).
Dois tipos de colorados estiveram em Abu Dhabi. O turista, aquele que se importou, claro, com a derrota, mas que no dia seguinte se consolou na praia. E o fanático, aquele que pagou a viagem com 13° salário, vendeu o carro, parcelou em sabe-se lá quantas vezes. Este está frustrado e chorou bastante. Giuliano disse estar ainda mais triste porque se sentiu jogando em casa. No sábado, muitos devem voltar a Abu Dhabi para ver a disputa do terceiro lugar. Talvez não oito mil, mas milhares. A Fifa, sedenta por multidões, agradece.