No dia 10, quando a Argentina consolidou a dramática vitória sobre o Peru pelas Eliminatórias já nos acréscimos, Diego Maradona abandonou todos os protocolos da função de treinador e se atirou no gramado do Monumental de Nuñez para comemorar. O “peixinho” do ex-craque foi visto como um extravasamento jamais visto para um técnico de futebol até então.
Mas, na quarta-feira desta semana, Adilson Batista, comandante do Cruzeiro, se lançou como candidato a roubar o posto de Dieguito. Quando o time mineiro marcou o gol da vitória suada sobre o Santo André por 3 a 2 no Brasileirão, “El loco” Batista, como vem sendo chamado depois do episódio, saiu correndo, caiu no chão abraçado a um membro da comissão técnica – OK, até aí Maradona já havia feito – e, por mais estranho que pareça, voou com os pés na direção de uma placa de publicidade do Mineirão. Felizmente a placa era de um material bem flexível e o carrinho do ex-zagueiro não atingiu um bloco de concreto bem próximo…
Qual dos técnicos foi mais criativo? Se não viu os lances impagáveis, assista aos vídeos de Maradona e Batista e diga no campo dos comentários!
Ele parou de jogar há algum tempo, mas de vez em quando aparece na mídia. Não por feitos pessoais, mas por comentar (leia-se criticar negativamente) o que quer que lhe perguntem. Falo do ex-goleiro paraguaio José Luis Chilavert, famoso, primeiro, por marcar muitos gols (Rogério Ceni levou um tempo para bater seu recorde mundial), e também pelo temperamento forte e atitudes polêmicas.
Diego Maradona, quase santificado na Argentina, é uma das “vítimas” preferidas de Chilavert, que volta e meia desce o sarrafo no ex-craque. Agora que Dieguito foi alçado ao cargo de treinador da seleção argentina, o paraguaio não segurou a língua:
“Escolheram Maradona para dar uma oportunidade a uma pessoa que esteve no abismo por muito tempo. O futebol não pode ser conduzido pela amizade”
E para você, Chilavert tem razão? Para ilustrar a situação, uma charge de Milton Trajano, colaborador do iG Esporte.
O que você acharia de uma seleção brasileira formada por Reis; Moraes, Ferreira, Santos e Silva; Gomes, Verri e Moreira; Oliveira, Lima e Farias? No mínimo soa estranho. Pois esses 11 jogadores foram campeões do mundo com a seleção brasileira recentemente. Sabe quem são? Pode dar sua opinião no espaço para comentários lá embaixo. A resposta sai na semana que vem.
Se você não reconheceu logo de cara os 11 campeões é porque brasileiro gosta de inventar moda em determinados assuntos. Um deles é o nome dos jogadores de futebol. No mundo inteiro (a Espanha é quase uma exceção), o sujeito é conhecido pelo sobrenome. Johann era Cruyff; Franz sempre foi Beckenbauer; o Diego, Maradona. Aqui, ou usamos o primeiro nome ou criamos um apelido. Sorte nossa! Já pensou chamarem o Rei de “Nascimento”, ao invés de Pelé?! E Garrincha seria apenas “Santos”. Sem graça, né? Com alguma boa vontade seria “dos Santos”, como aquele meia paraguaio grosso do Atlético-PR.
Cruyff (Johann?!) e Beckenbauer (ou seria Franz?) na final da Copa de 1974
É bem verdade que há algum tempo não criam bons apelidos no futebol brasileiro. Desde o Bebeto, eu acho. O mais criativo que a gente consegue atualmente é acrescentar um “inho” ao final do nome do rapaz. Ronaldinho, Ricardinho, Pedrinho, Juninho… A ponto de o Eto’o, indignado por nunca ter sido eleito melhor do mundo, lamentar não se chamar “Etoodinho”.
Na semana passada, o Blog da Redação do iG esporte destacou o aniversário do Rei Pelé, que nasceu em 23 de outubro de 1940. Nesta semana, outros dois craques apagam velinhas, seguramente os dois melhores jogadores de toda história, depois de Pelé.
Um deles, entretanto, não está mais vivo. Em 28 de outubro de 1933 nasceu Garrincha, na cidade de Pau Grande, Rio de Janeiro. O ex-ponta-direita foi bicampeão da Copa do Mundo com a seleção brasileira (1958 e 1962) e brilhou com a camisa do Botafogo, clube pelo qual marcou 249 gols, sendo o terceiro maior artilheiro da história do clube alvinegro.
Clique aqui e leia um especial do site do Milton Neves sobre Garrincha.
Já em 1960, mas no dia 30 de outubro, nasceu em Lanús, na Argentina, Diego Armando Maradona. O craque hermano foi campeão da Copa do Mundo em 1986 e vice na Copa de 1990. Maradona ainda brilhou com as camisas do Boca Juniors e do Napoli-ITA, quando formava dupla de ataque com o brasileiro Careca.
Maradona teve uma carreira meteórica e polêmica, sobretudo pelo uso de drogas. O jogador foi revelado no Argentinos Juniors, de Buenos Aires, e estreou no profissional logo aos 15 anos de idade. Campeão mundial de juniores em 1979, o então camisa 10 despertou a atenção do Boca Juniors, que comprou parte de seu passe em 1981.
Depois de uma passagem rápida e sem muito sucesso pelo Barcelona, Maradona se destacou no futebol italiano. No entanto, a Federação de Futebol da Itália descobriu que ele consumiu cocaína antes de uma partida do calcio e o suspendeu por 15 meses. A Fifa estendeu a punição mundialmente. Em 1994, foi suspenso novamente por uso de efedrina durante a Copa dos Estados Unidos.
Clique aqui e leia um especial do site do Milton Neves sobre Maradona.
COMEMORA-SE AINDA ESTA SEMANA 27 de outubro
- Em 1974 morreu o ex-lateral-esquerdo Everaldo, aos 30 anos de idade, em acidente de carro na BR-290. O jogador atuava pelo Grêmio e havia conquistado a Copa de 1970 com a seleção brasileira.
28 de outubro
- Em 1956, o Flamengo bateu o São Cristóvão por 12 a 2, em partida válida pelo Campeonato Carioca, e registrou a maior goleada no estádio do Maracanã.
29 de outubro
- Em 1922, a seleção brasileira fez 3 a 0 no Paraguai no estádio das Laranjeiras e conquistou o título do Campeonato Sul-Americano, atual Copa América.
- Em 1944 foi fundada a Federação de Futebol de Rondônia
- Em 1973 nasceu Robert Pires, meia-atacante da França, que atuou pelo Arsenal, e atualmente defende o Villarreal-ESP.
30 de outubro
- Em 2002, o Internacional alcançou a marca de 1.000 gols em Campeonatos Brasileiros. A marca histórica aconteceu na derrota por 3 a 2 para o Atlético-MG, no estádio Independência. Cássio fez o gol.
31 de outubro
- Em 1963, na cidade de Ijuí-RS, nasceu Carlos Caetano Bledorn Verri, também conhecido como Dunga. O ex-volante foi o capitão da seleção brasileira campeã da Copa de 1994, se destacou por Corinthians, Inter e futebol europeu, antes de encerrar a carreira e se tornar técnico do Brasil, ainda que contestado por muitos.
- Em 1964 nasceu Marco Van Basten, em Amsterdã-HOL. O atacante brilhou nas décadas de 80 e 90 pelo Ajax e pelo Milan. O holandês ainda foi eleito melhor jogador do mundo em 1992.
1º de novembro
- Em 1897 foi fundada a Juventus Football Club, clube de Turim-ITA.
- Em 1939 foi fundada a Federação Goiana de Futebol.
*fonte: O Livro das Datas do Futebol, de Rodolfo Rodrigues, editora Panda Books
O primeiro “Vídeo da semana”, publicado na quarta-feira passada, reconhecia a qualidade dos argentinos em demonstrar a paixão pelo futebol.
Mas agora chegou a hora da vingança. Afinal, é impossível falar dos “hermanos” e não sobrar uma vontade de provocá-los.
Sabemos que nada deixa um argentino mais bravo do que mexer com aquele que, para eles, é um Deus, com religião e tudo mais.
O vídeo desta quarta é uma raridade, registrada na Copa América de 1989. Nele, o flagrante do momento em que o Maracanã quase vai abaixo durante o duelo entre Brasil e Argentina.
Mas o acontecimento não é exatamente um gol. Trata-se de um drible aplicado por ninguém menos que Romário em cima de ninguém menos que Diego Maradona. O brasileiro é autor de uma bela e rápida caneta, um rolinho, uma sainha ou como você quiser chamar em sua cidade.
No vídeo anterior, eu pedi: “Deixe a rivalidade de lado…”. Dessa vez, faça o contrário: deixe a rivalidade tomar conta de você e se divirta. O lance acontece aos 12 segundos de vídeo. Como explica Galvão Bueno, “A galera gosta!”.
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