Hoje o domínio do futebol em Belo Horizonte é totalmente de Atlético-MG e Cruzeiro. Em outros tempos, clubes como América-MG, Ipatinga e mais chegaram longe, mas a rivalidade principal quase sempre foi entre Galo e Raposa.
Toda esta tradição entrará em campo mais uma vez, em outro clássico que decidirá o Campeonato Mineiro. Os times estão em uma boa fase, seja na Copa do Brasil ou na Libertadores, e a expectativa é para um grande jogo. Partidas inesquecíveis, como várias outras que já entraram para a história do futebol mineiro e nacional.
Relembre algumas destas histórias e confira algumas curiosidades sobre este clássico:
Vitórias do Atlético-MG: 174
Gols do Atlético-MG: 622
Empates: 113
Vitórias do Cruzeiro: 152
Gols do Cruzeiro: 559
Primeiro jogo
17/04/1921
Cruzeiro 3 x 0 Atlético-MG
Último jogo 15/02/2009
Cruzeiro 2 x 1 Atlético-MG
A queda do Galo para a Série B inspirou a criatividade das duas torcidas para provocações
Quem manda aqui
Na década de 20, o Cruzeiro, ainda com o nome de Palestra Itália, crescia em Minas Gerais. Tanto em resultados como em número de torcedores. Mas um clássico simbolizou a demonstração de quem era realmente a principal força em BH: Por 9 a 2, o Atlético-MG mostrou quem era de verdade o maior time naquela época.
Como é difícil comemorar!
O Campeonato Mineiro de 1984 foi polêmico. Depois de seis anos de domíno do Atlético-MG, uma regulamento mal feito causou confusão: Tanto cruzeirenses quanto atleticanos saíram nas ruas de Belo Horizonte para comemorar. A decisão final veio dos tribunais e deu a conquista para a Raposa. Mas aí veio mais uma dificuldade: Sem o trofeu, o corpo de bombeiros não quis fazer a tradicional passeata com os jogadores. Um caminhão de areia foi então improvisado e finalmente a festa aconteceu.
Em dobro
O título estadual de 2000 é um dos mais importantes para o Atlético-MG. Nele, o time e a torcida costumam comemorar não só o próprio campeonato mineiro, mas também a alcunha de “campeão do século”.
Um pouco de tudo
No Brasilerão de 2007, Atlético-MG e Cruzeiro fizeram talvez o melhor jogo daquele campeonato: Foram sete gols, viradas, “drible da foca” de Kerlon, brigas e confusões. No final, a Raposa comemorou a vitória por 4 a 3.
Jejum atual
O Galo vai entrar em campo neste domingo com um jejum engasgado: A Raposa não perde para o seu maior rival há dez jogos. Pior: Neste ano já ocorreram dois confrontos e não teve espaço nem para empate. Será que a vingança virá agora?
A maior prova do tamanho do clássico Palmeiras x Corinthians veio através de um fato recente: Para o jogo deste domingo, 8 de março, um trofeu será disputado pelas equipes. Isto foi feito para mostrar que a importância de ganhar este jogo pode ser comparada com a conquista de um título.
Sem dúvida, seus torcedores concordam com esta suposição. Com mais de 90 anos de história, o clássico coleciona dezenas de histórias e momentos impressionantes. A CNN, rede de televisão norte-americana, elegeu esta rivalidade como a 9ª maior do mundo. Para ver a lista completa, clique aqui.
Neste domingo, mais um episódio será escrito na história dos dois clubes. Afinal, o jogo desta vez vai além da rivalidade tradicional. Tem alguns ingredientes a mais: A possibilidade da estreia de Ronaldo “Fenômeno” como titular do Corinthians e chance do Palmeiras se recuperar do péssimo resultado obtido no meio da semana, pela Libertadores, contra o Colo Colo.
Além disto, carrega uma provocação legítima a favor dos alviverdes: O Corinthians perdeu os quatro últimos clássicos e não marca sequer um gol em seu rival há mais de dois anos. Um site de torcedores palmeirenses criou até um placar para contabilizar este jejum: É o “Freguês Fiel”.
Com estas motivações em campo, não dá para não esperar um grande jogo em Presidente Prudente, seja por causa da ténica, seja por causa da emoção. O modesto estádio Eduardo José Farah, conhecido como o “Prudentão”, vai ser o palco desta verdadeira batalha, que já ganhou até uma marca (foto ao lado). Para o futuro, dirigentes de marketing das duas equipes estudam a possibilidade de esta marca ser utilizada em produtos diversos, com a intenção de divulgar ainda mais este clássico tão tradicional e gerar renda para os times.
Veja curiosidades sobre o Derby Paulista:
Vitórias do Palmeiras: 119
Gols do Palmeiras: 482
Empates: 97
Vitórias do Corinthians: 112
Gols do Corinthians: 441
Primeiro jogo
6 de maio de 1917
Palmeiras 3 x 0 Corinthians
Último jogo
2 de março de 2008
Palmeiras 1 x 0 Corinthians
Origem do nome
Thomaz Mazzoni, jornalista do extinto A Gazeta Esportiva, foi também o criador do apelido “Derby Paulista”. Ele se inspirou na mais importante corrida de cavalos do mundo, o Derby de Empsom. Lá, assim como no jogo entre os Palmeiras e Corinthians, é quase impossível apontar um vencedor.
O princípio de tudo
Diz a lenda… Era uma vez o Sport Club Corinthians Paulista. Lá, alguns sócios não estavam satisfeitos por motivos diversos. Foi então que eles resolverem criar um clube próprio, que fosse da colônia italiana. Dessa forma, nasceu o Palestra Itália, já odiado pelos corintianos, que não perdoaram esta dissidência.
Quem mata e quem morre? Outras cidades do Brasil podem até se gabar de terem clássicos maiores que o Derby Paulista. Mas nenhuma viu uma rivalidade decidir tantos campeonatos importantes em “mata-matas”: Desde vários estaduais, até uma vaga na final da Copa Libertadores da América, passando por competições regionais e nacionais.
E o Derby foi até para o Cinema “O Casamento de Romeu e Julieta” é um belo retrato da rivalidade entre Palmeiras e Corinthians, pois mostra as dificuldades de um corintiano fanático que tenta fingir que é palmeirense apenas para agradar a família de seu grande amor. Para ter uma noção do desafio, veja uma parte do filme:
Canja alvinegra Provocação pura já fazia parte da história do clássico desde 1918. Neste ano, palmeirenses atiraram contra a vidraça da sede do Corinthians um osso com o seguinte bilhete: “O Palestra é osso duro de roer”. O “Derby” seguinte veio, o Corinthians venceu e a resposta ficou na sala de troféus alvinegra: “O Palestra é um osso duro de roer… mas com ele fizemos uma boa canja”.
Estraga prazeres
Quando o assunto é encerrar jejuns sem títulos, o Palmeiras leva grande vantagem nos clássicos. Em 1974, o alviverde não deixou seus rivais saírem da fila que já durava 21 anos. Na década de 90, a situação era inversa e o Corinthians teve a chance de adiar os jejuns do Palmeiras no Paulista e no Brasileiro. Mas não conseguiu, tendo perdido duas finais históricas.
Palmeiras de azul?
Em 1955, o Palmeiras abandonou o manto verde e se vestiu de azul para enfrentar o Corinthians. Tudo isto por causa de um misticismo: Boatos davam conta que um corintiano teria feito uma macumba no Parque São Jorge, onde aconteceria o jogo. Então veio a dica sobre a camisa através de uma fonte misteriosa. Mas não teve jeito: o Palmeiras perdeu e nem o misticismo salvou
Vale a pena ver de novo
A década de 90 talvez tenha sido o auge da rivalidade Palmeiras x Corinthians. Nela, aconteceram dois fatos que sempre serão lembradas, positiva e negativamente, pelos dois times envolvidos. Estes momentos estão eternizados em vídeos do Youtube.
Um deles é a final do Paulista de 1999, quando o Corinthians estava prestes a ser campeão e o “capetinha Edilson resolveu provocar a ira dos rivais:
O outro, um ano depois, aconteceu nas semifinais da Copa Libertadores. Marcos defendeu um pênalti decisivo de Marcelinho Carioca:
O que há de mais inusitado no esporte mundial aparece no Blog da Redação do iG Esporte. Curiosidades, fotos e vídeos bizarros para o internauta se surpreender e comentar.