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22/01/2009 - 19:54

Você recusaria?

Essa época de negociações e transferências de jogadores costuma criar “novelas”, nos casos que se arrastam por dias e dias até o acerto final – ou o não-acerto.  O atacante Kléber, que foi emprestado pelo Dínamo de Kiev ao Palmeiras em 2008, vive a principal novela do futebol brasileiro atualmente. Mas, nesta semana, o que mais repercutiu em todo o planeta bola foi um não-acerto.

O Manchester City bem que assediou, aumentou as cifras da proposta mostrando que dinheiro não era problema, ofereceu um caminhão de milhões por Kaká. De acordo com o blog A Bola na Bota, o craque do Milan recusou um salário anual de 20 milhões de libras (R$ 67,5 milhões) por ano para jogar na Inglaterra. E a resposta de Kaká, para delírio da maioria dos italianos, foi:

“NÃO, OBRIGADO”

E se você fosse Kaká: também recusaria a tentadora proposta do City para trocar de país?

Autor: Bruno Pessa - Categoria(s): Frase da semana Tags: , , ,
09/01/2009 - 15:06

Ele nunca viu

Entre os mitos do universo do futebol, a homossexualidade de jogadores é um dos mais presentes. É comum que se diga que eles existem ou mesmo que não são poucos. Ou que se aponte: “este é”, ”este não é”. Mas o assunto sempre fica debaixo do pano, entre burburinhos e buxixos, no limite do extra-oficial. Dada a polêmica do tema, são raros os que se arriscam a falar publicamente dele.

O técnico italiano Marcelo Lippi, que comandou a seleção tetracampeã mundial na Alemanha e segue à frente da Azzurra, não se intimidou e tratou abertamente do assunto em entrevista cujo trecho e vídeo está no blog A Bola na Bota. Diz ele:

E você, concorda que a cultura futebolística dificulta que um jogador homossexual assuma sua condição?

Autor: Bruno Pessa - Categoria(s): Frase da semana Tags: ,
22/11/2008 - 13:30

O “Derby d’Italia”

Córdoba e Del Piero

Mais de 40 títulos italianos em campo e uma disputa esquentada por discussões entre os treinadores. Estes são os atrativos do “Derby d’Italia”, o clássico entre Juventus e Inter de Milão, que acontecerá neste sábado, 22 de novembro.

José Mourinho, que atualmente treina a Inter, foi o sucessor de Claudio Ranieri, técnico da Juve, no comando do Chelsea. Há pouco tempo os dois trocaram farpas através da imprensa sobre o trabalho de cada um no clube inglês. Agora isso respingará na Itália, que verá um de seus principais clássicos ainda mais acirrado.

O bom momento vivido pelos dois times torna o confronto ainda mais importante. A Inter lidera o Italiano, com 27 pontos, mas pode ser alcançada pela Juve se perder o clássico e até ser ultrapassada pelo Milan, que enfrenta outro time de Turim, a Torino.

Enfim, a rodada tem rivalidade demais em campo e ainda é decisiva. Está bom de atrativos? Não?

Então ainda dá para ficar na expectativa do retorno de Adriano à Inter de Milão. Depois de marcar um gol pela seleção brasileira contra Portugal, o atacante voltou a ser relacionado e pode entrar no “Derby d’Italia”.

Para vivenciar a expectativa do clássico, veja números e curiosidades do confronto que será transmitido, lance a lance, pelo Placar iG Esporte:

Vitórias da Juventus: 94
Vitórias da Inter de Milão: 64
Empates: 50
Gols da Juventus: 305
Gols da Inter de Milão: 263

O clássico da Itália?
O nome de “Derby d’Italia” foi dado pelo jornalista esportivo Gianni Brera, que o classificou com essa nomenclatura de tanta importância por colocar, frente a frente, os dois único times que nunca tinham jogado a segunda divisão da Itália até então.

A queda
Em 2006, aconteceu o escândalo de arbitragem chamado de “Calciocaos”, que envolveu a Juventus e a rebaixou para a segunda divisão italiana como punição. Isto acirrou a rivalidade com a Inter, que foi a grande beneficiada com as penas aplicadas, uma vez que herdou o título nacional daquele ano.

“Traidores”
O atacante sueco Zlatan Ibrahimovic e o volante francês Patrick Vieira saíram da Juventus e foram para a rival Inter depois do escândalo do “Calciocaos”. Ambos ainda estão no time de Milão.


Bem diferente, Ibrahimovic começou a brilhar na Itália com a camisa da Juventus; agora está do outro lado no clássico

Argentino na história
Omar Sívori fez 6 gols em um “Derby d’Italia” que terminou 9 a 1 para a Juventus. Este placar absurdo aconteceu por causa de um protesto da Inter, que colocou jogadores juvenis em campo, pois não concordava com o cancelamento de um jogo anterior.

Brasileiros na história
Ary Patuska fez história na Inter de Milão, já que foi um dos primeiros brasileiros a se destacaram na Europa, quando jogou em Milão, no período entre 1913 e 1915. Já pelo lado da Juve, José Altafini e Dimas foram os primeiros a conseguiram brilhar, apenas entre as décadas de 70 e 80.

Autor: Allan Brito - Categoria(s): Clássico da vez Tags: , , ,
15/11/2008 - 12:22

O “Derby Cupolone” ou “della Capitale”

“Acreditem em mim, disputei tantos dérbis: o de Milão, o de Madri, e tantos dérbis de Londres, mas este de Roma, pela intensidade, não há igual no mundo.”

A frase acima é de Christian Panucci, que joga atualmente pela Roma.

Tudo bem, ele pode até ser suspeito para comentar o assunto, já que está na Roma há mais de sete anos. Porém, não dá pra ignorar a experiência de um defensor tão experiente e “rodado”: Panucci já jogou por Milan, Real Madrid, Chelsea, Monaco…

Neste domingo, Panucci e tantos outros torcedores poderão ver mais uma vez este clássico de tanta “intensidade” na capital italiana: Roma e Lazio vão se enfrentar pelo Campeonato Italiano.

Enquanto o time que carrega o nome da cidade está em crise, os biancocelesti fazem uma boa campanha, na quarta colocação, com 22 pontos em 11 jogos. Além disso, podem ver o clube rival com apenas 8 pontos, perto da zona de rebaixamento e possivelmente sem seu maior ídolo atual em campo: Totti.

Porém, é claro, tudo pode acontecer neste clássico, que possui até dois nomes. Um é uma clara referência ao fato do jogo acontecer na capital italiana (”Derby della Capitale”). Já o outro é por causa do nome da cúpula principal da Basílica de São Pedro em Roma (”Derby Cupolone”).

Veja números e curiosidades do “Clássico da vez”:

Vitórias da Roma: 57
Vitórias da Lazio: 43
Empates: 61

Último jogo:
19 de março de 2008
Lazio 3 x 2 Roma

Primeiro jogo:
8 de dezembro de 1929
Roma 1 x 0 Lazio

Tudo separado
Até o estádio é devidamente dividido na capital italiana. Como Roma e Lazio compartilham o Olímpico, há o consenso geral de que a principal torcida romanista fica apenas na Curva Sul e os rivais vão direto para a Curva Norte. O estádio será o palco da final da Liga dos Campeões 2008/2009.
Tragédia
Vincenzo Paparelli era um torcedor da Lazio que foi vítima da pior história do Derby. Em 28 de outubro de 1979, ele morreu após ser atingido no olho por um sinalizador disparado pelos romanistas. Apesar do jogo daquele dia ter ocorrido normalmente, nunca mais o clássico foi o mesmo: sempre são ouvidos boatos de tragédias antes do apito inicial e Paparelli sempre é lembrado através de faixas, passeatas e missas.
Política e futebol
Os times do Derby possuem suas imagens vinculadas às tendências políticas históricas da Itália. A Lazio, por exemplo, é sempre ligada aos partidos de direita e à elite romana. Já a Roma, fundada por líder facista Italo Foschi, tem a fama de ser o time dos operários e das classes de poder aquisitivo menor.
Quantos fanáticos?
Além de levar a melhor no retrospecto dos jogos, a Roma também vence no quesito maior torcida. Pelo menos é o que garante uma pesquisa de torcidas do Instituto Doxa, feita em 2003. A Roma tem 6% dos torcedores italianos, enquanto a Lazio atinge apenas 3,5%.
Autor: Allan Brito - Categoria(s): Clássico da vez Tags: , , , , ,
25/10/2008 - 11:04

O “Derby della Mole”

O clássico mais antigo da Itália vai acontecer neste sábado, dia 25 de outubro, às 16h30, com transmissão lance a lance do Placar iG Esporte.

Trata-se do “Derby della Mole”, ou seja, o duelo já centenário entre a Juventus e o Torino, os dois principais times da cidade de Turim.

E o encontro acontece em um momento ruim para ambas equipes, que buscarão a reação no jogo. Com 7 rodadas do Campeonato Italiano, a Juventus está em 12º lugar, com 9 pontos e conta com a força do brasileiro Amauri para se recuperar. Já o Torino está perto da zona de rebaixamento, em 17º, com 5 pontos.

Para deixar a crise ainda mais evidente, o Torino anunciou uma uma “greve” com a imprensa para esta semana que antecedeu o clássico. O presidente Urbano Cairo foi o único que deu declarações desde segunda-feira. Dá pra perceber, dessa forma, que com o “Derby della Mole” não se brinca.

Veja os números e curiosidades desta já antiga rivalidade:

Número de partidas: 179
Vitórias da Juventus: 71
Vitórias do Torino: 55
Empates: 54
Gols da Juve: 258
Gols do Toro: 229

Primeiro jogo:
13/01/1907
Torino 1 x 0 Juventus

Último jogo:
26/02/2008
Juventus 0 x 0 Torino

Afinal, de onde veio esse nome?
“Derby della Mole” é uma referência à Mole Antonelliana, o Museu Nacional do Cinema, que é um dos principais cartões postais de Turim.

Torcida local e “estrangeira”
A torcida do Torino na cidade de Turim é maior que a do rival, reza uma lenda local. A diferença geral a favor da Juventus só acontece por causa dos italianos de outras localidades.

Brasil no clássico 1
Treze brasileiros já vestiram a camisa da Juventus, com destaque para Altafini, que jogou por quatro anos, ganhou duas vezes o Campeonato Italiano e marcou nada menos do que 37 gols.

Outros 15 brasileiros atuaram pelo Torino. Walter Casagrande, ídolo corintiano, foi Campeão da Copa da Itália, em 1993, pelo Torino. Além disso, em entrevista à Rede Globo recentemente, ele escolheu um “Derby della Mole” como o mais importante da sua carreira, quando ele fez dois gols e garantiu a vitória do seu clube no clássico.

Júnior, ídolo flamenguista, também atuou em Turim entre 1984 e 1987, não conquistou título algum, mas deixou boas lembranças com 18 gols marcados.

Na festa de centenário do clube, o brasileiro foi lembrado e compareceu para ser homenageado durante as comemorações no estádio Delle Api:

Júnior é homenageado em Turim/ AP


Brasil no clássico 2

No bairro da Móoca, em São Paulo, existe um pedaço de Turim: o tradicional Juventus utiliza o nome de um clube italiano, mas usa as cores do rival Torino.

Isto aconteceu quando o clube precisava mudar de nome, pois foi fundado inicialmente como Cotonifício Rodolfo Crespi F.C.

O próprio Conde Rodolfo Crespi foi quem sugeriu o novo nome e a intenção inicial era de usar as mesmas cores do uniforme da Juventus da Itália, preto e branco. Porém, outros clubes do estado já tinham feito essa escolha, como o Corinthians, o Ipiranga e o Santos, entre outros. Com este impasse, foi resolvido que as novas cores teriam que ser únicas, sem igual em São Paulo.

Foi então que o Conde Rodolfo Crespi entrou novamente em cena e sugeriu a inspiração no maior rival da Juve, com a utlização de grená e branco no uniforme.

Tragédia
Hoje o Torino é uma equipe pouco conhecida internacionalmente e nem pode ser considerada uma das gramdes equipes da Itália. Mas nem sempre foi assim. O time grená já teve uma das maiores equipes da história da Europa, quando conquistou diversos títulos, na década de 40. Mas então veio a “Tragédia de Superga”, um acidente aéreo que matou todo o time do Torino, perto de Turim.

No dia 4 de Maio de 1949, o avião caiu na basílica da Superga e não houve sobreviventes no ocorrido.

Porém, mesmo assim o Torino conseguiu se sagrar campeão italiano naquele ano ao fazer as rodadas finais com seu time sub-20. Vale lembrar que o time contou com o respeito e a solidariedade dos rivais, que escalaram uma equipe com a mesma faixa de idade.

Rivalidade a todo vapor
Depois da “Tragédia de Superga”, o clássico só voltou a viver seus melhores anos na década de 70. Isto porque em 76 o Torino conseguiu tirar uma vantagem de seis pontos da Juve na reta final do Calcio e ser campeão. Porém, nas duas temporadas seguintes vieram as vinganças, com dois títulos entregues na ordem inversa: Juve campeã, Torino vice.

Centenário estragado
Apesar das recentes quedas do Torino para a segunda divisão, os 100 anos do “Derby della More” não foram comemorados, na verdade, por causa da queda da Juventus. Os escandâlos de arbitragem da Itália geraram uma punição severa para a Juve, que não pôde enfrentar seu rival de Turim no dia 13 de janeiro de 2007, um século após o primeiro confronto entre os times. Na Itália, a data passou praticamente esquecida e só foi lembrada do final do ano, quando enfim aconteceu um novo “Derby della Mole”


* Colaboraram Gian Oddi, Paulo Tescarolo e Bruno Pessa

Autor: Allan Brito - Categoria(s): Clássico da vez Tags: , , ,
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