A aflitiva classificação da Argentina para o Mundial do ano que vem na África do Sul provocou aqui no Brasil uma enxurrada de manifestações de alívio e felicidade por parte de algumas pessoas, principalmente entre nós, jornalistas.
O discurso era sempre o mesmo: que ótimo, Copa sem a Argentina não tem graça, pois ao lado de Brasil, Alemanha e Itália é uma das maiores seleções do mundo.
Não é verdade, os números não mostram isso. A Argentina em Mundiais tem muito mais fama e mídia do que bola. E provo.
Vejamos…
BRASIL
5 títulos
2 vices
2 terceiros lugares
1 quarto lugar.
Ou seja: chegou 10 vezes entre os quatro melhores em 18 Copas disputadas.
ITÁLIA
4 títulos
2 vices
1 terceiro lugar
1 quarto lugar
Ou seja: chegou 8 vezes entre os quatro melhores em 16 Copas disputadas.
ALEMANHA
3 títulos
4 vices
3 terceiros lugares
1 quarto lugar
Ou seja: chegou 11 vezes entre os quatro melhores em 16 Copas disputadas
ARGENTINA
2 títulos
2 vices (um deles em 1930, quando apenas quatro seleções européias disputaram o torneio: França, Romênia, Bélgica e a ex-Iugoslávia – Alemanha e Itália não jogaram)
E mais nada. Ou seja: chegou apenas quatro vezes entre os quatro melhores, muito embora tenha disputado 14 Copas, duas a menos que Alemanha e Itália e quatro a menos que o Brasil.
Quando cito a importância de se chegar entre os quatro primeiros, faço-o porque chegando nesta situação o time disputa pelo menos o terceiro lugar.
Os números não são mesmo favoráveis à Argentina. Depois de ter boicotado os Mundiais de 1938, 50 e 54, voltou em 58. Ficou cinco Copas (20 anos) sem chegar às semifinais ou à disputa do título, sendo que em 1970 não participou por ter sido humilhada e eliminada pelo Peru dentro de La Bombonera.
Depois disso, fez uma sequência de boas participações, pois em 78 foi campeã, 82 passou em branco, em 86 ganhou novamente e em 90 foi vice. Depois de 1990, a Argentina voltou à estiagem habitual. Ou seja: há quatro Copas do Mundo que ela não chega entre os melhores, 16 anos de maus resultados.
Ou seja: em 56 anos de participações em Copas do Mundo, a Argentina fez feio em 36 deles. Muita coisa.
Enquanto isso, Brasil, Itália e Alemanha estão sempre chegando, como comprovam os números mostrados acima.
O Brasil teve um período de estiagem de três Copas, não chegando às semifinais: de 1982 a 1990. Foram 12 anos de seca – e nunca mais isso se deu.
A Itália ficou cinco Copas sem chegar entre os melhores: de 1950 a 1970 (20 anos), sendo que em 1958 foi eliminada nas eliminatórias européias. Depois disso, está sempre presente entre os quatro melhores.
A Alemanha prima pela regularidade; impressionante. O pior momento do time germânico em Copas do Mundo deu-se entre 1994 e 1998 (quatro anos), quando, nessas duas competições, ela acabou em quinto e sétimo lugares respectivamente. De resto, está sempre entre os quatro primeiros.
Portanto, não posso concordar quando as pessoas colocam a Argentina no mesmo rol de Brasil, Itália e Alemanha.
Nossos “hermanos” bem que gostariam, mas ainda não têm cacife para fazer parte deste seleto grupo das melhores nações futebolísticas do planeta.
E mais: uma das melhores Copas de todos os tempos, a de 1970, no México, não contou com a presença dos argentinos.
Portanto, rapaziada, devagar com o andor porque o santo é de barro!
Embora a seleção brasileira de Dunga já tenha mostrado que tem condições de bater adversários de peso como Portugal (em dezembro último) e Itália (no mês passado), volta e meia esbarra num rival sul-americano de menor nível técnico que se fecha na defesa, como Bolívia e Colômbia.
Para o técnico, o fato de trazer os craques “europeus” para jogar na América do Sul com pouco tempo de preparação e descanso, diante de países que tratam o confronto como se fosse final de Copa do Mundo, ajuda a explicar a dificuldade que é jogar as Eliminatórias. Dunga vai mais além, dizendo:
E você, concorda com o comandante da seleção?
Ou isso é desculpa de quem não consegue melhorar o time?
A Copa do Mundo de 2014 já começou. Pelo menos para os brasileiros. O clima da competição, que será sediada em terras tupiniquins, começou a tomar conta do país desde a semana passada.
Isto porque os inspetores da Fifa já desembarcaram no Brasil. Eles irão fazer vistorias em estádios e estruturas das cidades candidatas a receber as seleções participantes da Copa do Mundo de 2014.
No total, 18 cidades brigam pelas vagas, mas apenas 12 serão escolhidas, como já confirmou o presidente da Fifa, Joseph Blatter.
Entre elas existem aquelas que já possuem grandes estádios e apresentaram apenas ideias para reformas. Outras pretendem levantar uma nova obra nos próximos cinco anos.
No Youtube há um vídeo que reúne todos estes projetos. Em uma coletânea bem organizada de fotos, podemos tomar conhecimento de como o Brasil inteiro pretende receber a Copa.
Mas ainda fica a pergunta: Quem está melhor preparado para receber a Copa do Mundo de 2014? A resposta oficial só sairá em 2010.
Mas, por enquanto, assista ao vídeo, avalie e deixe sua opinião nos comentários, logo abaixo:
O que você acharia de uma seleção brasileira formada por Reis; Moraes, Ferreira, Santos e Silva; Gomes, Verri e Moreira; Oliveira, Lima e Farias? No mínimo soa estranho. Pois esses 11 jogadores foram campeões do mundo com a seleção brasileira recentemente. Sabe quem são? Pode dar sua opinião no espaço para comentários lá embaixo. A resposta sai na semana que vem.
Se você não reconheceu logo de cara os 11 campeões é porque brasileiro gosta de inventar moda em determinados assuntos. Um deles é o nome dos jogadores de futebol. No mundo inteiro (a Espanha é quase uma exceção), o sujeito é conhecido pelo sobrenome. Johann era Cruyff; Franz sempre foi Beckenbauer; o Diego, Maradona. Aqui, ou usamos o primeiro nome ou criamos um apelido. Sorte nossa! Já pensou chamarem o Rei de “Nascimento”, ao invés de Pelé?! E Garrincha seria apenas “Santos”. Sem graça, né? Com alguma boa vontade seria “dos Santos”, como aquele meia paraguaio grosso do Atlético-PR.
Cruyff (Johann?!) e Beckenbauer (ou seria Franz?) na final da Copa de 1974
É bem verdade que há algum tempo não criam bons apelidos no futebol brasileiro. Desde o Bebeto, eu acho. O mais criativo que a gente consegue atualmente é acrescentar um “inho” ao final do nome do rapaz. Ronaldinho, Ricardinho, Pedrinho, Juninho… A ponto de o Eto’o, indignado por nunca ter sido eleito melhor do mundo, lamentar não se chamar “Etoodinho”.
Depois do “Aconteceu há…” (publicado às segundas-feiras) e do “Time dos Sonhos” (publicado às terças-feiras), estreia no Blog da Redação do iG Esporte o “Vídeo da semana”, que trará sempre uma boa dica de imagens dos esportes para o internauta.
Não é fácil reconhecer e admirar o talento de rivais tão históricos como os argentinos, ainda mais quando o assunto é futebol. Mas também não é difícil admirar a raça e a paixão com a qual eles encaram esse esporte, seja dentro ou fora de campo. Até o presidente Lula andou caindo nessa armadilha há pouco tempo…
Durante a Copa do Mundo de 2006, nosso “hermanos” deram mais uma porção de toda essa devoção que eles possuem e sabem demonstrar pelo futebol.
Trata-se de um comercial de uma empresa de cerveja veiculado antes e durante a competição que exalta o futebol como um todo, desde os seus momentos alegres até os mais dramáticos.
Deixe de lado a rivalidade por alguns instantes, ignore os últimos 10 segundos do vídeo, quando eles proclamam o “orgulho de ser argentino”, aumente o volume e até se emocione com essa homenagem ao futebol:
E você, tem alguma sugestão de vídeo para a próxima semana? Mande o link nos comentários!
Frases marcantes, piadas, curiosidades, bastidores, fotos, vídeos, cobertura de eventos em tempo real…. se o conteúdo do blog da redação de esportes do iG é uma surpresa até pra gente, imagine pra você!