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sexta-feira, 24 de abril de 2009 Clássico da vez | 13:00

O clássico mineiro

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Hoje o domínio do futebol em Belo Horizonte é totalmente de Atlético-MG e Cruzeiro. Em outros tempos, clubes como América-MG, Ipatinga e mais chegaram longe, mas a rivalidade principal quase sempre foi entre Galo e Raposa.

Toda esta tradição entrará em campo mais uma vez, em outro clássico que decidirá o Campeonato Mineiro. Os times estão em uma boa fase, seja na Copa do Brasil ou na Libertadores, e a expectativa é para um grande jogo. Partidas inesquecíveis, como várias outras que já entraram para a história do futebol mineiro e nacional.

Relembre algumas destas histórias e confira algumas curiosidades sobre este clássico:

Vitórias do Atlético-MG: 174
Gols do Atlético-MG: 622
Empates: 113
Vitórias do Cruzeiro: 152
Gols do Cruzeiro: 559

Primeiro jogo
17/04/1921
Cruzeiro 3 x 0 Atlético-MG


Último jogo
15/02/2009
Cruzeiro 2 x 1 Atlético-MG

A queda do Galo para a Série B inspirou a criatividade das torcidas para provocações

A queda do Galo para a Série B inspirou a criatividade das duas torcidas para provocações

Quem manda aqui
Na década de 20, o Cruzeiro, ainda com o nome de Palestra Itália, crescia em Minas Gerais. Tanto em resultados como em número de torcedores. Mas um clássico simbolizou a demonstração de quem era realmente a principal força em BH: Por 9 a 2, o Atlético-MG mostrou quem era de verdade o maior time naquela época.

Como é difícil comemorar!

O Campeonato Mineiro de 1984 foi polêmico. Depois de seis anos de domíno do Atlético-MG, uma regulamento mal feito causou confusão: Tanto cruzeirenses quanto atleticanos saíram nas ruas de Belo Horizonte para comemorar. A decisão final veio dos tribunais e deu a conquista para a Raposa. Mas aí veio mais uma dificuldade: Sem o trofeu, o corpo de bombeiros não quis fazer a tradicional passeata com os jogadores. Um caminhão de areia foi então improvisado e  finalmente a festa aconteceu.

Em dobro
O título estadual de 2000 é um dos mais importantes para o Atlético-MG. Nele, o time e a torcida costumam comemorar não só o próprio campeonato mineiro, mas também a alcunha de “campeão do século”.

Um pouco de tudo
No Brasilerão de 2007, Atlético-MG e Cruzeiro fizeram talvez o melhor jogo daquele campeonato: Foram sete gols, viradas, “drible da foca” de Kerlon, brigas e confusões. No final, a Raposa comemorou a vitória por 4 a 3.

Jejum atual
O Galo vai entrar em campo neste domingo com um jejum engasgado: A Raposa não perde para o seu maior rival há dez jogos. Pior: Neste ano já ocorreram dois confrontos e não teve espaço nem para empate. Será que a vingança virá agora?

Autor: Allan Brito Tags: , , , , , , ,

sábado, 6 de dezembro de 2008 Clássico da vez | 15:01

O clássico de Viena

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A Áustria já foi mais importante no cenário do futebol. Apesar de ter sido uma das sedes da Eurocopa de 2008, hoje o esporte no país já não atrai tanta atenção quanto nas décadas de 30 e 50, quando sua seleção (“o time maravilhoso”) fez história até em Copa do Mundo.

Apesar disso, ainda há um momento em que a Áustria consegue roubar alguns holofotes do futebol europeu para si: é quando Rapid Viena e Austria Viena se encontram.

O clássico da capital ainda mexe com corações de fanáticos torcedores. Por vezes até marcado pela violências de suas torcidas, o duelo é ligado a ocorrências de xenofobia e racismo.

Notícias tristes à parte, Rapid e Austria se encontrarão neste domingo em um confronto decisivo do Campeonato Austríaco. O Rapid, com 40 pontos e na 2ª colocação, pode ser ultrapassado pelo seu rival, que está em quarto, com 38. Ambos perseguem o Salzburg, líder da competição, com 43.

Conheça números e curiosidades sobre o clássico de Viena:

Vitórias do Rapid Viena: 117
Empates: 64
Vitórias do Austria Viena: 105

Primeiro jogo:
8 de setembro de 1911
Austria Viena 1 x 4 Rapid Viena

Último jogo:
11 de novembro de 2008
Austria Viena 2 x 0 Rapid Viena

Confusões recentes
Os dois últimos clássicos de Viena terminaram com episódios de violência. Em 24 de agosto de 2008, os 2 times foram punidos com multas por conta dos incidentes, que envolveram até o ferimento do goleiro Georg Koch, do Rapid.  Ele chegou a sofrer com surdez parcial e vertigens após ser atingido por um sinalizador. Em 11 de novembro do mesmo ano, torcedores do Rapid só foram contidos após muita confusão com a polícia.

Confusão com alviverdes/ EFE

Violência em campo
Há um episódio recente que é apontado como um dos principais desencadeadores da violência no clássico. Em 2005, o goleiro croata Didulica, do Austria, quebrou o nariz de Lawaree em uma entrada desleal com o joelho. O agressor foi punido com multa e 8 jogos de suspensão.

Lágrimas em Viena
Mais do que o herói de só um time, Matthias Sindelar era o grande o nome do futebol austríaco vice-campeão do mundo na década de 30. O “Homem de papel” ou “Mozart do futebol”, como foi apelidado, era um habilidoso meia que jogava com a camisa do Austria Viena. Porém, ele quebrou qualquer barreira criada pelas rivalidades e virou uma lenda nacional ao se negar a defender a Alemanha depois que a Áustria foi anexada pelo exército comandado por Hitler. Um ano depois desse episódio, Sindelar foi encontrado morto e comoveu multidões.

Casa própria
O estádio do Rapid Viena tem o nome de um dos seus craques mais ilustres: Gerhard Hanappi. Até aí, tudo normal e comum. O que poucos sabem é que Hanappi foi também quem projetou a casa dos alviverdes. Após se aposentar, ele virou arquiteto e fez todo o projeto da casa do clube que o acolheu durante a carreira.

Apesar de tudo
O Austria Viena realmente não tem motivos para se lembrar do período do nazismo. Naquela época, o time tinha muitos jogadores judeus, que foram perseguidos, o que atrapalhou o seu crescimento. Até o próprio nome do time correu riscos na época, uma vez que era visto como um símbolo de nacionalismo contra a Alemanha e seu Reich. Mesmo assim, o time sobreviveu e voltou a conquistar títulos em 70 e 80.

Austríaco ou alemão?
O Rapid é o maior campeão austríaco. Mas além dos 32 títulos nacionais, os alviverdes se orgulham de terem conseguido um feito histórico especial: 1 Campeonato Alemão. A conquista veio exatamente no período da 2ª Guerra Mundial, quando o time bateu o Schalke 04, de Gelsenkirchen, por 4 a 3, de virada, após o jogo estar 3 a 0 para o clube alemão. Além disso, o Rapid tem ainda a taça de uma Copa da Alemanha.

Autor: Allan Brito Tags: , , , , , , , , ,

sábado, 15 de novembro de 2008 Clássico da vez | 12:22

O “Derby Cupolone” ou “della Capitale”

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“Acreditem em mim, disputei tantos dérbis: o de Milão, o de Madri, e tantos dérbis de Londres, mas este de Roma, pela intensidade, não há igual no mundo.”

A frase acima é de Christian Panucci, que joga atualmente pela Roma.

Tudo bem, ele pode até ser suspeito para comentar o assunto, já que está na Roma há mais de sete anos. Porém, não dá pra ignorar a experiência de um defensor tão experiente e “rodado”: Panucci já jogou por Milan, Real Madrid, Chelsea, Monaco…

Neste domingo, Panucci e tantos outros torcedores poderão ver mais uma vez este clássico de tanta “intensidade” na capital italiana: Roma e Lazio vão se enfrentar pelo Campeonato Italiano.

Enquanto o time que carrega o nome da cidade está em crise, os biancocelesti fazem uma boa campanha, na quarta colocação, com 22 pontos em 11 jogos. Além disso, podem ver o clube rival com apenas 8 pontos, perto da zona de rebaixamento e possivelmente sem seu maior ídolo atual em campo: Totti.

Porém, é claro, tudo pode acontecer neste clássico, que possui até dois nomes. Um é uma clara referência ao fato do jogo acontecer na capital italiana (“Derby della Capitale”). Já o outro é por causa do nome da cúpula principal da Basílica de São Pedro em Roma (“Derby Cupolone”).

Veja números e curiosidades do “Clássico da vez”:

Vitórias da Roma: 57
Vitórias da Lazio: 43
Empates: 61

Último jogo:
19 de março de 2008
Lazio 3 x 2 Roma

Primeiro jogo:
8 de dezembro de 1929
Roma 1 x 0 Lazio

Tudo separado
Até o estádio é devidamente dividido na capital italiana. Como Roma e Lazio compartilham o Olímpico, há o consenso geral de que a principal torcida romanista fica apenas na Curva Sul e os rivais vão direto para a Curva Norte. O estádio será o palco da final da Liga dos Campeões 2008/2009.
Tragédia
Vincenzo Paparelli era um torcedor da Lazio que foi vítima da pior história do Derby. Em 28 de outubro de 1979, ele morreu após ser atingido no olho por um sinalizador disparado pelos romanistas. Apesar do jogo daquele dia ter ocorrido normalmente, nunca mais o clássico foi o mesmo: sempre são ouvidos boatos de tragédias antes do apito inicial e Paparelli sempre é lembrado através de faixas, passeatas e missas.
Política e futebol
Os times do Derby possuem suas imagens vinculadas às tendências políticas históricas da Itália. A Lazio, por exemplo, é sempre ligada aos partidos de direita e à elite romana. Já a Roma, fundada por líder facista Italo Foschi, tem a fama de ser o time dos operários e das classes de poder aquisitivo menor.
Quantos fanáticos?
Além de levar a melhor no retrospecto dos jogos, a Roma também vence no quesito maior torcida. Pelo menos é o que garante uma pesquisa de torcidas do Instituto Doxa, feita em 2003. A Roma tem 6% dos torcedores italianos, enquanto a Lazio atinge apenas 3,5%.
Autor: Allan Brito Tags: , , , , ,

sábado, 18 de outubro de 2008 Clássico da vez | 12:51

O “Superclássico”

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O Blog da Redação do iG Esporte estreou cinco seções diferentes para cada dia da semana, de segunda à sexta. Neste final de semana começa também o “Clássico da vez”, em que um jogo de grande rivalidade terá sua história contada através de números e curiosidades. A escolha desse clássico acontecerá sempre pela proximidade da data de algum duelo.

E no dia 19 de outubro, ou seja, no domingo, Boca Juniors e River Plate se encontrarão no estádio Monumental de Nuñez para realizar novamente o maior clássico argentino, apelidado de “Superclássico”.

O duelo valerá pela 10ª rodada do Torneio Apertura da Argentina e será marcado pela má situação dos dois times no campeonato. O Boca, por exemplo, é apenas o sexto lugar, com 14 pontos. Já o River está em uma fase ainda mais delicada: na 18ª colocação, com míseros 8 pontos.

O “Superclássico” reúne os clubes com as maiores torcidas da Argentina e com mais títulos nacionais. Veja os principais números do duelo:

Total de jogos: 320
Vitórias do Boca Juniors: 116
Vitórias do River Plate: 104
Empates: 100
Gols marcados pelo Boca: 431
Gols marcados pelo River: 397

Primeiro jogo:
24/08/1913
Boca 1 x 2 River
(Mayer/ Cargía e Amel)

Último jogo:
04/05/2008
Boca 1 x 0 River
(Battaglia)

Quem é maior?
O River Plate é quem tem mais títulos nacionais (34 contra 28), enquanto o Boca tem mais conquistas internacionais (6 Libertadores e 3 mundiais contra 2 Libertadores e 1 Mundial)

Jogo histórico
No dia 20 de setembro de 1931, Boca e River fizeram o primeiro duelo entre os dois times desde que foi criada a liga profissional argentina de clubes. E desde aqueles tempos a emoção já transbordava em campo: apesar de ter saído na frente do placar, o River Plate teve um pênalti questionável marcado contra a sua meta. O Boca Juniors bateu, errou e só no terceiro rebote conseguiu balançar as redes.

Porém, o protesto dos jogadores do River não pararam e três jogadores foram expulsos pelo árbitro por reclamação. Então, alegando não ter condições de disputar mais o jogo, o time “prejudicado” saiu de campo e o Boca foi considerado o vencedor do jogo dias depois.

Brasil na Argentina

Iarley na história do Boca/ DivulgaçãoEm 9 de novembro de 2003, o atacante Iarley (foto), hoje no Goiás, entrou para a história do “Superclássico”. Foi ele quem marcou o segundo gol do Boca Juniors contra o River Plate fora de casa. O atacante cortou o defensor Rojas duas vezes e chutou contra o goleiro Costanzo, decretando a vitória do seu time por 2 a 0 naquele jogo.

Outro brasileiro na história do “Superclássico” é Paulo Valentim, o maior artilheiro do Boca Juniors no duelo contra o River Plate. O ex-jogador do Atlético-MG saiu do Brasil para fazer 10 gols no clássico.

“El Pibe” carrasco
Enquanto esteve no Boca, Diego Maradona não vacilou nos “Superclássicos”: fez 5 gols em apenas sete jogos. A sua despedida do futebol ainda aconteceu exatamente contra o rival River Plate.

Você sabia?
River Plate e Boca Juniors tiveram camisas idênticas no passado, naquele modelo branco e com uma faixa diagonal vermelha. Além disso, ambos tinham a sede no mesmo bairro, La Boca.

Para resolver esta questão de “igualdade” uma partida de futebol foi organizada para decidir quem deveria mudar suas cores. Quem vencesse manteria a camisa, mas teria que se mudar do bairro. Quem perdesse, poderia continuar com a sede no mesmo local.

O River Plate venceu, manteve suas cores e se mudou para o norte, mais precisamente até o bairro de Nuñez. Desde então, recebeu o apelido de “Milionários”, já que esta localidade é mais nobre na Argentina da época.

 

No domingo, Palmeiras e São Paulo também fazem outro clássico gigante. Não perca, aqui mesmo, no Blog da Redação do iG Esporte, história e números do “Choque-Rei”. Afinal, dessa vez o jogo vive de algo mais além da rivalidade. É mais uma das decisões do Brasileirão 2008!

Autor: Allan Brito Tags: , , ,