O “Clássico dos Milhões”
“É muita adrenalina e o jogador tem de tentar administrar de forma positiva. Vence este jogo quem der um algo a mais”
A explicação acima foi dada por um dos principais vascaínos de todos os tempos. Mas certamente a maioria dos flamenguistas concordam com ele. Roberto Dinamite se referia ao clássico entre Flamengo e Vasco e conseguiu chegar a uma conclusão que é aceita por duas grandes “nações”. Mas deve ser uma das poucas coisas em que as duas torcidas chegam a um acordo. Afinal, rubro-negros e cruzmaltinos sustentam uma rivalidade forte e enorme, afinal envolve duas das maiores toricdas do Brasil.
Rivalidade esta que entrará em campo neste domingo, 22, às 18 horas, pela Taça Rio. É uma decisão para quem ainda quer sonhar com o título do Campeonato Carioca, afinal a primeira vaga na final do estadual já está garantida pelo Botafogo. Quem dará o “algo a mais”?
Mas o jogo vai muito além desta briga limitada por um campeonato. Quer entender o porquê? Então conheça a história do “Clássico dos Milhões” através de números e curiosidades:
Vitórias do Flamengo: 133
Gols do Flamengo: 476
Empates: 88
Vitórias do Vasco: 121
Gols do Vasco: 463
Primeiro jogo
23 de Março de 1922
Vasco da Gama 3 x 1 Flamengo
Último jogo
19 de outubro de 2008
Vasco 0 x 1 Flamengo
De onde vem o nome?
O tamanho das torcidas de Flamengo e Vasco justificam o apelido do jogo entre os times. Não é pra menos: Aproxidamente 60 milhões de torcedores se envolvem neste clássico, sendo que eles estão mais difundidos em todo o pais do que em qualquer outra rivalidade
A não-curiosidade
Antes de falar dos fatos que realmente estão na história do clássico, é preciso lembrar que um momento quase marcou o confronto: o gol 1000 de Romário. Em um dos confrontos entre Flamengo e Vasco ele quase marcou aquele tento tão esperado. O goleiro Bruno evitou com a ponta dos pés:
Outros esportes
A rivalidade do “Clássico dos milhões” nasceu fora do futebol. Quando ainda eram clubes essencialmente de regatas já existia uma disputa forte entre eles. Depois que o esporte acirrou a disputa, outros esportes herdaram o clima quente nos jogos de basquete e até nas competições de natação e judô.
Água no chope
Em 1938 uma grandiosa festa rubro-negra foi planejada: Para inaugurar a Gávea, fotógrafos e celebridades se juntaram para acompanhar um importante “Clássico dos Milhões”, válido pelo Campeonato Carioca. E então a celebração foi estragada pelo cruzmaltino Niginho, que marcou dois gols e decretou a vitória do Vasco.
Surge o “Deus da Raça”
A decisão do segundo turno do Campeonato Carioca de 1978 entrou para a história por causa de um gol. O rubro-negro Rondinelli acertou um belíssimo “chute com a cabeça” decisivo, que deu o título estadual para o Flamengo. Depois, ainda aconteceu uma confusão com Zico, mas o importante é que lá surgiu o mito do “Deus da Raça”.
Vingança e provocação
Cocada era um lateral-direito que chegou a ser dispensado pelo Flamengo antes de jogar no Vasco. Mas mal sabia ele que o destino lhe reservara uma vingança: Em 1988, ele entrou na decisão do Carioca aos 40 minutos do segundo tempo. Fez um belo gol de esquerda, tirou a camisa e foi gozar os flamenguistas no banco de reserva:
Nem é preciso dizer que a confusão foi enorme. Renato Gaúcho, Romário, Alcindo e Cocada foram expulsos e o título ficou em São Januário.
“Vão ter que me engolir!”
Em 2001, o sérvio Petkovic, numa cobrança de falta, marcou o histórico gol que deu o tricampeonato carioca em cima do Vasco. E então surge o clássico desabafo de Zagallo: “Só sei de uma coisa: Vão ter que me engolir!”

