Thomaz Mazzoni foi um importante jornalista do extinto jornal A Gazeta Esportiva. Além das matérias clássicas do diário, ele ficou conhecido também por apelidar os principais clássico de São Paulo.
Foi ele que criou o nome de “Choque Rei” para o São Paulo x Palmeiras. Foi ele que chamou o Corinthians x São Paulo de “Majestoso”. Para o duelo entre Santos e São Paulo ele foi mais simplista: “SanSão”. Mas mesmo assim funcionou e esse é hoje o único clássico paulista em que o uso das iniciais dos times pegou como apelido.
Mas este jogo não se destaca só por isso, é claro. Neste domingo, às 16 horas, os dois times vão se enfrentar em jogo importante para o Campeonato Paulista, já que ambos buscam uma vaga no G4.
Mas eles já brigaram em situações ainda mais importantes. Relembre tudo isso com números e curiosidades do clássico “SanSão”:
Vitórias do São Paulo: 110
Gols do São Paulo: 421
Empates:62
Vitórias do Santos: 84
Gols do Santos: 358
Primeiro jogo
25 de abril de 1936
Santos 2 x 0 São Paulo
Último jogo
31 de agosto de 2008
Santos 0 x 0 São Paulo
Gangorra
Santos e São Paulo não costumam viver bons momentos ao mesmo tempo. Na década de 40, o tricolor vivia bem com Leônidas da Silva. Depois surgiu Pelé para o Peixe, mas só na década de 60, exatamente quando a fila do rival se estendia por 13 longos anos. Por volta de 80, a dominação são paulina começou a tomar contornos novamente, mas o alvinegro da Baixada voltava a sofrer. Na atual década, os primeiros anos foram de domínio do Santos. Depois o São Paulo ganhou tudo.

Ídolos divididos
Ao contrário de outras rivalidades, existem jogadores que conseguiram sucesso tanto no Santos quanto no São Paulo. Basta lembrar de Araken Patusca, Mauro Ramos de Oliveira, Toninho Guerreiro, Pita e Serginho Chulapa. Este último é o que tem a história mais misturada entre os dois times. Decidiu títulos para ambos, é o maior artilheiro da história do São Paulo, mas hoje trabalha no Santos.
Polêmica
Ninguém esquece: no Campeonato Brasileiro de 2002, o São Paulo recebeu o Santos no Morumbi. O time visitante, que já contava com Robinho, aplicou uma virada de 2 a 1 no tricolor. Mas a comemoração do segundo gol foi o destaque do jogo: Diego subiu em cima do escudo do São Paulo para provocar a torcida rival. O então jovem meia sofreu com a polêmica e o jogo ainda terminou 3 a 2 para os mandantes.
Provocação em vão
No Campeonato Paulista de 2005, o São Paulo era o líder disparado da competição, que era disputada por pontos corridos. E o último jogo do time era na Vila Belmiro, contra o Santos, onde já era programada a festa do título. Mas a diretoria alvinegra fez questão de não liberar seu estádio e mudou a sede do jogo para Mogi Mirim. Só que esta provocação não serviu para nada, já que o São Paulo chegou no último jogo sem o título garantido e o Peixe perdeu a chance de usar sua casa para impedir o título tricolor.
Vexame alvinegro
Os são paulinos não devem esquecer do jogo que ficou conhecido como o “Dia em que o Santos de Pelé correu do São Paulo”. Na partida, o São Paulo aplicou 4 a 1 em seu rival e provocou uma série de expulsões e contusões que levaram o Peixe a desistir de jogar aos 10 minutos do 2º tempo, pois só tinha 6 atletas com condições. Até o próprio Pelé foi expulso neste dia por reclamação.
Orgulho alvinegro
O SanSão de 2 de setembro de 1962 está na história do futebol mundial. Foi nesta data que Pelé marcou dois gols, sendo que um deles foi o de nº 500, em um empate de 3 a 3 contra o São Paulo.