Acabou a temporada dos clássicos europeus. Com a volta aos gramados dos times brasileiros, os clássicos nacionais, sempre mais atraentes, voltarão a aparecer aqui no Blog da Redação.
E a vez agora é da rivalidade paranaense. Neste domingo, às 19h, pelo campeoanto estadual, o Coritiba vai receber o Atlético-PR no Couto Pereira. Os dois times colocarão em campo uma das rivalidades mais tradicionais do estado.
A competição está apenas em seu começo e o confronto vale mais pelo impulso que o clube vencedor pode ter para a temporada.

E enquanto um novo episódio deste clássico brasileiro tão importante ainda não acontece, relembre algumas histórias e veja os números do duelo:
Vitórias do Coritiba: 128
Gols do Coritiba: 511
Empates: 101
Vitórias do Atlético-PR: 108
Gols do Atlético-PR: 468
Primeiro jogo
8 de Junho de 1924
Coritiba 6 x 3 Atlético-PR
Último jogo
28 de setembro de 2008
Coritiba 1 X 1 Atlético-PR
História
O Coritiba, mais velho, era conhecido no Paraná como o “time dos alemães”. Seus principais rivais naquela época, por volta de 1910, eram o América e o Internacional. Porém, em 1924, estes times se fundiram e surgiu o rubro-negro Atlético, que ficou conhecido como “time dos almofadinhas”. O troco da ofensa veio rapidamente, quando os atleticanos apelidaram os rivais de “coxa-branca”, ainda em referência ao primeiro apelido. Porém, hoje em dia, este apelido já é uma marca registrada do Coritiba.
Quem segura a bomba?
Em 1926, Maximino Zanon e Orlando Levoratto desistiram de apitar o mesmo Atletiba, por causa de reclamções diversas, como o caso de um jogador do Furacão não aceitar sua expulsão da partida. Apenas Moacir Gonçalves, terceiro árbitro, conseguiu concluir o jogo, que ficou em 2 a 2.
A lenda do clássico
Manga, goleiro do Coritiba em 1978, garantiu o título para o alvi-verde depois de agarrar dois pênaltis. Mas com um detalhe: antes, ele tinha sofrido uma contusão. Reza a lenda que ele enfaixou o joelho que na verdade não estava machucado. Isto para induzir os rivais do rubro-negro ao erro.
Quem é o preferido?
Tradicionais, com histórias para contar e mais de 300 jogos disputados entre eles, Coxa e Furacão disputam ainda quem tem a maior torcida do Paraná. Apesar das diversas pesquisas, recentemente nunca foi encontrada uma solução para esse dilema?
Libertadores
Em 2005, o Atlético-PR viveu o momento mais importante da sua história: chegou até a final da Copa Libertadores. Porém, impedido de jogar a final em seu estádio, ele precisava arrumar outra sede para receber o apio de sua torcida. Porém, o Coritiba vetou imediatamente o Couto Pereira. No final, o Furacão jogou em Porto Alegre e perdeu a decisão para o time paulista.