No dia 10, quando a Argentina consolidou a dramática vitória sobre o Peru pelas Eliminatórias já nos acréscimos, Diego Maradona abandonou todos os protocolos da função de treinador e se atirou no gramado do Monumental de Nuñez para comemorar. O “peixinho” do ex-craque foi visto como um extravasamento jamais visto para um técnico de futebol até então.
Mas, na quarta-feira desta semana, Adilson Batista, comandante do Cruzeiro, se lançou como candidato a roubar o posto de Dieguito. Quando o time mineiro marcou o gol da vitória suada sobre o Santo André por 3 a 2 no Brasileirão, “El loco” Batista, como vem sendo chamado depois do episódio, saiu correndo, caiu no chão abraçado a um membro da comissão técnica – OK, até aí Maradona já havia feito – e, por mais estranho que pareça, voou com os pés na direção de uma placa de publicidade do Mineirão. Felizmente a placa era de um material bem flexível e o carrinho do ex-zagueiro não atingiu um bloco de concreto bem próximo…
Qual dos técnicos foi mais criativo? Se não viu os lances impagáveis, assista aos vídeos de Maradona e Batista e diga no campo dos comentários!
A aflitiva classificação da Argentina para o Mundial do ano que vem na África do Sul provocou aqui no Brasil uma enxurrada de manifestações de alívio e felicidade por parte de algumas pessoas, principalmente entre nós, jornalistas.
O discurso era sempre o mesmo: que ótimo, Copa sem a Argentina não tem graça, pois ao lado de Brasil, Alemanha e Itália é uma das maiores seleções do mundo.
Não é verdade, os números não mostram isso. A Argentina em Mundiais tem muito mais fama e mídia do que bola. E provo.
Vejamos…
BRASIL
5 títulos
2 vices
2 terceiros lugares
1 quarto lugar.
Ou seja: chegou 10 vezes entre os quatro melhores em 18 Copas disputadas.
ITÁLIA
4 títulos
2 vices
1 terceiro lugar
1 quarto lugar
Ou seja: chegou 8 vezes entre os quatro melhores em 16 Copas disputadas.
ALEMANHA
3 títulos
4 vices
3 terceiros lugares
1 quarto lugar
Ou seja: chegou 11 vezes entre os quatro melhores em 16 Copas disputadas
ARGENTINA
2 títulos
2 vices (um deles em 1930, quando apenas quatro seleções européias disputaram o torneio: França, Romênia, Bélgica e a ex-Iugoslávia – Alemanha e Itália não jogaram)
E mais nada. Ou seja: chegou apenas quatro vezes entre os quatro melhores, muito embora tenha disputado 14 Copas, duas a menos que Alemanha e Itália e quatro a menos que o Brasil.
Quando cito a importância de se chegar entre os quatro primeiros, faço-o porque chegando nesta situação o time disputa pelo menos o terceiro lugar.
Os números não são mesmo favoráveis à Argentina. Depois de ter boicotado os Mundiais de 1938, 50 e 54, voltou em 58. Ficou cinco Copas (20 anos) sem chegar às semifinais ou à disputa do título, sendo que em 1970 não participou por ter sido humilhada e eliminada pelo Peru dentro de La Bombonera.
Depois disso, fez uma sequência de boas participações, pois em 78 foi campeã, 82 passou em branco, em 86 ganhou novamente e em 90 foi vice. Depois de 1990, a Argentina voltou à estiagem habitual. Ou seja: há quatro Copas do Mundo que ela não chega entre os melhores, 16 anos de maus resultados.
Ou seja: em 56 anos de participações em Copas do Mundo, a Argentina fez feio em 36 deles. Muita coisa.
Enquanto isso, Brasil, Itália e Alemanha estão sempre chegando, como comprovam os números mostrados acima.
O Brasil teve um período de estiagem de três Copas, não chegando às semifinais: de 1982 a 1990. Foram 12 anos de seca – e nunca mais isso se deu.
A Itália ficou cinco Copas sem chegar entre os melhores: de 1950 a 1970 (20 anos), sendo que em 1958 foi eliminada nas eliminatórias européias. Depois disso, está sempre presente entre os quatro melhores.
A Alemanha prima pela regularidade; impressionante. O pior momento do time germânico em Copas do Mundo deu-se entre 1994 e 1998 (quatro anos), quando, nessas duas competições, ela acabou em quinto e sétimo lugares respectivamente. De resto, está sempre entre os quatro primeiros.
Portanto, não posso concordar quando as pessoas colocam a Argentina no mesmo rol de Brasil, Itália e Alemanha.
Nossos “hermanos” bem que gostariam, mas ainda não têm cacife para fazer parte deste seleto grupo das melhores nações futebolísticas do planeta.
E mais: uma das melhores Copas de todos os tempos, a de 1970, no México, não contou com a presença dos argentinos.
Portanto, rapaziada, devagar com o andor porque o santo é de barro!
Tevez está infeliz atualmente no Manchester United. Mas foi titular durante a conquista da Liga dos Campeões recentemente, o que o deixou muito valorizado na Europa. Sendo assim, os enormes Real Madrid e Inter de Milão já aparecem como reais candidatos na negociação com o argentino.
Porém, toda esta especulação mexeu com o sentimento dos torcedores corintianos. Alguns devem ter se animado, outros apenas deixaram a saudade crescer. Afinal, Carlitos foi o principal nome da última importante conquista do Corinthians, em 2005: O quarto Campeonato Brasileiro do clube.
Posteriormente, qualquer boato foi encerrado de vez quando Andrés Sanchez, presidente do Corinthians, decretou: “Não teve conversa nenhuma, é um sonho. Não vamos alimentar isso para o torcedor”. (Clique aqui para ver o vídeo da entrevista)
Mas uma coisa pelo menos é certa: Em 2006, Tevez prometeu que volta ao Corinthians antes de encerrar sua carreira.
Enquanto isso não acontece, um vídeo pode matar as saudades dos corintianos. Nele, o atacante é “usado” pelo ex-jogador Éric Cantona para acirrar a rivalidade entre Brasil e Argentina. Relembre:
O Boca Juniors surgiu ontem como possível rival do Corinthians na aguardada estréia de Ronaldo. Mas o clima nos lados da Bombonera não está para festa, muito pelo contrário. O time vive grande pressão para conquistar o título argentino (Torneio Apertura), disputado ponto a ponto com San Lorenzo e Tigres. Além da dificuldade de obter os resultados dentro de campo, jogadores e dirigentes não se entendem e a situação nos bastidores é cercada de tensão e tumulto.
O maior protagonista dos últimos incidentes nos Xeneizes é justamente a alma da equipe, Juan Román Riquelme. O camisa 10 foi criticado pelo companheiro Cáceres de estar com a cabeça na seleção e pensar pouco no clube e, depois de ser criticado por um torcedor de 15 anos na partida contra o Racing, xingou-o após marcar um gol, o que lhe rendeu até uma investigação da polícia argentina.
Desta vez, questionado sobre o polêmico tema, ele seguiu a linha do recém-falecido presidente Pedro Pompilio, que havia dito que era preciso “fechar o cabaré” do Boca, e respondeu:
E para você, Riquelme fez bem ao dizer isso ou pode piorar o clima no clube de vez?
O primeiro “Vídeo da semana”, publicado na quarta-feira passada, reconhecia a qualidade dos argentinos em demonstrar a paixão pelo futebol.
Mas agora chegou a hora da vingança. Afinal, é impossível falar dos “hermanos” e não sobrar uma vontade de provocá-los.
Sabemos que nada deixa um argentino mais bravo do que mexer com aquele que, para eles, é um Deus, com religião e tudo mais.
O vídeo desta quarta é uma raridade, registrada na Copa América de 1989. Nele, o flagrante do momento em que o Maracanã quase vai abaixo durante o duelo entre Brasil e Argentina.
Mas o acontecimento não é exatamente um gol. Trata-se de um drible aplicado por ninguém menos que Romário em cima de ninguém menos que Diego Maradona. O brasileiro é autor de uma bela e rápida caneta, um rolinho, uma sainha ou como você quiser chamar em sua cidade.
No vídeo anterior, eu pedi: “Deixe a rivalidade de lado…”. Dessa vez, faça o contrário: deixe a rivalidade tomar conta de você e se divirta. O lance acontece aos 12 segundos de vídeo. Como explica Galvão Bueno, “A galera gosta!”.
E você, internauta, tem algum vídeo especial para indicar? Clique aqui e deixe um comentário com o link da dica.
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