Espiões coreanos
O meia colombiano Maurício Molina tem um tradutor exclusivo na equipe do Seongnam Chunma. Carlos é brasileiro e ajuda o jogador, que fala um bom português depois de ter jogado no Santos, a se comunicar com a imprensa local. Carlos foi incumbido pelo técnico Tae Yong Shin a dar uma de espião. Como quem não quer nada, começou a sondar os jornalistas brasileiros que acompanharam a entrevista oficial da equipe coreana antes da disputa do terceiro lugar para saber qual a escalação do Inter para a partida, neste sábado, 12h de Brasília.
“O 17 vai jogar?”, quis saber o tradutor. 17 é Andrezinho, que passou pela Coreia, mas é reserva, não joga. O treino do Inter na antevéspera da partida foi aberto, mas o Seongnam não mandou emissário. Eles também não morrem de amores pela uma disputa de terceiro lugar. Mesmo assim o treinador queria detalhes e escalou Carlos para falar com os brasileiros.
“Joga todo mundo, então. O Kléber também?”, ajudou Molina. O meia atuou com o lateral-esquerdo no Santos. Molina, aliás, disse que é louco para voltar ao Brasil, mas que é difícil os times brasileiros pagarem o que ele recebe no Seongnam. “Mas vai todo mundo, né?”, insistiu Molina. Os espiões não tiveram muito sucesso. Era melhor ter mandado alguém ao treino.







