Revelado nas categorias de base do Flamengo, quase que na mesma época de Marcelinho, Djalminha, Júnior Baiano, Paulo Nunes, Nélio e cia., o volante Fábio Augusto é considerado um jogador versátil, aliás, mudou até de posição depois de quatro anos no futebol sueco. Aos 35 anos, Fábio “Hulk” defendeu o Sendas Pão de Açúcar, na segunda divisão do estadual do Rio de Janeiro, e pode até disputar a próxima edição da Liga dos Campeões da Europa.
Depois de brilhar na conquista da Taça São Paulo pelo Flamengo, Fábio e Djalminha foram para o Guarani, de Campinas. No Bugre, Fábio Augusto, atuando como segundo volante ou meia, tornou-se um jogador moderno e logo passou a ser cobiçado por vários times da capital paulista. O Palmeiras tentou sua contratação, mas dos três pretendidos conseguiu tirar do Brinco de Ouro da Princesa dois: Djalminha e Luizão, em 1996. Em seguida, o dublê de lateral e meio-campista foi emprestado para o Atlético Mineiro. Um ano depois, de forma surpreendente, despontou no arquirrival Corinthians.
Ainda este ano, depois de ser emprestado pelo Kalmar (SUE), Fábio Augusto sofreu um grave acidente e participou da péssima campanha do América, que foi rebaixado à segunda divisão do Estadual do Rio. “Eu só joguei o segundo turno, inclusive, no último jogo, o América estava ganhando por 1 a 0, gol meu, mas acabamos levando o empate”, comenta Fábio Augusto. O jogo citado foi contra o Mesquita, no estádio Giulite Coutinho, e terminou 1 a 1 graças ao gol de Gilsimar.
A ausência no primeiro turno da competição deve-se ao fato do jogador ter sido se envolvido em uma grave colisão de moto perto de sua casa, no Rio de Janeiro. “Foi dia 20 de dezembro do ano passado. Eu tava saindo de casa de moto, eu ia deixar ela na casa de um amigo para depois ir treinar no América. Aí um cara invadiu minha pista e me acertou na contramão. Eu estava sem capacete, machuquei muito a cabeça e tive um corte grande na canela. Foram quase dois meses e meio de recuperação”, explica.
Passado o susto, Fábio Augusto ainda não definiu onde vai jogar a próxima temporada, mas garante que está longe de encerrar a carreira. “Talvez eu volte para a Suécia. O meu time conquistou a vaga para disputar a próxima Liga dos Campeões. O treinador do Kalmar sempre gostou muito de mim. Na próxima semana vou conversar com um diretor do clube e decidir o meu futuro. Se for pra voltar, a proposta tem ser muito boa. Eu não vou tirar minha família do Brasil para ganhar a mesma coisa que eu ganharia para disputar o Campeonato Estadual”, disse.
Curiosamente, mesmo depois de ter conquistado títulos estaduais com Corinthians e Atlético-MG, Fábio Augusto considera a sua passagem pela Suécia como o melhor momento de sua carreira. “Lá eu não tinha muita mídia, mas fui campeão em 2007 e marcando muitos gols. Não tem nem comparação com o futebol brasileiro, é um futebol na base da força. As pessoas lembram de mim jogando mais atrás e lá eu fui segundo atacante. Mas eu ganhei muita massa muscular e com isso, acabei mudando o meu estilo de jogo. Aqui eu jogava com 74 quilos, lá eu jogava com 85 quilos”, comenta.
Mas o jogo mais importante de sua carreira não foi na Europa. Com a entrada do novo patrocinador (Banco Excel), no começo de 1997, o Corinthians formou um time de craques como Túlio, Antônio Carlos, Donizete e André Luiz, e lá estava Fábio Augusto, considerado o cão-de-guarda do técnico Nelsinho Baptista. “Jogo marcante pra mim foi a final do Paulistão de 1997. O São Paulo tinha um trio com Serginho, Denílson e Fábio Aurélio. Do outro lado, eu, Marcelinho e Donizete. Foi um duelo de gigantes e graças a Deus ficamos com o título, foi espetacular”, lembra Fábio “Hulk” que, um ano antes, foi pego no exame antidoping com a substância efedrina, tudo por causa de uma vitamina norte-americana, e ficou 60 dias afastado do Corinthians.
Porém, antes de jogar na Suécia, Fábio Augusto defendeu o desconhecido Chernomeoretts, da Rússia, ao lado dos volantes Flávio e Ricardo Bóvio, ex-Corinthians. E histórias não faltam depois de morar cinco anos no velho continente.
“Uma vez foi inacreditável. Estávamos na Espanha fazendo uma pré-temporada. Joguei de manhã contra o Rosenborg, da Noruega, os 90 minutos. Às 17h, meus companheiros bateram na porta do meu quarto dizendo que teria treino. Na hora eu não acreditei, continuei dormindo gostoso, mas o diretor foi me chamar. E era treino mesmo, nada de treninho. Lá não tem refresco”, revela.
E vocês se lembram do glorioso Afonso Alves, que hoje defende o Middlesbrough, da Inglaterra, convocado por Dunga em 2007? Pois é…Fábio Augusto enfrentou o compatriota inúmeras vezes na Suécia. E um desses confrontos não terminou nada bem.
“O Afonso jogava no Malmö, aliás, ele era o meu freguês a Suécia (risos). Um nigeriano do time dele me deu um carrinho que, se acerta, me deixaria alejado. O jogo estava 1 a 0, gol meu, mas quando acabou a partida eu perdi a cabeça. Atravessei o campo todo e fui pra cima do cara. Fui expulso e suspenso por 5 jogos”, conta Fábio Augusto.
Por fim, o experiente Fábio Augusto foi bem sincero quando perguntado qual seria o seu time de coração. “Comigo não tem mais essa história. Depois de muita “sacanagem” que a gente vê no futebol, sou totalmente profissional. Existe esse papo que jogador não tem amor pela camisa, mas qual dirigente tem amor ao jogador?”, disse.
A reportagem iG agradece a atenção do jogador que, após a entrevista por telefone, enviou algumas fotos pessoais pelo programa de bate-papo instantâneo mais popular da Internet. Se quiser mais informações e fotos sobre Fábio Augusto acesse o site do Milton Neves.
FICHA TÉCNICA: Nome: Fábio Augusto de Castro Carvalho Posição: meia/atacante Data de nascimento: 05/junho/1973 – 35 anos Peso: 84kg Altura: 1,80m
Clubes: Flamengo-RJ, Guarani-SP, Atlético-MG, Corinthians, Botafogo-RJ, Vitória-BA, Botafogo-RJ, Chernomeoretts-RUS, Kalmar-SUE, América-RJ e Sendas Pão de Açúcar-RJ.
Títulos: Campeão Mineiro – 1996 (Atlético-MG), Campeão Paulista – 1997 (Corinthians-SP) Campeão Baiano – 2000 (Vitória-BA), Vice Campeão da Copa do Brasil – 1999 (Botafogo-RJ), Copa dos Campeões – 2001 (Flamengo-RJ) e Copa da Suécia – 2007 (Kalmar-SUE).
Quer saber por onde anda outro jogador que se destacou no futebol brasileiro e ainda NÃO pendurou as chuteiras? Deixe o seu comentário abaixo!
Xodó do ex-senador Luiz Estevão, jogador foi a revelação da Copa do Brasil de 2002 com o Brasiliense e alvo de grandes clubes, como Flamengo e São Paulo, porém, nem uma mala turca cheia de dinheiro conseguiu tirar o meia do time do Distrito Federal na época. Atualmente, Dias defende o Funorte, clube da cidade de Montes Claros que disputa a segunda divisão do Campeonato Mineiro.
Wellington Vicente Dias se profissionalizou aos 16 anos no Caldas Novas, de Goiás, mas antes passou nos testes e fez parte das categorias de base do Flamengo, no Rio de Janeiro. “Eu não tinha cabeça pra sair da casa dos meus pais. Em 1994, diz o teste, passei e fiquei um mês e meio na Gávea, mas quis voltar para casa”, lamenta o jogador.
Dias já foi daqueles atletas de futebol que sentiu na pele o que é ser um jogador com destaque nacional. Depois da Copa do Brasil de 2002, vencida pela Corinthians, o meia tinha a agenda lotada com pedidos de entrevistas e distribuía muitos autógrafos nas ruas. “Minha vida foi uma loucura, agradeço a Deus por ter passado por aquele momento. O Brasiliense foi um clube que me deu muito, e tudo que eu sou é por causa desse time. Fiquei muito chateado por perder a Copa do Brasil e não ter permanecido na primeira divisão do Brasileirão”, explica.
Vice-artilheiro da Copa do Brasil em 2002, muito se especulou na época sobre as possíveis transferências do jogador para Flamengo, Corinthians ou São Paulo, mas o atacante permaneceu em Taguatinga a contragosto.
“É claro que eu queria sair. Recebi boa propostas de Flamengo, São Paulo, Atlético-MG e Corinthians. Mas o Estevão queria que, se fosse para eu sair para algum clube do Brasil, que pagassem a multa rescisória do meu contrato, que foi reajustado. A multa era alta, cerca de R$ 15 milhões, então, foi o que dificultou. Só fiquei porque o Luiz Estevão (presidente e fundador do clube) pediu pra que eu permanecesse e aumentou o meu salário. O Luiz é como um paizão pra mim, sempre me apoiou muito, e eu não o deixaria na mão”, comenta.
Elogiado pelos atletas que passaram pelo Jacaré em 2002, Luiz Estevão possui um passado conturbado na política nacional, especialmente, por conta do envolvimento com o juiz Nicolau dos Santos Neto em esquema de desvio de dinheiro das obras do TRT, em São Paulo (punida com a cassação de seu mandato como senador, no ano 2000). “O Luiz sempre foi muito competente e motivador. Por exemplo, eu acredito que poucos clubes do Brasil paguem bichos tão bons por vitória quanto o Brasiliense paga”, diz Wellington Dias.
Apesar de querer voltar um dia, o ídolo não se imagina encerrando a carreira com a camisa do clube do Cerrado. “Eu ainda quero jogar até uns 35, 36 anos, mas quero encerrar a carreira onde eu comecei, no Caldas Novas-GO, e ficar la sossegado com a minha família”, completa.
Wellington revelou também à reportagem do iG dois fatos, no mínimo, curiosos. O primeiro ocorrido em 2002, após o jogo Brasiliense 2 x 1 Atlético-MG, no Serejão. “Eu não sabia, mas havia um dirigente turco me observando no estádio e queria me levar para lá de qualquer jeito. Ele estava com uma maleta cheia de dinheiro. Disse que daria a entrada e os meus 15% à vista. Mas o Estevão negou, disse que não precisava de dinheiro e aumentou o meu salário”, conta o jogador.
O outro fato é cômico. “Uma coisa que eu não esqueço foi uma viagem com o Caldas Novas, em 1995, pelo Campeonato Goiano, quando estávamos indo para Rio Verde. O nosso ônibus quebrou no meio da estrada. E não podíamos deixar de jogar porque tinha um multa. Aí os jogadores começaram a pedir carona, até que um caminhão, que carregava um monte de madeira, parou e levou os jogadores e a comissão técnica até a porta do estádio. Foi muito engraçado todo mundo no meio das madeiras”, finaliza
Ontem, Wellington Dias atendeu ao iG horas antes do Funorte enfrentar o Fabril de Lavras, no estádio José Maria Melo, pela terceira rodada do primeiro turno do hexagonal final do campeonato mineiro da segunda divisão. O jogo terminou 2 a 0 para o Funorte e Wellington Dias não marcou.
Nome: Wellington Vicente Dias Nascimento: 11/10/1977, em Caldas Novas, Goiás. Altura: 1,71m Peso: 67kg Clubes: Caldas Novas (GO), Atlético Goianiense (GO), Grêmio Inhumense (GO), CRAC (GO), Vila Nova (GO), Brasiliense (DF), Guaratinguetá (SP), Fast-Clube (AM), Iporá (GO), Guarani Divinópolis (MG) e Funorte (MG). Títulos: Campeonato Goiano, Vice-Campeão da Copa do Brasil 2002, Campeão da Série C 2003 e da Série B 2004.
“Leomar é um jogador nota 7. Não é um craque, mas é regular”, disse Émerson Leão, técnico da seleção brasileira em 2001 e grande responsável pela convocação do jogador, que na época defendia o Sport.
Aos 37 anos, o volante Leomar ainda não se aposentou, mas atua apenas em clubes amadores do futebol paranaense. Seu último time foi o Internacional de Campo Largo, que foi derrotado por 5 a 2 pelo Iguaçú na semifinal da Copa São José, torneio organizado pela federação Gaúcha que vale vaga na Copa do Brasil.
Leomar brilhou no Sport de 1995 a 1999, tanto que lhe rendeu uma convocação para um duelo contra o Peru pelas Eliminatórias da Copa de 2002. Em 2001, ao lado dos também volantes Vampeta e Fábio Rochembach, disputou a Copa das Confederações do Japão e da Coréia do Sul. Porém, o Brasil terminou na 4ª posição, sendo derrotado por 1 a 0 pela Austrália na disputa do 3º lugar. Resultado? Leão demitido, Leomar esquecido.
FICHA TÉCNICA: Nome: Leomar Leiria Posição: volante Data de nascimento: 26/06/1971 Local de nascimento: Marechal Cândido Rondon (PR) Altura: 1.83 m Peso: 76 kg Clubes : Atlético-PR, Sport, Botafogo, Chonbuk Hyundai Motors (COR), Operário Ferroviário e CSA.
Acompanhe o bate-papo com Leomar:
Planeja aposentadoria pra quando, Leomar?
Futebol profissional eu parei no começo do ano. Agora, só jogo em times do futebol amador aqui do Paraná.
Em quantos clubes você já jogou?
Profissional foram seis.
Quantos gols marcou na carreira?
Pô, agora você me pegou, volante não costuma marcar muitos gols, mas devo estar na faixa de uns 50 gols.
Seus melhores amigos no futebol são…
No futebol tem poucos. Paulo Rink, Alex e o Ricardinho, todos que jogaram no Atlético-PR comigo.
Fato inesquecível na carreira:
A decisão do Brasileiro da Série B em 1995. Fomos campeões depois de vencer o Central por 4 a 1. O vice-campeão foi o Coritiba. Os dois times estavam de volta à elite, então, a cidade era só festa por todos os lados.
Time do coração:
Internacional, de Porto Alegre, mas nunca fui fanático.
Jogo marcante da carreira:
O chamado “Clássico das Multidões” no Brasileiro de 2000 (dia 4 de outubro). O técnico do Sport era o Leão, e vencemos o arquirrival Santa Cruz por 3 a 0. Dois gols do Leonardo e um do Adriano. O estádio do Arruda estava lotado, cerca de 40 mil pessoas.
Melhor momento da carreira:
Os anos de 1996, 1998 e 2000 no Sport. Fui campeão pernambucano nesses anos.
Pior momento:
Em 1992, quando eu comecei a jogar no Atlético-PR e caímos pra segunda divisão. E também em 2001, quando o Sport terminou o Brasileiro na última posição e foi rebaixado.
Melhor técnico com quem já trabalhou:
Émerson Leão.
Rival mais difícil:
São Paulo, eles sempre tinham time bom.
Melhor meia que você já marcou?
Roger e Alex (jogador do Fenerbahce, da Turquia.)
Melhor jogador com quem já jogou:
Zetti, goleiro que jogava no São Paulo. Ele pegava tudo.
Quem você acha que será o campeão Brasileiro em 2008?
Ainda dá para o Grêmio, mas acho que o São Paulo será campeão.
“Nem eu sei, devo ter jogado em 20 ou 21 clubes”. Assim começou a entrevista com Sorato, o interminável “matador” que, aos 39 anos, ainda não pendurou e nem pensa em pendurar as chuteiras. Experiência e histórias não faltam. Sorato já defendeu 23 clubes!
“Ainda não parei (risos). Alguns clubes do interior de São Paulo me contataram para jogar o Estadual da segunda-divisão em 2009, mas ainda não tem nada concretizado”, explica o atacante, atualmente no CFZ do Rio de Janeiro.
Em 2008, Sorato poderia ter comemorado a vaga na Série B com o elenco do Atlético Goianiense, mas deixou o clube no começo do ano para defender o Bacabal Esporte Clube, time que disputou a primeira divisão do Campeonato Maranhense.
Em agosto, Sorato chegou ao time do Zico para a disputa da segunda-divisão do Campeonato Carioca, mas o clube não conseguiu a classificação para a fase final. O jogador tem contrato até dezembro com o CFZ.
Aguinaldo Luiz Sorato foi revelado pelo Vasco da Gama, em 1988. No ano seguinte, Sorato despontou para o futebol depois de marcar o gol do título brasileiro do Vasco contra o São Paulo, calando o Morumbi, que recebia mais de 70 mil torcedores.
Em 1992, o atacante foi contratado pelo Palmeiras para disputar uma vaga com Evair, então afastado pelo técnico Nelsinho Baptista. Mas o treinador deixou o clube e Sorato não teve um bom rendimento, indo parar na reserva. Mesmo assim, conseguiu títulos importantes como dois Paulistas, um Rio-São Paulo e um Brasileiro.
Também ‘no banco’, Sorato fez parte do elenco vascaíno que conquistou o Brasileirão de 1997 e a Libertadores da América de 1998. E começou a rodar por clubes como Cruzeiro, Juventude, Santa Cruz, Botafogo… No exterior, Sorato só jogou oito meses no Videoton, da Hungria.
Sorato atendeu gentilmente a reportagem do iG, falou sobre amigos, gols importantes na carreira e contou uma história sensacional, cômica. Leia na entrevista abaixo!
Acompanhe o bate-papo com Sorato:
FICHA TÉCNICA: Nome: Aguinaldo Luiz Sorato Data de nascimento: 8 de Abril de 1969 (39 anos) Local de nascimento: Araras-SP Altura: 1,81m Peso: 75 Kg Clube atual: CFZ, do Rio de Janeiro. Número e posição: 9 – centroavante Clubes: Vasco, Palmeiras, Cruzeiro, Juventude, Santa Cruz, Bangu-RJ, Botafogo, Comercial-SP, Gama-GO, América-RJ, Paulista-SP, Madureira-RJ, Videoton-HUN, Fluminense, Marília-SP, Atlético de Sorocaba-SP, Cabofriense-RJ, Bahia, Ituano, Vitória, Atlético-GO, Bacabal-MA e CFZ-RJ. Títulos: Campeonato Carioca (1988, 1997, 1998, 2006), Campeonato Brasileiro (1989, 1993, 1997), Torneio Rio-São Paulo (1993), Campeonato Paulista (1993, 1994), Libertadores (1998), Campeonato Brasileiro (série C-2001) e Campeonato Baiano (2007).
Planeja aposentadoria pra quando, Sorato?
Ainda não sei. Estava jogando no CFZ, do Zico, na segunda divisão do Campeonato Carioca, mas nossa equipe não conseguiu a classificação. Se pintar alguma proposta interessante eu jogo mais um ano.
Em quantos clubes você já jogou?
Pô cara, nem eu sei, acho que em 20 ou 21 times.
Quantos gols marcou na carreira?
Eu não tenho nada anotado ou registrado oficialmente. Não saberia te responder.
Seus melhores amigos no futebol são…
Bismark, Mazinho, Wallace, que jogou no Fluminense, e Guilherme, do Vila Nova.
Você jogou no desconhecido Bacabal, do Maranhão. Por quê?
Foi mais pelo lado financeiro. Recebi uma proposta muito boa. Eles estavam investindo num grande projeto na Série C do Brasileiro, mas não vingou.
Um fato inusitado na carreira que você jamais vai esquecer:
Uma vez eu estava com um time que veio jogar no Rio de Janeiro. Mas o ônibus que levaria a nossa delegação do hotel para o estádio atrasou. Então, tivemos que pegar ônibus de linha, tipo “circular”. Foi muito engraçado. As pessoas não entendiam nada. Mais de 15 jogadores e a comissão técnica com malas na mão, vestindo o uniforme do clube etc… Foi hilário! Só posso dizer que foi com um time da primeira divisão. (A reportagem do iG insistiu, mas Sorato não revelou o nome do clube ou em que ano aconteceu esse episódio).
Time do coração:
Vasco
Jogo marcante da carreira:
São Paulo 0 x 1 Vasco, dia 16 de dezembro de 1989.
Melhor momento da carreira:
O mesmo dia citado acima. Com 18 anos, fiz o gol do segundo título Brasileiro do Vasco, aos 5 minutos do segundo tempo. Foi incrível. O Morumbi estava com mais de 70 mil pessoas. E conquistamos o título.
Pior momento:
Em 1992. Logo quando em cheguei ao Palmeiras eu senti uma dor muscular, mas foi grave. Fiquei quase um ano parado para conseguir me curar. Foi difícil.
Melhor técnico com quem já trabalhou:
Luxemburgo, Joel Santana e o Lazaroni.
Rival mais difícil:
Sempre os que tinha mais rivalidade. No Rio, o Flamengo, pois eu defendia o Vasco. Em São Paulo, quando era do Palmeiras, o Corinthians era o adversário mais complicado. Eram partidas especiais.
Melhor zagueiro que já enfrentou?
Lúcio. (atualmente titular da seleção brasileira e zagueiro do Bayern de Munique, da Alemanha). Ele estava no Internacional e eu era o atacante do Fluminense.
Melhor jogador com quem já jogou:
Bebeto, no Vasco da Gama.
Quem você acha que será o campeão Brasileiro em 2008?
São Paulo.
Quer saber por onde anda outro jogador que se destacou no futebol brasileiro e ainda NÃO pendurou as chuteiras? Deixe o seu comentário abaixo!
Ele disputou 101 partidas pelo Corinthians e marcou seis gols. Formou a dupla de zaga, em 1998, com o paraguaio Gamarra, eleito o melhor zagueiro da Copa do Mundo daquele ano, na França. No início, Batata era visto pela torcida com certa desconfiança, mas ganhou a posição e conquistou o Brasileiro de 1998 e o Paulistão de 1999 no time de Parque São Jorge. Duas graves lesões no joelho impediram sua participação nas vitoriosas campanhas do bicampeonato brasileiro, em 1999, e do Mundial de Cubes, em 2000.
A reportagem iG Esporte entrou em contato com o ex-jogador, que encerrou a carreira sem fazer muito barulho. Seu último time foi o Salgueiro Atlético Clube, pelo qual disputou o Campeonato Pernambucano de 2008 e terminou na quarta posição. Atualmente, Batata é um dos auxiliares do técnico Roberto Fernandes, no Náutico.
Acompanhe o bate-papo com Batata:
Nome: Vanderlei Gonçalves Barbosa Deata de Nascimnto: 26-11-1973 (34 anos) Naturalidade: Barra do Piraí (RJ) - Brasil Posição: zagueiro Altura: 1,79 cm Clubes: Inter de Limeira (1992), Ituano (1992 a 1993), Remo (1994), Monterrey (México 1996 a 1998), Ituano (1998), Corinthians (1998 a 2001), Atlético-MG (2002), Brasiliense (2003), Náutico (2003 a 2005), Pogón (Polônia 2005/2007), Central (2007) e Salgueiro (2008).
Quando parou de jogar: maio de 2008.
Por que o apelido Batata: meu padrinho que botou esse apelido, eu tinha 12 anos e comia muita batata frita, aí ficou batata e pegou.
Time do coração: Corinthians e Flamengo.
Jogo marcante da carreira: dia 25 de julho de 1998. Minha estreia no Corinthians, contra o Vasco, no Maracanã, pelo Brasileiro. Ganhamos de 1 a 0, gol do Marcelinho.
Melhor momento da carreira: o ano de 1998. Joguei com Gamarra, que foi eleito o melhor zagueiro da Copa do Mundo de 98. Fui campeão brasileiro com um time fantástico, com Vampeta, Rincón, Marcelinho, Ricardinho e Edílson.
Pior momento: a primeira lesão no joelho. Eu estava pra ir para a Copa América de 1999.
Melhor técnico: Vanderlei Luxemburgo.
Rival mais difícil: o São Paulo, do Raí, e o Palmeiras, de Oséas, Zinho e Alex.
Melhor atacante que já marcou: Romário e Edmundo
Melhor jogador com quem já jogou: Marcelinho Carioca e o restante do time de 1998. Qualquer um que tocava a bola já sabia onde o companheiro estava. Foi incrível.
Náutico no Brasileirão (soma 36 pontos e está na 14ª posição): precisamos de mais seis pontos para espantar o fantasma do rebaixamento.
Na parte de cima da tabela: eu acho que o São Paulo será campeão, deixaram eles chegarem, agora será difícil segurar.
Batata no Corinthians em 1998
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Ele começou a carreira no Industrial de Santa Maria de Jetibá, do Espírito Santo. Logo em seguida jogou no Tanabi, interior de São Paulo. Mas ganhou destaque no Guarani, de Campinas-SP, onde marcou 11 gols no Campeonato Paulista, e foi contratado a peso de ouro pelo Palmeiras. Sabem de quem estamos escrevendo?
Ele mesmo! Atacante Edílson, vulgo Capetinha, que brilhou no futebol na época em que Vanderlei Luxemburgo dirigia o esquadrão do Palmeiras em 1993 e 1994, com Velloso, Cléber, Antônio Carlos, Roberto Carlos, César Sampaio, Rincón, Zinho, Rivaldo, Edmundo, Evair entre outros.
Aos 37 anos, o baiano que ainda não anunciou oficialmente a aposentadoria é comentarista de futebol da Rádio Itapoan 97,5 FM, em Salvador. Seu último clube, no ano passado, foi o Vitória, onde usou a camisa número 20, mesmo número da conquista do pentacampeonato pela seleção brasileira na Copa do Mundo de 2002.
Um dos melhores amigo de Vampeta, que também não pendurou as chuteiras de forma oficial, Edílson é visto pelas ruas da capital baiana sempre aquele ‘velho’ sorriso no rosto, e ainda nega propostas para jogar no exterior.
“Ele é um cara sensacional e agora está começando a carreira de comentarista na Itapoan. No mês passado ele recusou uma proposta para jogar no Uzbequistão, então, acho que não volta mais aos gramados”, disse um funcionário da rádio ouvido pela reportagem do iG, que ainda tentou entrar em contato com o jogador, mas percebeu que ele ainda continua “arisco”.
Na vitoriosa carreira, o “Capetinha” passou pelo Kashiwa Reysol e o Nagoya Grampus, do Japão, Benfica, de Portugal, e Al Ain, dos Emirados Árabes. No Brasil, além do Palmeiras, Edílson defendeu o Cruzeiro, Flamengo, Vasco, São Caetano e Corinthians, onde conquistou dois Brasileiros, um Paulistão, o primeiro Mundial de Clubes da Fifa e virou ídolo.
Em 1999, Edílson foi o pivô da briga generalizada entre corintianos e palmeirenses na final do Campeonato Paulista, quando fez “embaixadinhas” no meio-campo com o título assegurado.
Assista ao vídeo abaixo e relembre.
No Mundial de Clubes, no Rio de Janeiro, Edílson foi um dos destaques do Corinthians, mas ficou marcado pelo lindo drible — colocou a bola entre as pernas do zagueiro — aplicado em Karembeu, do Real Madrid.
Em ótima fase em 2002, Felipão não titubeou e convocou Edílson para a disputa da Copa do Mundo do Japão e da Coréia do Sul, onde o Brasil conquistou o quinto título mundial.
FICHA TÉCNICA
Nome: Edílson da Silva Ferreira Cidade: Salvador (BA) Apelido: Capetinha Idade: 37 anos (17/09/1971) Posição: Atacante Altura: 1,68m Peso: 65kg Clubes: Tanabi (1990), Guarani (1991), Palmeiras (1993-1994), Benfica-POR (1994-1995), Palmeiras (1995), Kashiwa Reysol-JAP (1997-1999), Corinthians (1999-2000), Flamengo (2000-2001), Cruzeiro (2002), Kashiwa Reysol-JAP (2002-2003), Flamengo (2003-2004), Vitória-BA (2004), Al Ain (2005), São Caetano (2005), Vasco da Gama (2006), Nagoya Grampus (2006) e Vitória-BA (2007).
Títulos:
- Palmeiras: Campeonato Brasileiro 1993 e 1994, Torneio Rio-São Paulo 1993, Campeonato Paulista 1993 e 1994.
- Corinthians: Campeonato Paulista: 1999, Campeonato Brasileiro 1998 e 1999 e Campeonato Mundial de Clubes 2000
- Flamengo: Copa dos Campeões 2001, Campeonato Carioca: 2001 e Taça Guanabara: 2001
- Cruzeiro: Copa Sul Minas: 2002
- Seleção Brasileira: Copa do Mundo 2002
- Vitória-BA: Campeonato Baiano: 2004
– Al Aïn: E.A.U Cup: 2005
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Revelado e campeão da Libertadores pelo Grêmio de Luiz Felipe Scolari, o zagueiro Scheidt joga atualmente no Shaanxi Baorong, da China.
Rafael Felipe Scheidt começou a carreira no Grêmio em 1991, passou por Corinthians, Atlético-MG e Botafogo, além de defender o Frontale Kawasaki (JAP) e o Celtic (ESC).
O zagueiro de 32 anos conquistou 11 títulos na carreira. O mais importante é a Libertadores da América de 1995, mas Scheidt também possui outra boa marca: foi campeão estadual no Grêmio, no Corinthians e no Botafogo.
FICHA TÉCNICA Nome: Rafael Felipe Scheidt Cidade: Porto Alegre (RS) Idade: 32 anos (10/02/1976) Posição: Zagueiro Altura: 1,84m Peso: 73kg Clubes: Grêmio (1991-96); Frontale Kawasaki (97-98); Grêmio (98-99); Celtic Glasgow (99-00); Corinthians (00-03); Atlético-MG (03-04); Botafogo (04-06); e Xian (07-08) Títulos: Gaúcho (1995/96/99); Libertadores (95); Brasileiro (96); Recopa (96); Copa do Brasil (00-01); Paulista (01); Rio-São Paulo (02); e Carioca (06)
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Depois do “Aconteceu há…” (publicado às segundas-feiras), do “Time dos Sonhos” (publicado às terças-feiras) e do “Vídeo da Semana (publicado às quartas-feiras), estreia no Blog da Redação do iG Esporte o “Por Onde Anda”. Só que, ao invés de ir atrás daqueles jogadores barrigudões que se aposentaram há tempos, traremos informações sobre um jogador que você achava estar aposentado, mas segue firme e forte em atividade.
Pra começar… Lembra daquele jogador baiano que comemorava seus gols com golpes de capoeira e que era marcado também por se dizer metrossexual (homem muito vaidoso com a aparência)?
Aos 33 anos, o atacante Alex Alves está longe de encerrar a carreira. De 2003 a 2006, o jogador defendeu o Hertha Berlim e foi, inclusive, considerado pelo jornal Bild uma das piores contratações da história do futebol alemão.
Alex Alves estava na Alemanha quando recebeu a notícia de que sua mãe tinha um aneurisma cerebral. Sem titubear, voltou ao Brasil para acompanhar o tratamento. Hoje, Dona Nilda está recuperada.
Depois disso, o atacante ainda jogou por dois meses no futebol chinês, mas em 2007 acertou contrato com o Boa Vista-RJ, onde disputou a Primeira Divisão do Estadual do Rio. Em março de 2008, Alex Alves pediu ao amigo Paulo Isidoro, com quem jogou junto no Vitória e no Palmeiras, para treinar no Pici e utilizar toda a estrutura física e profissional do Fortaleza, no Ceará. Os dirigentes do Leão aceitaram sem problemas.
Na época, o jogador aproveitou a oportunidade e desmentiu as informações publicadas em alguns sites de que tinha sido internado com leucemia, em Salvador, em novembro do ano passado. Segundo disse, tudo não passou de um boato que ele “não sabe de onde e nem por que inventara”.
O experiente jogador não se cansou de se aventurar no mundo do futebol. Atualmente na Grécia, Alex Alves seguiu os passos de jogadores como Gabriel, Souza, Diogo, Gilberto Silva, entre outros brasileiros. Só não tem a oportunidade de enfrentá-los…
O atacante atua no A.O. Kavala, da segunda divisão do Campeonato Grego. No último dia 5, o time do brasileiro enfrentou o Kesariani e venceu por 1 a 0. E adivinhe de quem foi o gol? Dele mesmo!
Aos 8 minutos do segundo tempo, Alex Alves entrou no lugar de Ntroulits, fez uma tabelinha com Tsimplidi, saiu na cara do goleiro e decretou a vitória. O Kavala ocupa a quarta posição da Segundona grega, com 12 pontos.
Uma reprodução do site do Kavala, que exalta o gol decisivo de Alex Alves
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