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sexta-feira, 17 de setembro de 2010 Opinião | 16:56

Perguntar não ofende

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Por Marcelo Laguna

O Corinthians inaugurou nesta sexta-feira seu novo centro de treinamento, localizado no Parque Ecológico do Tietê. Quem esteve lá ficou impressionado com as instalações, e mesmo ainda funcionando de forma parcial, já pode ser considerado o mais moderno CT entre os grandes clubes de São Paulo.

Mas - sempre tem um mas -, há um aspacto em que o CT corintiano está na contramão dos rivais. O local foi batizado com o nome de Joaquim Grava, médico do clube há muitos anos e que coordenou toda a obra. Nada contra o dr. Grava, responsável pela recuperação de uma quantidade enorme de atletas, não só no Corinthians mas em diversos clubes do Brasil. Mas a comparação com outros rivais corintianos mostra que as raízes alvinegras foram deixadas de lado na hora de se batizar o novo Centro de Treinamento.

O CT do Palmeiras chama-se Academia, referência histórica ao time que encantou os torcedores nos anos 60 e 70; o do São Paulo leva o nome de Frederico Antonio Germano Menzen, sócio número um do clube; o do Santos tem ligação com seu maior ídolo (Pelé); o do Flamengo chama-se Ninho do Urubu, imagem com a qual o clube é amplamente conhecido.

Faltou um pouco mais da tradição corintiana na hora de se batizar o seu belo CT.

Autor: Daniel Tozzi Tags: , , , , ,

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010 Opinião, Rola na rede | 12:26

Novo nome para a Lusa?

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O Blog da Portuguesa, do torcedor lusitano Renato Pereira, publicou nesta terça-feira entrevista com o maestro João Carlos Martins, um dos mais famosos apaixonados pelo clube do Canindé (para vê-la na íntegra, CLIQUE AQUI). Em determinado momento, Martins fala sobre um assunto que nunca sai de pauta nos lados rubro-verdes: uma possível mudança de nome na Lusa. Confira:

“Desde que me conheço por gente, ouço comentários sobre a possível mudança de nome do nosso time. Aliás, há uma parte da torcida que é favorável à alteração. O que senhor acha disso?
Sou favorável à mudança, desde que sejam mantidas as raízes lusitanas. Minha sugestão é que seja feita uma pesquisa com todos os torcedores da Portuguesa. Seria a forma mais democrática para se resolver o impasse.

E se a maioria votar em “Portuguesa” de novo?
É a democracia. O resultado teria que ser respeitado.

O senhor tem algum novo nome para sugerir?
Acho que deve ser alguma coisa na linha de Vasco da Gama. Um grande navegador é um exemplo para um bom nome ou alguma coisa nessa linha”.

E você, acha que a Portuguesa deve mudar de nome? Se sim, para qual nome? Comente!

Autor: Bruno Pessa Tags: ,

sexta-feira, 16 de outubro de 2009 Opinião | 18:17

Argentina em Copas do Mundo

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A aflitiva classificação da Argentina para o Mundial do ano que vem na África do Sul provocou aqui no Brasil uma enxurrada de manifestações de alívio e felicidade por parte de algumas pessoas, principalmente entre nós, jornalistas.

O discurso era sempre o mesmo: que ótimo, Copa sem a Argentina não tem graça, pois ao lado de Brasil, Alemanha e Itália é uma das maiores seleções do mundo.

Não é verdade, os números não mostram isso. A Argentina em Mundiais tem muito mais fama e mídia do que bola. E provo.

Vejamos…

BRASIL

5 títulos
2 vices
2 terceiros lugares
1 quarto lugar.

Ou seja: chegou 10 vezes entre os quatro melhores em 18 Copas disputadas.

ITÁLIA

4 títulos
2 vices
1 terceiro lugar
1 quarto lugar

Ou seja: chegou 8 vezes entre os quatro melhores em 16 Copas disputadas.

ALEMANHA

3 títulos
4 vices
3 terceiros lugares
1 quarto lugar

Ou seja: chegou 11 vezes entre os quatro melhores em 16 Copas disputadas

ARGENTINA

2 títulos
2 vices (um deles em 1930, quando apenas quatro seleções européias disputaram o torneio: França, Romênia, Bélgica e a ex-Iugoslávia – Alemanha e Itália não jogaram)
E mais nada. Ou seja: chegou apenas quatro vezes entre os quatro melhores, muito embora tenha disputado 14 Copas, duas a menos que Alemanha e Itália e quatro a menos que o Brasil.

Quando cito a importância de se chegar entre os quatro primeiros, faço-o porque chegando nesta situação o time disputa pelo menos o terceiro lugar.

Os números não são mesmo favoráveis à Argentina. Depois de ter boicotado os Mundiais de 1938, 50 e 54, voltou em 58. Ficou cinco Copas (20 anos) sem chegar às semifinais ou à disputa do título, sendo que em 1970 não participou por ter sido humilhada e eliminada pelo Peru dentro de La Bombonera.

Depois disso, fez uma sequência de boas participações, pois em 78 foi campeã, 82 passou em branco, em 86 ganhou novamente e em 90 foi vice. Depois de 1990, a Argentina voltou à estiagem habitual. Ou seja: há quatro Copas do Mundo que ela não chega entre os melhores, 16 anos de maus resultados.

Ou seja: em 56 anos de participações em Copas do Mundo, a Argentina fez feio em 36 deles. Muita coisa.

Enquanto isso, Brasil, Itália e Alemanha estão sempre chegando, como comprovam os números mostrados acima.

O Brasil teve um período de estiagem de três Copas, não chegando às semifinais: de 1982 a 1990. Foram 12 anos de seca – e nunca mais isso se deu.

A Itália ficou cinco Copas sem chegar entre os melhores: de 1950 a 1970 (20 anos), sendo que em 1958 foi eliminada nas eliminatórias européias. Depois disso, está sempre presente entre os quatro melhores.

A Alemanha prima pela regularidade; impressionante. O pior momento do time germânico em Copas do Mundo deu-se entre 1994 e 1998 (quatro anos), quando, nessas duas competições, ela acabou em quinto e sétimo lugares respectivamente. De resto, está sempre entre os quatro primeiros.

Portanto, não posso concordar quando as pessoas colocam a Argentina no mesmo rol de Brasil, Itália e Alemanha.

Nossos “hermanos” bem que gostariam, mas ainda não têm cacife para fazer parte deste seleto grupo das melhores nações futebolísticas do planeta.

E mais: uma das melhores Copas de todos os tempos, a de 1970, no México, não contou com a presença dos argentinos.

Portanto, rapaziada, devagar com o andor porque o santo é de barro!

Por Fábio Sormani

Autor: Paulo Tescarolo Tags: , ,