Quem foi à Pompéia ver o ex-jogador Denílson jogar entre jornalistas viu Mário. Quem pagou os 12 reais de estacionamento na Playball para assistir a um show do ex-atacante Caio Ribeiro acabou conhecendo o Gui. E quem foi apenas para matar a saudade do ex-goleiro Ronaldo, do Corinthians, teve o prazer de ver as defesas do Léo Morelli.
O iG deles, e de gente como Fred, Chico, Marcel, Mautex, Edu, Rodrigo, Pedro, Bruno, Danilo e Levi, foi o grande campeão da Copa Nike Aceesp de Imprensa 2011, com a participação de diversos veículos de todas as mídias. O iG deles e também do técnico Lucas, da torcedora-símbolo Carol, dos amigos Léo Santos, Pedro Taveira, Pedro Taddei, Gregório e tantos outros (mentira, só tinha eles lá…).
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Para chegar ao inédito título, o iG superou de tudo, inclusive o grupo da morte, que reuniu, entre outros, os dois finalistas do torneio, a TV Record e o próprio iG. Bom, parece que eu esqueci de lead. Então, aqui está ele, editor:
O iG venceu a final contra a TV Record numa disputa de pênaltis, após o placar de 3 a 3 no tempo normal. Léo Morelli, o goleiro, com duas defesas, foi o grande herói da conquista. No tempo normal, Edu, Gui e Mário marcaram para o iG. Nos pênaltis, Mau e Gui acertaram duas cobranças. Leo, o maior pegador de pênaltis da história do jornalismo brasileiro e mundial, pegou as duas cobranças da Record e deu o título ao Expresso da Rua Amauri, também conhecido como “Kombi-desembestada-sem-freio-do-Seu-Nelson-guiada-por-um-manobrista-da-Forneria”.

Em pé, da esq. para dir.: Levi, Pedro, Mautex, Leo, Danilo, Bruno, Mário e Edu; Agachados, da esq. para dir.: Gui, Fred, Rodrigo, Marcel e Chico
O jogo. Quer dizer…
Antes de falar do jogo, a gente tem que lembrar do torneio. O iG estreou com uma derrota inesperada no “grupo da morte”. Depois de massacrar o adversário, o time sofreu um duro revés que poderia ter desestabilizado tudo. Depois do jogo, o craque dos números Rodolfo Rodrigues foi taxativo na matemática: “Agora só resta ao iG ganhar todas para ser campeão”.
Alvo de chacotas, o time foi à luta. No jogo seguinte, contra a fortíssima TV Record, o time venceu por 4 a 3 e arrancou suspiros da crônica especializada. Alberto Helena Jr. bem resumiu: “Vimos hoje um time totalmente diferente da estreia. O iG é, sim, um candidato a chegar entre os 8.”
O mestre estava certo. No jogo seguinte, contra a equipe da Rádio ABC, o iG se agigantava e vencia por mais de 20 gols o adversário. “Ganhar de 21 x 0 é muito chic”, escreveu Gloria Kalil no dia seguinte.
Vieram as oitavas-de-final, e o iG tinha pela frente o perigoso time da Rede TV. O confronto, antecipado por Guilherme Barros em sua coluna, podia ser chamado de clássico, pois as duas equipes já estiveram frente a frente em outros momentos da história recente do futebol. O iG venceu e convenceu, como garantiu Daniel Tozzi, presente no evento, para as câmeras.
Era chegada a hora das quartas de final. Do outro lado, o time do Lance, favorito ao campeonato . O jogo, nervoso do começo ao fim, que fez Flavio Gomes bloquear no Twitter mais de 350 seguidores apenas durante a partida, foi 4 a 4 . Nos pênaltis, o iG conseguiu a vaga na semifinal. Impressionado com a raça e o coração do time do portal de sua coluna, Lúcio Ribeiro resumiu o espírito: “É futebol, é febre de bola, é pop.”
Na semifinal, contra a Record News, Vivi Mascaro ainda nem tinha se posicionado no camarote VIP de sua coluna e o jogo já estava 3 a 0. Um massacre que entrou para os anais do futebol de imprensa mundial devido ao gol com apenas oito segundos de jogo. Final: 9 a 3.
Se você chegou até aqui, agora juro que falo do jogo
Para terminar, quem diria, eles de novo. A TV Record personificava o bicho papão que havia sido batido pelo iG na fase de grupos e que viria mordido para o jogo final. E vieram. Ainda no primeiro tempo abriram 2 a 0. Uma improvável virada começou a se desenhar com Edu. “O Edu mostrou que 2.0 para a web não é nada” comentou o expert Tiago Dória. O jogo foi para o segundo tempo com 2 a 1 para o time televisivo
Logo no reinício, Gui acertou um chute de perna esquerda que empataria a partida. “Esse Guilherme Arantes do Nascimento Neves joga mais bola que o Robinho e o Kaká juntos”, afirmou Milton Neves.
Uma virada se aproximava. Numa jogada isolada, Gui cabeceou, e Mário, a “Flecha Loira,” o artilheiro do time, o leão que joga sem joelho, virou o jogo de… bunda! Parecia o fim. O iG tinha o domínio do jogo e por muito pouco não ampliou o placar com Mário e Mautex.
Quis o destino que a TV Record empatasse. “Quem deixou aquele atacante solto?”, perguntou Martha Stewart. Tinha mesmo, querida Martha, que ser dramático. “De cinema”, diria Ricardo Calil.
Na disputa de pênaltis, o veterano Mautex marcou o primeiro para o iG. Leo defendeu a primeira cobrança da TV Record. Gui aumentou para o iG. E Leo, o salvador, fez a defesa que levou o título inédito para o Itaim. O iG é campeão pela primeira vez do torneio de futebol de imprensa.
A repercussão internacional foi imediata: “Só se fala de outra coisa aqui em Londres”, disse Ivan Lessa entre um sanduíche de falafel e outro em Shoredict, direto de Londres. O canto “Vamo Vamo iGuê” soava e ressoava pelos quatro cantos do mundo virtual.
O iG, amigo, é campeão!!!.
Ps1: Nenhuma das aspas deste texto é verdadeira.
Ps2: O título, que fique claro, é totalmente legítimo.
Por Mauricio Teixeira