
Por Allan Brito
A rivalidade entre Roma e Lazio é uma das mais acirradas do futebol mundial. Os times da capital italiana disputam o “Derby Cupolone”, um jogo sempre cheio de momentos marcantes e intensos. Recentemente toda essa disputa transcendeu o Estádio Olímpico e foi parar nas telas do cinema. Isso porque a adaptação do livro “Comer, rezar, amar” (“Eat, pray, love” em inglês) irritou os torcedores da Lazio.
A obra original é uma autobiografia da jornalista Elizabeth Gilbert, que, após um divórcio, decide dar novos rumos à vida e começa uma viagem pelo mundo. Um dos lugares visitados pela autora foi a Itália. Lá, ela conheceu um guia, que tinha como missão lhe apresentar a cidade de Roma e a levou para assistir jogos da Lazio, já que ele era um torcedor fanático da equipe.
O problema todo surgiu quando o livro foi levado para o cinema. Com Javier Bardem e Julia Roberts no elenco, o filme conta a mesma história, mas alguns detalhes do enredo foram alterados, como o time de coração do guia de Elizabeth Gilbert. Nas telas, ele vira um torcedor da Roma e existe até um cena na qual o casal comemora junto um gol do time contra a Lazio.
Essa adaptação gerou revolta na Itália, com protestos dos fãs de futebol: “Como é que Hollywood transformou um torcedor da Lazio em um romanistas? Por quê?”, segundo reportagem do jornal esportivo espanhol Marca. Até o verdadeiro guia, que conheceu Elizabeth na Itália, manifestou seu descontentamento: “Fui convidado para ver as gravações, mas não assisti tudo, já que cheguei lá e vi os figurantes com as camisas da Roma”, contou o italiano Luca Spaghetti.
Apesar de todo descontentamento, não há nada que os torcedores da Lazio possam fazer. O filme já está pronto e será lançado no Brasil no dia 1º de outubro. A única consequência será um aumento ainda maior da rivalidade etre Roma e Lazio.
“Acreditem em mim, disputei tantos dérbis, o de Milão, o de Madri, e tantos dérbis de Londres, mas este de Roma, pela intensidade, não há igual no mundo.”. A frase é de Christian Panucci, que defendeu a Roma por sete anos. Como mostra a polêmica com “Comer, rezar, amar”, ele deve ter alguma razão.
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