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Arquivo da Categoria Clássico da vez

24/04/2009 - 13:00

O clássico mineiro

Hoje o domínio do futebol em Belo Horizonte é totalmente de Atlético-MG e Cruzeiro. Em outros tempos, clubes como América-MG, Ipatinga e mais chegaram longe, mas a rivalidade principal quase sempre foi entre Galo e Raposa.

Toda esta tradição entrará em campo mais uma vez, em outro clássico que decidirá o Campeonato Mineiro. Os times estão em uma boa fase, seja na Copa do Brasil ou na Libertadores, e a expectativa é para um grande jogo. Partidas inesquecíveis, como várias outras que já entraram para a história do futebol mineiro e nacional.

Relembre algumas destas histórias e confira algumas curiosidades sobre este clássico:

Vitórias do Atlético-MG: 174
Gols do Atlético-MG: 622
Empates: 113
Vitórias do Cruzeiro: 152
Gols do Cruzeiro: 559

Primeiro jogo
17/04/1921
Cruzeiro 3 x 0 Atlético-MG


Último jogo
15/02/2009
Cruzeiro 2 x 1 Atlético-MG

A queda do Galo para a Série B inspirou a criatividade das torcidas para provocações

A queda do Galo para a Série B inspirou a criatividade das duas torcidas para provocações

Quem manda aqui
Na década de 20, o Cruzeiro, ainda com o nome de Palestra Itália, crescia em Minas Gerais. Tanto em resultados como em número de torcedores. Mas um clássico simbolizou a demonstração de quem era realmente a principal força em BH: Por 9 a 2, o Atlético-MG mostrou quem era de verdade o maior time naquela época.

Como é difícil comemorar!

O Campeonato Mineiro de 1984 foi polêmico. Depois de seis anos de domíno do Atlético-MG, uma regulamento mal feito causou confusão: Tanto cruzeirenses quanto atleticanos saíram nas ruas de Belo Horizonte para comemorar. A decisão final veio dos tribunais e deu a conquista para a Raposa. Mas aí veio mais uma dificuldade: Sem o trofeu, o corpo de bombeiros não quis fazer a tradicional passeata com os jogadores. Um caminhão de areia foi então improvisado e  finalmente a festa aconteceu.

Em dobro
O título estadual de 2000 é um dos mais importantes para o Atlético-MG. Nele, o time e a torcida costumam comemorar não só o próprio campeonato mineiro, mas também a alcunha de “campeão do século”.

Um pouco de tudo
No Brasilerão de 2007, Atlético-MG e Cruzeiro fizeram talvez o melhor jogo daquele campeonato: Foram sete gols, viradas, “drible da foca” de Kerlon, brigas e confusões. No final, a Raposa comemorou a vitória por 4 a 3.

Jejum atual
O Galo vai entrar em campo neste domingo com um jejum engasgado: A Raposa não perde para o seu maior rival há dez jogos. Pior: Neste ano já ocorreram dois confrontos e não teve espaço nem para empate. Será que a vingança virá agora?

Autor: Allan Brito - Categoria(s): Clássico da vez Tags: , , , , , , ,
17/04/2009 - 10:22

O Clássico da “Era de Ouro”

A chamada “Era de Ouro” do futebol brasileiro aconteceu entre o final da década de 50 até os anos 70 aproximadamente.

Palmeiras x SantosNeste período, dois dos principais times no país eram Palmeiras e Santos. Alviverdes e alvinegros protagonizaram uma das principais rivalidades daquela época, com craques, grandes jogos e muitas histórias. Os times de Pelé e Ademir da Guia entraram para a história do futebol nacional.

O tempo passou e os clubes mantiveram o prestígio. Mesmo sem os grandes jogadores de antigamente, ainda formam uma das principais rivalidades de São Paulo.

Neste sábado, Palmeiras e Santos vão se enfrentar em um jogo tão importante quanto seus passados, pois decidirão uma das semifinais do Campeonato Paulista.

Veja histórias e curiosidades sobre este clássico tão relevante para o futebol brasileiro:

Vitórias do Palmeiras: 123
Gols do Palmeiras: 512
Empate: 75
Vitórias do Santos: 90
Gols do Santos: 427

Primeiro jogo
03/10/1915
Santos 7 x 0 Palmeiras

Último jogo
11/04/2009
Santos 2 x 1 Palmeiras

Morre o Peixe
Palmeiras e Santos só fizeram dois mata-matas que valeram títulos: Em 1927 e em 1959 o alviverde levou a melhor sobre os rivais.

13 gols em um jogo
No Torneio Rio-São Paulo de 1958 aconteceu a maior prova do futebol bem jogado entre as duas equipes na “Era de Ouro” do Brasil. O Santos ganhou do Palmeiras por 7 a 6. O jogo chegou a ficar 5 a 2 para o Peixe, os alviverdes viraram para 6 a 5, mas não seguraram a vitória. Édson Leite, narrador daqueles tempos, classificou a partida como “o maior espetáculo do futebol”.

Fechado com chave de ouro
Em 1974, Pelé já deixava no ar os questionamentos sobre quando iria encerrar sua carreira. Mesmo assim, o Rei não poderia ser subestimado. Ele ainda era capaz de decidir o clássico entre Palmeiras e Santos. Naquele ano, no Pacaembu, foi o principal jogador de uma goleada rara naquela época: 4 a 0 para o Santos.

Rivaldo e Luizão, do Palmeiras100 gols
No Campeonato Paulista de 1996, o Palmeiras fez uma campanha histórica sob o comando de Vanderlei Luxemburgo. Com um time muito forte, chegou na penúltima rodada com chances de garantir o título e marcar o seu 100º gol naquela competição. Exatamente contra o Santos. O título veio com a vitória por 2 a 0, e o centésimo tento saiu dos pés de Luizão.

Carrasco
Em 2008, Keirrison se destacou no Coritiba ao marcar 7 gols em 2 jogos contra o Santos. O jovem atacante foi contratado pelo Palmeiras e não deixou de balançar as redes contra o Peixe: Agora ele já contabiliza 9 tentos, sem nunca ter passado em branco contra os rivais alvinegros.

Autor: Allan Brito - Categoria(s): Clássico da vez Tags: , , ,
03/04/2009 - 14:19

O Fla-Flu

“O Fla-Flu surgiu quarenta minutos antes do nada“.

“Tudo é Fla-Flu, o resto é paisagem“.

“Num Fla-Flu, vence quem estiver pior”.

“No dia da inauguração do paraíso, houve um FLA-FLU de portões abertos, e escorria gente pelas paredes“.

Estão são só algumas definições de Nelson Rodrigues, importante escritor brasileiro e tricolor de coração, a respeito de um dos maiores clássicos do Brasil. Não está satisfeito com estas definições? Então que tal esta, do escocês Hugh Mc Illvaney, correspondente do Observer, ao assistir o duelo:

“Enorme, esmagador, capaz de transformar em carnaval um espetáculo de futebol, o Maracanã já é uma lenda. A realidade contudo, é muito maior. A memória que em mim, ficará para sempre do Fla-Flu e, mais, do próprio futebol brasileiro, será desta enorme, pungente, feliz experiência humana”.

Talvez estas explicações já mostrem o tamanho de uma rivalidade como a do Fla-Flu. Clássico este que se repetirá neste domingo, mas com menos brilho desta vez. As duas equipes devem ir para o jogo sem seus principais jogadores, que estarão suspensos ou poupados.

Mesmo assim, nada tira a relevância de uma partida com tantas histórias e particularidades. Veja algumas delas abaixo:

Vitórias do Flamengo: 133
Gols do Flamengo: 546
Empates: 121
Gols do Fluminense: 505
Vitórias do Fluminense 122

Primeiro jogo
07/07/1912
Flamengo 2 x 3 Fluminense

Último jogo
31/08/2008
Flamengo 2 x 2 Fluminense

Luta de classes
O Fla-Flu tem um viés social, pois carrega o estigma de colocar frente a frente um clube que representa o povo, o Flamengo, contra outro que simboliza a elite do bairro das Laranjeiras. Esta idéia vem desde a fundação dos clubes e, de certa forma, está viva até hoje.

Como surgiu o nome?
Por incrível que pareça, a abreviatura que batizou o clássico surgiu exatamente quando Flamengo e Fluminense estavam juntos. Só jogadores dos dois times foram chamados para formar a Seleção Carioca de 1925 e então o jornalista Mário Filho chamou aquele time de “Fla-Flu”. Com o tempo, o apelido virou marca registrada do jogo.

Fla-Flu do “cai-cai”
Em 1976, os dois times se enfrentaram de olho no jogo do Botafogo contra o Goytacaz, pois ambos precisavam de um tropeço do time alvinegro para sonharem com o título. Porém, o resultado não veio e então os jogadores do Fluminense começaram a forçar o encerramento antecipado da partida, através de expulsões e lesões. O tricolor carioca conseguiu o objetivo quando passou a ter apenas 6 jogadores em campo, o que forçou o árbitro a acabar com o jogo.

Diretas Já!
O Brasil já teve um presidente tricolor, o General João Baptista Figueiredo. Porém, em 1984, iniciou-se o movimentos da Diretas Já e o presidente seria eleito democraticamente, acabando com o regime militar. O Fluminense então ficou ao lado do candidato Paulo Maluf, membro do partido do governo militar, enquanto o Flamengo foi para a oposição e apoiou Tancredo Neves. O clássico daquela época ganhou contornos políticos e Romerito, craque tricolor, chegou a dizer que estranhava que os jogadores apoiassem o candidato que era contra os anseios populares. Resultado nas urnas e no campo: Tancredo eleito e vitória por 1 a 0 do Flamengo.

Barriga na história
Fla e Flu protagonizaram o jogo decisivo do octogonal do estadual de 1995. O tricolor saiu na frente, fez 2 a 0, mas deixou os rubro-negros empatarem. Porém, o jogo ainda foi decidido de maneira épica: Num cruzamento na área de Aírton, Renato Gaúcho, (impedido?) empurrou a bola com a barriga pro fundo do gol. Assim, o título ficou mesmo com o Fluminense

Inacreditável
A Taça Guanabara de 2001 foi decidida com um Fla-Flu, que só se resolveu nos pênaltis. Na última cobrança, o atacante Roma chutou e o goleiro do tricolor defendeu e já quase saiu para comemorar. Entretanto, a bola pingou no chão, fez curva e voltou para as redes. No final, a vitória ainda ficou com o Flamengo.

Quem tem mais estaduais?
O Campeonato Carioca de 2009 pode decidir um entrevero importante: Tanto Flamengo quanto Fluminense tem 30 títulos estaduais e tentarão desempatar esta disputa. A única ressalva fica por conta do Carioca de 2002, vencida pelo Fluminense. O Bangu, vice, protestou e deixou o título “sub-judíce”, mas a FFERJ reconhece e homologa o tricolor como o campeão daquele ano.

Autor: Allan Brito - Categoria(s): Clássico da vez Tags: , , , ,
20/03/2009 - 14:09

O “Clássico dos Milhões”

“É muita adrenalina e o jogador tem de tentar administrar de forma positiva. Vence este jogo quem der um algo a mais”

A explicação acima foi dada por um dos principais vascaínos de todos os tempos. Mas certamente a maioria dos flamenguistas concordam com ele. Roberto Dinamite se referia ao clássico entre Flamengo e Vasco e conseguiu chegar a uma conclusão que é aceita por duas grandes “nações”. Mas deve ser uma das poucas coisas em que as duas torcidas chegam a um acordo. Afinal, rubro-negros e cruzmaltinos sustentam uma rivalidade forte e enorme, afinal envolve duas das maiores toricdas do Brasil.

Rivalidade esta que entrará em campo neste domingo, 22, às 18 horas, pela Taça Rio. É uma decisão para quem ainda quer sonhar com o título do Campeonato Carioca, afinal a primeira vaga na final do estadual já está garantida pelo Botafogo. Quem dará o “algo a mais”?

Mas o jogo vai muito além desta briga limitada por um campeonato. Quer entender o porquê? Então conheça a história do “Clássico dos Milhões” através de números e curiosidades:

Vitórias do Flamengo: 133
Gols do Flamengo: 476
Empates: 88
Vitórias do Vasco: 121
Gols do Vasco: 463

Primeiro jogo
23 de Março de 1922
Vasco da Gama 3 x 1 Flamengo

Último jogo
19 de outubro de 2008
Vasco 0 x 1 Flamengo

De onde vem o nome?
O tamanho das torcidas de Flamengo e Vasco justificam o apelido do jogo entre os times. Não é pra menos: Aproxidamente 60 milhões de torcedores se envolvem neste clássico, sendo que eles estão mais difundidos em todo o pais do que em qualquer outra rivalidade

A não-curiosidade
Antes de falar dos fatos que realmente estão na história do clássico, é preciso lembrar que um momento quase marcou o confronto: o gol 1000 de Romário. Em um dos confrontos entre Flamengo e Vasco ele quase marcou aquele tento tão esperado. O goleiro Bruno evitou com a ponta dos pés:

Romário/ Reprodução

Outros esportes
A rivalidade do “Clássico dos milhões” nasceu fora do futebol. Quando ainda eram clubes essencialmente de regatas já existia uma disputa forte entre eles. Depois que o esporte acirrou a disputa, outros esportes herdaram o clima quente nos jogos de basquete e até nas competições de natação e judô.

Água no chope
Em 1938 uma grandiosa festa rubro-negra foi planejada: Para inaugurar a Gávea, fotógrafos e celebridades se juntaram para acompanhar um importante “Clássico dos Milhões”, válido pelo Campeonato Carioca. E então a celebração foi estragada pelo cruzmaltino Niginho, que marcou dois gols e decretou a vitória do Vasco.

Surge o “Deus da Raça”
A decisão do segundo turno do Campeonato Carioca de 1978 entrou para a história por causa de um gol. O rubro-negro Rondinelli acertou um belíssimo “chute com a cabeça” decisivo, que deu o título estadual para o Flamengo. Depois, ainda aconteceu uma confusão com Zico, mas o importante é que lá surgiu o mito do “Deus da Raça”.

Vingança e provocação
Cocada era um lateral-direito que chegou a ser dispensado pelo Flamengo antes de jogar no Vasco. Mas mal sabia ele que o destino lhe reservara uma vingança: Em 1988, ele entrou na decisão do Carioca aos 40 minutos do segundo tempo. Fez um belo gol de esquerda, tirou a camisa e foi gozar os flamenguistas no banco de reserva:

Cocada

Nem é preciso dizer que a confusão foi enorme. Renato Gaúcho, Romário, Alcindo e Cocada foram expulsos e o título ficou em São Januário.

“Vão ter que me engolir!”
Em 2001, o sérvio Petkovic, numa cobrança de falta, marcou o histórico gol que deu o tricampeonato carioca em cima do Vasco. E então surge o clássico desabafo de Zagallo: “Só sei de uma coisa: Vão ter que me engolir!”

Autor: Allan Brito - Categoria(s): Clássico da vez Tags: , , , , , , , , , ,
13/03/2009 - 11:24

O clássico do noroeste inglês

Um clássico não precisa da boa fase dos dois times para ser um grande jogo. Mas, quando dois rivais se enfrentam na briga por um título, a certeza de grandes acontecimentos é ainda maior.

É isto que vai acontecer neste final de semana na Inglaterra: Manchester United e Liverpool vão se encontrar no Old Trafford, em um daqueles jogos que podem ser chamados de “final antecipada”.

Tevez e Mascherano

O United lidera a competição com 65 pontos, sete a mais que o seu adversário deste sábado, que está em terceiro e ficará de fora da briga em caso de derrota. Por isso, motivação não vai faltar para os jogadores entrarem em campo em busca de grandes feitos.

Só por isso o jogo já prova que é enorme. Mas, com detalhes, números e curiosidades, ele pode se revelar ainda maior. Veja:

Vitórias do Manchester United: 68
Empates: 50
Vitórias do Liverpool: 58

Primeiro jogo
12 de outubro de 1895
Liverpool 7 x 1 Manchester United

Último jogo
13 de setembro de 2008
Liverpool 2 x 1 Manchester United

Gigantes
A rivalidade entre Manchester United e Liverpool vai além da proximidade entre as cidades do noroeste inglês. Os times disputam o título de “maior clube inglês” em uma briga realmente equilibrada. Hoje, o Liverpool ainda leva uma pequena vantagem: um título nacional e dois europeus a mais que seu rival. Mas a fase ascendente dos Red Devils parece que vai fazer as coisas mudaram na Terra da Rainha.

Espírito corintiano
Na atualidade, o clássico tem conseguido levar um pouco de Argentina e Brasil para o campo. Os amigos Tevez e Mascherano estão em clubes opostos, mas mantiveram a amizade que carregam desde os tempos de Corinthians, quando atuaram juntos em 2005. Este fato sempre recebe destaque na mídia inglesa e já virou um duelo à parte nos confrontos.

Intimidação
O clássico tem hora para acontecer: Quase sempre é marcado para o meio-dia. E não é só por causa dos pedidos da televisão. Na verdade, é uma medida da polícia para que os torcedores hooligans não bebam (ou bebam menos) antes da partida.

Mais violência
Os casos de vandalismo já são comuns nos clássicos entre Manchester United e Liverpool. O mais famoso deles aconteceu em 1996, na final da Copa da Inglaterra, disputada entre os dois times. O United ganhou a decisão, foi receber as medalhas, mas um torcedor rival não perdeu a chance de se vingar: Cuspiu no francês Cantona e tentou acertar um soco no técnico Alex Ferguson.

Duelo mundial
Hoje, o futebol inglês é considerado o mais forte do mundo. Recheado de times grandes e jogadores premiados, ele é reconhecido e acompanhado mundialmente. No meio de tanta badalação, Ryan Giggs, meia-atacante do Manchester United, definiu o “Clássico do Noroeste” como o “jogo mais famoso da Inglaterra”.

Será que hoje este é mesmo o clássico mais importante do futebol mais relevante no mundo?

Autor: Allan Brito - Categoria(s): Clássico da vez Tags: , , , ,
06/03/2009 - 13:28

O “Derby Paulista”

O Derby Paulista
A maior prova do tamanho do clássico Palmeiras x Corinthians veio através de um fato recente: Para o jogo deste domingo, 8 de março, um trofeu será disputado pelas equipes. Isto foi feito para mostrar que a importância de ganhar este jogo pode ser comparada com a conquista de um título.

Sem dúvida, seus torcedores concordam com esta suposição. Com mais de 90 anos de história, o clássico coleciona dezenas de histórias e momentos impressionantes. A CNN, rede de televisão norte-americana, elegeu esta rivalidade como a 9ª maior do mundo. Para ver a lista completa, clique aqui.

Neste domingo, mais um episódio será escrito na história dos dois clubes. Afinal, o jogo desta vez vai além da rivalidade tradicional. Tem alguns ingredientes a mais: A possibilidade da estreia de Ronaldo “Fenômeno” como titular do Corinthians e chance do Palmeiras se recuperar do péssimo resultado obtido no meio da semana, pela Libertadores, contra o Colo Colo.

Além disto, carrega uma provocação legítima a favor dos alviverdes: O Corinthians perdeu os quatro últimos clássicos e não marca sequer um gol em seu rival há mais de dois anos. Um site de torcedores palmeirenses criou até um placar para contabilizar este jejum: É o “Freguês Fiel”.

O Derby/ DivulgaçãoCom estas motivações em campo, não dá para não esperar um grande jogo em Presidente Prudente, seja por causa da ténica, seja por causa da emoção. O modesto estádio Eduardo José Farah, conhecido como o “Prudentão”, vai ser o palco desta verdadeira batalha, que já ganhou até uma marca (foto ao lado). Para o futuro, dirigentes de marketing das duas equipes estudam a possibilidade de esta marca ser utilizada em produtos diversos, com a intenção de divulgar ainda mais este clássico tão tradicional e gerar renda para os times.

Veja curiosidades sobre o Derby Paulista:

Vitórias do Palmeiras: 119
Gols do Palmeiras: 482
Empates: 97
Vitórias do Corinthians: 112
Gols do Corinthians: 441

Primeiro jogo
6 de maio de 1917
Palmeiras 3 x 0 Corinthians

Último jogo
2 de março de 2008
Palmeiras 1 x 0 Corinthians

Origem do nome
Thomaz Mazzoni, jornalista do extinto A Gazeta Esportiva, foi também o criador do apelido “Derby Paulista”. Ele se inspirou na mais importante corrida de cavalos do mundo, o Derby de Empsom. Lá, assim como no jogo entre os Palmeiras e Corinthians, é quase impossível apontar um vencedor.

O princípio de tudo
Diz a lenda… Era uma vez o Sport Club Corinthians Paulista. Lá, alguns sócios não estavam satisfeitos por motivos diversos. Foi então que eles resolverem criar um clube próprio, que fosse da colônia italiana. Dessa forma, nasceu o Palestra Itália, já odiado pelos corintianos, que não perdoaram esta dissidência.

Quem mata e quem morre?
Outras cidades do Brasil podem até se gabar de terem clássicos maiores que o Derby Paulista. Mas nenhuma viu uma rivalidade decidir tantos campeonatos importantes em “mata-matas”: Desde vários estaduais, até uma vaga na final da Copa Libertadores da América, passando por competições regionais e nacionais.

E o Derby foi até para o Cinema
“O Casamento de Romeu e Julieta” é um belo retrato da rivalidade entre Palmeiras e Corinthians, pois mostra as dificuldades de um corintiano fanático que tenta fingir que é palmeirense apenas para agradar a família de seu grande amor. Para ter uma noção do desafio, veja uma parte do filme:

Canja alvinegra
Provocação pura já fazia parte da história do clássico desde 1918. Neste ano, palmeirenses atiraram contra a vidraça da sede do Corinthians um osso com o seguinte bilhete: “O Palestra é osso duro de roer”. O “Derby” seguinte veio, o Corinthians venceu e a resposta ficou na sala de troféus alvinegra: “O Palestra é um osso duro de roer… mas com ele fizemos uma boa canja”.

Estraga prazeres
Quando o assunto é encerrar jejuns sem títulos, o Palmeiras leva grande vantagem nos clássicos. Em 1974, o alviverde não deixou seus rivais saírem da fila que já durava 21 anos. Na década de 90, a situação era inversa e o Corinthians teve a chance de adiar os jejuns do Palmeiras no Paulista e no Brasileiro. Mas não conseguiu, tendo perdido duas finais históricas.

Palmeiras de azul?
Em 1955, o Palmeiras abandonou o manto verde e se vestiu de azul para enfrentar o Corinthians. Tudo isto por causa de um misticismo: Boatos davam conta que um corintiano teria feito uma macumba no Parque São Jorge, onde aconteceria o jogo. Então veio a dica sobre a camisa através de uma fonte misteriosa. Mas não teve jeito: o Palmeiras perdeu e nem o misticismo salvou

Vale a pena ver de novo
A década de 90 talvez tenha sido o auge da rivalidade Palmeiras x Corinthians. Nela, aconteceram dois fatos que sempre serão lembradas, positiva e negativamente, pelos dois times envolvidos. Estes momentos estão eternizados em vídeos do Youtube.

Um deles é a final do Paulista de 1999, quando o Corinthians estava prestes a ser campeão e o “capetinha Edilson resolveu provocar a ira dos rivais:

O outro, um ano depois, aconteceu nas semifinais da Copa Libertadores. Marcos defendeu um pênalti decisivo de Marcelinho Carioca:

Autor: Allan Brito - Categoria(s): Clássico da vez Tags: , , , , ,
27/02/2009 - 12:35

O “SanSão”

Thomaz Mazzoni foi um importante jornalista do extinto jornal A Gazeta Esportiva. Além das matérias clássicas do diário, ele ficou conhecido também por apelidar os principais clássico de São Paulo.

SanSão/ VipCommFoi ele que criou o nome de “Choque Rei” para o São Paulo x Palmeiras. Foi ele que chamou o Corinthians x São Paulo de “Majestoso”. Para o duelo entre Santos e São Paulo ele foi mais simplista: “SanSão”. Mas mesmo assim funcionou e esse é hoje o único clássico paulista em que o uso das iniciais dos times pegou como apelido.

Mas este jogo não se destaca só por isso, é claro. Neste domingo, às 16 horas, os dois times vão se enfrentar em jogo importante para o Campeonato Paulista, já que ambos buscam uma vaga no G4.

Mas eles já brigaram em situações ainda mais importantes. Relembre tudo isso com números e curiosidades do clássico “SanSão”:

Vitórias do São Paulo: 110
Gols do São Paulo: 421
Empates:62
Vitórias do Santos: 84
Gols do Santos: 358

Primeiro jogo
25 de abril de 1936
Santos 2 x 0 São Paulo

Último jogo
31 de agosto de 2008
Santos 0 x 0 São Paulo

Gangorra
Santos e São Paulo não costumam viver bons momentos ao mesmo tempo. Na década de 40, o tricolor vivia bem com Leônidas da Silva. Depois surgiu Pelé para o Peixe, mas só na década de 60, exatamente quando a fila do rival se estendia por 13 longos anos. Por volta de 80, a dominação são paulina começou a tomar contornos novamente, mas o alvinegro da Baixada voltava a sofrer. Na atual década, os primeiros anos foram de domínio do Santos. Depois o São Paulo ganhou tudo.

Serginho Chulapa

Ídolos divididos
Ao contrário de outras rivalidades, existem jogadores que conseguiram sucesso tanto no Santos quanto no São Paulo. Basta lembrar de Araken Patusca, Mauro Ramos de Oliveira, Toninho Guerreiro, Pita e Serginho Chulapa. Este último é o que tem a história mais misturada entre os dois times. Decidiu títulos para ambos, é o maior artilheiro da história do São Paulo, mas hoje trabalha no Santos.

Polêmica
Ninguém esquece: no Campeonato Brasileiro de 2002, o São Paulo recebeu o Santos no Morumbi. O time visitante, que já contava com Robinho, aplicou uma virada de 2 a 1 no tricolor. Mas a comemoração do segundo gol foi o destaque do jogo: Diego subiu em cima do escudo do São Paulo para provocar a torcida rival. O então jovem meia sofreu com a polêmica e o jogo ainda terminou 3 a 2 para os mandantes.

Provocação em vão
No Campeonato Paulista de 2005, o São Paulo era o líder disparado da competição, que era disputada por pontos corridos. E o último jogo do time era na Vila Belmiro, contra o Santos, onde já era programada a festa do título. Mas a diretoria alvinegra fez questão de não liberar seu estádio e mudou a sede do jogo para Mogi Mirim. Só que esta provocação não serviu para nada, já que o São Paulo chegou no último jogo sem o título garantido e o Peixe perdeu a chance de usar sua casa para impedir o título tricolor.

Vexame alvinegro
Os são paulinos não devem esquecer do jogo que ficou conhecido como o “Dia em que o Santos de Pelé correu do São Paulo”. Na partida, o São Paulo aplicou 4 a 1 em seu rival e provocou uma série de expulsões e contusões que levaram o Peixe a desistir de jogar aos 10 minutos do 2º tempo, pois só tinha 6 atletas com condições. Até o próprio Pelé foi expulso neste dia por reclamação.

Orgulho alvinegro
O SanSão de 2 de setembro de 1962 está na história do futebol mundial. Foi nesta data que Pelé marcou dois gols, sendo que um deles foi o de nº 500, em um empate de 3 a 3 contra o São Paulo. 

Autor: Allan Brito - Categoria(s): Clássico da vez Tags: , , , , , ,
20/02/2009 - 12:13

O “clássico Vovô”

O clássico mais antigo do futebol brasileiro vai acontecer mais uma vez. Botafogo e Fluminense farão o principal jogo das semifinais da Taça Guanabara de 2009 e escreverão mais um capítulo na longa história de duelos entre os times. Eles se enfrentam há mais de 100 anos e por isso o jogo recebeu este apelido: Vovô. É o quarto clássico mais antigo do continente americano.

Para o dia 25 de fevereiro, próxima quarta-feira, o tricolor e o alvinegro terão tempo para se preparar e a promessa é de mais um grande jogo.

Clássico Vovô/ Photocamera

O Vovô vai aparecer com tudo no Maracanã e carregará junto com ele diversas histórias e curiosidades. Veja algumas delas:

Vitórias do Fluminense: 114
Gols do Fluminense: 513
Empates: 98
Total de vitórias do Botafogo: 106
Gols do Botafogo: 468

Primeiro jogo
27 de agosto de 1905
Botafogo 4 x 0 Fluminense

Último jogo
28 de setembro de 2008
Botafogo 1 x 1 Fluminense

Antigo e rico

O Fluminense é das Laranjeiras. O Botafogo é de Humaitá. Ambos bairros estão situados na Zona Sul do Rio de Janeiro, o que fez com que o clássico ficasse com o estereótipo de “jogo para as classes mais ricas”. Antigamente a diferença era ainda mais percebida, até em detalhes, como o fato do jogo reunir  mais carros particulares nas proximidades do Maracanã do que o normal para a época.

Rivalidade até nos tribunais
A primeira grande disputa entre os times aconteceu na justiça, em 1907. A briga valia pelo título estadual daquele ano, mas só foi resolvida completamente em 1996, 89 anos depois. Tudo isto porque o alvinegro não aceitou uma vitória do tricolor por W.O., o que decidiu o campeonato da época. No final, o título entrou para a história como uma conquista dividida.

Polêmica e piada
Em 1995, o Fluminense aplicou um sonoro 7 a 1 no Botafogo, que até hoje não é bem visto pela torcida alvinegra: Todos acreditam que o elenco entregou aquele jogo por causa de salários atrasados. Mas o pior não foi isso. Difícil para eles foi aguentar a gozação rival, que aproveitou o patrocinador do Bota (Seven Up) para fazer piadas por muito tempo (Seven one – sete a um em inglês).

Resposta à altura

Em 1957, a confiança tricolor estava lá no alto. Após vitória contra o Bota no primeiro turno, o time iria encarar seu rival novamente, agora na final, e com a vantagem do empate. Antes do jogo, a certeza da vitória era tão grande que um diretor do Fluminense chamou a torcida, através da imprensa, para o “chope da vitória”. Resultado final: Nilton Santos, do Botafogo, usou o jornal com tal frase para mexer com seus companheiros de time e fez com que eles conseguissem uma goleada histórica de 6 a 2.

Um Vovô moderno
Na história recente deste clássico tão antigo, um dos jogos mais importantes aconteceu em 30 de Junho de 2007. Foi a data da inauguração do Estádio João Havelange, o Engenhão, casa do Botafogo. E os mandantes levaram a melhor, com a vitória por 2 a 1, após gols de Dodô e Alex Dias. Relembre os gols:

Autor: Allan Brito - Categoria(s): Clássico da vez Tags: , , ,
13/02/2009 - 12:27

O “Old Firm”

Rangers x Celtic/ Divulgação

Há quem diga que futebol, política e religião não se discutem. Assim, evitamos problemas e confusões. Mas e se dentro de um estádio tudo isto fosse misturado e acirrado em um clima de pura rivalidade há mais de 100 anos?

É o que acontece em Glasgow, na Escócia: Celtic e Rangers se enfrentam desde 1888, em um dos maiores clássicos do mundo. Isto porque são envolvidas questões de fronteiras, confrontos entre catolicismo e protestantismo e, claro, muita paixão pelo futebol.

Neste domingo acontecerá mais um jogo do clássico que é conhecido como “Old Firm”. Mais uma vez ambos times estão centralizando a disputa pelo título do Campeonato Escocês, o que torna o confronto ainda mais interessante. A briga está boa: 55 pontos para o Celtic e 53 para o Rangers. Portanto, o clássico vale a liderança.

Os times escoceses estão aí para provar que futebol, política e religião são discutidos sim. Pelo menos dentro de campo.

Então veja número e curiosidades deste duelo tão grandioso, o “Old Firm”:

Vitórias do Rangers : 235
Empates : 135
Vitórias do Celtic : 180

Primeiro jogo:
28 de Maio de 1888
Celtic 5 x 2 Rangers

Último jogo:
27 de dezembro de 2008
Rangers 0 x 1 Celtic

Religião
As torcidas defendem filosofias religiosas diferentes. O Glasgow Rangers é um clube no qual boa parte de seus torcedores é devota do Anglicanismo, ou seja, seguidores da rainha do Reino Unido. Sua torcida traz uma grande bandeira, onde está pintado o rosto de Isabel II. O Celtic, por sua vez, é o clube predileto dos escoceses de religião católica. Sua torcida exibe uma bandeira alviverde com o retrato do falecido papa João Paulo II.

Política
O clássico põe em jogo questões territoriais sobre o país: De um lado, o Rangers, que defende a unificação dos britânicos em torno do Reino Unido. Do outro, o Celtic, que prefere exaltar a Irlanda, até mesmo nas cores das bandeiras do estádio quando acrescentam o laranja ao tradicional alviverde. Então fica tudo mais ou menos assim:

Rangers x Celtic/ Reprodução

Futebol
A superioridade dos dois times na Escócia é tamanha que, em mais de 100 anos de campeonatos nacionais, apenas 19 títulos não foram parar nem nas mãos de Rangers, nem nas mãos do Celtic. Fora do país, o Celtic conquistou uma Liga dos Campões em 1967. Já o Rangers tem apenas a Recopa Européia em 1972.

De onde veio o nome?
Em inglês, “Old firm” significa “velha firma” e representa todos os benefícios financeiros produzidos pelos encontros entre os dois times de Glasgow. A teoria é que ambos times fazem esforços para aumentar a importância do jogo entre eles em busca de interesses econômicos. Exatamente isto teria ocorrido em 1909, quando  o apelido do duelo surgiu: após uma briga grave de torcedores na segunda partida da final da Copa da Escócia, um terceiro jogo foi cogitado e surgiram críticas, pois o interesse seria meramente financeiro.

O 1º “traidor”

Maurice Johnston, escocês de família irlandesa e católico, foi o primeiro atleta a defender tanto o Celtic quanto o Rangers na carreira. Isto só aconteceu em 1989, mais de 90 anos depois do primeiro clássico. Porém, nem tudo é paz nesta história: Johnston teve que sair de Galsgow para Edimburgo por causa do medo que sentia dos torcedores do Celtic e do Rangers. Ambos o acusavam de traição.

É crime?
No Brasil é até clichê, mas na Escócia é caso de polícia. Em 2006, o goleiro polonês Boruc, do Celtic, fez o sinal da cruz diante da torcida adversária. O gesto provocou a ira do Rangers, que encarou o fato como uma provocação. O jogador chegou a receber uma advertência e a polêmica sobre o fato se estendeu por meses. Veja o momento:

Autor: Allan Brito - Categoria(s): Clássico da vez Tags: , , , , , , , , , , ,
06/02/2009 - 07:41

O “Gre-Nal”

Gre Nal

Quando o assunto é o confronto entre Internacional e Grêmio, a pergunta que não quer calar é: seria este o maior clássico do Brasil?

Evidências não faltam, e basta estudar um pouco a história desses jogos para perceber porque essa dúvida é sempre levantada. Em 2009, o “Gre-Nal” completa 100 anos e não para de somar histórias diversas, que só alimentam a rivalidade existente em Porto Alegre.

Neste domingo, mais um capítulo desta epopéia acontece em Erechim, interior do Rio Grande do Sul, com o mando de campo do tricolor gaúcho. Notícias da semana já mostram a grandeza do jogo: os dois times usaram reservas nos seus compromissos do meio da semana a fim de poupar os titulares para o clássico.

Enquanto a expectativa para o clássico não se concretiza, veja números e curiosidades do duelo e depois responda: É ou não é o maior clássico do Brasil?

Vitórias do Grêmio: 118
Gols do Grêmio: 496
Empates: 117
Vitórias do Internacional: 138
Gols do Internacional: 532

De onde veio o nome?
A expressão “Gre-Nal” surgiu da cabeça do jornalista Ivo dos Santos Martins, em 1926. Cansado de ter de escrever por extenso os longos nomes dos dois clubes, quis criar um apelido mais curto. Tentou difundir o “Inter-Gre”, mas, torcedor do Grêmio, não resistiu e deixou seu time de coração na frente, eternizando assim o “Gre-Nal”.

Desde sempre
A rivalidade do “Gre-Nal” começou antes mesmo de o Inter ser fundado: integrantes da família Poppe, Henrique, José e Luis chegaram a Porto Alegre, em 1908, vindos de São Paulo. Porém, os Poppe não conseguiram aceitação como sócios do Grêmio para jogar futebol, já que o clube usou a desculpa de que não deixariam entrar pessoas pouco conhecidas ali. Revoltados, eles usaram isso como motivação para a criação de um novo clube em Porto Alegre, o Sport Club Internacional.

Redenção dolorida
A partir de 1969, só o Inter vencia no Rio Grande do Sul. Ele faturou oito estaduais seguidos. Até que, em 1977, surgiu André Catimba. O jogador do Grêmio fez o gol decisivo que tirou a hegemonia do rival e comemorou de um jeito exótico. Ele mesmo explica: “Eu fiquei tão emocionado naquela tarde que não sabia como expressar. Pensei em dar o salto mortal, desisti, mas já estava no ar quando voltei atrás. Era tarde. Me machuquei todo”. A foto dá noção do quão doída deve ter sido a queda:

Andre Catimba/ Clic RBS

Polêmica do “Clássico do século”
Cada time chama um jogo entre eles de “Clássico do Século”. Para os colorados, aconteceu na semifinal da Copa União de 1988, quando o Inter venceu por 2 a 1, de virada, com um jogador a menos desde o primeiro tempo. Para os tricolores, esta partida rolou em 1935, ano do centenário da Revolução Farroupilha. O Grêmio venceu por 2 a 0, e então os atletas e a direção do Grêmio prometeram que iriam comemorar a vitória por 100 anos. Promessa cumprida, em termos, até hoje.

Vexame na abertura
O Estádio Olímpico, casa do Grêmio, recebeu seu primeiro “Gre-Nal” em 1954. Mas as coisas não foram bem para os donos da casa. O jogo terminou 6 a 2 para o Inter.

O clássico do Gaúcho
Há quem alega saber com certeza o motivo para Dunga não convocar Ronaldinho, do Milan, com frequência. Em pleno “Gre-Nal”, em 1999, final do Campeonato Gaúcho, o atacante, então com apenas 19 anos, humilhou o atual técnico da seleção brasileira. Veja o vídeo e relembre as jogadas:

Gol 1000
Fernandão é um ídolo eterno do Internacional. Mas o atacante entrou também para a história dos “Gre-Nais”: Ele fez o gol 1000 do clássico no dia 10 de julho de 2004. E o melhor: nem percebeu na hora. Diz ele que apenas ouviu a informação dos companheiros na comemoração: “É o gol mil, cara, é o gol mil, Fernandão”. Relembre o lance:

Autor: Allan Brito - Categoria(s): Clássico da vez Tags: , , , ,
30/01/2009 - 15:10

O Atletiba

Acabou a temporada dos clássicos europeus. Com a volta aos gramados dos times brasileiros, os clássicos nacionais, sempre mais atraentes, voltarão a aparecer aqui no Blog da Redação.

E a vez agora é da rivalidade paranaense. Neste domingo, às 19h, pelo campeoanto estadual, o Coritiba vai receber o Atlético-PR no Couto Pereira. Os dois times colocarão em campo uma das rivalidades mais tradicionais do estado.

A competição está apenas em seu começo e o confronto vale mais pelo impulso que o clube vencedor pode ter para a temporada.

Atletiba

E enquanto um novo episódio deste clássico brasileiro tão importante ainda não acontece, relembre algumas histórias e veja os números do duelo:

Vitórias do Coritiba: 128
Gols do Coritiba: 511
Empates: 101
Vitórias do Atlético-PR: 108
Gols do Atlético-PR: 468

Primeiro jogo
8 de Junho de 1924
Coritiba 6 x 3 Atlético-PR

Último jogo
28 de setembro de 2008
Coritiba 1 X 1 Atlético-PR

História
O Coritiba, mais velho, era conhecido no Paraná como o “time dos alemães”. Seus principais rivais naquela época, por volta de 1910, eram o América e o Internacional. Porém, em 1924, estes times se fundiram e surgiu o rubro-negro Atlético, que ficou conhecido como “time dos almofadinhas”. O troco da ofensa veio rapidamente, quando os atleticanos apelidaram os rivais de “coxa-branca”, ainda em referência ao primeiro apelido. Porém, hoje em dia, este apelido já é uma marca registrada do Coritiba.

Quem segura a bomba?
Em 1926, Maximino Zanon e Orlando Levoratto desistiram de apitar o mesmo Atletiba, por causa de reclamções diversas, como o caso de um jogador do Furacão não aceitar sua expulsão da partida. Apenas Moacir Gonçalves, terceiro árbitro, conseguiu concluir o jogo, que ficou em 2 a 2.

A lenda do clássico
Manga, goleiro do Coritiba em 1978, garantiu o título para o alvi-verde depois de agarrar dois pênaltis. Mas com um detalhe: antes, ele tinha sofrido uma contusão. Reza a lenda que ele enfaixou o joelho que na verdade não estava machucado. Isto para induzir os rivais do rubro-negro ao erro.

Quem é o preferido?
Tradicionais, com histórias para contar e mais de 300 jogos disputados entre eles, Coxa e Furacão disputam ainda quem tem a maior torcida do Paraná. Apesar das diversas pesquisas, recentemente nunca foi encontrada uma solução para esse dilema?

Libertadores
Em 2005, o Atlético-PR viveu o momento mais importante da sua história: chegou até a final da Copa Libertadores. Porém, impedido de jogar a final em seu estádio, ele precisava arrumar outra sede para receber o apio de sua torcida. Porém, o Coritiba vetou imediatamente o Couto Pereira. No final, o Furacão jogou em Porto Alegre e perdeu a decisão para o time paulista.

Autor: Allan Brito - Categoria(s): Clássico da vez Tags: ,
17/01/2009 - 12:32

O clássico de “Merseyside”

Certa vez, Bill Shalky, técnico histórico do Liverpool da década de 60, afirmou: “Futebol não é uma questão de vida ou morte. É mais importante que isso”.

O experiente treinador eternizou essa sua frase pra descrever um dos confrontos que ele mais viveu em sua carreira: O clássico de “Merseyside”, entre Liverpool e Everton.

Com esta declaração, dá para se ter uma pequena noção de toda a rivalidade que entra em jogo quando estes dois times se encontram. É o que vai acontecer, nesta-segunda feira, pela 206ª vez na história.

Liverpool e Everton vão se enfrentar pelo Campeonato Inglês, às 18 horas. Ambos times estão em um boa posição na tabela, apesar das campanhas irregulares. Enquanto um quer segurar a liderança, outro segue em perseguição por uma vaga nas competições européias. Veja a classificação aqui.

Enquanto os dois times não entram em campo para outra questão que vai além da “vida ou morte”, conheça mais sobre este duelo:

Vitórias do Liverpool 79
Gols do Liverpool 280
Empates 62
Vitórias do Everton 64
Gols do Everton 240

Primeiro jogo
13 outubro de 1894
3 a 0 pro Everton

Último jogo
27 de Setembro de 2008,
Everton 0 x 2 Liverpool

“The Friendly Derby”
O clássico entre Liverpool e Everton recebe o nome de “Merseyside” por causa do Rio Mersey, que passa pela cidade dos times. Porém, o jogo tem outro apelido: “o clássico amigável”. Isto porque a rivalidade dos times é marcada pela grande número de famílias que misturam torcedores dos dois times na Inglaterra. Dessa forma, é normal encontrá-los todos juntos e em clima diferente do que normalmente é visto em outros clássicos locais do país.

Briga por religião?
Apesar do Everton ter sua imagem vinculada aos protestantes desde sua fundação e o Liverpool ser mais relacionado aos católicos, isso faz pouca diferença por lá. Diferentemente do clássico escocês, em que Celtic e Rangers vivem essa disputa de maneira violenta, em Liverpool não há sectarismo religioso e o ambiente é de tolerância e paz.

Os garotos de Liverpool
Com o o mundo sabe, uma das maiores bandas do mundo foi fundada em Liverpool. Os Beatles nasceram lá, mas pouco se importavam com o clássico de “Merseyside”. Paul McCartney era o que mais acompanhava futebol e torcia para o Everton.

Pau a pau
Em questão de títulos, o Liverpool é maior que o Everton. Porém, há quase duas décadas existe um jejum que incomoda os dois times de maneira igual: ambos nunca ganharam a Premier League, nome dado ao Campeonato Inglês a partir de 1992, quando algumas alterações ocorreram no futebol de lá.

Autor: Allan Brito - Categoria(s): Clássico da vez Tags: , , , , , , ,
10/01/2009 - 15:37

O clássico mais recente da Inglaterra

Um confronto pode ser considerado como um clássico após somente 1 ano de rivalidade entre 2 times?

Se olharmos para os jogos recentes entre Manchester United e Chelsea, a resposta é “sim”.

Os times não possuem um histórico muito longo de confrontos memoráveis para que o jogo entre eles seja considerado um grande clássico da história do futebol. Porém, atualmente, poucas partidas chamam tanta a atenção no mundo quanto esta.

Neste domingo, em Manchester, o confronto reunirá o time que atualmente é treinado por Luiz Felipe Scolari, como vice-líder do Inglês, e o clube de Alex Ferguson, que é 3º colocado, com 38 pontos e 2 partidas a menos. Ou seja, o jogo vale a perseguição pela liderança, dominada pelo Liverpool.

Na temporada passada, a situação era parecida, quando ambos perseguiam o Arsenal e o título foi decidido para o United apenas na última rodada. Outras decisões recentes também aconteceram na Copa da Liga Inglesa.

Veja números e curiosidades sobre esse clássico:

Vitórias do Manchester United: 65
Empates: 46
Vitórias do Chelsea: 41

Primeiro jogo:
25 de dezembro de 1905
Manchester United 0 x 0 Chelsea

Ultimo jogo:
21 de setembro de 2008
Chelsea 1 x 1 Manchester United

O grande jogo
A rivalidade entre Manchester United e Chelsea até hoje teve seu momento máximo em 2008: os times fizeram a final da Liga dos Campeões, em Moscou. E no jogo não faltaram atrativos: expulsão, decisão por pênaltis e um escorregão bizarro de Terry em cobrança decisiva. No final, o United saiu campeão, pela 3ª vez em sua história.

Guerra Fria
Malcolm Glazer e Roman Abramovich são os donos do Manchester United e do Chelsea, respectivamente. Um é norte-americano. O outro é russo. Na Inglaterra, o duelo entre os dois milionários é considerado quase uma reedição da Guerra Fria. Neste caso, o objetivo é “apenas” o domínio do futebol inglês e europeu.

Momento piada
Os torcedores ingleses são considerados uns dos mais fanáticos do mundo. De acordo com Pedro Pinto, repórter da CNN, eles também devem ser um dos mais chatos. Para entender o porquê, basta ver este vídeo abaixo. Nele, o jornalista tenta fazer seu trabalho em um clássico entre Manchester United e Chelsea, mas é atrapalhado de uma maneira bem engraçada:

Jejum atual
Desde a saída de Avam Grant, o Chelsea não venceu sequer uma partida contra um dos três grandes times ingleses, os United, Liverpool e o Arsenal. Será que desta vez acaba a “tradição”?

O prazo está expirando
O planejamento do Chelsea é que até 2014 eles consigam se igualar ao Manchester United na Inglaterra. Este prazo foi dado em 2006, quando o time tinha 8 anos para conseguir isso. Agora faltam 5. Dirigentes do time reconhecem que a tradição do United faz muita diferença e tem dificultado a missão. Mesmo assim, eles não se entregam: o próximo projeto é mudar de estádio para um maior, mas sem sair de Londres.

Autor: Allan Brito - Categoria(s): Clássico da vez Tags: , , , ,
20/12/2008 - 14:03

O clássico europeu da Turquia

Dividida em uma parte européia e outra asiática, Istambul, a charmosa capital da Turquia, costuma refletir suas divisões políticas na rivalidade do futebol.

No clássico entre Fenerbahçe e Galatasaray, já detalhado nesta seção, foi explicado que aquele duelo coloca frente a frente um representante da parte asiática e outro da parte européia da Turquia.

Agora é a vez do confronto entre dois times do lado europeu.

Galatasaray e Besiktas se enfrentam neste domingo pelo campeonato nacional para tentarem encostar no líder Fenerbahçe.

Mas este clássico tem uma história que vai além do momento atual de ambos. Veja números e curiosidades deste importante jogo:

Vitórias do Galatasaray: 112
Empates: 105
Vitórias do Besiktas: 102

Primeiro jogo
22 de agosto de 1924
Besiktas 2 x 0 Galatasaray

Último jogo
2 de março de 2008
Besiktas 1 x 0 Galatasaray

Mais simbolismo
Não bastasse toda a representação do lado europeu turco, o clássico ainda carregou por muito tempo outro símbolo: o Galatasaray era identificado como o time dos aristocratas e o Besiktas era o clube da classe média, o que certamente acirrou ainda mais a rivalidade quando ambos duelaram.

Lincoln, camisa 10 no GalatasarayJá foi mais brasileiro
Atualmente os times turcos investem menos no futebol verde e amarelo do que em um passado recente. O fracasso do Besiktas com estrelas, como Ricardinho, ex-Corinthians e Santos, impulsionou essa política. Porém, alguém ainda resiste a esta barreira: Lincoln (foto), ex-Atlético-MG tem conseguido sucesso e se tornado ídolo com a camisa do Galatasaray. Sobre o jogo deste domingo, ele não esconde a confiança: “Nosso estádio vai virar um caldeirão. Os ingressos esto todos vendidos para o jogo e, como a torcida fica bem próxima ao campo, vamos sentir a pressão. Isso é um grande problema para os adversários. Quero fazer um gol para comemorar com eles. Mas o mais importante é mantermos as boas atuações, para terminar o ano na liderança. Vamos dar sangue e trazer essa vitória para os torcedores”, garantiu.

Quando tudo começou?
Em um simples amistoso, a rivalidade entre Galatasaray e Besiktas estorou. Em 1934, os times se enfrentaram no Estádio Taksim, mas deixaram o futebol de lado. O jogo foi interrompido várias vezes para que o excesso de faltas fossem controladas. Isto até que o árbitro abandonou a partida e tudo se tornasse um campo de guerra.

Além do futebol
Fora do Brasil, é normal que as rivalidades do futebol sejam estendidas para outros esportes. Na Turquia, não podia ser diferente: entre Galatasaray e Besiktas o clima esquenta também nos jogos de basquete e de vôlei entre as equipes.

Além da razão
Perto do estádio do Besiktas, a rede de fast-food McDonald’s quis colocar sua lanchonete. Porém, encontrou um problema: suas cores, vermelha e amarela, não eram bem vistas entre os torcedores alvinegros do Besiktas. Desta forma, eles foram obrigados a mudar sua própria tradição e fizeram tudo em preto e branco.

Quem é melhor?
Apesar da tradição do Besiktas, que é o clube mais antiga da Turquia, o Galatasaray tem conseguido crescer constantemente na história recente do futebol local. Hoje já possui mais títulos nacionais que seu rival, além de uma Copa da Uefa e uma Supercopa da Europa.

Autor: Allan Brito - Categoria(s): Clássico da vez Tags: , , , , , , ,
13/12/2008 - 12:05

O clássico da Espanha

Barcelona x Real Madrid

Há quem defenda que é o maior clássico do mundo.

A revista Trivela, por exemplo, assim o definiu depois de uma consulta feita com diversos jornalistas. Outras listas já concordaram.

Será que é verdade? Só investingando para sabermos…

Barcelona x Real Madrid é um clássico que atravessa a fronteira do futebol. Envolve questões de cunho político e, por isso, se torna ainda maior.

Neste sábado os times darão uma demonstração da grandeza deste duelo, às 19 horas, com transmissão lance a lance do Placar iG Esporte.

Em fases totalmente diferentes, os times se encontrarão na Catalunha sob os olhares do mundo todo.

Enquanto esse grande evento do futebol não acontece, comece a se preparar com números e curiosidades sobre o “Clássico da vez”:

Vitórias do Real Madrid: 85
Vitórias do Barcelona: 77
Empates: 42

Primeiro jogo
13 de Maio de 1902
Barcelona 3 x 1 Real Madrid

Último jogo
7 de Maio de 2008
Real Madrid 4 x 1 Barcelona

Além do futebol
Barça e Real é uma aula sobre a história da Espanha. O time da capital espanhola hoje representa a elite e já simbolizou até o poder ditatorial de Francisco Franco contra as províncias do país, como a Catalunha, região sede do Barcelona. Por muito tempo o clássico era o único momento em que Franco tolerava manifestações separatistas dos catalães. Isto porque, segundo ele, seria mais fácil controlar a situação em um estádio de futebol do que nas ruas.

Os dois lados
O Real Madrid teve que suportar 20 anos sem conseguir uma vitória no Camp Nou, estádio do Barcelona e palco do confronto deste sábado. Em 2003 esse jejum acabou e tudo mudou de figura: foram cinco jogos em Barcelona, com 2 empates, 2 vitórias do Real e só 1 do Barça.

Se arrependimento matasse…
Di Stéfano é o maior artilheiro do clássico. Com o uniforme do Real Madrid, ele marcou 18 gols contra o Barcelona. Mas por pouco ele não jogou do outro lado: com uma negociação complicada, a Federação Espanhola teve que decidir onde ele jogaria. A decisão inicial era que ele teria seu passe compartilhado entre os dois rivais. Mas o Barça se recusou a dividí-lo e teve que conviver com o arrependimento de perder um dos melhores jogadores de futebol de todos os tempos.

Brasil na história
Na temporada 2004/2005 do Campeonato Espanhol,um brasileiro entrou para a história do clássico espanhol: Ronaldinho Gaúcho, com a camisa do Barcelona, foi aplaudido de pé no estádio do Real Madrid. Seu time venceu aquele jogo por 3 a 0 e contou com uma atuação inspirada do atual meia-atacante do Milan. Relembre o golaço que ele marcou naquela oportunidade:

Barreira
Até hoje somente 16 jogadores vestiram a camisa dos dois times e disputaram o clássico. Luis Henrique foi quem mais fez isto, com 22 partidas, sendo 13 no Barça e 9 no Real Madrid.

Com mais informações, agora dá pra saber melhor. Então responda abaixo, nos comentários: o clássico da Espanha é ou não é o maior do mundo?

Clique aqui e veja mais notícias sobre o jogo no iG Esporte

Autor: Allan Brito - Categoria(s): Clássico da vez Tags: , , ,
06/12/2008 - 15:01

O clássico de Viena

A Áustria já foi mais importante no cenário do futebol. Apesar de ter sido uma das sedes da Eurocopa de 2008, hoje o esporte no país já não atrai tanta atenção quanto nas décadas de 30 e 50, quando sua seleção (”o time maravilhoso”) fez história até em Copa do Mundo.

Apesar disso, ainda há um momento em que a Áustria consegue roubar alguns holofotes do futebol europeu para si: é quando Rapid Viena e Austria Viena se encontram.

O clássico da capital ainda mexe com corações de fanáticos torcedores. Por vezes até marcado pela violências de suas torcidas, o duelo é ligado a ocorrências de xenofobia e racismo.

Notícias tristes à parte, Rapid e Austria se encontrarão neste domingo em um confronto decisivo do Campeonato Austríaco. O Rapid, com 40 pontos e na 2ª colocação, pode ser ultrapassado pelo seu rival, que está em quarto, com 38. Ambos perseguem o Salzburg, líder da competição, com 43.

Conheça números e curiosidades sobre o clássico de Viena:

Vitórias do Rapid Viena: 117
Empates: 64
Vitórias do Austria Viena: 105

Primeiro jogo:
8 de setembro de 1911
Austria Viena 1 x 4 Rapid Viena

Último jogo:
11 de novembro de 2008
Austria Viena 2 x 0 Rapid Viena

Confusões recentes
Os dois últimos clássicos de Viena terminaram com episódios de violência. Em 24 de agosto de 2008, os 2 times foram punidos com multas por conta dos incidentes, que envolveram até o ferimento do goleiro Georg Koch, do Rapid.  Ele chegou a sofrer com surdez parcial e vertigens após ser atingido por um sinalizador. Em 11 de novembro do mesmo ano, torcedores do Rapid só foram contidos após muita confusão com a polícia.

Confusão com alviverdes/ EFE

Violência em campo
Há um episódio recente que é apontado como um dos principais desencadeadores da violência no clássico. Em 2005, o goleiro croata Didulica, do Austria, quebrou o nariz de Lawaree em uma entrada desleal com o joelho. O agressor foi punido com multa e 8 jogos de suspensão.

Lágrimas em Viena
Mais do que o herói de só um time, Matthias Sindelar era o grande o nome do futebol austríaco vice-campeão do mundo na década de 30. O “Homem de papel” ou “Mozart do futebol”, como foi apelidado, era um habilidoso meia que jogava com a camisa do Austria Viena. Porém, ele quebrou qualquer barreira criada pelas rivalidades e virou uma lenda nacional ao se negar a defender a Alemanha depois que a Áustria foi anexada pelo exército comandado por Hitler. Um ano depois desse episódio, Sindelar foi encontrado morto e comoveu multidões.

Casa própria
O estádio do Rapid Viena tem o nome de um dos seus craques mais ilustres: Gerhard Hanappi. Até aí, tudo normal e comum. O que poucos sabem é que Hanappi foi também quem projetou a casa dos alviverdes. Após se aposentar, ele virou arquiteto e fez todo o projeto da casa do clube que o acolheu durante a carreira.

Apesar de tudo
O Austria Viena realmente não tem motivos para se lembrar do período do nazismo. Naquela época, o time tinha muitos jogadores judeus, que foram perseguidos, o que atrapalhou o seu crescimento. Até o próprio nome do time correu riscos na época, uma vez que era visto como um símbolo de nacionalismo contra a Alemanha e seu Reich. Mesmo assim, o time sobreviveu e voltou a conquistar títulos em 70 e 80.

Austríaco ou alemão?
O Rapid é o maior campeão austríaco. Mas além dos 32 títulos nacionais, os alviverdes se orgulham de terem conseguido um feito histórico especial: 1 Campeonato Alemão. A conquista veio exatamente no período da 2ª Guerra Mundial, quando o time bateu o Schalke 04, de Gelsenkirchen, por 4 a 3, de virada, após o jogo estar 3 a 0 para o clube alemão. Além disso, o Rapid tem ainda a taça de uma Copa da Alemanha.

Autor: Allan Brito - Categoria(s): Clássico da vez Tags: , , , , , , , , ,
29/11/2008 - 12:14

O clássico de Manchester

É possível existir rivalidade entre um time que já conquistou os principais títulos do mundo e outro que sequer é um dos maiores de seu país?

Em Manchester, na Inglaterra, a resposta para esta pergunta é ‘SIM, claro’.

Lá, o mediano Manchester City protagoniza o clássico local com o grandioso Manchester United.

Astros de City e United/ Reprodução

Apesar de ter raízes históricas, é uma rivalidade que só ficou mais acentuada recentemente e terá um dos seus principais acontecimentos neste domingo, quando os dois times voltam a se encontrar pelo Campeonato Inglês.

O clássico de Manchester será em um momento pouco especial para as duas equipes, que buscarão a recuperação em campo. O City está em 11º e o United apenas em 3º, os dois longes da briga pelo título por enquanto.

Com grandes ambições, os times apostam suas fichas em craques que protagonizarão um grande duelo: Robinho, que quase foi trocado no Real Madrid por Cristiano Ronaldo, tentará brilhar mais que o português.

Enquanto o clássico vive de expectativas, veja números e curiosidades sobre o duelo:

Vitórias do Manchester United: 59
Vitórias do Manchester City: 41
Empates: 49

Primeiro jogo
12 de Novembro de 1881
Manchester United 3 x Manchester City

Ultimo jogo
10 de fevereiro de 2008 
Manchester United 1 x 2 Manchester City

Gre-Nal?
Para Anderson, meia do Manchester United, o clássico entre City e United é parecido com o duelo entre Grêmio e Internacional, em Porto Alegre. As cores não o deixam mentir: de um lado, um time azul; do outro, vermelho. O curioso é que o meia, no Brasil, defendia uma cor e agora, na Inglaterra, “virou a casaca”.
 
Três é demais
A cidade de Manchester nem sempre foi dividida só entre City e United. Em 1928, o Manchester Central até conseguiu ganhar algum espaço na Inglaterra. Porém, as outras duas forças da cidade se uniram e conseguiram fazer com que os novatos fechassem as portas já em 1932.
 
O vingador
Denis Law é um ex-atacante escocês que marcou a história do clássico de Manchester. Ele começou a carreira no City e depois voltou para a cidade inglesa, mas para jogar no rival. Por fim, encerrou a carreira no clube azul de volta. No meio desse vai e vem, marcou os gols que rebaixaram tanto o City quanto o United, em 62 e 73, respectivamente.

Clássico violento
A rivalidade em Manchester já resultou em duas pernas quebradas e um fim de carreira. Isso aconteceu entre 1997 e 2001, quando Roy Keane, no United, e Haaland, do City, trocaram farpas entre si e levaram mágoas para dentro de campo. Primeiro, Keane entrou em uma dividida, quebrou a perna e ouviu de Haaland que aquilo era só frescura. Depois, veio a vingança: Haaland tomou o troco e decidiu encerrar a carreira logo depois.

Momento triste
No mais recente clássico de Manchester, as equipes vestiram uniformes “retrô” com o estilo dos anos 50. Isto aconteceu em homenagem às vítimas do desastre aéreo de Munique, que há 50 anos matou praticamente um time inteiro do United.

Camisas retrô/ Getty Images
Sem patrocinador, sem detalhe, até sem escudo: Anderson vestiu e quase perdeu seu uniforme retrô

Autor: Allan Brito - Categoria(s): Clássico da vez Tags: , , , , , ,
22/11/2008 - 13:30

O “Derby d’Italia”

Córdoba e Del Piero

Mais de 40 títulos italianos em campo e uma disputa esquentada por discussões entre os treinadores. Estes são os atrativos do “Derby d’Italia”, o clássico entre Juventus e Inter de Milão, que acontecerá neste sábado, 22 de novembro.

José Mourinho, que atualmente treina a Inter, foi o sucessor de Claudio Ranieri, técnico da Juve, no comando do Chelsea. Há pouco tempo os dois trocaram farpas através da imprensa sobre o trabalho de cada um no clube inglês. Agora isso respingará na Itália, que verá um de seus principais clássicos ainda mais acirrado.

O bom momento vivido pelos dois times torna o confronto ainda mais importante. A Inter lidera o Italiano, com 27 pontos, mas pode ser alcançada pela Juve se perder o clássico e até ser ultrapassada pelo Milan, que enfrenta outro time de Turim, a Torino.

Enfim, a rodada tem rivalidade demais em campo e ainda é decisiva. Está bom de atrativos? Não?

Então ainda dá para ficar na expectativa do retorno de Adriano à Inter de Milão. Depois de marcar um gol pela seleção brasileira contra Portugal, o atacante voltou a ser relacionado e pode entrar no “Derby d’Italia”.

Para vivenciar a expectativa do clássico, veja números e curiosidades do confronto que será transmitido, lance a lance, pelo Placar iG Esporte:

Vitórias da Juventus: 94
Vitórias da Inter de Milão: 64
Empates: 50
Gols da Juventus: 305
Gols da Inter de Milão: 263

O clássico da Itália?
O nome de “Derby d’Italia” foi dado pelo jornalista esportivo Gianni Brera, que o classificou com essa nomenclatura de tanta importância por colocar, frente a frente, os dois único times que nunca tinham jogado a segunda divisão da Itália até então.

A queda
Em 2006, aconteceu o escândalo de arbitragem chamado de “Calciocaos”, que envolveu a Juventus e a rebaixou para a segunda divisão italiana como punição. Isto acirrou a rivalidade com a Inter, que foi a grande beneficiada com as penas aplicadas, uma vez que herdou o título nacional daquele ano.

“Traidores”
O atacante sueco Zlatan Ibrahimovic e o volante francês Patrick Vieira saíram da Juventus e foram para a rival Inter depois do escândalo do “Calciocaos”. Ambos ainda estão no time de Milão.


Bem diferente, Ibrahimovic começou a brilhar na Itália com a camisa da Juventus; agora está do outro lado no clássico

Argentino na história
Omar Sívori fez 6 gols em um “Derby d’Italia” que terminou 9 a 1 para a Juventus. Este placar absurdo aconteceu por causa de um protesto da Inter, que colocou jogadores juvenis em campo, pois não concordava com o cancelamento de um jogo anterior.

Brasileiros na história
Ary Patuska fez história na Inter de Milão, já que foi um dos primeiros brasileiros a se destacaram na Europa, quando jogou em Milão, no período entre 1913 e 1915. Já pelo lado da Juve, José Altafini e Dimas foram os primeiros a conseguiram brilhar, apenas entre as décadas de 70 e 80.

Autor: Allan Brito - Categoria(s): Clássico da vez Tags: , , ,
15/11/2008 - 12:22

O “Derby Cupolone” ou “della Capitale”

“Acreditem em mim, disputei tantos dérbis: o de Milão, o de Madri, e tantos dérbis de Londres, mas este de Roma, pela intensidade, não há igual no mundo.”

A frase acima é de Christian Panucci, que joga atualmente pela Roma.

Tudo bem, ele pode até ser suspeito para comentar o assunto, já que está na Roma há mais de sete anos. Porém, não dá pra ignorar a experiência de um defensor tão experiente e “rodado”: Panucci já jogou por Milan, Real Madrid, Chelsea, Monaco…

Neste domingo, Panucci e tantos outros torcedores poderão ver mais uma vez este clássico de tanta “intensidade” na capital italiana: Roma e Lazio vão se enfrentar pelo Campeonato Italiano.

Enquanto o time que carrega o nome da cidade está em crise, os biancocelesti fazem uma boa campanha, na quarta colocação, com 22 pontos em 11 jogos. Além disso, podem ver o clube rival com apenas 8 pontos, perto da zona de rebaixamento e possivelmente sem seu maior ídolo atual em campo: Totti.

Porém, é claro, tudo pode acontecer neste clássico, que possui até dois nomes. Um é uma clara referência ao fato do jogo acontecer na capital italiana (”Derby della Capitale”). Já o outro é por causa do nome da cúpula principal da Basílica de São Pedro em Roma (”Derby Cupolone”).

Veja números e curiosidades do “Clássico da vez”:

Vitórias da Roma: 57
Vitórias da Lazio: 43
Empates: 61

Último jogo:
19 de março de 2008
Lazio 3 x 2 Roma

Primeiro jogo:
8 de dezembro de 1929
Roma 1 x 0 Lazio

Tudo separado
Até o estádio é devidamente dividido na capital italiana. Como Roma e Lazio compartilham o Olímpico, há o consenso geral de que a principal torcida romanista fica apenas na Curva Sul e os rivais vão direto para a Curva Norte. O estádio será o palco da final da Liga dos Campeões 2008/2009.
Tragédia
Vincenzo Paparelli era um torcedor da Lazio que foi vítima da pior história do Derby. Em 28 de outubro de 1979, ele morreu após ser atingido no olho por um sinalizador disparado pelos romanistas. Apesar do jogo daquele dia ter ocorrido normalmente, nunca mais o clássico foi o mesmo: sempre são ouvidos boatos de tragédias antes do apito inicial e Paparelli sempre é lembrado através de faixas, passeatas e missas.
Política e futebol
Os times do Derby possuem suas imagens vinculadas às tendências políticas históricas da Itália. A Lazio, por exemplo, é sempre ligada aos partidos de direita e à elite romana. Já a Roma, fundada por líder facista Italo Foschi, tem a fama de ser o time dos operários e das classes de poder aquisitivo menor.
Quantos fanáticos?
Além de levar a melhor no retrospecto dos jogos, a Roma também vence no quesito maior torcida. Pelo menos é o que garante uma pesquisa de torcidas do Instituto Doxa, feita em 2003. A Roma tem 6% dos torcedores italianos, enquanto a Lazio atinge apenas 3,5%.
Autor: Allan Brito - Categoria(s): Clássico da vez Tags: , , , , ,
08/11/2008 - 13:39

O clássico turco

Há quem diga que os turcos são os torcedores mais fanáticos do mundo.

Isto se deve, em grande parte, aos efeitos do principal clássico do país, entre Fenerbahçe e Galatasaray.

Com quase 100 anos de história, o confronto entre os dois maiores times da Turquia acontecerá novamente neste domingo e terá brasileiros dos dois lados: Lincoln, do Galatasaray, enfrentará o time de Roberto Carlos, Edu Dracena, Alex e Deivid.

Dessa vez o jogo ocorrerá em um momento em que não há supremacia de nehum dos lados: no Campeonato Turco, depois de 9 jogos, o Fenerbahçe está em 9º e ainda tem que ver seu rival à frente, mas apenas na 5ª colocação. O líder é o Trabzonspor.

Veja números e curiosidades sobre o clássico turco:

Vitórias do Fenerbahçe: 135
Vitórias do Galatasaray: 117
Empates: 109

Primeiro jogo
17/01/1909
Fenerbahçe 0 x 2 Galatasaray´

Último jogo
27 de abril de 2008
Galatasaray 1 x 0 Fenerbahçe

Briga continental
O clássico turco tem um ingrediente extra-campo para acirrar ainda mais a rivalidade: a disputa intercontinental existente na Turquia. Isto porque o estádio Sükrü Saraçoglu, do Fener, está localizado na parte asiática de Istambul. Já o Ali Sami Yen, casa do Gala, está no lado europeu da capital.

Freguês no começo
Apesar de poder se orgulhar de ter o melhor restrospecto no clássico, o Fenerbahçe já sofreu muito na mão de seu rival. Especialmente no começo dos jogos entre os dois times: A primeira vitória contra o Galatasaray só veio no oitavo jogo, em 1914. Pelo menos foi de goleada: 4 a 2.

Começou em 1934?
Apesar do primeiro jogo entre as equipes ter acontecido em 1909, existe uma lenda de que o confronto só ganhou mesmo o status de “clássico” após 1934. Um jogo amistoso seria o responsável por isso. Em uma sexta-feira, 23 de fevereiro daquele ano, teria acontecido um jogo épico e lamentável. Diz-se que o fanatismo dos turcos levou o jogo para uma verdadeira luta dentro de campo, que desencandeou uma “guerra” entre torcedores. Sem saída, o árbitro até abandonou a partida.

Quem levará mais títulos nacionais?
Fenerbahçe e Galatasaray são os dois principais times turcos e possuem um equilíbrio pouco visto na Europa quando o assunto é número de títulos nacionais: cada time tem 17 taças. Outra curiosidade: nos últimos 4 anos, eles revezaram nas conquistas. Ou seja, em 2005 e 2007 deu Fenerbahçe. Em 2006 e 2008 deu Galatasaray. Pela lógica, dá Fenerbahçe ano que vem. Será?

Deivid no clássico turco
Brasileiro Deivid já sofreu com as consequências violentas dos fanáticos torcedores em um clássico turco

Autor: Allan Brito - Categoria(s): Clássico da vez Tags: , ,
01/11/2008 - 11:16

O “Clássico dos gigantes”

Vasco e Fluminense não fazem jus atualmente ao nome do confronto que protagonizarão no domingo, 2 de novembro.

Afinal, os últimos meses dos times não foram de grandeza nenhuma e, dessa vez, o “Clássico dos Gigantes” decide uma situação delicada. Na briga contra o rebaixamento, o tricolor e o cruzmaltino farão uma “decisão antecipada”.

Mas nem sempre foi assim: as decisões já aconteceram de forma mais gloriosa na história do confronto entre Fluminense e Vasco. Seja nos campeonatos estaduais, na Copa do Brasil ou até no Brasileirão, não faltaram grandes momentos.

Veja os números do “Clássico dos Gigantes”:

Jogos: 332
Vitórias do Vasco: 128
Vitórias do Fluminense: 110
Empates: 94
Gols do Fluminense: 466
Gols do Vasco: 502

Primeiro jogo
11/03/1923
Vasco 3 x 2 Flumiense, e

Último jogo
23/07/2008
Fluminense 3 x 3 Vasco

Batismo recente
Diferentemente de outros clássicos, o jogo entre Fluminense e Vasco não tem uma explciação histórica ou lógica para o nome que recebe.

“Clássico dos Gigantes” foi simplesmente a nomenclatura escolhida pelos torcedores uma enquete promovida pelo jornal “Lance!”.

Após mais de uma semana de eleição, em 17 de maio de 2006 foi feito o “batizado” oficial.

Um paraguaio gigante
Romerito foi quem decidiu o principal clássico entre Fluminense e Vasco: o ponta paraguaio marcou o único gol dos dois jogos finais do Brasileirão de 1984

Vascaíno artilheiro
Quando o assunto é recorde de gols e envolve o Vasco, não tem como falar dele: Roberto Dinamite, hoje presidente cruzmaltino, é o maior artilheiro do “Clássico dos Gigantes”, com 16 gols.

No lado do Fluminense, quem mais anotou tentos contra o Vasco foi Lula, com 12.

Lenda desmentida
Por muito tempo perdurou no futebol carioca uma tradição de que o Fluminense sempre vencia seu rival na hora de decisão. De fato, era difícil rebater esta sentença.

Mas isto apenas até 1993/1994, quando o Vasco se vingou da pior forma possível: Um bicampeonato carioca em duas finais “gigantes”. Pior: Recentemente, em 2006, o tricolor carioca perdeu a semifinal da Copa do Brasil para os cruzmaltinos.

O troco mais recente aconteceu em 2008, na semifinal da Taça Rio, quando o Flu venceu o Vasco nos pênaltis.

Show e confusão
Certamente um dos “Clássicos dos Gigantes” mais históricos aconteceu em 23 de março de 2003. Enquanto Léo Lima, até então uma jovem promessa, fazia estragos no Fluminense, o árbitro Samir Yarak tratava de esquentar a bagunça no jogo.

Além de ter feito o primeiro gol, Léo Lima, hoje no Palmeiras, acertou um belo cruzamento de letra para Souza decretar a vitória de seu time contra o tricolor carioca.

Porém, antes disso teve muita trapalhada: expulsões dos dois lados, confusão armada por Antonio Lopes, atraso no segundo tempo por causa de Eurico Miranda e até cartão amarelo esquecido no vestiário.

No fim, só vascaínos puderam comemorar, mas os tricolores não cansaram de reclamar também.

Autor: Allan Brito - Categoria(s): Clássico da vez Tags: , ,
25/10/2008 - 11:04

O “Derby della Mole”

O clássico mais antigo da Itália vai acontecer neste sábado, dia 25 de outubro, às 16h30, com transmissão lance a lance do Placar iG Esporte.

Trata-se do “Derby della Mole”, ou seja, o duelo já centenário entre a Juventus e o Torino, os dois principais times da cidade de Turim.

E o encontro acontece em um momento ruim para ambas equipes, que buscarão a reação no jogo. Com 7 rodadas do Campeonato Italiano, a Juventus está em 12º lugar, com 9 pontos e conta com a força do brasileiro Amauri para se recuperar. Já o Torino está perto da zona de rebaixamento, em 17º, com 5 pontos.

Para deixar a crise ainda mais evidente, o Torino anunciou uma uma “greve” com a imprensa para esta semana que antecedeu o clássico. O presidente Urbano Cairo foi o único que deu declarações desde segunda-feira. Dá pra perceber, dessa forma, que com o “Derby della Mole” não se brinca.

Veja os números e curiosidades desta já antiga rivalidade:

Número de partidas: 179
Vitórias da Juventus: 71
Vitórias do Torino: 55
Empates: 54
Gols da Juve: 258
Gols do Toro: 229

Primeiro jogo:
13/01/1907
Torino 1 x 0 Juventus

Último jogo:
26/02/2008
Juventus 0 x 0 Torino

Afinal, de onde veio esse nome?
“Derby della Mole” é uma referência à Mole Antonelliana, o Museu Nacional do Cinema, que é um dos principais cartões postais de Turim.

Torcida local e “estrangeira”
A torcida do Torino na cidade de Turim é maior que a do rival, reza uma lenda local. A diferença geral a favor da Juventus só acontece por causa dos italianos de outras localidades.

Brasil no clássico 1
Treze brasileiros já vestiram a camisa da Juventus, com destaque para Altafini, que jogou por quatro anos, ganhou duas vezes o Campeonato Italiano e marcou nada menos do que 37 gols.

Outros 15 brasileiros atuaram pelo Torino. Walter Casagrande, ídolo corintiano, foi Campeão da Copa da Itália, em 1993, pelo Torino. Além disso, em entrevista à Rede Globo recentemente, ele escolheu um “Derby della Mole” como o mais importante da sua carreira, quando ele fez dois gols e garantiu a vitória do seu clube no clássico.

Júnior, ídolo flamenguista, também atuou em Turim entre 1984 e 1987, não conquistou título algum, mas deixou boas lembranças com 18 gols marcados.

Na festa de centenário do clube, o brasileiro foi lembrado e compareceu para ser homenageado durante as comemorações no estádio Delle Api:

Júnior é homenageado em Turim/ AP


Brasil no clássico 2

No bairro da Móoca, em São Paulo, existe um pedaço de Turim: o tradicional Juventus utiliza o nome de um clube italiano, mas usa as cores do rival Torino.

Isto aconteceu quando o clube precisava mudar de nome, pois foi fundado inicialmente como Cotonifício Rodolfo Crespi F.C.

O próprio Conde Rodolfo Crespi foi quem sugeriu o novo nome e a intenção inicial era de usar as mesmas cores do uniforme da Juventus da Itália, preto e branco. Porém, outros clubes do estado já tinham feito essa escolha, como o Corinthians, o Ipiranga e o Santos, entre outros. Com este impasse, foi resolvido que as novas cores teriam que ser únicas, sem igual em São Paulo.

Foi então que o Conde Rodolfo Crespi entrou novamente em cena e sugeriu a inspiração no maior rival da Juve, com a utlização de grená e branco no uniforme.

Tragédia
Hoje o Torino é uma equipe pouco conhecida internacionalmente e nem pode ser considerada uma das gramdes equipes da Itália. Mas nem sempre foi assim. O time grená já teve uma das maiores equipes da história da Europa, quando conquistou diversos títulos, na década de 40. Mas então veio a “Tragédia de Superga”, um acidente aéreo que matou todo o time do Torino, perto de Turim.

No dia 4 de Maio de 1949, o avião caiu na basílica da Superga e não houve sobreviventes no ocorrido.

Porém, mesmo assim o Torino conseguiu se sagrar campeão italiano naquele ano ao fazer as rodadas finais com seu time sub-20. Vale lembrar que o time contou com o respeito e a solidariedade dos rivais, que escalaram uma equipe com a mesma faixa de idade.

Rivalidade a todo vapor
Depois da “Tragédia de Superga”, o clássico só voltou a viver seus melhores anos na década de 70. Isto porque em 76 o Torino conseguiu tirar uma vantagem de seis pontos da Juve na reta final do Calcio e ser campeão. Porém, nas duas temporadas seguintes vieram as vinganças, com dois títulos entregues na ordem inversa: Juve campeã, Torino vice.

Centenário estragado
Apesar das recentes quedas do Torino para a segunda divisão, os 100 anos do “Derby della More” não foram comemorados, na verdade, por causa da queda da Juventus. Os escandâlos de arbitragem da Itália geraram uma punição severa para a Juve, que não pôde enfrentar seu rival de Turim no dia 13 de janeiro de 2007, um século após o primeiro confronto entre os times. Na Itália, a data passou praticamente esquecida e só foi lembrada do final do ano, quando enfim aconteceu um novo “Derby della Mole”


* Colaboraram Gian Oddi, Paulo Tescarolo e Bruno Pessa

Autor: Allan Brito - Categoria(s): Clássico da vez Tags: , , ,
19/10/2008 - 12:09

O “Choque-Rei”

O “Clássico da Vez”, seção semanal do Blog da Redação do iG Esporte, terá dois posts no mesmo final de semana como edição especial de lançamento.

No sábado foi a vez do “Superclássico” entre Boca Juniors e River Plate (Leia mais).

Agora serão contadas as histórias do “Choque-Rei”, o duelo paulista entre Palmeiras e São Paulo. Isto porque neste domingo os dois times se encontram em uma partida decisiva para o Brasileirão, em que os dois ainda buscam o título nacional, sempre na cola do Grêmio.

É claro que a rodada ainda tem clássicos importantíssimos, como Atlético-MG x  Cruzeiro, Sport x Náutico ou Vasco x Flamengo. Mas falaremos deles só futuramente. Afinal a partida entre os times de São Paulo põe em jogo algo maior do que a rivalidade: o título mais importante do Brasil.

Palmeiras e São Paulo tem diversas conquistas nacionais, além de importantes títulos internacionais. Veja os números desse confronto:

Total de jogos: 290
Vitórias do Palmeiras: 97
Vitórias do São Paulo: 100
Empates: 93
Gols do Palmeiras: 385
Gols do São Paulo: 396

Primeiro jogo:
30/3/1936
São Paulo 0 x 3 Palmeiras

Último jogo:
13/07/2008
São Paulo 2 x 1 Palmeiras
Leia a matéria completa da partida

Afinal, de onde veio esse nome?
O apelido para o clássico, “Choque-Rei”, foi dado pelo jornalista Thomaz Mazzoni, do extinto jornal A Gazeta Esportiva, durante o auge da rivalidade, entre 1942 e 1950. Foi quando São Paulo e Palmeiras dividiram noves títulos do Campeonato Paulista (43, 45, 46, 48 e 49 para o tricolor e 42, 44, 47 e 50 para o alviverde) e roubaram toda a atenção do estado.

Entretanto, existe um outro nome recebido pelo confronto também: “Clássico do ódio”. A forte nomenclatura vem desde que o São Paulo perseguiu o Palmeiras em tempos de ditadura, mas isso é outro assunto…

Repressão e resposta
Por se chamar Palestra Itália desde a fundação, o Palmeiras foi perseguido por combatentes da ditadura, entre eles os são-paulinos, afinal os italianos viviam sob esse regime e era preciso acabar com qualquer influência deste movimento dentro do Brasil.

Obrigado a mudar de nome por causa de um decreto-lei, o agora “Palmeiras” respondeu de forma honrosa, em um “Choque-Rei”, à perseguição: em 13 de setembro de 1942, o time bateu o São Paulo por 3 a 1 em partida que os jogadores entraram com a bandeira do Brasil, além de um uniforme sem a cor vermelha. Tudo isso para eximir qualquer sinalização do clube com a ditadura. No duelo, jogadores tricolores retiraram-se de campo após marcação polêmica de pênalti.

Ódio fora de medida
Todo este ódio gerado desde as primeiras partidas do clássico se refletem até hoje nas torcidas organizadas: Indepente e Mancha Verde possuem vasto retrospecto de violência nos estádios de futebol, especialmente quando as duas se encontram.

O pior episódio aconteceu no Pacaembu, em 1995, em jogo válido pela Copa São Paulo de Juniores. Naquela oportunidade, fanáticos invadiram o gramado do estádio municipal e protagonizaram cenas de violência lamentáveis.

Freguesias em decisões e no Brasileirão
Apesar do equilíbrio ser a marca do clássico, existem algumas desigualdades gritantes.

Em jogos decisivos, por exemplo, a vantagem do “Choque-Rei” é toda do tricolor paulista: Dez vitórias a uma, com jogos válidos até pelas Copas Libertadores recentes, em 2005 e 2006.

Por outro lado, o alviverde leva vantagem enorme na competição em que o jogo deste domingo será realizado: no Brasileirão, o Palmeiras bateu o São Paulo 16 vezes, enquanto o contrário aconteceu apenas em 7 jogos. Existiram ainda 20 jogos que ficaram empatados.

História internacional
Palmeiras e São Paulo são os dois clubes brasileiros com mais participações em Copas Libertadores da América. Ambos já disputaram a competição sul-americana 13 vezes, sendo que o São Paulo foi 3 vezes campeão (92/93/05) e o Palmeiras uma vez (99).

Gols históricos
Belas pinturas dão o tom de jogos importantes entre o tricolor e o alviverde. Golaços de Cafu, César Sampaio, Alex e Cicinho, por exemplo, são inesquecíveis para seus torcedores. Assista e admire:

- César Sampaio pelo Palmeiras: http://www.youtube.com/watch?v=1_rY2jL2hPc
- Cafu pelo São Paulo: http://www.youtube.com/watch?v=dGmU1c0hXvM
- Alex pelo Palmeiras: http://www.youtube.com/watch?v=ExXvAu4-NvY
- Cicinho pelo São Paulo: http://www.youtube.com/watch?v=UYrLpZoaQt4

Leitor, se você tiver sugestões de outros clássicos mundiais que vão acontecer em breve e devem aparecer nesta seção, deixe um comentário ou envie para esportes@ig.com

Autor: Allan Brito - Categoria(s): Clássico da vez Tags: , ,
18/10/2008 - 12:51

O “Superclássico”

O Blog da Redação do iG Esporte estreou cinco seções diferentes para cada dia da semana, de segunda à sexta. Neste final de semana começa também o “Clássico da vez”, em que um jogo de grande rivalidade terá sua história contada através de números e curiosidades. A escolha desse clássico acontecerá sempre pela proximidade da data de algum duelo.

E no dia 19 de outubro, ou seja, no domingo, Boca Juniors e River Plate se encontrarão no estádio Monumental de Nuñez para realizar novamente o maior clássico argentino, apelidado de “Superclássico”.

O duelo valerá pela 10ª rodada do Torneio Apertura da Argentina e será marcado pela má situação dos dois times no campeonato. O Boca, por exemplo, é apenas o sexto lugar, com 14 pontos. Já o River está em uma fase ainda mais delicada: na 18ª colocação, com míseros 8 pontos.

O “Superclássico” reúne os clubes com as maiores torcidas da Argentina e com mais títulos nacionais. Veja os principais números do duelo:

Total de jogos: 320
Vitórias do Boca Juniors: 116
Vitórias do River Plate: 104
Empates: 100
Gols marcados pelo Boca: 431
Gols marcados pelo River: 397

Primeiro jogo:
24/08/1913
Boca 1 x 2 River
(Mayer/ Cargía e Amel)

Último jogo:
04/05/2008
Boca 1 x 0 River
(Battaglia)

Quem é maior?
O River Plate é quem tem mais títulos nacionais (34 contra 28), enquanto o Boca tem mais conquistas internacionais (6 Libertadores e 3 mundiais contra 2 Libertadores e 1 Mundial)

Jogo histórico
No dia 20 de setembro de 1931, Boca e River fizeram o primeiro duelo entre os dois times desde que foi criada a liga profissional argentina de clubes. E desde aqueles tempos a emoção já transbordava em campo: apesar de ter saído na frente do placar, o River Plate teve um pênalti questionável marcado contra a sua meta. O Boca Juniors bateu, errou e só no terceiro rebote conseguiu balançar as redes.

Porém, o protesto dos jogadores do River não pararam e três jogadores foram expulsos pelo árbitro por reclamação. Então, alegando não ter condições de disputar mais o jogo, o time “prejudicado” saiu de campo e o Boca foi considerado o vencedor do jogo dias depois.

Brasil na Argentina

Iarley na história do Boca/ DivulgaçãoEm 9 de novembro de 2003, o atacante Iarley (foto), hoje no Goiás, entrou para a história do “Superclássico”. Foi ele quem marcou o segundo gol do Boca Juniors contra o River Plate fora de casa. O atacante cortou o defensor Rojas duas vezes e chutou contra o goleiro Costanzo, decretando a vitória do seu time por 2 a 0 naquele jogo.

Outro brasileiro na história do “Superclássico” é Paulo Valentim, o maior artilheiro do Boca Juniors no duelo contra o River Plate. O ex-jogador do Atlético-MG saiu do Brasil para fazer 10 gols no clássico.

“El Pibe” carrasco
Enquanto esteve no Boca, Diego Maradona não vacilou nos “Superclássicos”: fez 5 gols em apenas sete jogos. A sua despedida do futebol ainda aconteceu exatamente contra o rival River Plate.

Você sabia?
River Plate e Boca Juniors tiveram camisas idênticas no passado, naquele modelo branco e com uma faixa diagonal vermelha. Além disso, ambos tinham a sede no mesmo bairro, La Boca.

Para resolver esta questão de “igualdade” uma partida de futebol foi organizada para decidir quem deveria mudar suas cores. Quem vencesse manteria a camisa, mas teria que se mudar do bairro. Quem perdesse, poderia continuar com a sede no mesmo local.

O River Plate venceu, manteve suas cores e se mudou para o norte, mais precisamente até o bairro de Nuñez. Desde então, recebeu o apelido de “Milionários”, já que esta localidade é mais nobre na Argentina da época.

 

No domingo, Palmeiras e São Paulo também fazem outro clássico gigante. Não perca, aqui mesmo, no Blog da Redação do iG Esporte, história e números do “Choque-Rei”. Afinal, dessa vez o jogo vive de algo mais além da rivalidade. É mais uma das decisões do Brasileirão 2008!

Autor: Allan Brito - Categoria(s): Clássico da vez Tags: , , ,
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