A Nike, linha de materiais esportivos, que é uma das patrocinadoras do Corinthians criou um vídeo em homenagem à conquista do Corinthians na Libertadores. A empresa exaltou o título corintiano e rasgou elogios ao triunfo corintiano contra o Boca Juniors.
“Corinthians Eternamente” é o nome do vídeo, e afirma que os jogadores do Corinthians são imortais e que seus nomes nunca serão apagados e esquecidos pela torcida corintiana, devido ao feito histórico.
Há exatos dez anos, no dia 15 de maio de 2002, o Real Madrid conquistou o mais recente dos seus nove títulos da Liga dos Campeões ao vencer o Bayer Leverkusen por 2 a 1 na decisão, realizada na cidade de Glasgow (na Escócia). O gol que decretou a vitória da equipe espanhola foi marcado aos 45 minutos do primeiro tempo e é considerados um dos mais bonitos da história da competição.
O responsável pela obra de arte foi Zidane, meia que foi eleito o melhor jogador do mundo pela Fifa em três oportunidades. O francês aproveitou o cruzamento de Roberto Carlos pela esquerda e acertou um belo chute de primeira na entrada da área, sem chances para o goleiro do Leverkusen. Veja abaixo:
O outro gol do Real Madrid na partida foi marcado pelo atacante Raul, que abriu o placar logo aos oito minutos. O zagueiro brasileiro Lúcio foi quem balançou as redes pelo time alemão, aos 13.
Um dos episódios mais marcantes da história do “All-Star Game” da NBA completa 20 anos. Com 25 pontos e nove assistências, o armador Magic Johnson foi o maestro da tranquila vitória do Oeste sobre o Leste por 153 a 113 na edição de 1992 e foi eleito o MVP (melhor jogador) do evento, realizado em Orlando. Isso pouco mais de três meses após ele revelar ao mundo que era portador do vírus HIV e anunciar a aposentadoria.
Mesmo sem jogar na temporada 1991/92, Magic foi votado pelos torcedores norte-americanos para ser um dos titulares da equipe do Oeste. Preocupados com os riscos que poderiam enfrentar, alguns jogadores adotaram posicionamento contrário à participação do ídolo do Los Angeles Lakers.
Mas a NBA o deixou jogar. E a partir do momento em que pisou no ginásio, Magic foi recebido de maneira bastante calorosa pelo público presente. Após a sua última cesta no confronto, quando ainda restavam cerca de 14 segundos para o fim, ganhou abraços dos atletas das duas equipes no centro da quadra.
Edson era Antes do Nascimento. Depois virou Dico, Belé e até Gasolina, de tão liso que era nas peladas de rua e campinhos de várzea em Bauru. Finalmente virou Pelé. Talvez por isso para o povo brasileiro futebol seja, definitivamente, uma questão de PELE.
Dizem que Pelé é de Três Corações. Mas isso é o que está na certidão, lá nos registros do cartório. Nas histórias do futebol – e essas são as que contam – Pelé é de milhões e milhões de corações brasileiros e de apaixonados por futebol no mundo inteiro.
Nelson Rodrigues disse que “toda a unanimidade é burra”. Mas não acrescentou: “a única exceção é Pelé”. O genial dramaturgo, jornalista e escritor foi o autor da primeira e antológica crônica sobre o gênio da bola, no dia 25 de fevereiro de 58, após a vitória santista por 5 a 3 sobre o América do Rio, no Maracanã. No profético artigo, chama Pelé de “rei” e aposta no sucesso do jovem craque: “…Examino a ficha de Pelé e tomo um susto: — dezessete anos! Há certas idades que são aberrantes, inverossímeis. Uma delas é a de Pelé. Eu, com mais de quarenta, custo a crer que alguém possa ter dezessete anos, jamais. Pois bem: — verdadeiro garoto, o meu personagem anda em campo com uma dessas autoridades irresistíveis e fatais. Dir-se-ia um rei, não sei se Lear, se imperador Jones, se etíope. Racionalmente perfeito, do seu peito parecem pender mantos invisíveis. Em suma: — Ponham-no em qualquer rancho e sua majestade dinástica há de ofuscar toda a corte em derredor. O que nós chamamos de realeza é, acima de todo, um estado de alma. E Pelé leva sobre os demais jogadores uma vantagem considerável: — a de se sentir rei, da cabeça aos pés. Quando ele apanha a bola e dribla um adversário, é como quem enxota, quem escorraça um plebeu ignaro e piolhento. E o meu personagem tem uma tal sensação de superioridade que não faz cerimônias…. Quero crer que a sua maior virtude é, justamente, a imodéstia absoluta. Põe-se por cima de tudo e de todos. E acaba intimidando a própria bola, que vem aos seus pés com uma lambida docilidade de cadelinha. Hoje, até uma cambaxirra sabe que Pelé é imprescindível em qualquer escrete. Na Suécia, ele não tremerá de ninguém. Há de olhar os húngaros, os ingleses, os russos de alto a baixo. Não se inferiorizará diante de ninguém. E é dessa atitude viril e mesmo insolente que precisamos. Sim, amigos: — aposto minha cabeça como Pelé vai achar todos os nossos adversários uns pernas-de-pau”.
Nelson Rodrigues talvez não tenha conferido a exceção a Pelé porque o Rei nunca foi unanimidade. No passado, alguns argentinos e europeus destacavam Di Stefano. No Brasil, quem não aceitava seu reinado era literalmente um Mané, no bom sentido. Hoje, a proporção de súditos é ainda menor. Basta viajar para qualquer país ou navegar por sites e blogs para constatar que há muita controvérsia sobre qual é o melhor jogador de todos os tempos. A grande maioria dos que contestam o reinado de Pelé coloca Maradona no topo da história do futebol mundial. Talvez fosse melhor ignorar tal infâmia. Responder o óbvio ululante é botar lenha na fogueira e dar credibilidade ao absurdo debate. Mas ficar calado diante da mentira é muitas vezes compactuar com ela.
Os números de Pelé são impressionantes: tricampeão mundial (58, 62 e 70) pela Seleção Brasileira (único jogador na história) em quatro Mundiais disputados; bicampeão da Taça Libertadores da América e do mundo pelo Santos (62 e 63); pentacampeão da Taça Brasil (61 a 65); campeão da Taça Roberto Gomes Pedrosa – Taça de Prata (1968); cinco vezes campeão do Torneio Rio-São Paulo (59, 63, 64, 66 e 68); dez vezes campeão paulista (58, 60, 61, 62, 64, 65, 67, 68, 69 e 73); 1.284 gols em 1.375 partidas (média de 0,93 por jogo); campeão norte-americano pelo Cosmos (77); 95 gols em 115 jogos pela seleção brasileira; mais jovem campeão e bicampeão mundial de seleções (17 anos em 58, e 21 anos em 62, respectivamente); mais jovem artilheiro do Campeonato Paulista (17 gols em 57 – iniciou a competição com 16 e terminou com 17 anos); maior artilheiro em uma única temporada no Campeonato Paulista (58 gols, em 1958), competição em que foi o goleador 11 vezes (oito delas consecutivas); artilheiro da Libertadores (em 63, com 11 gols); quatro vezes goleador do Torneio Rio-São Paulo (61, 63, 64 e 65) e duas da Taça Brasil (61 e 63); maior número de gols em uma única temporada (127 gols em 59); 12 gols em Copas do Mundo em 14 jogos disputados; 59 títulos nos 21 anos de carreira…
Maradona, o genial jogador argentino, ganhou uma Copa do Mundo em quatro disputadas; fez 365 gols em 695 jogos (média de 0,52 por jogo). Marcou 34 gols em 91 partidas pela Seleção Argentina. Foi uma vez campeão argentino (pelo Boca Juniors (79); ganhou a Copa do Rei pelo Barcelona (83); levou o time do Napoli aos inéditos títulos de campeão e bicampeão italiano (86/87 e 89/90) e de campeão da Copa da UEFA (88); foi campeão mundial sub-20 com a Argentina (79); foi artilheiro Campeonato Metropolitano Argentino (78, 79 e 80), do Campeonato Nacional Argentino (79 e 80), do Campeonato Italiano (87-88) e da Copa da Itália (87-88). Fez oito gols em Copas do Mundo em 21 jogos disputados.
Números são importantes, mas não dizem tudo, porque os jogadores não vencem sozinhos e muitas vezes contam com a sorte de atuar ao lado de atletas espetaculares, como foi o caso de Pelé no Santos e na seleção brasileira. Mas ainda assim as comparações entre ambos não têm fundamento – a começar pelos próprios fundamentos, do futebol.
Maradona era espetacular “apenas” com perna esquerda, que usava para dribles desconcertantes, alguns lançamentos e chutes à curta e média distância. Já Pelé sempre foi completo, em todos os fundamentos: driblava e chutava com as duas pernas, das mais diversas áreas do campo; tinha uma impulsão impressionante, além de um notável senso de colocação para seu cabeceio mortal, que compensava seus 1m72 de altura, e também para matadas no peito que preparavam gols e lençóis nos adversários.
Muitos dos que contestam a soberania de Pelé na história do esporte bretão dizem que naqueles tempos jogar futebol era mais fácil e havia mais espaço para jogar. Pura bobagem! Os atletas devem ser analisados pelo que fizeram em suas épocas, com os métodos de treinamento e equipamentos que dispunham. Pelé fez lances inesquecíveis com bolas “rudimentares”, em gramados geralmente ruins e com chuteiras toscas se comparadas às atuais, que facilitam o domínio da pelota. Durante praticamente toda a sua carreira não havia o cartão amarelo nem transmissão do jogo pela televisão; e a violência raramente era coibida. Sem um treinamento específico para escapar à marcação individual, Pelé já era marcado homem a homem. Ou melhor, por dois ou três adversários. Além disso, quem vê os lances do Rei do Futebol percebe sua habilidade de driblar no curto espaço, a sua inigualável antevisão do lance e a solução rápida e criativa das jogadas, como no incrível gol contra a Suécia, em 58, quando se livrou do primeiro marcador com uma matada no peito e do segundo com um chapéu. Com os métodos e equipamentos atuais, Pelé seria ainda mais genial e insuperável.
O filho de dona Celeste Arantes e de João Ramos do Nascimento (Dondinho) também foi o melhor pela longevidade do seu reinado. Foi o Rei desde que surgiu para o mundo, em 58, até sua despedida, no dia 1º de outubro de 77, nos EUA, em partida entre o New York Cosmos e o Santos – os dois clubes que defendeu contratualmente na carreira (não consideramos alguns amistosos e jogos de times combinados). Aos 21 anos, era bicampeão mundial de seleções e de clubes. Aos 22, já tinha a incrível marca de 500 tentos assinalados, 50% a mais do que Maradona em toda a carreira. O habilidoso jogador argentino aos 21 anos saía da sua primeira Copa do Mundo, da Espanha, com uma participação mediana, que culminou com a expulsão por entrada violenta em Batista na derrota de 3 a 1 para o Brasil, de Zico, Sócrates, Falcão e cia. Só se tornou o melhor jogador do mundo aos 25 anos, na Copa do México, em 86, quando marcou o mais estupendo gol em jogada individual da história das Copas. Em 90, fora de sua melhor condição física, Dom Diego fez uma boa Copa, mas com poucos lances geniais, como na notável arrancada que originou o gol de Caniggia e mandou o Brasil mais cedo para casa. O avanço da Argentina às finais, porém, dependeu mais das defesas de Goycochea que do craque. Maradona, inclusive, perdeu um pênalti contra a Iugoslávia, após o empate no tempo normal de jogo.
Em 91, Maradona foi pego no exame antidoping no Napoli e suspenso. Em 94, outra vez doping, agora em plena Copa do Mundo, o que resultou na sua vergonhosa eliminação. O exame realizado após o jogo Argentina 2 X 1 Nigéria revelou que o jogador atuou dopado. Foi constatada a presença de efedrina natural, além de outros quatro derivados sintéticos – substâncias que agem sobre o sistema nervoso central e circulatório e têm o poder de melhorar os reflexos, reduzir a sensação de fadiga e aumentar a oxigenação do sangue. É um conhecido estimulante no mundo do futebol. O laudo da Fifa apontou que Maradona tomou os estimulantes, com dosagem entre cinco e dez vezes mais elevada que a utilizada como descongestionante e que as drogas foram ingeridas no dia da partida. O ídolo argentino jurou pelas duas filhas que nunca ingeriu substâncias proibidas para melhorar sua performance em campo. Mas ficará para sempre a suspeita de que tenha atuado dopado em outros jogos e competições.
Pesa ainda contra o jogador a suspeita de que a vitória sobre o Brasil, quatro anos antes, tenha contado com a ajuda de uma garrafa de água com tranqüilizante, passada pelos argentinos a jogadores brasileiros durante a partida (caso contado pelo próprio Maradona em um programa de televisão).
“El Pibe de Oro” só tem uma vantagem inquestionável em relação ao Rei do Futebol, que faz 71 anos hoje, dia 23 de outubro: a televisão. Quando vemos qualquer seleção com os melhores lances de Dom Diego, podemos discordar de uma ou duas escolhas, mas temos a certeza de que quase tudo o que fez nos gramados está documentado. Há imagens de praticamente todos os inúmeros gols e lances espetaculares do jogador. Já quando vemos qualquer lista com os melhor de Pelé, devemos lembrar que poucas imagens estão disponíveis. Assim, deveria estar escrito: “os melhores lances entre as poucas imagens existentes”. Fitas de 30 minutos podem ser feitas com craques inesquecíveis, como Pelé, Zinedine Zidane, Johan Cruyff, Puskas, Di Stefano, Maradona, Ronaldinho Gaúcho, Platini, Messi, Ronaldo Fenômeno e mesmo alguns não tão geniais assim. Mas não chegam perto de mostrar o conjunto da obra.
Ex-jogadores do Santos, como o ponta-esquerda Pepe, já destacaram que as cenas que vemos nos documentários e teipes não mostram a imensa maioria dos lances geniais de Pelé. “Somente nós, os jogadores, é que sabemos o que realmente Ele fez”, disse. Para exemplificar, não há imagens dos seus dois gols mais sensacionais: o “Gol de Placa” (expressão cunhada por Joelmir Beting) contra o Fluminense, no Maracanã, no dia 5 de março de 61, quando partiu de poucos metros à frente da área santista até marcar o gol dentro da área adversária (foi aplaudido em pé, durante dois minutos, “contados no relógio”, pela torcida adversária) e o golaço contra o Juventus, de São Paulo, que Pelé considera o seu tento mais bonito, quando chapelou três zagueiros e o goleiro (o gol foi reproduzido no computador, de acordo com os relatos de quem assistiu ao jogo).
As imagens que temos disponíveis de Pelé em ação são, na maioria, dos últimos anos da sua vitoriosa carreira. Podemos vê-lo atuando em todos os jogos da Copa de 70, no México, quando encontrou a síntese de tudo o que se espera de um jogador de futebol: há gol de oportunismo (carrinho contra a Romênia, o terceiro do Brasil); o gol de falta contra a mesma Romênia (o segundo da vitória de 3 a 2); gol de cabeça (o primeiro na final contra a Itália, quando saltou mais que o zagueiro Fachetti, bem mais alto que ele); matadas no peito (no segundo gol brasileiro, na estreia contra a Tchecoslováquia, amacia a bola no peito, deixa quicar no chão e faz um gol maravilhoso); há passes decisivos que até parecem simples, pela genialidade do Rei, como para Jairzinho, na dificílima vitória de 1 a 0 contra a então campeã mundial Inglaterra, a bola açucarada, de cabeça, para o gol de Jairzinho no terceiro gol contra os italianos e o passe para o capitão Carlos Alberto Torres, no quarto e derradeiro gol brasileiro na final da Copa (ao contrário da maioria, considero esse como o mais bonito gol de todos os Mundiais, por toda a sua jogada com lances coletivos e individuais).
No Mundial do México Pelé tem até dois inesquecíveis quase gols, um deles em um estupendo chute de pouco antes do meio-campo, contra a Tchecoslováquia. Do outro “quase gol” falaremos adiante no texto.
Apesar de todos esses lances, na Copa de 70 vemos o Pelé cerebral, já com menos explosão, um craque que atua com inteligência, poupa suas energias e sabe conter o excesso de dribles para evitar o castigo da violência que o atingiu no corpo e na alma na Copa de 66. O verdadeiro auge do Rei do Futebol foi bem antes, dos 17 a 25 anos. Há poucas imagens, mas podemos ver pinceladas reveladoras em links, como nas partidas decisivas contra o Boca Junior (final de Libertadores de 63) e Benfica (final do Mundial de 63). As cenas mostram com perfeição a grandiosidade do futebol de Pelé – onde o rei mostra técnica, força, velocidade, habilidade, chute, cabeceio, improviso, raça e muita coragem.
No estádio La Bombonera, contra o até então invencível Boca, é caçado em campo, dá o passe para o gol de empate, de Coutinho; humilha um zagueiro adversário com um drible desconcertante e, por fim, marca o gol do título e sai para comemorar como se fora uma pantera que se libertou da jaula opressora.
No Estádio da Luz, em Lisboa, faz três gols, dá um passe em jogada mágica para um gol e, ainda, dribla um mesmo jogador duas vezes, no mesmo lance, pelo meio das pernas, a primeira delas com o “olho da nuca” o primeiro drible com o olho da nuca.
Vale destacar que Pelé, eleito o “Atleta do Século” pelo Comitê Olímpico Internacional, foi o melhor de todos também porque foi o jogador que mais cresceu nos embates decisivos. Ótimo contra os times pequenos e fracos, era infernal e impiedoso contra os poderosos. Marcou gols em todas as grandes finais que disputou: dois gols na vitória de 5 a 2 sobre a Suécia em 58 e o golaço de cabeça contra a Itália, nas finais da Copa do Mundo; os já citados três gols na conquista do Mundial de Clubes em Portugal, contra o poderoso e então campeão europeu Benfica e dois na final da Libertadores de 62, contra o forte Peñarol, além de dar o passe para outro gol santista.
“El Diez” não marcou um gol sequer nas duas finais das Copas do Mundo disputadas, ambas contra a Alemanha, embora tenha dado um passe decisivo para Burruchaga marcar o gol do título em 86, na vitória de 3 a 2.
Há um jogo que, pelo que tem de contraditório, traz como poucos a genialidade de Pelé: a também já citada peleja entre Brasil e Uruguai em 70. Duas décadas antes, uma outra partida contra os uruguaios havia sido marcante para ele. O Brasil perdera em casa, por 2 a 1, o ainda inédito título do mundial. O menino Dico viu seu pai chorando. Sentou no colo paterno e prometeu: “Não chora mais papai. Ainda serei campeão do mundo para fazer você feliz”. Já havia cumprido a promessa em 58 e 62, mas agora estava nervoso. O jogo eliminatório, nas semifinais da Copa, era contra o mesmo Uruguai, que havia feito seu pai e o Brasil inteiro chorarem. E o time celeste saiu na frente. Neste jogo Pelé jogou mal. Basta assistir ao jogo por inteiro para ver que não estou maluco. Pelé fez lances bisonhos. Errou passes de três metros. Foi diversas vezes facilmente desarmado pelos zagueiros uruguaios. Chutou a bola na direção do gol, mas quase acertou a bandeirinha de escanteio. E neste dia em que Pelé atuou extremamente mal, ele deu um belíssimo passe para o gol de Rivelino, respondeu com um chute preciso da intermediária a um tiro de meta batido pelo ótimo goleiro Mazurkiewicz e, ainda, foi protagonista de um dos lances mais belos e mágicos de todos os tempos, quando driblou sem a bola o arqueiro uruguaio e quase marcou o gol (é o não gol mais lembrado da história). Ou seja: só mesmo o Rei do Futebol pode fazer tudo isso em um dia em que joga mal!
Também está gravado em nossa memória o instante mágico do milésimo gol de Pelé, no dia 19 de novembro de 69, no Maracanã. Para muitos, é uma pena que um craque acostumado a marcar gols das mais diferentes formas tenha feito seu mais famoso gol de uma maneira tão fácil: pênalti. Mas o fato é que foi um momento nobre e solene, que não pode ser obra do acaso. Assim como meses antes, no dia 20 de julho, quando o mundo parou para assistir à emocionante chegada do Homem à Lua, naquele dia o planeta parou para assistir, torcer e reverenciar o milésimo gol do Rei.
Pelé é capaz de abalar até as convicções “racionalistas” deste cronista. Será que existe essa história de que “o universo conspira a favor”? A mãe é Celeste. O filho jogou em apenas dois clubes: Santos e Cosmos… A conquista do milésimo gol e da Lua no mesmo ano….Estaria tudo escrito nas estrelas?
Dias atrás, um documentário de TV indagou o que o Homem deveria colocar em uma espaçonave que viajasse através do universo, para mostrar a possíveis extraterrestres o melhor de sua produção. Na sala da minha casa, pensei na antológica cena de Gene Kelly em “Dançando na Chuva”’ ou na igualmente inesquecível “Puttin’On the Ritz”; lembrei-me ainda da emblemática cena de Charlie Chaplin, em “O Grande Ditador”, quando parodia o assassino Adolf Hitler e tenta controlar o globo terrestre com os pés, as mãos e, até, com o traseiro. Também mandaria duas emocionantes imagens de “E.T”: o dedo do alienígena que estica até o contato com o menino e a bicicleta voadora e mágica que eleva e faz pulsar de encantamento o coração de todos os espectadores. Colocaria ainda na nave uma réplica da obra Moisés, de Michelangelo. Diz a lenda que ao terminar a escultura e constatar a perfeição, o artista italiano teria dito: “Parla!”
Acima de tudo, mandaria as imagens do Rei Eterno do Futebol Mundial desfilando sua arte pelos gramados do nosso pequeno e conturbado, mas belo planeta. Lá estaria Pelé, na chuva e no seco, bailando nos gramados, com dribles, gingas de corpo e tabelinhas com companheiros e ou mesmo com as pernas dos adversários. Veríamos Pelé dominar a redonda e ter, literalmente, o mundo às suas mãos e a seus pés. Também haveria lugar para gols de bicicleta que elevam e fazem pulsar de encantamento o coração de quem os assistem. Os extraterrestres ficariam tocados e, certamente, nunca atacariam a Terra. Veriam que, no fundo, todos somos iguais. Seres vivos à procura de vida, de paz, amor, alegria e, claro, de um grito de gol. Pelé deu a todos nós – humanos – essa emoção 1.284 vezes. Transformou o gesto do soco em um símbolo de felicidade e regozijo. Como nós, os extraterrestres vibrariam com os gols do Rei do Universo do Futebol. Até mesmo porque, como disse o craque húngaro Puskas, “o melhor jogador de todos os tempos foi Di Stefano, porque Pelé não era deste mundo”.
Quando Deus terminou de criar Pelé, olhou para ele e disse: “Joga!”
1987 foi um ano atípico no futebol brasileiro, que teve dois campeões nacionais – sendo um deles só conhecido em 1988. Composta pelos times do Clube dos 13 mais Coritiba, Goiás e Santa Cruz, o Módulo Verde da Copa União (que correspondia à 1ª divisão do Campeonato Brasileiro) teve como vencedor o Flamengo, que derrotou o Internacional em 13 de dezembro de 1987.
Já pelo Módulo Amarelo (uma espécie de 2ª divisão), o Sport bateu o Guarani na decisão de 7 de fevereiro de 1988. Acontece que Fla e Inter não toparam disputar o quadrangular do Brasileirão com Sport e Guarani, alegando que o regulamento foi alterado pela CBF à revelia do Clube dos 13.
Por fim, a CBF declarou o Sport como Campeão Brasileiro de 1987, enquanto o Clube dos 13 fez o mesmo com o Flamengo, uma polêmica mal-resolvida até hoje. Sem nada com isso, a torcida do Leão não abre mão da conquista – veja como foi a decisão na Ilha do Retiro no vídeo abaixo:
COMEMORA-SE AINDA NESTA SEMANA:
2 de fevereiro
- Em 1914, é fundado o Paysandu Esporte em Clube em Belém. em protesto de um grupo de torcedores contra a Federação Paraense, que se recusou a anular a partida Norte Club 1 x 1 Guarany, realizada em novembro de 1913, dando o título estadual daquele ano ao Remo.
3 de fevereiro
- Em 2002, o São Paulo vence o Fluminense por 4 a 3 pelo Torneio Rio-São Paulo, no Morumbi. No final do jogo, o goleiro Rogério Ceni, do São Paulo, marca um gol de falta, fazendo 4 a 2 para o time paulista. Na saída de bola, no meio do campo, o meia Roger, do Fluminense, aproveita a ausência do goleiro (que estava comemorando) e faz um belo gol.
4 de fevereiro
- Em 1997, o Torneio Rio-São Paulo volta a figurar no calendário do futebol brasileiro após quatro anos. Na decisão, o Santos de Vanderlei Luxemburgo empata com o Flamengo por 2 a 2, graças a um bonito gol de Juari no Maracanã, e fica com o título pela quinta vez na história.
5 de fevereiro
- Em 1965, nasce o meia Gheorge Hagi, em Constanta (Romênia). Um dos melhores jogadores da história da Romênia, foi destaque com a seleção nas Copas do Mundo de 1990, 1994 e 1998, além de campeão da Copa da Uefa de 2000 pelo Galatasaray, da Turquia.
6 de fevereiro
- Em 1958, o avião bimotor da British European Airways, que levava o time do Manchester United, da Inglaterra, cai perto da cidade de Munique, Alemanha, causando a morte de 28 pessoas, entre passageiros e moradores. O clube inglês perdeu oito jogadores no acidente, mas um dos sobreviventes, Bobby Charlton, ganhou a Copa do Mundo de 1966 pela seleção inglesa.
*Fonte: O livro das datas do futebol, de Rodolfo Rodrigues – Editora Panda Books
Quem é torcedor antigo do Santos, daqueles que viu Pelé jogar desde o início da carreira se lembra bem de 19 de janeiro de 1964. Naquele dia, o Rei do futebol anotou três gols contra o Grêmio, no Pacaembu, e ainda por cima teve que atuar como goleiro, após a expulsão de Gilmar. Pelé não levou gol na vitória dos paulistas por 4 a 3.
Em 20 de janeiro de 1956, nasceu no Uruguai o ex-goleiro Rodolfo Rodríguez, em Montevidéu. Além de defender a seleção uruguaia, Portuguesa e Bahia, brilhou com a camisa do Santos. E brilhou mesmo. Quem não recorda aquela sequência de defesas fantástica contra o América-SP, na Vila. Não lembra? Relembre no vídeo abaixo:
Ainda falando de Santos, em 1998, também no dia 20 de janeiro, o meia Jorginho marcou o gol número 10 mil da história do clube, na vitória por 4 a 3 sobre o Villa Nova-MG, pela Copa do Brasil. Segundo a Fifa, o alvinegro praiano foi o primeiro time do mundo a atingir tal marca.
COMEMORA-SE AINDA NESTA SEMANA
19 de janeiro
- Em 2002 morreu o ex-atacante Vavá, aos 64 anos, vítima de parada cardíaca. Edvaldo Izídio Neto jogou no Sport, Palmeiras, Atlético de Madri e seleção brasileira.
20 de janeiro
- Em 1983 morreu o ex-ponta-direita Garrincha, de cirrose hepática, aos 49 anos. Além de brilhar pelo botafogo, o Mané foi bicampeão do mundo pela seleção brasileira.
21 de janeiro
- Em 1995 morreu o ex-árbitro Jorge Emiliano dos Santos, o famoso “Margarida”. O juiz ficou famoso por ter assumido sua homossexualidade.
22 de janeiro
- Em 1942, a Argentina bateu o Equador por 12 a 0, pelo Sul-Americano de seleções, e registrou a maior goleada da competição, que passou a se chamar Copa América em 1975. O jogo foi no Uruguai, no estádio Centenário.
- Em 1973 nasceu o goleiro Rogério Ceni, em Pato Branco-PR. O ídolo do São Paulo é o goleiro com mais gols na história do futebol mundial.
24 de janeiro
- Em 1915 foi disputada a primeira partida oficial do Palestra Itália – hoje Palmeiras. O time venceu o Savóia por 2 a 0. O zagueiro Bianco fez o primeiro gol da história do clube.
- Em 1947 foi fundada a federação de Futebol do Acre.
- Em 2004 morreu o ex-atacante Leônidas da Silva, em Cotia-SP. O inventor da bicicleta sofria de mal de Alzheimer e de diabetes. O “Diamante negro” brilhou no Vasco, Flamego, Botafogo e São Paulo.
25 de janeiro
- Em 1936, o São Paulo venceu a Portuguesa Santista por 3 a 1, no primeiro jogo oficial de sua história. Ruy Bueno de Godoy fez o primeiro gol do Tricolor.
- Em 1942 nasceu o ex-centroavante Eusébio, em Moçambique. O jogador se naturalizou português e é considerado o principal jogador luso da história.
- Em 1947 nasceu Tostão, em Belo Horizonte. Eduardo Gonçalves de Andrade é o maior artilheiro do Cruzeiro de todos os tempos, com 248 gols anotados, e campeão da Copa de 70 com a seleção.
- Em 2004 morreu em campo o atacante húngaro Miklos Fehér, do Benfica, devido a uma parada cardiorrespiratória. O jogador caiu repentinamente no gramado, aos 46 minutos do 2º tempo, após levar um cartão amarelo.
*Fonte: O livro das datas do futebol, de Rodolfo Rodrigues – Editora Panda Books
Muitos ainda contestam, mas o Corinthians é o primeiro campeão mundial reconhecido pela Fifa. O dia 14 de janeiro celebra o aniversário da importante conquista alvinegra, em 2000, numa final contra o Vasco, no Maracanã.
Após empate sem gols no tempo normal e na prorrogação, os corintianos comemoraram o primeiro Mundial de Clubes com a vitória sobre os cariocas nos pênaltis por 4 a 3. Edmundo perdeu a cobrança decisiva para o Vasco.
Relembre:
O mesmo Vasco, porém, no ano seguinte, teve motivos de sobra para comemorar. Em 18 de janeiro de 2001, de novo no Maracanã, o cruzmaltino venceu o São Caetano por 3 a 1 e faturou a Copa João Havelange, o Brasileirão daquele ano. Era a quarta conquista nacional do Vasco.
A final deveria acontecer em 30 de dezembro, mas foi transferida para o ano seguinte após tumulto em São Januário, quando as grades de proteção do estádio cederam. Juninho Pernambucano, Jorginho Paulista e Romário fizeram os gols do Vasco. Adãozinho fez para o Azulão.
Relembre:
COMEMORA-SE AINDA NESTA SEMANA
12 de janeiro
- Em 1998, o atacante Ronaldo, hoje no Corinthians, ganhou pela segunda vez consecutiva o prêmio de melhor jogador do mundo pela Fifa.
- Em 2003, pela Copa São Paulo de Juniores, o atacante Fred, do América-MG, marcou o gol mais rápido da história do futebol brasileiro. O jogador, atualmente no Lyon-FRA, anotou seu tento aos 3 segundos de jogo, na vitória por 1 a 0 sobre o Vila Nova-GO.
15 de janeiro
- Em 1956, o Santos quebrou um jejum de 20 anos e conquistou o Campeonato Paulista. Na decisão, vitória por 2 a 1 sobre o Taubaté.
16 de janeiro
- Em 1986, Otávio Pinto Guimarães assumiu a presidência da CBF.
- Em 1989, Ricardo Teixeira é eleito presidente da CBF.
17 de janeiro
- Em 1980, Giulit Coutinho assumiu a presidência da CBF.
18 de janeiro
- Em 2000, o meia-atacante Rivaldo foi eleito o melhor jogador do mundo pela Fifa. Ele venceu o inglês David Beckham e o argentino Gabriel Batistuta, que ficaram em 2º e 3°, respectivamente.
Flamengo e Vasco, que não têm muito o que comemorar neste final de 2008, já tiveram motivos de sobra para festejar nesta mesma época, mas há alguns anos. E os dois clubes, no mesmo dia, contra o mesmo adversário. Em 20 de dezembro de 1999, o Flamengo empatou com o Palmeiras por 3 a 3 no Parque Antártica e ficou com o título da extinta Copa Mersocul. Caio, Rodrigo Mendes e Lê fizeram os gols do rubro-negro, que havia vencido a partida de ida por 4 a 3, no Maracanã.
No mesmo dia, mas no ano seguinte, foi a vez do Vasco. Em 20 de dezembro de 2000, no mesmo Parque Antártica, o cruzmaltino virou de forma espetacular uma partida praticamente perdida contra o Palmeiras e conquistou a Mercosul. Os cariocas perdiam por 3 a 0 no primeiro tempo, mas com três gols de Romário e um de Juninho Paulista, o Vasco fez história naquela noite e venceu por 4 a 3. Relembre e veja os gols da emocionante partida no vídeo abaixo:
BRASILEIROS No dia 15 de dezembro de 1996, o Grêmio venceu a Portuguesa por 2 a 0 no Olímpico e faturou o bicampeonato brasileiro. Os gols do Tricolor foram de Paulo Nunes e Aílton. Já em 2002, o Santos bateu o Corinthians por 3 a 2, no Morumbi, e foi campeão pela primeira vez do Brasileirão. Robinho, Elano e Léo fizeram os gols santistas na partida, que marcou o fim da era mata-mata no Nacional.
Em 16 de dezembro de 1989, o Vasco venceu o São Paulo por 1 a 0, no Morumbi, e foi bicampeão nacional. No mesmo dia, mas em 1990, também no Morumbi, o São Paulo decepcionou mais uma vez. Perdeu para o Corinthians por 1 a 0, gol de Tupãzinho. Foi a primeira conquista do alvinegro.
No dia 17 de dezembro de 1995, Botafogo e Santos empatam por 1 a 1 no Pacaembu, resultado que garante o primeiro título nacional aos cariocas. O jogo foi marcado pelos erros de arbitragem de Márcio Rezende de Freitas, que anulou um gol legítimo do Santos e validou um gol impedido do botafoguense Túlio Maravilha. Em 1994, mas em 18 de dezembro, Após o empate por 1 a 1 contra o rival Corinthians, no Pacaembu, o Palmeiras ficou com o quarto título brasileiro de sua história.
Em 19 de dezembro, Santos e Flamengo empatam sem gols no Maracanã e os paulistas conquistam a Taça Brasil pela quarta vez. Em 1971, no primeiro Campeonato Brasileiro da história, o Atlético-MG bateu o Botafogo, no Maracanã, e foi campeão. O gol foi de Dadá Maravilha. Em 1993, com gols de Evair e Edmundo, o Palmeiras venceu o Vitória, no Morumbi, e foi tricampeão brasileiro.
No dia 20 de dezembro de 1970, o Flu empatou por 1 a 1 com o Atlético-MG e ficou com o Torneio Roberto Gomes Pedroda, precursor do Brasileirão. Já em 21 de dezembro de 1997, no Maracanã, Palmeiras e Vasco empataram sem gols, resultado que garantiu o terceiro título nacional aos cariocas.
COMEMORA-SE AINDA NESTA SEMANA
15 de dezembro
- Em 1909 foi fundado o Borussia Dortmund, da Alemanha.
- Em 1963, na final do Carioca entre Fla e Flu, o Maracanã registra o público recorde em uma partida de futebol de clubes: 177.020 pessoas.
- Em 2003, Zidane é escolhido pela Fifa como melhor jogador do mundo. Henry ficou em 2º e o brasileiro Ronaldo, em 3º.
16 de dezembro
- Em 1899 foi fundado o Milan, da Itália.
- Em 1935 foi fundado o São Paulo Futebol Clube, com o nome, as cores, o escudo e o uniforme do seu antecessor, o São Paulo da Floresta.
17 de dezembro
- Em 1939 nasceu o ex-meia Mengálvio, em Laguna (SC). O jogador brilhou com as camisas do Santos e da seleção.
- Em 1989, o Milan bateu o Atlético Nacional-COL por 1 a 0 e conquistou o Mundial Interclubes. Evani fez o gol do título.
- Em 1997, o Atlético-MG empatou por 1 a 1 com os argentinos do Lanús e ficou com o bicampeonato da Conmebol. O jogo foi realizado no Mineirão.
- Em 2001, Figo é eleito o melhor jogador do mundo pela Fifa. Raúl e Beckham ficaram em 2º e 3º, respectivamente.
- Em 2002, Ronaldo é eleito pela terceira vez o melhor jogador do mundo. Ele já havia conquistado o prêmio em 96 e 97.
18 de dezembro
- Em 1958, com os dois gols marcados no empate do Santos contra o São Paulo por 2 a 2, Pelé atinge 58 gols no Campeonato Paulista, recorde de gols em um único torneio.
19 de dezembro
- Em 1901 foi fundada a primeira liga de futebol no Brasil, a Liga Paulista de Foot-Ball.
- Em 1972, pela primeira vez no Brasil uma partida de futebol é transmitida ao vivo e em cores. O amistoso Seleção de Caxias do Sul 0 x 0 Grêmio serviu como experiência para TV Difusora de Porto Alegre.
- Em 1989 foi fundado o Paraná Clube, da fusão entre Colorado e Pinheiros.
21 de dezembro
- Em 1918 foi fundado o América de Cali, da Colômbia.
- Em 1976, o Cruzeiro empatou por 0 a 0 com o Bayern de Munique, no Mineirão, e perdeu a final do Mundial Interclubes. Na ida, 2 a 0 para os alemães.
- Em 1994, jogando com o chamado “Expressinho”, o São Paulo conquistou a Copa Conmebol, mesmo perdendo por 3 a 0 do Peñarol, no Uruguai. O jogo de ida havia sido 6 a 1 para o Tricolor, no Morumbi.
O São Paulo conquistou, no último domingo, o Brasileirão de 2008 com a vitória sobre o Goiás por 1 a 0, no Bezerrão. Foi o sexto título da equipe, o terceiro consecutivo, feito inédito no torneio nacional, um recorde do time do Morumbi. Além da marca histórica no Campeonato Brasileiro, o São Paulo é também o único clube do País com três conquistas de Mundiais. E nesta semana, essas datas serão lembradas por todos os torcedores.
No dia 15 de dezembro de 1992, Raí deu show. O meia marcou os dois gols da vitória do São Paulo sobre o Barcelona, em Tóquio, e levantou a taça de campeão mundial pela primeira vez. Os espanhois saíram na frente com gol de Stoichkov, mas não suportaram a pressão dos brasileiros. Relembre:
Um ano depois, em 12 de dezembro de 1993, já sem Raí, o Tricolor conquistou seu segundo mundial. O dramático jogo contra o Milan terminou em 3 a 2 para o São Paulo, com um gol sem querer de Müller no final da partida. Toninho Cerezo e Palhinha anotaram os outros do até então bicampeão mundial. Veja abaixo:
Em 2005 veio o tri. No dia 18 de dezembro, o São Paulo entrou em campo para enfrentar o temido Liverpool, da Inglaterra. O gol de Mineiro no primeiro tempo e as ótimas defesas de Rogério Ceni, considerado o craque da partida, garantiram o terceiro mundial do time do Morumbi. Assista ao vídeo:
COMEMORA-SE AINDA NESTA SEMANA
8 de dezembro
- Em 1939, o Bahia bateu o Vitória por 10 a 1 e registrou a maior goleada sobre o rival em toda história.
- Em 1942, após a fusão entre Botafogo Futebol Clube e Clube de Regatas Botafogo, surge o Botafogo de Futebol e Regatas
- Em 1985, a Juventus-ITA derrotou o Argentinos Juniors na decisão por pênaltis e sagrou-se campeã mundial interclubes. O jogo terminou empatado em 2 a 2.
- Em 1987, um avião com 16 jogadores do Alianza Lima, do Peru, caiu no Pacífico, matando todos os atletas.
- Em 1991, na surpreendente final do Mundial Interclubes, o Estrela Vermelha, da extinta Iugoslávia, venceu o Colo-Colo, do Chile, por 3 a 0 e ficou com o título.
9 de dezembro
- Em 1984, o Independiente bateu o Liverpool por 1 a 0 e foi campeão Mundial.
- Em 1990, o Milan fez 3 a 0 nos paraguaios do Olímpia e faturaram o bicampeonato mundial.
10 de dezembro
- Em 1950, o duelo entre Portuguesa e Palmeiras foi o primeiro com transmissão ao vivo pela TV no Brasil. A TV Tubi, de São Paulo, mostrou a vitória da Lusa por 3 a 1.
- Em 1959, o Bahia derrotou o Santos de Pelé por 3 a 2, no Pacaembu, e conquistou a Taça Brasil.
- Em 1968, o Santos fez 2 a 1 no Vasco, no Maracanã, e conquistou o Torneio Roberto Gomes Pedrosa.
11 de dezembro
- Em 1932, o Palmeiras venceu o Santos por 8 a 0 e registrou a maior goleada sobre o rival em todos os tempos.
- Em 1983, o Grêmio bateu o Hamburgo-ALE por 2 a 1 e foi campeão mundial interclubes. Renato Gaúcho brilhou e fez os dois gols do Tricolor. Um deles, na prorrogação.
- Em 1988, o PSV de Romário perdeu nos pênaltis para o Nacional-URU, na final do Mundial Interclubes. Após empate por 2 a 2 no tempo normal, 7 a 6 para os uruguaios nas penalidades.
- Em 1994, pelo Campeonato Gaúcho, o Grêmio disputa três partidas num único dia. Todos os jogos foram realizados no estádio Olímpico. Às 14h empatou sem gols com o Aimoré. Às 16h, venceu o Santa Cruz por 4 a 3. Às 18h, derrotou o Brasil de Pelotas por 1 a 0.
- Em 2002, o San Lorenzo-ARG venceu a primeira edição da Copa Sul-Americana ao bater o Atlético Nacional-COL por 4 a 0.
12 de dezembro
- Em 1976, com gols de Dario e Valdomiro, o Inter venceu o Corinthians e garante o bicampeonato brasileiro.
- Em 1982, o Peñarol venceu o Aston Villa-ING e foi bicampeão mundial.
13 de dezembro
- Em 1981, o Flamengo derrotou o Liverpool por 3 a 0, em Tóquio, e conquistou o Mundial Interclubes. Nunes, duas vezes, e Adílio fizeram os gols do rubro-negro.
- Em 1987, o Flamengo foi campeão da Copa União ao derrotar o Inter por 1 a 0, gol de Bebeto.
- Em 1987, o Porto-POR bateu o Peñarol por 2 a 1 e foi campeão mundial.
- Em 1992, Célio Silva fez o gol que garantiu a Copa do Brasil para o Inter sobre o Fluminense, no Beira-Rio.
14 de dezembro
- Em 1971 foi fundado o Caxias – Sociedade Esportiva e Recreativa Caxias do Sul.
- Em 1975, o Inter venceu o Cruzeiro por 1 a 0 e sagrou-se campeão brasileiro pela primeira vez.
- Em 1986, o River Plate derrotou o Steaua Bucareste, da Romênia, por 1 a 0 e foi campeão mundial.
- Em 2003, o Boca Juniors foi tricampeão mundial interclubes. Os argentinos fizeram 3 a 1 no Milan, nos pênaltis, após empate por 1 a 1 no tempo normal.
No dia 2 de dezembro de 1989, a torcida do Flamengo dava adeus ao seu maior ídolo. Na vitória por 5 a 0 sobre o Fluminense pelo Campeonato Brasileiro, Zico fez sua última partida oficial com a camisa rubro-negra. Nesta partida, inclusive, o “Galinho” marcou um gol, numa linda cobrança de falta.
Veja os gols deste jogo no vídeo abaixo. A qualidade não é das melhores, mas vale a pena ver.
Ainda pelo Brasileirão, mas no dia 5 de dezembro de 1976, o Corinthians eliminou o Fluminense na semifinal, vencendo por 4 a 1 nos pênaltis, após empate por 1 a 1 no jogo. A partida ficou marcada pela invasão de corintianos no Maracanã. Mais de 50 mil torcedores do alvinegro foram ao estádio acompanhar o jogo, que teve público total de 146.043 torcedores.
Relembre o jogo numa breve reportagem do extinto Canal 100.
Mudando do Brasileirão para o Mundial de Clubes, a semana foi boa para alguns brasileiros, mas nem tanta para outros. Em 1º de dezembro de 1998, o Vasco foi derrotado pelo Real Madrid por 2 a 1, em Tóquio, e perdeu a chance de conquistar seu primeiro mundial.
Um ano antes, mas em 2 de dezembro, o Cruzeiro perdeu sua segunda final de Mundial, também em Tóquio. A Raposa foi derrotada pelo Borussia Dortmund, da Alemanha.
Já os brasileiros do Real Madrid – Ronaldo, Flávio Conceição e Roberto Carlos – comemoraram após a vitória dos espanhois na final do Mundial de 2002, no dia 3 de dezembro. A equipe venceu o Olimpia, do Paraguai, em Yokohama.
COMEMORA-SE AINDA NESTA SEMANA
1º de dezembro
- Em 1994, o Vélez Sarsfield derrotou o Milan por 2 a 0 e conquistou o Mundial Interclubes.
2 de dezembro
- Em 1969 foi fundada a Federação Paraense de Futebol.
- Em 1997, apenas 55 pessoas assistiram ao jogo entre Juventude e Portuguesa, no Estádio Olímpico. O público é o menor da história do Campeonato Brasileiro. Na partida, 2 a 1 para os gaúchos.
3 de dezembro
- Em 1972, Pelé completou mil jogos com a camisa do Santos, na derrota dos paulistas por 2 a 1 para O Ceará, em Fortaleza, pelo Brasileirão.
- Em 1978 foi fundada a Federação de Futebol do Mato Grosso do Sul.
4 de dezembro
- Em 1989 foi fundada a Associação Desportiva São Caetano, o Azulão
- Em 1997, Edmundo marcou três vezes na goleada do Vasco sobre o Flamengo por 4 a 1 e quebrou o recorde de gols em um só campeonato (29), superando Reinaldo, do Atlético-MG, que marcou 28 gols em 1978.
5 de dezembro
- Em 2003, chegou às bancas de todo o Brasil a revista G Magazine com o ensaio nu do atacante Túlio Maravilha.
6 de dezembro
- Em 1995, o asutraliano Damian Mori, do Adelaide City, marcou o gol mais rápido do mundo, aos 3,69 segundos. O jogador arriscou do meio-de-campo em partida válida pelo Campeonato Australiano.
7 de dezembro
- Em 1862 foi fundado o Notts County, da Inglaterra, o clube de futebol mais antigo do mundo em atividade. Em 2003, a equipe disputou a 4ª divisão do Campeonato Inglês.
- Em 1965, o Santos bateu o Vasco por 1 a 0 no Maracanã e conquistou o pentacampeonato da Taça Brasil.
- Em 1966, no Pacaembu, o Cruzeiro derrotou o Santos por 3 a 2, de virada, e conquistou a Taça Brasil.
- Em 1969, o Palmeiras foi campeão do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o Robertão. Na última rodada do quadrangular final, o Verdão vanceu o Botafogo por 3 a 1, e ainda foi beneficiado pela derrota do Corinthians para o Cruzeiro.
O que há de mais inusitado no esporte mundial aparece no Blog da Redação do iG Esporte. Curiosidades, fotos e vídeos bizarros para o internauta se surpreender e comentar.