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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012 Curiosidades | 12:00

Para americanos, Pelé é só o quarto melhor da história

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Os norte-americanos adoram um “draft”, o processo pelo qual as equipes escolhem atletas universitários para ingressar nas ligas profissionais. Aproveitando esse método, a revista Sports Illustrated fez um processo de seleção dos melhores jogadores de futebol de todos os tempos. E Pelé foi apenas o quarto colocado, atrás de Messi, Maradona e Cruyff.

Pelé foi selecionado por Grant Wahl, jornalista da revista que ganhou fama ao se candidatar a presidente da Fifa em protesto contra a administração de Joseph Blatter. Pois Wahl se mostrou surpreso com a possibilidade de escolher Pelé na  quarta escolha. “Alguém pode me explicar como o melhor jogador de todos os tempos ‘escorregou’ para a quarta posição?”, disse Grant.

As regras do “draft” costumam ser usadas em jogos chamados “Fantasy”, nos quais os participantes montam times fictícios e competem entre si usando estatísticas reais de atletas profissionais.

Veja abaixo os dez primeiros selecionados e todos os brasileiros na relação.

1º – Messi
2º – Maradona
3º – Cruyff
4º – Pelé
5º – Beckenbauer
6º – Yashin
7º – Platini
8º – Bobby Moore
9º – Zidane
10º – Puskas
18º – Zico
19º – Ronaldo
22º – Roberto Carlos
24º – Ronaldinho Gaúcho
28º – Garrincha
29º – Carlos Alberto
34º – Falcão
40º – Romário
45º – Nilton Santos
57º – Cafu
78º – Cerezo
85º – Didi
91º – Djalma Santos
100º – Daniel Alves
114º – Maicon
127º – Junior
130º – Domingos da Guia
131º – Rivaldo
136º – José Altafini “Mazola”
141º – Marcos Senna

Autor: Paulo Tescarolo Tags: , , , , ,

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012 Futebol americano, cinema | 20:45

Ferris Bueller vai reaparecer no Super Bowl

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O personagem Ferris Bueller, ícone dos anos 80, está de volta. Se em 1986, ano do lançamento de “Curtindo a Vida Adoidado (Ferris Bueller´s Day Off), Ferris era um estudante decidido a matar aula para aproveitar o dia, agora, já grisalho, parece decidido a não trabalhar para assistir à grande final do futebol americano.

Não há muitas dicas sobre do que se trata este bem-vindo retorno de Ferris Bueller, interpretado com maestria por Matthew Borderick. Foi divulgado no Youtube apenas um vídeo de poucos segundos, no qual Ferris solta sua inconfundível pergunta: “Como que eu posso trabalhar em um dia como hoje?”

O vídeo termina com o mítico “Oh, yeah!”, música da sequência final do filme original. Trata-se, ao que tudo indica, de um anúncio publicitário.

Dirigido por John Hughes, “Curtindo a Vida Adoidado” foi uma febre nos anos 80 ao mostrar as artimanhas de Ferris para enganar o “sistema” (ou os adultos caretas) e cabular aula sem ser descoberto.

O Super Bowl ocorre no próximo dia 5 de fevereiro e reúne o New England Patriots contra o New York Giants.

Autor: Luiz Augusto Lima Tags:

Curiosidades | 14:35

David Beckham de visual novo

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Não são apenas as cobranças de faltas precisas e o desempenho dentro de campo que fazem de David Beckham um dos jogadores de futebol mais conhecidos do mundo. As participações em campanhas publicitárias e as mudanças no visual também ajudaram o inglês a atingir o status de celebridade. A foto acima mostra o mais novo penteado adotado pelo jogador.

Autor: Luís Araújo Tags:

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012 Curiosidades | 14:51

Ex governador paulista é flagrado colocando “lembrança” da Copa São Paulo no bolso

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O vice presidente da CBF para a região Sudeste, José Maria Marin, foi visto em uma cena um tanto suspeita. O dirigente, ex presidente da Federação Paulista de Futebol e ex governador de São Paulo – comandou o estado por 10 meses no início dos anos 80 – foi visto colocando no bolso uma das medalhas destinadas ao campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior.

Enquanto o time da base corintiana comemorava o título da Copinha, depois de vencer o Fluminense por 2 a 1, Marin, de 79 anos, enrolou a fita de uma medalha e a colocou no bolso esquerdo da calça. Aparentemente, as pessoas próximas dele não viram nada. Mas as câmeras de tv estavam lá e flagraram o “lance”.

Autor: Luís Araújo Tags: , ,

terça-feira, 24 de janeiro de 2012 Bastidores | 21:08

Felipão e o Pensador

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O rapper – e agora empresário do futebol – Gabriel, o Pensador esteve na Academia de Futebol do Palmeiras durante a tarde desta terça-feira (24) para conversar com o técnico Luiz Felipe Scolari.

Felipão e Gabriel, o Pensador batem papo. Será que o técnico do Palmeiras é bom de rima?

O assunto da conversa foi o projeto “Dream Football”, criado para dar oportunidades a novos talentos através do envio de vídeos via internet. O projeto foi elaborado pelo ex-jogador português Luís Figo e tem Felipão como um dos apoiadores.

Autor: Francisco De Laurentiis Tags: , ,

Curiosidades | 15:51

Se você acha que a edição influencia no BBB…

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A pergunta que dominou a internet nesta terça-feira é apenas uma. Quem é melhor: Ricardo Bueno ou Messi? Veja vídeo feito por um torcedor palmeirense e comente!

Autor: Francisco De Laurentiis Tags: , , ,

Vídeo da semana | 13:59

Splitter leva um dos melhores tocos da temporada

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O San Antonio Spurs venceu o New Orleans Hornets nesta segunda-feira fora de casa por 104 a 102 com boa atuação de Tiago Splitter. O pivô somou 12 pontos e seis rebotes em pouco menos de 24 minutos de ação, mas acabou sendo vítima de um dos tocos mais bonitos da temporada no fim do jogo.

O lance aconteceu com pouco menos de 20 segundos para o fim do confronto, quando o Spurs vencia por 102 a 100 e tinha a posse de bola. O armador francês Tony Parker fez o passe para Splitter, que subiu para a enterrada. No entanto, Emeka Okafor, pivô do Hornets, apareceu no meio do caminho para rejeitar a investida do brasileiro e levantar o ânimo da torcida local.

A bola ainda ficou sob posse dos Hornets, que conseguiu empatar o jogo no lance seguinte. Mas os Spurs voltou a passar à frente e conquistou a vitória graças à cesta do veterano ala-pivô Tim Duncan no último segundo.

Veja abaixo o lance em que Splitter é bloqueado por Okafor:

Autor: Luís Araújo Tags:

Rola no mundo | 10:53

Atacante do Uzbequistão ensina como não cobrar um pênalti

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Enquanto o inverno rigoroso impede o prosseguimento normal do futebol russo, o Zenit faz amistosos para se preparar para o restante da temporada. Na última segunda-feira, a equipe enfrentou a seleção sub-23 do Uzbequistão e não teve dificuldades para goleá-la por 5 a 0. Entretanto, o destaque da partida foi o atacante uzbeque Aleksandr Geynrikh e o pênalti cobrado por ele.

No final da partida, quando o jogo já estava resolvido e a goleada consolidada, a seleção do Uzbequistão teve uma penalidade máxima marcada a seu favor. Geynrikh teve a oportunidade de se consagrar e quis imitar o clássico pênalti cobrado por Johan Cruyff, quando o jogador apenas rolou a bola para o companheiro de Ajax, Jesper Olsen, enganando a defesa e o goleiro. No entanto, ele acabou refazendo a pataquada protagonizada por Pires e Henry, no Arsenal, quando o atacante não conseguiu chegar na bola a tempo.

Sem contar que a defesa estaria ligada ao lance, Vitaliy Pachuyev, parceiro de Geynrikh na jogada, conseguiu apenas chutar a bola em cima do goleiro do Zenit. Entretanto, por sorte, o árbitro anulou o lance, marcando invasão da grande área e mandou voltar a cobrança.

Então Aleksandr Geynrikh voltou à marca do pênalti, pegou distância e correu para a bola pela segunda vez. Veja o resultado:

Autor: Renato Santino Tags: , ,

domingo, 23 de outubro de 2011 Aconteceu há... | 15:38

Edson era Antes do Nascimento. Depois virou Pelé!

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Por Airton Gontow

Edson era Antes do Nascimento. Depois virou Dico, Belé e até Gasolina, de tão liso que era nas peladas de rua e campinhos de várzea em Bauru. Finalmente virou Pelé. Talvez por isso para o povo brasileiro futebol seja, definitivamente, uma questão de PELE.

Dizem que Pelé é de Três Corações. Mas isso é o que está na certidão, lá nos registros do cartório. Nas histórias do futebol – e essas são as que contam  – Pelé é de milhões e milhões de corações brasileiros e de apaixonados por futebol no mundo inteiro.

Nelson Rodrigues disse que “toda a unanimidade é burra”. Mas não acrescentou: “a única exceção é Pelé”. O genial dramaturgo, jornalista e escritor foi o autor da primeira e antológica crônica sobre o gênio da bola, no dia 25 de fevereiro de 58, após  a vitória santista por 5 a 3 sobre o América do Rio, no Maracanã.  No profético artigo, chama Pelé de “rei” e aposta no sucesso do jovem craque: “…Examino a ficha de Pelé e tomo um susto: — dezessete anos! Há certas idades que são aberrantes, inverossímeis. Uma delas é a de Pelé. Eu, com mais de quarenta, custo a crer que alguém possa ter dezessete anos, jamais. Pois bem: — verdadeiro garoto, o meu personagem anda em campo com uma dessas autoridades irresistíveis e fatais. Dir-se-ia um rei, não sei se Lear, se imperador Jones, se etíope. Racionalmente perfeito, do seu peito parecem pender mantos invisíveis. Em suma: — Ponham-no em qualquer rancho e sua majestade dinástica há de ofuscar toda a corte em derredor. O que nós chamamos de realeza é, acima de todo, um estado de alma. E Pelé leva sobre os demais jogadores uma vantagem considerável: — a de se sentir rei, da cabeça aos pés. Quando ele apanha a bola e dribla um adversário, é como quem enxota, quem escorraça um plebeu ignaro e piolhento. E o meu personagem tem uma tal sensação de superioridade que não faz cerimônias…. Quero crer que a sua maior virtude é, justamente, a imodéstia absoluta. Põe-se por cima de tudo e de todos. E acaba intimidando a própria bola, que vem aos seus pés com uma lambida docilidade de cadelinha. Hoje, até uma cambaxirra sabe que Pelé é imprescindível em qualquer escrete. Na Suécia, ele não tremerá de ninguém. Há de olhar os húngaros, os ingleses, os russos de alto a baixo. Não se inferiorizará diante de ninguém. E é dessa atitude viril e mesmo insolente que precisamos. Sim, amigos: — aposto minha cabeça como Pelé vai achar todos os nossos adversários uns pernas-de-pau”.

Nelson Rodrigues talvez não tenha conferido a exceção a Pelé porque o Rei nunca foi unanimidade. No passado, alguns argentinos e europeus destacavam Di Stefano. No Brasil, quem não aceitava seu reinado era literalmente um Mané, no bom sentido. Hoje, a proporção de súditos é ainda menor.  Basta viajar para qualquer país ou navegar por sites e blogs para constatar que há muita controvérsia sobre qual é o melhor jogador de todos os tempos. A grande maioria dos que contestam o reinado de Pelé coloca Maradona no topo da história do futebol mundial.  Talvez fosse melhor ignorar tal infâmia. Responder o óbvio ululante é botar lenha na fogueira e dar credibilidade ao absurdo debate. Mas ficar calado diante da mentira é muitas vezes compactuar com ela.

Os números de Pelé são impressionantes: tricampeão mundial (58, 62 e 70) pela Seleção Brasileira (único jogador na história) em quatro Mundiais disputados; bicampeão da Taça Libertadores da América e do mundo pelo Santos (62 e 63); pentacampeão da Taça Brasil (61 a 65);  campeão da Taça Roberto Gomes Pedrosa – Taça de Prata (1968); cinco vezes campeão do Torneio Rio-São Paulo (59, 63, 64, 66 e 68); dez vezes campeão paulista (58, 60, 61, 62, 64, 65, 67, 68, 69 e 73); 1.284 gols em 1.375 partidas (média de 0,93 por jogo); campeão norte-americano pelo Cosmos (77); 95 gols em 115 jogos pela seleção brasileira; mais jovem campeão e bicampeão mundial de seleções (17 anos em 58, e 21 anos em 62, respectivamente); mais jovem artilheiro do Campeonato Paulista (17 gols em 57 – iniciou a competição com 16 e terminou com 17 anos); maior artilheiro em uma única temporada no Campeonato Paulista (58 gols, em 1958), competição em que foi o goleador 11 vezes (oito delas consecutivas); artilheiro da Libertadores (em 63, com 11 gols); quatro vezes goleador do Torneio Rio-São Paulo (61, 63, 64 e 65) e duas da Taça Brasil (61 e 63); maior número de gols em uma única temporada (127 gols em 59); 12 gols em Copas do Mundo em 14 jogos disputados; 59 títulos nos 21 anos de carreira…

Maradona, o genial jogador argentino, ganhou uma Copa do Mundo em quatro disputadas; fez 365 gols em 695 jogos (média de 0,52 por jogo). Marcou 34 gols em 91 partidas pela Seleção Argentina.  Foi uma vez campeão argentino (pelo Boca Juniors (79); ganhou a Copa do Rei pelo Barcelona (83); levou o time do Napoli aos inéditos títulos de  campeão e bicampeão italiano (86/87 e 89/90) e de campeão da Copa da UEFA (88); foi campeão mundial sub-20 com a Argentina (79); foi artilheiro Campeonato Metropolitano Argentino (78, 79 e 80), do Campeonato Nacional Argentino (79 e 80), do Campeonato Italiano (87-88) e da Copa da Itália (87-88). Fez oito gols em Copas do Mundo em 21 jogos disputados.

Números são importantes, mas não dizem tudo, porque os jogadores não vencem sozinhos e muitas vezes contam com a sorte de atuar ao lado de atletas espetaculares, como foi o caso de Pelé no Santos e na seleção brasileira. Mas ainda assim as comparações entre ambos não têm fundamento – a começar pelos próprios fundamentos, do futebol.

Maradona era espetacular “apenas” com perna esquerda, que usava para dribles desconcertantes, alguns lançamentos e chutes à curta e média distância. Já Pelé sempre foi completo, em todos os fundamentos: driblava e chutava com as duas pernas, das mais diversas áreas do campo; tinha uma impulsão impressionante, além de um notável senso de colocação para seu cabeceio mortal, que compensava seus 1m72 de altura, e também para matadas no peito que preparavam gols e lençóis nos adversários.

Muitos dos que contestam a soberania de Pelé na história do esporte bretão dizem que naqueles tempos jogar futebol era mais fácil e havia mais espaço para jogar. Pura bobagem! Os atletas devem ser analisados pelo que fizeram em suas épocas, com os métodos de treinamento e equipamentos que dispunham. Pelé fez lances inesquecíveis com bolas “rudimentares”, em gramados geralmente ruins e com chuteiras toscas se comparadas às atuais, que facilitam o domínio da pelota.  Durante praticamente toda a sua carreira não havia o cartão amarelo nem transmissão do jogo pela televisão; e a violência raramente era coibida. Sem um treinamento específico para escapar à marcação individual, Pelé já era marcado homem a homem. Ou melhor, por dois ou três adversários. Além disso, quem vê os lances do Rei do Futebol percebe sua habilidade de driblar no curto espaço, a sua inigualável antevisão do lance e a solução rápida e criativa das jogadas, como no incrível gol contra a Suécia, em 58, quando se livrou do primeiro marcador com uma matada no peito e do segundo com um chapéu. Com os métodos e equipamentos atuais, Pelé seria ainda mais genial e insuperável.

O filho de dona Celeste Arantes e de João Ramos do Nascimento (Dondinho) também foi o melhor pela longevidade do seu reinado. Foi o Rei desde que surgiu para o mundo, em 58, até sua despedida, no dia 1º de outubro de 77, nos EUA, em partida entre o New York Cosmos e o Santos – os dois clubes que defendeu contratualmente na carreira (não consideramos alguns amistosos e jogos de times combinados). Aos 21 anos, era bicampeão mundial de seleções e de clubes. Aos 22, já tinha a incrível marca de 500 tentos assinalados, 50% a mais do que Maradona em toda a carreira.  O habilidoso jogador argentino aos 21 anos saía da sua primeira Copa do Mundo, da Espanha, com uma participação mediana, que culminou com a expulsão por entrada violenta em Batista na derrota de 3 a 1 para o Brasil, de Zico, Sócrates, Falcão e cia. Só se tornou o melhor jogador do mundo aos 25 anos, na Copa do México, em 86, quando marcou o mais estupendo gol em jogada individual da história das Copas. Em 90, fora de sua melhor condição física, Dom Diego fez uma boa Copa, mas com poucos lances geniais, como na notável arrancada que originou o gol de Caniggia e mandou o Brasil mais cedo para casa. O avanço da Argentina às finais, porém, dependeu mais das defesas de Goycochea que do craque. Maradona,  inclusive, perdeu um pênalti contra a Iugoslávia, após o empate no tempo normal de jogo.

Em 91, Maradona foi pego no exame antidoping no Napoli e suspenso. Em 94, outra vez doping, agora em plena Copa do Mundo, o que resultou na sua vergonhosa eliminação. O exame realizado após o jogo Argentina 2 X 1 Nigéria revelou que o jogador atuou dopado. Foi constatada a presença de efedrina natural, além de outros quatro derivados sintéticos – substâncias que agem sobre o sistema nervoso central e circulatório e têm o poder de melhorar os reflexos, reduzir a sensação de fadiga e aumentar a oxigenação do sangue. É um conhecido estimulante no mundo do futebol. O laudo da Fifa apontou que Maradona tomou os estimulantes, com dosagem entre cinco e dez vezes mais elevada que a utilizada como descongestionante e que as drogas foram ingeridas no dia da partida. O ídolo argentino jurou pelas duas filhas que nunca ingeriu substâncias proibidas para melhorar sua performance em campo. Mas ficará para sempre a suspeita de que tenha atuado dopado em outros jogos e competições.

Pesa ainda contra o jogador a suspeita de que a vitória sobre o Brasil, quatro anos antes, tenha contado com a ajuda de uma garrafa de água com tranqüilizante, passada pelos argentinos a jogadores brasileiros durante a partida (caso contado pelo próprio Maradona em um programa de televisão).

“El Pibe de Oro” só tem uma vantagem inquestionável em relação ao Rei do Futebol, que faz 71 anos hoje, dia 23 de outubro: a televisão. Quando vemos qualquer seleção com os melhores lances de Dom Diego, podemos discordar de uma ou duas escolhas, mas temos a certeza de que quase tudo o que fez nos gramados está documentado. Há imagens de praticamente todos os inúmeros gols e lances espetaculares do jogador. Já quando vemos qualquer lista com os melhor de Pelé, devemos lembrar que poucas imagens estão disponíveis. Assim, deveria estar escrito: “os melhores lances entre as poucas imagens existentes”. Fitas de 30 minutos podem ser feitas com craques inesquecíveis, como Pelé, Zinedine Zidane, Johan Cruyff, Puskas, Di Stefano, Maradona, Ronaldinho Gaúcho, Platini, Messi, Ronaldo Fenômeno e mesmo alguns não tão geniais assim. Mas não chegam perto de mostrar o conjunto da obra.

Ex-jogadores do Santos, como o ponta-esquerda Pepe, já destacaram que as cenas que vemos nos documentários e teipes não mostram a imensa maioria dos lances geniais de Pelé. “Somente nós, os jogadores, é que sabemos o que realmente Ele fez”, disse. Para exemplificar, não há imagens dos seus dois gols mais sensacionais: o “Gol de Placa” (expressão cunhada por Joelmir Beting) contra o Fluminense, no Maracanã, no dia 5 de março de 61, quando partiu de poucos metros à frente da área santista até marcar o gol dentro da área adversária (foi aplaudido em pé, durante dois minutos, “contados no relógio”, pela torcida adversária) e o golaço contra o Juventus, de São Paulo, que Pelé considera o seu tento mais bonito, quando chapelou três zagueiros e o goleiro (o gol foi reproduzido no computador, de acordo com os relatos de quem assistiu ao jogo).

As imagens que temos disponíveis de Pelé em ação são, na maioria, dos últimos anos da sua vitoriosa carreira. Podemos vê-lo atuando em todos os jogos da Copa de 70, no México, quando encontrou a síntese de tudo o que se espera de um jogador de futebol: há gol de oportunismo (carrinho contra a Romênia, o terceiro do Brasil); o gol de falta contra a mesma Romênia (o segundo da vitória de 3 a 2); gol de cabeça (o primeiro na final contra a Itália, quando saltou mais que o zagueiro Fachetti, bem mais alto que ele); matadas no peito (no segundo gol brasileiro, na estreia contra a Tchecoslováquia, amacia a bola no peito, deixa quicar no chão e faz um gol maravilhoso); há passes decisivos que até parecem simples, pela genialidade do Rei, como para Jairzinho, na dificílima vitória de 1 a 0 contra a então campeã mundial Inglaterra, a bola açucarada, de cabeça, para o gol de Jairzinho no terceiro gol contra os italianos e o passe para o capitão Carlos Alberto Torres, no quarto e derradeiro gol brasileiro na final da Copa (ao contrário da maioria, considero esse como o mais bonito gol de todos os Mundiais, por toda a sua jogada com lances coletivos e individuais).

No Mundial do México Pelé tem até dois inesquecíveis quase gols, um deles em um estupendo chute de pouco antes do meio-campo, contra a Tchecoslováquia. Do outro “quase gol” falaremos adiante no texto.

Apesar de todos esses lances, na Copa de 70 vemos o Pelé cerebral, já com menos explosão, um craque que atua com inteligência, poupa suas energias e sabe conter o excesso de dribles para evitar o castigo da violência que o atingiu no corpo e na alma na Copa de 66. O verdadeiro auge do Rei do Futebol foi bem antes, dos 17 a 25 anos. Há poucas imagens, mas podemos ver pinceladas reveladoras em links, como nas partidas decisivas contra o Boca Junior (final de Libertadores de 63) e Benfica (final do Mundial de 63). As cenas mostram com perfeição a grandiosidade do futebol de Pelé – onde o rei mostra técnica, força, velocidade, habilidade, chute, cabeceio, improviso, raça e muita coragem.

No estádio La Bombonera, contra o até então invencível Boca, é caçado em campo, dá o passe para o gol de empate, de Coutinho; humilha um zagueiro adversário com um drible desconcertante e, por fim, marca o gol do título e sai para comemorar como se fora uma pantera que se libertou da jaula opressora.

No Estádio da Luz, em Lisboa,  faz três gols, dá um passe em jogada mágica para um gol e, ainda, dribla um mesmo jogador duas vezes, no mesmo lance, pelo meio das pernas, a primeira delas com o “olho da nuca” o primeiro drible com o olho da nuca.

Vale destacar que Pelé, eleito o “Atleta do Século” pelo Comitê Olímpico Internacional, foi o melhor de todos também porque foi o jogador que mais cresceu nos embates decisivos. Ótimo contra os times pequenos e fracos, era infernal e impiedoso contra os poderosos. Marcou gols em todas as grandes finais que disputou: dois gols na vitória de 5 a 2 sobre a Suécia em 58 e o golaço de cabeça contra a Itália, nas finais da Copa do Mundo; os já citados três gols na conquista do Mundial de Clubes em Portugal, contra o poderoso e então campeão europeu Benfica e dois na final da Libertadores de 62, contra o forte Peñarol, além de dar o passe para outro gol santista.

“El Diez” não marcou um gol sequer nas duas finais das Copas do Mundo disputadas, ambas contra a Alemanha, embora tenha dado um passe decisivo para Burruchaga marcar o gol do título em 86, na vitória de 3 a 2.

Há um jogo que, pelo que tem de contraditório, traz como poucos a genialidade de Pelé: a também já citada peleja entre Brasil e Uruguai em 70. Duas décadas antes, uma outra partida contra os uruguaios havia sido marcante para ele. O Brasil perdera em casa, por 2 a 1, o ainda inédito título do mundial. O menino Dico viu seu pai chorando. Sentou no colo paterno e prometeu: “Não chora mais papai. Ainda serei campeão do mundo para fazer você feliz”. Já havia cumprido a promessa em 58 e 62, mas agora estava nervoso. O jogo eliminatório, nas semifinais da Copa, era contra o mesmo Uruguai, que havia feito seu pai e o Brasil inteiro chorarem. E o time celeste saiu na frente. Neste jogo Pelé jogou mal. Basta assistir ao jogo por inteiro para ver que não estou maluco. Pelé fez lances bisonhos. Errou passes de três metros. Foi diversas vezes facilmente desarmado pelos zagueiros uruguaios. Chutou a bola na direção do gol, mas quase acertou a bandeirinha de escanteio. E neste dia em que Pelé atuou extremamente mal, ele deu um belíssimo passe para o gol de Rivelino, respondeu com um chute preciso da intermediária a um tiro de meta batido pelo ótimo goleiro Mazurkiewicz e, ainda, foi protagonista de um dos lances mais belos e mágicos de todos os tempos, quando driblou sem a bola o arqueiro uruguaio e quase marcou o gol (é o não gol mais lembrado da história). Ou seja: só mesmo o Rei do Futebol pode fazer tudo isso em um dia em que joga mal!

Também está gravado em nossa memória o instante mágico do milésimo gol de Pelé, no dia 19 de novembro de 69, no Maracanã. Para muitos, é uma pena que um craque acostumado a marcar gols das mais diferentes formas tenha feito seu mais famoso gol de uma maneira tão fácil: pênalti. Mas o fato é que foi um momento nobre e solene, que não pode ser obra do acaso. Assim como meses antes, no dia 20 de julho, quando o mundo parou para assistir à emocionante chegada do Homem à Lua, naquele dia o planeta parou para assistir, torcer e reverenciar o milésimo gol do Rei.

Pelé é capaz de abalar até as convicções “racionalistas” deste cronista. Será que existe essa história de que “o universo conspira a favor”? A mãe é Celeste. O filho jogou em apenas dois clubes: Santos e Cosmos… A conquista do milésimo gol e da Lua no mesmo ano….Estaria tudo escrito nas estrelas?

Dias atrás, um documentário de TV indagou o que o Homem deveria colocar em uma espaçonave que viajasse através do universo, para mostrar a possíveis extraterrestres o melhor de sua produção. Na sala da minha casa, pensei na antológica cena de Gene Kelly em “Dançando na Chuva”’ ou na igualmente inesquecível “Puttin’On the Ritz”; lembrei-me ainda da emblemática cena de Charlie Chaplin, em “O Grande Ditador”, quando parodia o assassino Adolf Hitler e  tenta controlar o globo terrestre com os pés, as mãos e, até, com o traseiro. Também mandaria duas emocionantes imagens de “E.T”: o dedo do alienígena que estica até o contato com o menino e a bicicleta voadora e mágica que eleva e faz pulsar de encantamento o coração de todos os espectadores. Colocaria ainda na nave uma réplica da obra Moisés, de Michelangelo. Diz a lenda que ao terminar a escultura e constatar a perfeição, o artista italiano teria dito: “Parla!”

Acima de tudo, mandaria as imagens do Rei Eterno do Futebol Mundial desfilando sua arte pelos gramados do nosso pequeno e conturbado, mas belo planeta. Lá estaria Pelé, na chuva e no seco, bailando nos gramados, com dribles, gingas de corpo e tabelinhas com companheiros e ou mesmo com as pernas dos adversários. Veríamos Pelé dominar a redonda e ter, literalmente, o mundo às suas mãos e a seus pés. Também haveria lugar para gols de bicicleta que elevam e fazem pulsar de encantamento o coração de quem os assistem. Os extraterrestres ficariam tocados e, certamente, nunca atacariam a Terra. Veriam que, no fundo, todos somos iguais. Seres vivos à procura de vida, de paz, amor, alegria e, claro, de um grito de gol.  Pelé deu a todos nós – humanos – essa emoção 1.284 vezes. Transformou o gesto do soco em um símbolo de felicidade e regozijo. Como nós, os extraterrestres vibrariam com os gols do Rei do Universo do Futebol. Até mesmo porque, como disse o craque húngaro Puskas, “o melhor jogador de todos os tempos foi Di Stefano, porque Pelé não era deste mundo”.

Quando Deus terminou de criar Pelé, olhou para ele e disse: “Joga!”

Airton Gontow, 49 anos, é jornalista e cronista

Autor: Paulo Tescarolo Tags: , , ,

sábado, 8 de outubro de 2011 Sem categoria | 19:17

UFC 136 – EM TEMPO REAL

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VEJA TAMBÉM AS FOTOS DO UFC 136

Frankie Edgar (EUA) consegue o nocaute e derrota Gray Maynard (EUA)

Categoria: Peso Leve (70 kg)
Campeão: Frankie Edgar (EUA)

1º Round – Maynard domina o round e quase define a luta. Conectando bons socos e joelhadas, o desafiante Gray Maynard dominou inteiramente o round inicial e só não definiu a luta por detalhes. Frankie Edgar tentou levar o duelo para o chão, mas a boa postura do seu adversário evitou todas as investidas. Nítida vantagem de Gray, que larga na frente para ficar com o cinturão da categoria.

2º Round – O 2º round não foi tão empolgante quanto o primeiro. Com os dois lutadores se estudando no centro do octógono, o combate ficou parado e não teve grandes emoções. Maynard continuou tomando a iniciativa da luta, mas não repetiu a mesma contundência do round inicial.

3º Round – Frankie Edgar ressurge no combate! Após levar um atraso nos rounds anteriores, o campeão da categoria voltou disposto no 3º round. Dominando o centro do octógono e explorando bons socos, Edgar levou a melhor sobre seu desafiante e deixa tudo aberto novamente.

4º Round – Frankie Edgar nocauteia Gray Maynard! Após reagir no combate no 3º round, Edgar partiu para o 4º round disposto a acabar com o combate. Dominando o centro do octógono e acertando bons socos, Frankie foi achando a distância ideal para encurralar seu adversário. Com um gancho certeiro, o campeão desestabilizou Maynard e conseguiu o nocaute com uma sequência de socos.

VEJA AS FOTOS DO UFC 136

Por decisão unânime, José Aldo (BRA) derrota Kenny Florian (EUA) e segue com o cinturão

Categoria: Peso Pena
Campeão: José Aldo (66 kg)

1º Round – O norte-americano Kenny Florian explorou a luta agarrada e levou a melhor no 1º round. O brasileiro tentou manter o combate em pé e partir para a trocação, mas o estadunidense insistia em levar a luta para a grade. O 1º round terminou com José Aldo tentando de desvencilhar do adversário.

2º Round - José Aldo se recupera no 2º round. Com uma boa combinação de chutes, o brasileiro conseguiu acertar um potente chute na cabeça de Florian. O golpe entrou certeiro e o americano sentiu. Em pé, Aldo evitou as tentativas de quedas de Kenny e conectou mais chutes na perna do adversário.

3º Round – Superior durante todo o 3º round, José Aldo apostou na tática do round anterior. Conectando vários chutes e desestabilizando o adversário, o brasileiro se aproveitou de um vacilo de Kenny e conseguiu a montada. O norte-americano conseguiu escapar, mas José Aldo continuou trabalhando da meia-guarda e castigando o oponente. O round terminou com Kenny tentando reverter a situação. Porém, o round foi de José Aldo.

4º Round – No penúltimo round, Kenny Florian voltou a insistir na luta agarrada. Enquanto o brasileiro tentava se esquivar e partir para a trocação, o norte-americano buscava o clinche. José Aldo conseguiu escapar algumas vezes e conectar bons chutes na perna. Porém, Florian aproveitava o ataque do brasileiro para tentar derrubar. O 5º round será decisivo!

5º Round – José Aldo vence o 5º round e fica com o cinturão. Para tirar qualquer dúvida dos jurados, o brasileiro partiu para cima do norte-americano no round final. Com uma bela combinação de golpes (socos), Aldo aplicou um knockdown em Kenny e, pouco depois, conseguiu a montada. O americano conseguiu escapar e partiu, desesperado, para cima do brasileiro. José Aldo soube se defender bem das investidas adversárias e manteve o cinturão da categoria.

Chael Sonnen (EUA) finaliza Brian Stann (EUA) e desafia Anderson Silva

Categoria: Peso Médio (84 kg)
Campeão: Anderson Silva (BRA)

1º Round – Com muita disposição, Chael Sonnen partiu com tudo para cima de Brian Stann logo no início do combate. Sonnen conseguiu derrubar seu oponente e controlou com eficiência a luta no solo. Chael aplicou um verdadeiro castigo, pegando as costas de Stann, e só não conseguiu definir a luta no primeiro round, porque Brian se defendeu como pôde.

2º Round – Sonnen finaliza Brian Stann. Mantendo a tática vencedora do 1º round, Chael tratou de levar o combate para o chão e conseguiu, novamente, a montada. Com calma e precisão, o desafeto dos brasileiros aplicou um justo kata-gatame e finalizou o herói dos norte-americanos. Ao término do combate, Chael Sonnen desafiou Anderson Silva.

Na revanche da noite, Nam Phan (EUA) derrota Leonard Garcia (EUA)

Categoria: Peso Pena
Campeão: José Aldo (66 kg)

1º Round – Nam Phan leva o primeiro round. Com muita movimentação e bons golpes, Nam Phan levou a melhor no round inicial e consegui um knockdown logo no início do combate. A luta ficou amarrada no solo e o árbitro pediu que os lutadores voltassem em pé. Novamente melhor na trocação, Phan acertou duros golpes e Garcia resistiu bravamente até o término do round.

2º Round – No 2º round, Phan levou a melhor novamente. Porém, deste vez, Leonard Garcia levou algum perigo explorando os contra-ataques do oponente. O round transcorreu em pé, com os lutadores trocando socos e procurando o erro do adversário. Mais contundente, Phan mostrou mais efetividade e quase nocauteou Garcia no final do round. Para vencer a luta, Leonard terá que partir com tudo no último round.

3º Round – Diferentemente dos round anteriores, quando foi facilmente dominado por Phan, Garcia partiu para o tudo ou nada no round final. Partindo para a trocação franca e com a guarda baixa, Leonard acertou duros golpes em seu oponente. Percebendo o perigo, Nam Phan levou a luta para o chão e administrou o resultado, já que havia vencido o 1º e 2º round. Na decisão dos juízes, Phan venceu por unanimidade. Com a vitória, Nam Phan conseguiu devolver a derrota sofrida para Leonard Garcia, em 2010.

Joe Lauzon (EUA) finaliza Melvin Guillard (EUA)

Categoria: Peso Leve (70 kg)
Campeão: Frankie Edgar (EUA)

1º Round – Ao contrário do card preliminar, o card principal começou agitado. Após começaram o combate trocando golpes, Joe Lauzon acertou um belo soco, que deixou Guillard tonto. Lauzon aproveitou o momento e levou o combate para o chão. Usando toda sua técnica, Joe logo pegou as costas e aplicou um justo mata-leão. Melvin tentou escapar, mas acabou finalizado. O round principal começa emocionante.

VEJA AS FOTOS DO UFC 136

Confira os resultados do card preliminar:

Demian Maia usa seu eficiente jiu jitsu para superar Jorge Santiago

Categoria: Peso Médio
Campeão: Anderson Silva (84 kg)

1º Round – Duelo parelho entre os brasileiros. Em pé, Jorge Santiago assustou Demian Maia conectando bons golpes. No chão, porém, o controle foi de Demian. Os lutadores fizeram o 1º round bem equilibrado, alternando luta de solo e trocação em pé.

2º Round – Demian Maia leva o 2º round. Usando seu eficiente jiu-jitsu, Demian controlou a luta de solo e faturou o round. Após começarem a segunda parte do combate se estudando, os lutadores foram para o chão, onde Maia conseguiu dominar Jorge Santiago. Trabalhando da guarda, o paulista castigou Santiago usando o ground-pound. Mais um combate do card preliminar irá para o 3º round.

3º Round – Na decisão unânime dos juízes, Demian Maia vence Jorge Santiago. Usando a mesma tática dos rounds anteriores, Demian tratou de derrubar seu oponente e trabalhou seu jiu-jitsu. Na luta agarrada, o paulista conectou alguns socos e evitou que Jorge Santiago conseguisse levantar e partir para a trocação. O público que lotou a arena de Houston vaiou o combate, exigindo mais efetividade dos lutadores. Ao término da luta, os árbitros deram a vitória para Demian Maia.

Na decisão dividida, Antony Pettis (EUA) derrota Jeremy Stephens (EUA)

Categoria: Peso Leve
Campeão: Frankie Edgar (70 kg)

1º Round – Combate equilibrado no round inicial. Sem muita superioridade, Jeremy Stephens levou ligeira vantagem sobre o ex-campeão do WEC (evento que foi comprado pelo UFC). Após trocarem alguns golpes em pé, Stephens tratou de levar o combate para o chão. A queda sobre seu adversário foi determinante para garantir a vitória do round. No último minuto do round, Antony Pettis arriscou um chute voador e Jeremy não gostou. O clima esquentou entre os lutadores e o 2º round promete.

2º Round – Antony Pettis deixa tudo empatado. Se no primeiro round Jeremy Stephens levou a melhor, o 2º round deixou tudo igual. Com o nítido domínio de Antony Pettis, que derrubou e pegou as costas com muita facilidade, o 3º round será decisivo. Pettis controlou as ações da luta e soube impor seu ritmo sobre Jeremy. No chão, o ex-campeão do WEC mostrou seu poder no jiu-jitsu e castigou seu oponente.

3º Round – Pettis leva ligeira vantagem no round final e fica com a vitória. Alternando posições no chão, Antony Pettis e Jeremy Stephens fizeram um 3º round bem parelho. Com boa trocação em pé e movimentação no solo, Antony conseguiu impor seu jogo e faturou o combate na decisão dos juízes. Até agora, todos os combates do UFC 136 foram parar nos árbitros.

VEJA AS FOTOS DOS COMBATES DO UFC 136

Stipe Miocic (EUA) supera Joey Beltran (EUA) na decisão dos jurados

Categoria: Peso Pesado (acima de 93 kg)
Campeão: Cain Velasquez (EUA)

1º Round – Usando um shorts parecido com o da lenda, Mirko Cro Cop, Stipe Miocic trabalhou bons chutes no primeiro round. Logo no começo do combate, Stipe encurralou seu adversário nas grades e pegou as costas. Joey Beltran conseguiu escapar e o combate continuou em pé, sem muitas emoções.

2º Round – O 2º round do combate foi emocionante. Após sofrer um verdadeiro atraso no round inicial, Joey Beltran (que já nocauteou Rolles Gracie) voltou disposto a mudar o panorama do combate. Encaixando bons golpes em pé, Beltran trabalhou os socos. Porém, não conseguiu manter o ritmo e sofreu uma queda de Miocic. No chão, Stipe levou vantagem e castigou seu adversário até o final do round. Mais uma luta (a 4ª da noite) irá para o 3º round.

3º Round – O round final foi um passeio de Stipe Miocic. Após derrubar seu oponente, Miocic pegou as costas e aplicou golpes potentes. Muito castigado, Beltran vacilou e quase foi finalizado por um mata-leão. Stipe cedeu a posição e permitiu que Joey conseguisse virar de barriga para cima. Na montada, Miocic controlou o combate e venceu na decisão unânime dos jurados. Até agora, todos os combates do UFC 136 foram parar nas mãos dos árbitros.

Por pontos, Darren Elkins (EUA) derrota Zhang Tie Quan (China)

Categoria: Peso Pena (66 kg)
Campeão: José Aldo (BRA)

1º Round – Após susto no início do round, Elkins controla Zhang Tie Quan. Logo nos primeiros segundos de luta, o chinês Tie Quan derrubou o norte-americano e encaixou uma justa guilhotina. Com muita raça, Elkins escapou do golpe e reverteu a situação. Com bastante calma e técnica, o estadunidense controlou seu oponente na luta de solo e conseguiu a montada. Aplicando alguns socos, Darren pegou as costas de seu oponente e golpeou até o término do round.

2º Round – Aula de chão no segundo round. Usando seu eficiente jiu-jitsu, Elkins usou a mesma tática do round anterior. O norte-americano levou seu oponente para o chão e trabalhou diversas posições da arte suave. Primeiro, Darren deu o troco e aplicou uma guilhotina (exatamente igual a que sofreu no round inicial), depois, variou entre a montada e pegar as costas de Tie Quan para administrar o round. Novamente vitória contundente do norte-americano, que só perderá o combate por finalização ou nocaute. Por pontos, assim como nas lutas anteriores, Darren não perde mais.

3º Round – Novamente outro susto aplicado pelo chinês e passeio do norte-americano. O terceiro e último round foi uma cópia do primeiro. Logo nos primeiros instantes, Zhang Tie Quan levou o combate para o solo e encaixou outra guilhotina. Darren Elkins, assim como havia feito anteriormente, escapou e castigou seu adversário. Das costas, o norte-americano aplicou dezenas de socos e ajustou um mata-leão. O chinês resistiu bravamente, mas não conseguiu sair da incômoda posição. Nos segundos finais, o estadunidense controlou a luta e garantiu a vitória por pontos. Os três árbitros anotaram vitória do lutador dos Estados Unidos.

Na decisão dos juízes, Aaron Simpson (EUA) bate Eric Shafer (EUA)

Categoria: Peso Médio (84 kg)
Campeão: Anderson Silva (BRA)

1º Round – Com um começo de round arrasador, Aaron Simpson partiu para cima de seu adversário e, por pouco, não conseguiu definir o combate logo nos primeiros movimentos. Com boas sequências de socos, Simpson aplicou um bonito knockdown em Schafer, mas não soube aproveitar e terminar a luta. Schafer conseguiu se levantar, mas foi alvo fixo de seu adversário. O round terminou com Aaron pressionando seu oponente.

2º Round – Novamente domínio de Aaron. Aplicando combinações de muay-thai, Simpson deixou seu adversário em apuros. Aaron trabalhou algumas variações de socos e continuou pressionando Shafer. Nos segundos finais do round, Eric foi salvo pelo gongo. Após sofrer um potente soco, Shafer sofreu mais um knockdown. Para vencer a luta, somente um nocaute ou finalização dará a vitória ao lutador. Por pontos, Simpson leva grande vantagem.

3º Round – Após dois rounds avassaladores, Simpson apenas administrou a vantagem no round final. Controlando o centro do octógono, Aaron conectou alguns golpes e soube levar, com tranquilidade, o resultado da luta para a decisão dos árbitros. Os três juízes anotaram vitória de Simpson, que surge como uma potencial ameaça na categoria do brasileiro Anderson Silva (84 quilos).

“De virada”, Massenzio (EUA) leva a melhor sobre Steve Cantwell (EUA)

Categoria: Peso Médio (84 kg)
Campeão: Anderson Silva (BRA)

1º Round – Após um início de round morno, Steve Cantwell foi soltando o jogo e nos dois minutos finais quase conseguiu definir o combate. Alternando golpes e encurralando Massenzio, Steve dominou o round, mas não derrubou seu adversário.

Veja as fotos do UFC 136

2º Round – Assim como no 1º round, os lutadores ficaram se estudando no centro do octógono. Massenzio combinou alguns bons golpes em Cantwell e abriu um corte em seu adversário. Já no final do round, Massenzio partiu para cima, acertou socos perigosos e levou vantagem no round. O 3º round definirá o vencedor do combate, válido pela categoria até 84 quilos.

3º Round – Mais determinado, Massenzio abriu o round final com apetite. Logo nos primeiros segundos, o lutador partiu para as pernas do seu adversário, em busca da queda. Resistente, Cantwell conseguiu evitar as quedas, mas o domínio de Massenzio na trocação foi determinante no resultado do combate. Por decisão unânime, os juízes apontaram vitória de Mike Massenzio.

Autor: Paulo Tescarolo Tags:

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