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Posts com a Tag Fashion Rio

terça-feira, 31 de maio de 2011 Sem categoria | 15:13

Alessa: quem tem medo do maximalismo?

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O primeiro dia dos desfiles do Fashion Rio verão 2012 começou com Alessa que, como se sabe, não vê nenhum problema em ser chamada de maximalista ou de extravagante

Esta colunista que vos escreve, entretanto, prefere se concentrar num processo peculiar de amadurecimento desta publicitária tornada estilista, e que numa inesperada sofisticação conseguiu ali bonitas roupas.

Solar: um hippismo chique e cheio de personalidade

Bonito macacão de paetês estampados (sem a gola, acho)

Daniel Ueda, o stylist escolhido para a empreitada deste desfile, também não é daqueles que costuma andar com o pé no freio, e só precisa de um pouquinho de incentivo pra encarnar um Evel Knievel e ainda levar o estilista na garupa.

Verão 2012 de Alessa: toda as cores a cor

Nos acessórios, temos aqui golas duplas de pierrot em ráfia, brincos coloridos de pompons gigantes, sobrancelhas desenhadas emolduradas por óculos engraçados… E paetê. E pipoquê turquesa. E changeant. E alguma coisa como um lamê. Eu falei sobre os chapéus feitos de papel craft, com pegada reciclada? Eram incríveis e, segundo se informou, brincava com o hi-lo: luxo versus barato. You know.

Pois é…Reparemos, pois, nos chapéus incríveis de papel

As ironias e o humor de Alessa, em geral, vieram menos literais, mais fashion até _mesmo que ainda no caminho descontrol. Que é o dela, goste-se ou não.

Ah, a coleção é sobre relíquias. Também quase ia esquecendo de mencionar as desnecessárias entradas com as flores bordadas do final.

Flores pra que te quero, o look final do desfile de Alessa

Do que sobra de tantos excessos, os cáftans que Alessa adora, aqui com estamparia Murano, que imaginados num dia de verão, belo iate ou numa casa luxuosa de janelões de vidro, esvoaçariam insinuando a silhueta de uma bela mulher. Mas que pra imaginar isso lá durante o desfile foi necessário uma concentração quase budista, isso foi.

A estilista se aprimora à medida que se sofistica com looks menos esbaforidos ;-)

Direção artística: Zee Nunes Styling: Daniel Ueda Beleza: Robert Estevão Trilha sonora: Zé Pedro

Fotos: site Chic :-)

Notas relacionadas:

  1. Rio Moda Hype, parte 2
  2. Maria Bonita Extra
  3. Totem: Soul 70’s
Autor: Erika Palomino Tags: , ,

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011 Sem categoria | 18:28

TNG: direto e reto

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Talvez a TNG nem saiba ainda o quanto evoluiu nesta temporada de inverno ao tentar encontrar um caminho mais objetivo, simples e claro para seu desfile e para sua coleção _direta e reta.

Alfaiataria em lã xadrez

Ninguém espera maiores arroubos criativos na marca, de apelo bem comercial. Apenas que ela faça seu dever de casa direitinho, já que hoje as informações de moda (e do mundo) estão aí para todos. Isso, agora, a TNG fez. Entrou na grife de Tito Bessa Jr. o estilista Fabio Andreoni, vindo da Ellus. Ele e Mauricio Ianes se desdobraram sobre uma inspiração beatnik (que meramente desenha uma inspiração retrô 50 + início dos 60, com pitadas de androginia, alfaiataria e rebeldia) para fazer o que parecia mais difícil: mostrar um básico fashion, atual. Bonito, leve e que desperte o desejo da compra.

Camisaria esperta e jeans confortáveis

Já foi bem mais sofrido o desfile da TNG (tá, agora precisamos consertar ainda os atrasos e colocar as celebridades nos catálogos e na primeira fila, não na passarela, evitando os gritos de programa de auditório dentro do Fashion Rio). Ontem, deu para respirar enquanto víamos saias pregueadas tipo college; desdobramentos de jeans mais larguinhos tipo Grease; ótimos mantôs e casacos tanto no masculino quanto no feminino; uma esperta camisaria tricolor e onipresentes xadrezes, mais as novas e boas lavagens do índigo best-seller da TNG (em preto, cinza e blue).

Masculino / feminino em versão cool

Boa proporção no mantô com mangas dobradas

Deborah Muller com vestido esmaecido

A cartela é urbana, adulta, sóbria e coerente, com bastante marinho, cinza e preto, leves pitadas de rosa e destaque para um vinho bem escuro.

Colete e vestidinho, carteira mais livro

Com Allen Ginsberg (“Howl”) na trilha sonora e na estamparia, que teve também Patti Smith inspirando os cabelos das meninas, teve até um charme intelectual, com os modelos carregando livros junto com as bolsas.

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  1. Fashion Rio, primeiro dia
  2. British Colony
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Autor: Erika Palomino Tags: , , , , ,

Sem categoria | 17:09

Cantão: mais artsy

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A Cantão dá nesse inverno um delicioso mergulho nas ondas das artes, refrescando seu estilo. Saem florzinhas, frufrus e étnicos, entram abstrações, geometrias e uma estamparia cheia de personalidade, tudo desfilado ao ar livre, na manhã deste quarto dia de Fashion Rio.

Carol Trentini, a estrela do desfile, com a estampa de Maya Hayuk

A locação escolhida foi a histórica Escola de Artes Visuais do Parque Lage, enfeitada com as abravanações em pink da artista americana Maya Hayuk, que também assina uma estampa da coleção, nas árvores, num resultado otimista e lúdico.

O conforto, as silhuetas soltas (com a cintura deslocada) e a vocação para as ruas e para a moda jovem continuam, claro, nas propostas que tem como denominador o movimento do corpo e dos tecidos, bem como a integração com a urbanidade.

Vestido longo de cintura deslocada

No estilo, Renata Mancini propõe luvas no lugar de mangas, sacada para complementar os looks, substituindo casacos, e acessórios como galochas longas com meias altas. Muitos e muitos longos (até demais), que vão se diferenciando com o trabalho das padronagens e dos paetês bordados.

Há desde uma sarja com respingos de tinta, listras e um xadrez trompe-l’oeil, além da estampa baptizada de Maya, multicolorida. As cores também são bem importantes aqui, numa cartela contemporânea, feita de boas escolhas.

Macacão cáqui com respingos em Marcelia Freez

Bruna Tenório com vestido Liberty com pinceladas

Pegada urbana do look de Daiane Conterato, com estampa de raio

Vestido Maya bordado com cárdigan no padrão Grid

Ao final, um interessante trabalho em tricô metalizado em prata destroyed, desfiado, como no belo casaco oversized de Daiane Conterato, usado com legging de tricô com paetê embutido.

Mais Daiane, agora com o casaco destroyed em tricô metalizado

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  1. Rio Moda Hype, parte 2
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  3. British Colony
Autor: Erika Palomino Tags: , , , , , , ,

Sem categoria | 15:34

Printing: um inverno ultracolorido

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Sem medo das cores fortes e do trabalho com os materiais

A Printing se propôs um interessante exercício anti-caretice e se jogou em sua mais colorida coleção, escolhendo sempre os matizes mais intensos e as combinações mais chocantes. Think pink, azul royal, amarelo limão, coral.

Acertou mais quando foi monocromática, e na edição dos complementos brincando com a oposição das cores, do que nas listras horizontais.

Silhueta alongada e tudo compriiiiiido

A lida com a cor é tarefa das mais complicadas numa marca, coisa que exige sensibilidade, pesquisa, timing, personalidade, firmeza. No estilo da Printing, Márcia Queiroz e Daniel Rodrigues não acertaram em todas as escolhas, mas pela coragem ganham aqui um voto de confiança.

Look mais jovial e solto

Como complicador, a equação comprimentos + proporções + materiais, sobretudo nos looks alongados: saias muito compridas, casacos ou blusas muito compridas, tudo acompanhando o corpo… Limita um pouco, quanto a quem é que fica bem com esse tipo de silhueta. Os vestidos de proporções mais enxutas, mais joviais até, vem bem no ponto, mais soltos. Como acabamentos, bordados de cristais e muranos nas roupas, e broches e colares de plumas. Será que precisava mesmo todo o tempo, já com tanta cor?

Look de abertura do desfile

Aline Weber, começando a trazer a cor

Bem, merecem destaque também outros dois momentos do desfile, oficialmente uma “viagem ao centro da Terra”: o início, um núcleo em negro (furta-cor, lindo, no sofisticado jacquard), de onde se parte para as loucuras deste inverno tropical, e o momento folhas e plumas do meio desta apresentação que teve styling de Daniel Ueda e beleza de Daniel Hernandez, com direção de Zee Nunes e trilha sonora de Filipe Foratini.

É esta seção faz a passagem com o verão 2011 da Printing e garante alguma coerência à marca, que vem fazendo um trabalho sério também no que lhe dá o nome, a estamparia elaborada, diferenciada.

Momento de transição tropicalista: verão e inverno

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  1. Maria Bonita Extra
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  3. Totem: Soul 70’s
Autor: Erika Palomino Tags: , , , , , , , ,

Sem categoria | 13:57

Totem: Soul 70’s

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70's cool na Totem

Um clima soul 70’s deu o tom do desfile da Totem, que marca presença agora também nas temporadas de inverno. Ainda não é a esperada estreia de Yamê Reis à frente do estilo da marca, mas com a participação de Simone Nunes na marca de Fred D’Orey, ao menos as proporções e comprimentos pareciam sob controle.

Prata e optical no masculino...

Os tricôs são as principais atrações da coleção feita bem pra o Rio, com pegada meia estação, nem tão invernal assim (mas tudo bem). No lurex prata ficam os melhores momentos, na pólo com cárdigan masculino, e na saia de padrões redondos, num look até chique.

Prata e optical no feminino: luxo tropical!

Os hot pants e macaquinhos funcionaram mais no conceito do que na execução, mas ajudam a contar a história deste inverno da marca, que acertou nas sandálias masculinas e femininas. O índigo raw no total look também fez um bom flashback, com acertada ironia. De resto, batinhas e vestidões, nada revolucionário, mas no beat.

Total look índigo raw

Notas relacionadas:

  1. Rio Moda Hype, parte 2
  2. Maria Bonita Extra
  3. British Colony
Autor: Erika Palomino Tags: , , , , ,

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011 Sem categoria | 17:56

British Colony

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O pescador trendy de Maxime Perelmuter na British Colony

Na British Colony, Maxime Perelmuter olha para o universo náutico para exercitar sua elegância descomplicada e tropical _ainda que no inverno. A estética das roupas usadas em barcos, bem como os grafismos, os movimentos e as cores das velas, são o vocabulário desta estação, sobretudo na excelente primeira parte do desfile, com pegada minimalista.

O navy, clássico da moda, não dá sinais de déjá vu nesta coleção. Ao contrário: de desejo. Ainda mais sob as mãos do stylist Daniel Ueda, que se segura desta vez nas sobreposições para beneficiar a limpeza formal e arrasa nas combinações das cores (cartela impecável).

Bege, cinza, azul e amarelo: chic!

Saia-vela em off-white

O design vem limpo, corte afiado, olhar fresco. Sem dúvida a volta do estilista ao line-up do Fashion Rio (comemorada na última estação) faz bem ao evento. Maxime é cool. Usar suas roupas é garantia de estar bem vestido, em sintonia com os valores de hoje. E seria bom que mais homens percebessem isso: “fashion”, sem ser montado.

No miolo do desfile, um tempero “cosmic dust”, um perfume new age étnico que tem tudo a ver com o momento, leitura dos anos 70 feita com muita sensibilidade pelo estilista, que avança também no feminino, com uma silhueta alongada e longilínea (e modelos de sobrancelha descolorida e boca bem vermelha).

Estamparia de perfume anos 70

O momento gráfico ao final já é mais irregular, e alguns materiais parecem não se comportar tão bem quanto desejaria o estilista, mas é fato que o desfile da British Colony proporcionou alguns dos melhores looks da semana. Agora ‘bora colocar essas roupas na loja, né?

Notas relacionadas:

  1. Rio Moda Hype, parte 2
  2. Fashion Rio, primeiro dia
  3. Maria Bonita Extra
Autor: Erika Palomino Tags: , , ,

Sem categoria | 16:11

Maria Bonita Extra

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Aline Weber abre o desfile

Falta design, falta criação ao inverno 2011 da Maria Bonita Extra. Não fosse pela eficiente embalagem do desfile (música, beleza, luz, cenografia), teríamos praticamente uma coleção da Capezio, nesta temporada que a grife vem inspirada pelo universo da dança. A literalidade domina, principalmente na primeira parte da apresentação, com muitos shortinhos, peças com desenhos de leotard, collants, camisolas de tule e renda, com cinza, lilás e rosa. Bom pra quem acabou de assistir a “Black Swan”.

Look bailarina em Luana Teifke

Tudo bonitinho, correto _e comercial. Mas, como se diz, meio nada. De quando em quando, saias longas esvoaçando em seda e cores mais fortes davam uma acordada no desfile, que mostrou também alguns casacos de pegada brecholenta,  um (simpático) trench rosê e uma estamparia de beija-flor nos vestidos repuxados _mínima iniciativa da estilista Ana Magalhães em termos de moda.

Alicia K. com tricô brecholento em ponto pipoca

O vestido de renda de mangas compridas, com as mangas vermelhas, foi a melhor ideia da coleção. Pena que foi único, pena que foi o último.

O melhor look do desfile

Fotos: Fotosite (cortesia ffw.com.br)

Notas relacionadas:

  1. Rio Moda Hype, parte 1
  2. Rio Moda Hype, parte 2
  3. Fashion Rio, primeiro dia
Autor: Erika Palomino Tags: , , , ,

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011 Sem categoria | 18:04

Fashion Rio, primeiro dia

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Um primeiro dia (11.01.2011) com cara de segundo, por conta dos desfiles do Rio Moda Hype, num Fashion Rio de Inverno 2011 ainda morno. As atenções recaíam sobre Melk-Z-Da, que pela primeira vez em anos perdeu a mão de seu experimentalismo numa coleção que terminou com um vestido-peruca azul digno de Lady Gaga. Dois desfiles, o da Filhas de Gaia e a da Patachou, evocaram “mulheres misteriosas” para justificar cartelas escuras, o que já dá pistas do que teremos pela temporada. Será que todo mundo consultou o mesmo birô de “tendências”?

Na Filhas de Gaia, de Marcela Calmon e Renata Salles, o caminho era mais o da alfaiataria e do masculino / feminino, o que não chega a ser assim uma novidade. Mas embalada pela boa trilha sonora, as modelos usavam casacas e macacões chiques e cinturados, ou vestidos curtos de manga morcego com as pernas à mostra (já mais ao final, em Luana Teifke). Como diferencial, os vestidos-camisola plissados em seda de gravata. Porém, a se levar em conta o verão 2011 florido e balenciaguístico da Filhas de Gaia, a gente se pergunte: afinal de contas o que é a marca?

Alicia K. para Filhas de Gaia

Seda de gravata ;-) na Filhas de Gaia

Na Patachou encontramos mais coerência com a trajetória da grife e mais senso de coleção, no desfile ajudado pelo lindo casting e pelo bom trabalho de beleza (um rabo de cavalo bagunçado, sobrancelha marcada, boca marrim), que teve trilha sonora com peças de piano interpretadas por João Carlos Martins, presente na primeira fila, conferindo dramaticidade à apresentação. Era tudo em preto, cinza, marinho, com leves pitadas em fios metálicos e os brilhos dos paetês escamas-de-peixe. Pernas nuas, com abotinados vazados usados com meias soquetes pretas. Ficou bom.

Look da Patachou

É nas malhas e nas silhuetas mais descomplicadas (nos vestidos soltos drapeados ou nos mais construídos, cinturados, de costas nuas), que a estilista Erika Frade se destaca, encontrando ainda bons momentos híbridos com um leve flerte com o romantismo dos vestidos de cetim cortado e o tomara-que-caia de falsos babados com casaquete acoplado transparente, e mesmo nos bonitos trabalhos no jacquard com fios dourados. Querendo mostrar tudo, e tanto, o desfile ficou repetitivo, lá pelas tantas, e deu vontade de ver uma corzinha. Só pra saber qual a estilista escolheria. Afinal de contas, é inverno, mas o mundo lá fora pede cor.

A misteriosa Daiane Conterato na Patachou

Melk Z-Da, então, perdeu-se nesse emaranhado de cabelos e em outras esquisitices _de silhuetas, volumes, texturas. Quase uma vontade de causar por causar, com raras exceções na coleção com aquela poética delicadeza a que o estilista acostumou seu público. Há o trabalho de exploração de materiais, os fios, os pompons, a organza finíssima e trabalhada, a lã de camelo usade de modo inesperado, e o ateliê de Melk Z-Da se esmera em costurar tudo direitinho, até mesmo os cabelos, como acabamento.

Força na peruca: Melk Z-Da

Anabela para Melk Z-Da

Na coleção, cada look conta uma história, mas desde o útimo e vigoroso verão o estilista parecia ter superado isso, trabalhando até mesmo com menos recursos. Um exercício possível agora seja Melk Z-Da se limpar de arabescos estilísticos que parecem povoar sua fértil mente neste momento, com o objetivo de colocá-lo, de novo, como player não só do Fashion Rio, mas da moda brasileira. Finalizando: pra quem acompanha a trajetória conceitual de Melk Z-Da foi completamente inesperado (pra não dizer irritante) a fila final ao som de “Cabelo”, com Gal Costa. A gente já tinha entendido.

Fotos: Fotosite (Cortesia ffw.com.br)

Notas relacionadas:

  1. Rio Moda Hype, parte 1
  2. Rio Moda Hype, parte 2
Autor: Erika Palomino Tags: , , ,

terça-feira, 11 de janeiro de 2011 Sem categoria | 16:20

Rio Moda Hype, parte 2

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Vamos agora às resenhas dos desfiles da segunda parte do Rio Moda Hype Inverno 2011, que rolou ontem (10.01.2011) no Fashion Rio, lembrando que o tema geral com que os estilistas trabalharam era Fashion Fantasy. Os destaques: o streetwear cool da marca baiana Soddi e o arroubo fashionístico do piauiense Martins Paulo.

Alisson Rodrigues, do Paraná, faz moda masculina, e abriu com um look all white (“uma página em branco”, ele escreveu, no seu confuso material à imprensa), bom canvas de onde partiu para uma gama variada até demais. Tá certo que é difícil mostrar coerência de coleção em 12 entradas. Mas possível. O estilista escorregou no mix dos materiais e propostas _pelúcia (?), náilon, malha, tricô, lã xadrez e não soube lidar com proporções, sobreposições e com o uso de seu azul. Ficou tudo meio solto.

Máxi proporções em Alisson Rodrigues

Sobreposições de Alisson Rodrigues

No Estúdio Frame, de São Paulo, a estilista Patricia Brito trabalha sobre malhas e moletons, com casacos e coletes desenhando silhuetas fluidas, um modernismo confortável, sem muitas novidades, entretanto. Linda cartela, com azuis apagados, turquesa lavado matte e grisês, e o preto encerado (no interessante quase-trench). O salmão/coral no final ficou perdido, e até poderia ter sido um  caminho mais explorado. As amarrações de cordinhas claras imprimem verão e também não se justificam. Falta uma cara à moldura do Estúdio Frame.

Look da Estúdio FrameModernismo cozy (Estúdio Frame)

Grisês e turquesa matte (Estúdio Frame)

Entrada coral perdidona (Est. Frame)

A Soddi vem da Bahia, coleção masculina inspirada em andarilhos, desenhada por Solon Diego. A pegada é streetwear + pauperismo + armadura urbana, com tempero medieval com o styling de acessórios dourados e boa cartela de ocres, marrons, cinzas e pretos, e sacadas como gilets e zíperes bem empregados. O designer mostra senso de proporção, coisa de quem sabe o que está fazendo _o que é bastante para jovens criadores. É bom. E é isso. Olho nele.

Urbanidade e pauperismo na Soddi

Ocres e marrons (Soddi)

O lado + comercial da Soddi

Versão cool e sexy da marca baiana Soddi

A Sampler, de Minas Gerais, é pós-Ronaldo Fraga, com escritos nas roupas pretensiosamente conceituais. Mas chatinha… Tênis prateados, riscas na perna desenhando meias-calças. Fica melhor quando parece mais a Osklen, nos looks de moletom com zíperes na bainha (no vestido feminino e no macacão feminino). Ou seja: falta identidade. Ao final, até os estilistas Aderlize Martins e Daniela Escobar pareciam entediados. Imagina a gente.

Abertura da Sampler, de MG

Vestido solto da Sampler

Martins Paulo se jogou nesta estação. O que é muito bom, até mesmo pra acordar o público da sala de desfile. Suas heavy-chicks meio motocross meio Versace são intensas, provocadoras. Usam tachas e pelúcia; misturam roxo com turquesa, tem pernas para que te quero. Martins Paulo (seria Paulo Martins?) brinca de recortes e texturas e chega chegando. Não passou batido.

Todo um mistério: Martins Paulo

Look heavy-chick de Martins Paulo, estilista do Piauí

A cartela: vermelho, roxos e preto

Azul drama: sem passar batido

FOTOS: FOTOSITE (CORTESIA FFW.COM.BR)

Notas relacionadas:

  1. Rio Moda Hype, parte 1
Autor: Erika Palomino Tags: , , , , , ,

Sem categoria | 12:01

Rio Moda Hype, parte 1

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Sob o tema Fashion Fantasy, o Rio Moda Hype mostrou os trabalhos dos novos estilistas, dentro da programação do Fashion Rio Inverno 2011, acertadamente na véspera do início dos desfiles oficiais (e não entre um desfile e outro), e para alegria dos fashionistas começando no horário.

Confira aqui as resenhas da primeira parte dos desfiles da noite (10.01.2011), que teve Julia Valle e Akihito Hira como destaques.

Akihito Hira traz samurais urbanos, com pitadas de gótico e de esportivo, com um tailoring esperto, uma elegância smart feita de recortes, boa lida de texturas na mistura de materiais e nos tons de cinzas e pretos. Hira mostra ainda senso oportuno de proporções e de usabilidade, comprovados pela simpática entrada final do estilista, num costume de casimira, conquistando a simpatia do público presente à sala 3 do píer.

Look de Akihito Hira, de Brasília

A segunda marca a desfilar, a Dobra, de Antonio Guedes e Raquel Alvarez, veio mais bruta, abrindo com uma calça preta de vinil com uma malha de capuz amarelo mostarda doendo nos olhos. Demonstra menos coerência, com um masculino “sujo” e street e o feminino meio posh, porém a grife acerta no delicado trabalho de estamparia. Podem explorar mais esse caminho e refinar um pouco o olhar e as proporções. É possível que o styling pesadão e datado tenha atrapalhado um pouco o desfile.

Abertura do desfile da Dobra

Lucas Magalhães, de Minas Gerais, trouxe um interessante trabalho optical, que quase ficou repetitivo. Porém, embarcando na viagem do estilista, deu para se deliciar com os prints em tule e malha que desafiavam o olhar, sobretudo com a brincadeira com as botinhas também estampadas. Volumes nas calças, variações nas silhuetas das segundas peles e o interessante uso do degradê nas mangas complementam as ilusões de ótica propostas pelo designer. Tem pesquisa e conceitualismo, OK, mas Lucas Magalhães deverá nas próximas oportunidades mostrar outras facetas para se provar um designer mais completo.

O optical do mineiro Lucas Magalhães

Na sequência veio a Blash, dos pernambucanos Beto Lima e Renata Ramos, no que parecia uma pegadinha da direção do evento: uma coleção boa, uma mais ou menos, uma boa, uma mais ou menos. Depois iria complicar mais, na segunda leva de desfiles do Rio Moda Hype (separada por um longo intervalo). Começando com um vestido-casulo de matelassê curto, vieram uns looks meio super-heróis, meio “bem-humorados”. Mas depois melhorou um pouco, com as estampas respingadas seguidas de um quase Stephen Sprouse em preto sobre branco. No geral, um new wave algo deslocado, sem nuances e sem a ironia necessária à estética apresentada.

Look final da marca Blash

Ainda bem que viria para encerrar este primeiro bloco a delicada moda conceitual de Julia Valle, com uma imagem feminina e adulta. A coleção é batizada TNWMLC, inspirada na desconstrução de frases sobre o teclado QWERTY de uma antiga máquina de escrever Smith Corona, de 1956. Como coleção boa não precisa de release, temos na passarela vestidos em que a desconstrução é o denominador, numa silhueta orgânica e essencial. Drapeados, moulages, plissados, pespontos; colares de letras de máquina e sapatos Oxford nas pernas nuas criam oportunidades instigantes para mulheres inteligentes. Julia Valle trabalha direito com diferentes pesos de tecidos e com as cores (cinzas e o azul envelhecido). Foi o melhor trabalho da noite, ainda que a jovem designer deva pesquisar um pouco mais a equação forma e função, afiando também seus comprimentos.

Isabel Hickmann para Julia Valle

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