Alessa: quem tem medo do maximalismo?
O primeiro dia dos desfiles do Fashion Rio verão 2012 começou com Alessa que, como se sabe, não vê nenhum problema em ser chamada de maximalista ou de extravagante
Esta colunista que vos escreve, entretanto, prefere se concentrar num processo peculiar de amadurecimento desta publicitária tornada estilista, e que numa inesperada sofisticação conseguiu ali bonitas roupas.
Daniel Ueda, o stylist escolhido para a empreitada deste desfile, também não é daqueles que costuma andar com o pé no freio, e só precisa de um pouquinho de incentivo pra encarnar um Evel Knievel e ainda levar o estilista na garupa.
Nos acessórios, temos aqui golas duplas de pierrot em ráfia, brincos coloridos de pompons gigantes, sobrancelhas desenhadas emolduradas por óculos engraçados… E paetê. E pipoquê turquesa. E changeant. E alguma coisa como um lamê. Eu falei sobre os chapéus feitos de papel craft, com pegada reciclada? Eram incríveis e, segundo se informou, brincava com o hi-lo: luxo versus barato. You know.
As ironias e o humor de Alessa, em geral, vieram menos literais, mais fashion até _mesmo que ainda no caminho descontrol. Que é o dela, goste-se ou não.
Ah, a coleção é sobre relíquias. Também quase ia esquecendo de mencionar as desnecessárias entradas com as flores bordadas do final.
Do que sobra de tantos excessos, os cáftans que Alessa adora, aqui com estamparia Murano, que imaginados num dia de verão, belo iate ou numa casa luxuosa de janelões de vidro, esvoaçariam insinuando a silhueta de uma bela mulher. Mas que pra imaginar isso lá durante o desfile foi necessário uma concentração quase budista, isso foi.
Direção artística: Zee Nunes Styling: Daniel Ueda Beleza: Robert Estevão Trilha sonora: Zé Pedro
Fotos: site Chic
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Autor: Erika Palomino Tags: Alessa, Fashion Rio, verão 2012
































































