Tufi Duek por Eduardo Pombal: urucum para todos
Não é com certa ironia que observamos que Eduardo Pombal fez sob a grife Tufi Duek o melhor desfile do primeiro dia deste SPFW de verão 2012. E logo com um tema ” brasileiro”. É fato que há coisa de uma coleção o tímido garoto de ateliê decidiu colocar mais, digamos, suas mangas de fora, e imprimir com mais ênfase suas vontades. Mas isso já é assunto velho, como se sabe.
Foi para a Première Vision, encontrou a tal tendência decorativa de que falamos já neste espaço, comprou uns livros sobre Xingu e cestarias indígenas, bordou miçangonas, colou adesivos, costurou gazares de tatuagens e foi. Está mais confiante; e é talentoso. Fato.
Imprimiu certa pegada esportiva / motorcycle com leggings e ciclistas a seus chamados vestidos-tangas, exercícios muitas vezes bem-sucedidos de construção, ainda que sob o vocabulário do minimalismo geométrico.
Bom uso de cores e boa edição na cores, pesquisa de materiais, como nos babadinhos de fino látex, preservando uma identidade urbana que nos dá um rewind emocional à própria Forum-mãe.
Porém, não sei se pela mão precisa da stylist Flavia Lafer, pelos cabelos polidos e cortados retos nas pontas, pela música tecno tribal, ou pela ansiedade do dia seguinte, mas senti passar pela sala da Tufi Duek um ventinho vindo lá da Faap.
Notas relacionadas:
- Vai começar a temporada das grifys ;-)
- Tufi Duek é Eduardo Pombal? E/Ou vice-versa?
- Alessa: quem tem medo do maximalismo?










