Eduardo Pombal | Erika Palomino

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terça-feira, 14 de junho de 2011 Sem categoria | 09:32

Tufi Duek por Eduardo Pombal: urucum para todos

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Não é com certa ironia que observamos que Eduardo Pombal fez sob a grife Tufi Duek o melhor desfile do primeiro dia deste SPFW de verão 2012. E logo com um tema ” brasileiro”. É fato que há coisa de uma coleção o tímido garoto de ateliê decidiu colocar mais, digamos, suas mangas de fora, e imprimir com mais ênfase suas vontades. Mas isso já é assunto velho, como se sabe.

Foi para a Première Vision, encontrou a tal tendência decorativa de que falamos já neste espaço, comprou uns livros sobre Xingu e cestarias indígenas, bordou miçangonas, colou adesivos, costurou gazares de tatuagens e foi. Está mais confiante; e é talentoso. Fato.

Imprimiu certa pegada esportiva / motorcycle com leggings e ciclistas a seus chamados vestidos-tangas, exercícios muitas vezes bem-sucedidos de construção, ainda que sob o vocabulário do minimalismo geométrico.

Bom uso de cores e boa edição na cores, pesquisa de materiais, como nos babadinhos de fino látex, preservando uma identidade urbana que nos dá um rewind emocional à própria Forum-mãe.

Porém, não sei se pela mão precisa da stylist Flavia Lafer, pelos cabelos polidos e cortados retos nas pontas, pela música tecno tribal, ou pela ansiedade do dia seguinte, mas senti passar pela sala da Tufi Duek um ventinho vindo lá da Faap.

Notas relacionadas:

  1. Vai começar a temporada das grifys ;-)
  2. Tufi Duek é Eduardo Pombal? E/Ou vice-versa?
  3. Alessa: quem tem medo do maximalismo?
Autor: Erika Palomino Tags: , , , ,

sábado, 29 de janeiro de 2011 Sem categoria | 01:52

Tufi Duek é Eduardo Pombal? E/Ou vice-versa?

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Eduardo Pombal procura para sua Tufi Duek uma identidade em praça pública, no caso, o São Paulo Fashion Week, neste primeiro dia de evento.

Aqui parte de uma viagem à Escandinávia, tentando trazer para suas roupas de inverno 2011 as linhas orgânicas e limpas dessa corrente que é uma forte tendência no design global.

Um dos melhores looks, em preto

Vemos então uma busca por uma coleção arquitetônica, migrando do minimalismo anos 90 que permeou o verão 2010 do estilista e que, diante deste inverno, soa quase esquizofrênico, nervoso. De certa forma, esta coleção conversa mais com o inverno 2010. O que também não deixa de ter lá sua ironia.

Uma cartela de neutros

A passarela de madeira esquentou a cartela em branco, off-white e neutros, incluindo couro opaco bege e ocre. Apenas um punhado dos pretos que fizeram a história da urbanidade da Forum de Tufi Duek encerraram o desfile, trazendo um pouco do que talvez fossem os antigos tempos do designer à frente de seu nome. E uma pitada de dourados amarfanhados que ficaram pelo meio do caminho.

O bom recurso dos paetês

O modo aqui é de calma, com leve perfume anos 50, com início de 60, numa colecção de calças encurtadas com túnicas alongadas; saias e vestidos pelo meio da coxa,  braços de fora, poucos casacos. Colos se revelam em recortes geométricos, buscando arriscada oposição com o movimento de maxibabados nos quadris, como no vestido de Daiane Conterato. Ondas e godês completam este vocabulário.

O look de Daiane Conterato

As formas são longe do corpo, e aí o designer perde um pouco o controle sobre os materiais, no mix de texturas e superfícies que pede o momento na moda. Quando dá certo é na transparência bem usada (mas algo perdida no todo da edição) e nos interessantíssimos paetês, que funcionam como recortes e pontos de fuga. Coerentes, os vestidos-cadeira acompanham o desenho dos quadris e a história da coleção.Quando se arrisca nos looks coluna com grandes fendas (o arroubo de sensualidade da colecção), a roupa parece pesar, não flui, apesar de a ideia vir coroada de boa intenção.

Olha os longos aih, gente…!

Essa coisa do estilista que assina a coleção com o nome de outro não é coisa fácil, não. Daí a maestria de designers como Francisco Costa, por exemplo. O que é preciso daqui pra frente: foco, honestidade tanto na hora de mostrar a coleção quanto na hora de produzi-la, um grande exame de consciência da marca _e de autoconsciência por  parte de Eduardo Pombal.

Styling: Flavia Lafer

Beleza: Daniel Hernandez

Trilha sonora: Max Blum

Iluminação: Maneco Quinderé

Direção do desfile: Ruy Furtado

Direção geral: Tubi Schiavetti e Equipe Mkt

Notas relacionadas:

  1. Maria Bonita Extra
  2. Totem: Soul 70’s
  3. Cantão: mais artsy
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