Printing: um inverno ultracolorido
A Printing se propôs um interessante exercício anti-caretice e se jogou em sua mais colorida coleção, escolhendo sempre os matizes mais intensos e as combinações mais chocantes. Think pink, azul royal, amarelo limão, coral.
Acertou mais quando foi monocromática, e na edição dos complementos brincando com a oposição das cores, do que nas listras horizontais.
A lida com a cor é tarefa das mais complicadas numa marca, coisa que exige sensibilidade, pesquisa, timing, personalidade, firmeza. No estilo da Printing, Márcia Queiroz e Daniel Rodrigues não acertaram em todas as escolhas, mas pela coragem ganham aqui um voto de confiança.
Como complicador, a equação comprimentos + proporções + materiais, sobretudo nos looks alongados: saias muito compridas, casacos ou blusas muito compridas, tudo acompanhando o corpo… Limita um pouco, quanto a quem é que fica bem com esse tipo de silhueta. Os vestidos de proporções mais enxutas, mais joviais até, vem bem no ponto, mais soltos. Como acabamentos, bordados de cristais e muranos nas roupas, e broches e colares de plumas. Será que precisava mesmo todo o tempo, já com tanta cor?
Bem, merecem destaque também outros dois momentos do desfile, oficialmente uma “viagem ao centro da Terra”: o início, um núcleo em negro (furta-cor, lindo, no sofisticado jacquard), de onde se parte para as loucuras deste inverno tropical, e o momento folhas e plumas do meio desta apresentação que teve styling de Daniel Ueda e beleza de Daniel Hernandez, com direção de Zee Nunes e trilha sonora de Filipe Foratini.
É esta seção faz a passagem com o verão 2011 da Printing e garante alguma coerência à marca, que vem fazendo um trabalho sério também no que lhe dá o nome, a estamparia elaborada, diferenciada.
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Autor: Erika Palomino Tags: Daniel Hernandez, Daniel Rodrigues, Daniel UEda, Fashion Rio, Filipe Foratini, inverno 2011, Marcia Queiroz, Printing, Zee Nunes




