Daiane Conterato | Erika Palomino

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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011 Sem categoria | 16:05

A modelo que abriu a Prada

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A modelo que abriu o desfile de inverno 2011 da Prada: Colline Michaelis, rosto angelical da Silent Models, de Nova York. Ela é revelação da temporada e desfilou para o brasileiro Francisco Costa, na Calvin Klein.

A modelo Colline Michaellis

Como se sabe, abrir o desfile da Prada representa a porta da esperança na vida de uma modelo. Ser escolhida pelo rigoroso diretor de casting da grife italiana, Rushell Marsh, é realmente muita coisa. Ele trabalha com a Prada há dez anos e foi o responsável, por exemplo, pelo sucesso de Daria, Sasha Pivovarowa e Lara Stone. Seu toque de Midas também já passou pelas brasileiras Daiane Conterato e Raquel Zimmermann.

Colline na Calvin Klein

Notas relacionadas:

  1. Cantão: mais artsy
  2. Tufi Duek é Eduardo Pombal? E/Ou vice-versa?
Autor: Erika Palomino Tags: , , , , , , ,

sábado, 29 de janeiro de 2011 Sem categoria | 01:52

Tufi Duek é Eduardo Pombal? E/Ou vice-versa?

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Eduardo Pombal procura para sua Tufi Duek uma identidade em praça pública, no caso, o São Paulo Fashion Week, neste primeiro dia de evento.

Aqui parte de uma viagem à Escandinávia, tentando trazer para suas roupas de inverno 2011 as linhas orgânicas e limpas dessa corrente que é uma forte tendência no design global.

Um dos melhores looks, em preto

Vemos então uma busca por uma coleção arquitetônica, migrando do minimalismo anos 90 que permeou o verão 2010 do estilista e que, diante deste inverno, soa quase esquizofrênico, nervoso. De certa forma, esta coleção conversa mais com o inverno 2010. O que também não deixa de ter lá sua ironia.

Uma cartela de neutros

A passarela de madeira esquentou a cartela em branco, off-white e neutros, incluindo couro opaco bege e ocre. Apenas um punhado dos pretos que fizeram a história da urbanidade da Forum de Tufi Duek encerraram o desfile, trazendo um pouco do que talvez fossem os antigos tempos do designer à frente de seu nome. E uma pitada de dourados amarfanhados que ficaram pelo meio do caminho.

O bom recurso dos paetês

O modo aqui é de calma, com leve perfume anos 50, com início de 60, numa colecção de calças encurtadas com túnicas alongadas; saias e vestidos pelo meio da coxa,  braços de fora, poucos casacos. Colos se revelam em recortes geométricos, buscando arriscada oposição com o movimento de maxibabados nos quadris, como no vestido de Daiane Conterato. Ondas e godês completam este vocabulário.

O look de Daiane Conterato

As formas são longe do corpo, e aí o designer perde um pouco o controle sobre os materiais, no mix de texturas e superfícies que pede o momento na moda. Quando dá certo é na transparência bem usada (mas algo perdida no todo da edição) e nos interessantíssimos paetês, que funcionam como recortes e pontos de fuga. Coerentes, os vestidos-cadeira acompanham o desenho dos quadris e a história da coleção.Quando se arrisca nos looks coluna com grandes fendas (o arroubo de sensualidade da colecção), a roupa parece pesar, não flui, apesar de a ideia vir coroada de boa intenção.

Olha os longos aih, gente…!

Essa coisa do estilista que assina a coleção com o nome de outro não é coisa fácil, não. Daí a maestria de designers como Francisco Costa, por exemplo. O que é preciso daqui pra frente: foco, honestidade tanto na hora de mostrar a coleção quanto na hora de produzi-la, um grande exame de consciência da marca _e de autoconsciência por  parte de Eduardo Pombal.

Styling: Flavia Lafer

Beleza: Daniel Hernandez

Trilha sonora: Max Blum

Iluminação: Maneco Quinderé

Direção do desfile: Ruy Furtado

Direção geral: Tubi Schiavetti e Equipe Mkt

Notas relacionadas:

  1. Maria Bonita Extra
  2. Totem: Soul 70’s
  3. Cantão: mais artsy
Autor: Erika Palomino Tags: , , , ,

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011 Sem categoria | 17:09

Cantão: mais artsy

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A Cantão dá nesse inverno um delicioso mergulho nas ondas das artes, refrescando seu estilo. Saem florzinhas, frufrus e étnicos, entram abstrações, geometrias e uma estamparia cheia de personalidade, tudo desfilado ao ar livre, na manhã deste quarto dia de Fashion Rio.

Carol Trentini, a estrela do desfile, com a estampa de Maya Hayuk

A locação escolhida foi a histórica Escola de Artes Visuais do Parque Lage, enfeitada com as abravanações em pink da artista americana Maya Hayuk, que também assina uma estampa da coleção, nas árvores, num resultado otimista e lúdico.

O conforto, as silhuetas soltas (com a cintura deslocada) e a vocação para as ruas e para a moda jovem continuam, claro, nas propostas que tem como denominador o movimento do corpo e dos tecidos, bem como a integração com a urbanidade.

Vestido longo de cintura deslocada

No estilo, Renata Mancini propõe luvas no lugar de mangas, sacada para complementar os looks, substituindo casacos, e acessórios como galochas longas com meias altas. Muitos e muitos longos (até demais), que vão se diferenciando com o trabalho das padronagens e dos paetês bordados.

Há desde uma sarja com respingos de tinta, listras e um xadrez trompe-l’oeil, além da estampa baptizada de Maya, multicolorida. As cores também são bem importantes aqui, numa cartela contemporânea, feita de boas escolhas.

Macacão cáqui com respingos em Marcelia Freez

Bruna Tenório com vestido Liberty com pinceladas

Pegada urbana do look de Daiane Conterato, com estampa de raio

Vestido Maya bordado com cárdigan no padrão Grid

Ao final, um interessante trabalho em tricô metalizado em prata destroyed, desfiado, como no belo casaco oversized de Daiane Conterato, usado com legging de tricô com paetê embutido.

Mais Daiane, agora com o casaco destroyed em tricô metalizado

Notas relacionadas:

  1. Rio Moda Hype, parte 2
  2. Maria Bonita Extra
  3. British Colony
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