Erika Palomino - Seu Blog de Moda e Lifestyle - iG - Part 5

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sábado, 29 de janeiro de 2011 Sem categoria | 03:24

Samuel, Triton + Sapucaí feelings

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Ainda sobre o primeiro dia, tipo jogo rápido.

Samuel Cirnansck fez um delírio de perfume gótico sobre a “tendência” natureza, uma mulher supostamente abduzida pela floresta. Quer saber? Me incomodam menos os galhos do que os vestidos azuis e com bordados e perolinhas. As melhores peças: os trenchs, ainda que nada novos. Foi outra coleção em que a vontade de misturar tudo atrapalhou: era pele com silicone, algodão, couro… Voltando aos galhos: a bolsa é sensacional. Isabella Blow teria adorado.

Não quis ver a Triton. Adoro o trabalho da Karen Fuke, mas desculpe. Achei um pouco demais (como se diz) trazer mais uma vez a uber patricinha Paris Hilton. Só de me imaginar sentada na sala de desfile me senti uma idiota. E sem falar que o SPFW desse jeito está se transformando nos camarotes da Sapucaí, né? Que competem quem é a celebridade mais famosa que aparece por lá. É assim que comemoramos o fortalecimento da moda brasileira e os 15 anos do SPFW?

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Sem categoria | 03:08

Animale: + simples, mas ainda verborrágica

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Essa questão da tecnologia têxtil hoje em dia está evoluindo tanto que daqui a pouco ou todos os jornalistas tem de ir ao backstage do desfile para pegar na roupa para lhe conferir valor ou a consumidora precisa ganhar uma aula de tecelagem na hora de sacar o cartão de crédito da bolsa.

A tecnologia deve funcionar a serviço do homem. Ou não é pra isso que ela foi criada? Idem para as inovações têxteis. Uma mulher quando vai a uma festa (ou mesmo no trabalho) quer apenas se sentir apenas bonita.

Quem não quer ser se sentir bonita?

Tudo isso pra dizer que a roupa deve vestir, deve cair bem, a silhueta deve funcionar, as proporções devem conferir contemporaneidade, a peça deve ser confortável _ao toque e aos olhos.

Contemporaneidade nas proporções

Nem sempre isso acontece na Animale, sabemos. Nem mesmo nesta coleção de inverno 2011, em que a talentosa estilista Priscilla Darolt parece buscar ao máximo um certo minimalismo (com perdão do trocadilho). Ele ganha contornos geométricos, entretanto não se livra do decorativismo. Mas daí é minimalismo? Bem, ao menos não é aquele maximalismo pesado de outrora, das mulheres guerreiras, das armaduras urbanas e das glamazons. Etc.

Minimalismo geométrico

Trata-se de uma imagem mais limpa e mais feminina, principalmente na primeira parte do desfile, em que os tons claros das roupas sobre o carpete off-white nos deixam respirar na plateia. Principalmente com o delicioso sopro de moda e vida que foi a primeira entrada de Raquel Zimermann na passarela, com o trabalho de feltragem da fibra de lã.

Raquel, entrada 1: frescor e vida

Sob um subtil tema de montaria, interpretado de modo felizmente pouco óbvio, o inverno da Animale se aproxima mais da loja _para o bem. Entre os destaques desse segmento, o vestido frente-única de Debora Muller.

O vestido frente-única de Debora Muller

Outros pecadilhos, entretanto, continuam, como a verborragia de propostas na coleção, por vezes 500 ideias num só look, como se Priscilla Darolt precisasse mostrar sua criatividade com construções tão complicadas que chegam a truncar a silhueta (volte ao terceiro parágrafo deste texto).

1.Isso não combina com minimalismo.Ainda que se busque uma maior simplicidade.
2. Numa grande marca como essa, e depois de ter vendido a sua própria para o grupo Animale, esta etapa já pode ser superada por Priscilla Darolt.
3.Nem Raquel nem Isabeli mereciam os looks finais com que entraram na passarela.

Pensando bem, Martha Streck também não merecia aquele vestido-lenço meio verão, que bem poderia ter ficado de fora do desfile. 

Martha Streck e o vestido-lenço meio verão

Diretora de estilo: Claudia Jatahy

Direção criativa: Agência Mint

Estilista: Priscilla Darolt

Styling: Luiz Fiod

Beleza: Max Weber

Trilha sonora: Hugo Frasa

Notas relacionadas:

  1. British Colony
  2. Vai começar a temporada das grifys ;-)
  3. Tufi Duek é Eduardo Pombal? E/Ou vice-versa?
Autor: Erika Palomino Tags: , , , ,

Sem categoria | 01:52

Tufi Duek é Eduardo Pombal? E/Ou vice-versa?

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Eduardo Pombal procura para sua Tufi Duek uma identidade em praça pública, no caso, o São Paulo Fashion Week, neste primeiro dia de evento.

Aqui parte de uma viagem à Escandinávia, tentando trazer para suas roupas de inverno 2011 as linhas orgânicas e limpas dessa corrente que é uma forte tendência no design global.

Um dos melhores looks, em preto

Vemos então uma busca por uma coleção arquitetônica, migrando do minimalismo anos 90 que permeou o verão 2010 do estilista e que, diante deste inverno, soa quase esquizofrênico, nervoso. De certa forma, esta coleção conversa mais com o inverno 2010. O que também não deixa de ter lá sua ironia.

Uma cartela de neutros

A passarela de madeira esquentou a cartela em branco, off-white e neutros, incluindo couro opaco bege e ocre. Apenas um punhado dos pretos que fizeram a história da urbanidade da Forum de Tufi Duek encerraram o desfile, trazendo um pouco do que talvez fossem os antigos tempos do designer à frente de seu nome. E uma pitada de dourados amarfanhados que ficaram pelo meio do caminho.

O bom recurso dos paetês

O modo aqui é de calma, com leve perfume anos 50, com início de 60, numa colecção de calças encurtadas com túnicas alongadas; saias e vestidos pelo meio da coxa,  braços de fora, poucos casacos. Colos se revelam em recortes geométricos, buscando arriscada oposição com o movimento de maxibabados nos quadris, como no vestido de Daiane Conterato. Ondas e godês completam este vocabulário.

O look de Daiane Conterato

As formas são longe do corpo, e aí o designer perde um pouco o controle sobre os materiais, no mix de texturas e superfícies que pede o momento na moda. Quando dá certo é na transparência bem usada (mas algo perdida no todo da edição) e nos interessantíssimos paetês, que funcionam como recortes e pontos de fuga. Coerentes, os vestidos-cadeira acompanham o desenho dos quadris e a história da coleção.Quando se arrisca nos looks coluna com grandes fendas (o arroubo de sensualidade da colecção), a roupa parece pesar, não flui, apesar de a ideia vir coroada de boa intenção.

Olha os longos aih, gente…!

Essa coisa do estilista que assina a coleção com o nome de outro não é coisa fácil, não. Daí a maestria de designers como Francisco Costa, por exemplo. O que é preciso daqui pra frente: foco, honestidade tanto na hora de mostrar a coleção quanto na hora de produzi-la, um grande exame de consciência da marca _e de autoconsciência por  parte de Eduardo Pombal.

Styling: Flavia Lafer

Beleza: Daniel Hernandez

Trilha sonora: Max Blum

Iluminação: Maneco Quinderé

Direção do desfile: Ruy Furtado

Direção geral: Tubi Schiavetti e Equipe Mkt

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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011 Sem categoria | 09:43

Vai começar a temporada das grifys ;-)

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Então é isso, começamos hoje o SPFW de inverno 2011, que também comemora os 15 anos do evento.

A Bienal está mudada, com novo projeto cenográfico. Estive lá ontem e, ao menos durante a montagem, o espaço pareceu mais fresco e renovado. Vamos ver como tudo acontece com as pessoas lá dentro.

Vou contando tudo por aqui, onde vou escrever tb as críticas dos desfiles (do Fashion Rio, faltou dizer que amei Lucas Nascimento e Andrea Marques, mas depois conto melhor…!)

Há mudanças na estrutura dos convites para imprensa. Agora, além da credencial, que não dá acesso à sala de desfiles (nunca deu), o jornalista vai precisar de responder ao email que convida oficialmente cada um deles para o desfile, e pegar o convite dentro da sala de imprensa.

Ontem, no twitter, foi o assunto, pois certamente, ao menos nesse primeiro dia, deve haver alguma confusão, e mesmo as assessorias das marcas estão bem estressadas com isso.

Parece que vai haver dentro da sala de imprensa um balcão para cada assessoria, e os jornalistas tem horários pré-determinados para pegar os convites.

No twitter esse processo já foi chamado de #filadasgrifys.

Bom, turma, seguindo para dar início ao dia, para logo na sequência seguir para a Bienal. Quem passar por lá poderá me ver também na SPFW TV, apresentando cada desfile, contextualizando a marca e fazendo um balanço do dia anterior.

Boa temporada pra gente. Have a good show!

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  1. Fashion Rio, primeiro dia
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Autor: Erika Palomino Tags: ,

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011 Sem categoria | 18:26

Dries van Noten, Bowie, Tilda + Jil Sander

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Na temporada masculina de Paris agora, o belga Dries van Noten trouxe a referência David Bowie, no personagem Thin White Duke, com modelos de cabelos avermelhados e trilha sonora com “Golden Years”.

Look de abertura do Dries van Noten

Olha que tudo a calça esportiva com o paletó cáqui! #curti

Achei bem oportuno. E até fofo: Bowie acaba de fazer aniversário, agora dia 8 de janeiro, completou 63 anos.

Claro que a gente sabe como Bowie é fundamento.

O Thin White Duke: icônico total!

Olhando as fotos dele dessa fase (76), me lembrei da Tilda Swinton, que também acho um bapho! A androginia dela tem tudo a ver com o momento, né?

Tilda na versão ruiva

E como ela tava linda na entrega dos Golden Globes…! Com um Jil Sander que eu gritei quando vi.

Ó!

Adoro aquele desfile. Simplicidade, elegância, minimalismo. Minha ideia de chiquerie hoje.

Look tipo parecido que abriu o desfile de verão da Jil Sander: luxo!

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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011 Sem categoria | 18:28

TNG: direto e reto

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Talvez a TNG nem saiba ainda o quanto evoluiu nesta temporada de inverno ao tentar encontrar um caminho mais objetivo, simples e claro para seu desfile e para sua coleção _direta e reta.

Alfaiataria em lã xadrez

Ninguém espera maiores arroubos criativos na marca, de apelo bem comercial. Apenas que ela faça seu dever de casa direitinho, já que hoje as informações de moda (e do mundo) estão aí para todos. Isso, agora, a TNG fez. Entrou na grife de Tito Bessa Jr. o estilista Fabio Andreoni, vindo da Ellus. Ele e Mauricio Ianes se desdobraram sobre uma inspiração beatnik (que meramente desenha uma inspiração retrô 50 + início dos 60, com pitadas de androginia, alfaiataria e rebeldia) para fazer o que parecia mais difícil: mostrar um básico fashion, atual. Bonito, leve e que desperte o desejo da compra.

Camisaria esperta e jeans confortáveis

Já foi bem mais sofrido o desfile da TNG (tá, agora precisamos consertar ainda os atrasos e colocar as celebridades nos catálogos e na primeira fila, não na passarela, evitando os gritos de programa de auditório dentro do Fashion Rio). Ontem, deu para respirar enquanto víamos saias pregueadas tipo college; desdobramentos de jeans mais larguinhos tipo Grease; ótimos mantôs e casacos tanto no masculino quanto no feminino; uma esperta camisaria tricolor e onipresentes xadrezes, mais as novas e boas lavagens do índigo best-seller da TNG (em preto, cinza e blue).

Masculino / feminino em versão cool

Boa proporção no mantô com mangas dobradas

Deborah Muller com vestido esmaecido

A cartela é urbana, adulta, sóbria e coerente, com bastante marinho, cinza e preto, leves pitadas de rosa e destaque para um vinho bem escuro.

Colete e vestidinho, carteira mais livro

Com Allen Ginsberg (“Howl”) na trilha sonora e na estamparia, que teve também Patti Smith inspirando os cabelos das meninas, teve até um charme intelectual, com os modelos carregando livros junto com as bolsas.

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Autor: Erika Palomino Tags: , , , , ,

Sem categoria | 17:09

Cantão: mais artsy

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A Cantão dá nesse inverno um delicioso mergulho nas ondas das artes, refrescando seu estilo. Saem florzinhas, frufrus e étnicos, entram abstrações, geometrias e uma estamparia cheia de personalidade, tudo desfilado ao ar livre, na manhã deste quarto dia de Fashion Rio.

Carol Trentini, a estrela do desfile, com a estampa de Maya Hayuk

A locação escolhida foi a histórica Escola de Artes Visuais do Parque Lage, enfeitada com as abravanações em pink da artista americana Maya Hayuk, que também assina uma estampa da coleção, nas árvores, num resultado otimista e lúdico.

O conforto, as silhuetas soltas (com a cintura deslocada) e a vocação para as ruas e para a moda jovem continuam, claro, nas propostas que tem como denominador o movimento do corpo e dos tecidos, bem como a integração com a urbanidade.

Vestido longo de cintura deslocada

No estilo, Renata Mancini propõe luvas no lugar de mangas, sacada para complementar os looks, substituindo casacos, e acessórios como galochas longas com meias altas. Muitos e muitos longos (até demais), que vão se diferenciando com o trabalho das padronagens e dos paetês bordados.

Há desde uma sarja com respingos de tinta, listras e um xadrez trompe-l’oeil, além da estampa baptizada de Maya, multicolorida. As cores também são bem importantes aqui, numa cartela contemporânea, feita de boas escolhas.

Macacão cáqui com respingos em Marcelia Freez

Bruna Tenório com vestido Liberty com pinceladas

Pegada urbana do look de Daiane Conterato, com estampa de raio

Vestido Maya bordado com cárdigan no padrão Grid

Ao final, um interessante trabalho em tricô metalizado em prata destroyed, desfiado, como no belo casaco oversized de Daiane Conterato, usado com legging de tricô com paetê embutido.

Mais Daiane, agora com o casaco destroyed em tricô metalizado

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Sem categoria | 15:34

Printing: um inverno ultracolorido

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Sem medo das cores fortes e do trabalho com os materiais

A Printing se propôs um interessante exercício anti-caretice e se jogou em sua mais colorida coleção, escolhendo sempre os matizes mais intensos e as combinações mais chocantes. Think pink, azul royal, amarelo limão, coral.

Acertou mais quando foi monocromática, e na edição dos complementos brincando com a oposição das cores, do que nas listras horizontais.

Silhueta alongada e tudo compriiiiiido

A lida com a cor é tarefa das mais complicadas numa marca, coisa que exige sensibilidade, pesquisa, timing, personalidade, firmeza. No estilo da Printing, Márcia Queiroz e Daniel Rodrigues não acertaram em todas as escolhas, mas pela coragem ganham aqui um voto de confiança.

Look mais jovial e solto

Como complicador, a equação comprimentos + proporções + materiais, sobretudo nos looks alongados: saias muito compridas, casacos ou blusas muito compridas, tudo acompanhando o corpo… Limita um pouco, quanto a quem é que fica bem com esse tipo de silhueta. Os vestidos de proporções mais enxutas, mais joviais até, vem bem no ponto, mais soltos. Como acabamentos, bordados de cristais e muranos nas roupas, e broches e colares de plumas. Será que precisava mesmo todo o tempo, já com tanta cor?

Look de abertura do desfile

Aline Weber, começando a trazer a cor

Bem, merecem destaque também outros dois momentos do desfile, oficialmente uma “viagem ao centro da Terra”: o início, um núcleo em negro (furta-cor, lindo, no sofisticado jacquard), de onde se parte para as loucuras deste inverno tropical, e o momento folhas e plumas do meio desta apresentação que teve styling de Daniel Ueda e beleza de Daniel Hernandez, com direção de Zee Nunes e trilha sonora de Filipe Foratini.

É esta seção faz a passagem com o verão 2011 da Printing e garante alguma coerência à marca, que vem fazendo um trabalho sério também no que lhe dá o nome, a estamparia elaborada, diferenciada.

Momento de transição tropicalista: verão e inverno

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Sem categoria | 13:57

Totem: Soul 70’s

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70's cool na Totem

Um clima soul 70’s deu o tom do desfile da Totem, que marca presença agora também nas temporadas de inverno. Ainda não é a esperada estreia de Yamê Reis à frente do estilo da marca, mas com a participação de Simone Nunes na marca de Fred D’Orey, ao menos as proporções e comprimentos pareciam sob controle.

Prata e optical no masculino...

Os tricôs são as principais atrações da coleção feita bem pra o Rio, com pegada meia estação, nem tão invernal assim (mas tudo bem). No lurex prata ficam os melhores momentos, na pólo com cárdigan masculino, e na saia de padrões redondos, num look até chique.

Prata e optical no feminino: luxo tropical!

Os hot pants e macaquinhos funcionaram mais no conceito do que na execução, mas ajudam a contar a história deste inverno da marca, que acertou nas sandálias masculinas e femininas. O índigo raw no total look também fez um bom flashback, com acertada ironia. De resto, batinhas e vestidões, nada revolucionário, mas no beat.

Total look índigo raw

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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011 Sem categoria | 17:56

British Colony

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O pescador trendy de Maxime Perelmuter na British Colony

Na British Colony, Maxime Perelmuter olha para o universo náutico para exercitar sua elegância descomplicada e tropical _ainda que no inverno. A estética das roupas usadas em barcos, bem como os grafismos, os movimentos e as cores das velas, são o vocabulário desta estação, sobretudo na excelente primeira parte do desfile, com pegada minimalista.

O navy, clássico da moda, não dá sinais de déjá vu nesta coleção. Ao contrário: de desejo. Ainda mais sob as mãos do stylist Daniel Ueda, que se segura desta vez nas sobreposições para beneficiar a limpeza formal e arrasa nas combinações das cores (cartela impecável).

Bege, cinza, azul e amarelo: chic!

Saia-vela em off-white

O design vem limpo, corte afiado, olhar fresco. Sem dúvida a volta do estilista ao line-up do Fashion Rio (comemorada na última estação) faz bem ao evento. Maxime é cool. Usar suas roupas é garantia de estar bem vestido, em sintonia com os valores de hoje. E seria bom que mais homens percebessem isso: “fashion”, sem ser montado.

No miolo do desfile, um tempero “cosmic dust”, um perfume new age étnico que tem tudo a ver com o momento, leitura dos anos 70 feita com muita sensibilidade pelo estilista, que avança também no feminino, com uma silhueta alongada e longilínea (e modelos de sobrancelha descolorida e boca bem vermelha).

Estamparia de perfume anos 70

O momento gráfico ao final já é mais irregular, e alguns materiais parecem não se comportar tão bem quanto desejaria o estilista, mas é fato que o desfile da British Colony proporcionou alguns dos melhores looks da semana. Agora ‘bora colocar essas roupas na loja, né?

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