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domingo, 11 de setembro de 2011 Sem categoria | 20:09

Sobre luxos e luxúrias, do kitsch, de sapatos, da arte e do bem, sempre!

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Fiquei com essa imagem na cabeça desde sua divulgação mês passado pela mídia global. Trata-se de uma das fotos icônicas deste ano.

Descobriu-se a vida de luxo e luxúria que vivia a família do ditador líbio Muammar Gaddafi. A advogada Aisha, de 34 anos, é chamada de Claudia Schiffer do Norte da África, e encomendou essa verdadeira “obra de arte” à sua suposta imagem e semelhança.

A verdadeira e linda Claudia Schiffer… Ah, bom…!

Loucura. Esse lifestyle dos ditadores, déspotas e trambiqueiros em geral, quando revelados ao mundo, costumam causar revolta mesmo. O primeiro caso de que me lembro desses foi o da ex-miss Imelda Marcos, que durante o governo de seu marido nas Filipinas, enquanto seu país vivia na pobreza, ela acumulava sapatos de grife _depois transformados num museu.

Imelda Marcos apresenta sua gigantesca coleção de sapatos, hoje um tristonho museu nas Filipinas

De repente me deu um estalo, e me liguei por que a imagem da casa de Ashia me parecia algo familiar.

Reuters

O mundo ficou meio passado com o lifestyle luxuriantemente luxurioso dos Gaddafi

Na escultura, Aisha aparece como uma sereia (a cidade é chamada de “a sereia do Mediterrâneo”, segundo pesquisei na Internet), e a própria Líbia sendo nomeada como a neta de Zeus (na mitologia, Lybia), legitimando essa ânsia louca pelo poder da família em questão.

Jeff Koons e sua musa, a atriz pornô italiana Cicciolina

Porém, trazendo para a (minha) Terra, a imagem me lembrou dos trabalhos de Jeff Koons _que adoro, que tem no kitsch um de seus principais pilares.

Michael Jackson e Bubbles, um dos trabalhos mais conhecidos de Jeff Koons, de 1988

As cores, o dourado, a avacalhação… Felizmente, aqui sem ser a sério. Quer dizer, sendo, mas…

Outra versão do amor do artista e da porn star…


Uma das versões da Pink Panther; o vestido dela meio sereia (ou não?)

É, ainda bem que temos a arte.


We want to break free: Freddie mudou o mundo (para o bem)

Pra terminar, deixo meu respeito a um artista que de que também se falou nesta semana, numa imagem que vi na Internet e que também, por coincidência, traz cores semelhantes. Morto há quase 20 anos, faz muita falta neste mundo, tendo aberto caminhos musicais e a cabeça das pessoas, deixando suas palavras, gestos e seu talento por aqui. Freddie Mercury faria 65 anos. E fez a diferença. Detalhe da foto: descalço. ;-)

beijos ga-ga

Palô

Autor: Erika Palomino Tags: , , , , ,

sábado, 3 de setembro de 2011 Sem categoria | 00:57

Revista importante pode “se inspirar” sem dar o crédito?

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O mundo da moda ficou mudo com a beleza desconcertante do editorial “What Lies Underneath”, da dupla Mert e Marcus, com edição de Katie Grand, na mais recente revista “Love”. Talvez o mais incrível publicado neste ano. Casting, conceito, proposta… O tratamento de imagem (pós-produção), luz, os enquadramentos e as bizarras situações em que algumas das modelos mais bafônicas do momento são colocadas.

Sombrio, erótico, extremamente sexualizado, perverso, fetichista, quase assustador.

Kristen McMenamy com seu novo look _os longos cabelos brancos, o corpo esquálido e alvíssimo, abre a matéria olhando para o céu, junto a um modelo de cuecas de cara enfiada para baixo, dois cisnes na página ímpar. Na maioria das cenas, tênis Converse e lingerie Calvin Klein. Batons vermelhos e tops como Guinevere e Saskia submersas e/ou amarradas ao estilo bondage japonês (o shibari). Um deck, carros afundados, uma floresta escura.

Guinevere e Angus com o carro submerso no ensaio

Em seu editorial de abertura na revista, onde Katie Grand em geral se mostra adolescentemente fervida, brincalhona e muitas vezes fútil em relação à moda, desta vez ela parece mais envolvida, emocionada até, descrevendo de onde partiram as ideias da revista, de onde veio uma coisa que levou à outra e à outra no processo editorial que é sempre orgânico _as boas revistas, com boas pautas, em geral vão ganhando uma espécie de vida própria, levando-se para lugares em que nós, editores, não suspeitávamos de início (e que para fazer voltar para o “roteiro original”, se necessário, carece de pulso. Mas isso é assunto para outro post.).

No texto, Katie Grand começa mencionando como ponto inicial o trabalho do fotógrafo e ilustrador de fetiche John Willie (1902-1962), nascido em Singapura, considerado um dos pioneiros do gênero com o material publicado na revista “Bizarre” nos anos 40 e 50 nos EUA.

Trabalho do fotógrafo e ilustrador John Willie


O trabalho de Nobuoshi Araki, mostrando o submundo de Tóquio

Depois ela cita Nobuyoshi Araki, fotógrafo que retrata o submundo da indústria do sexo de Tóquio, mostrando prostitutas e seus clientes, com direito a muito bas-fond e muito shibari (difícil até achar uma imagem “comercial” para reproduzir aqui).

E daí Katie Grand fala do inglês Bruce Argue, que ela diz que foi o responsável pelos nós e pelas amarrações nas modelos do editorial da “Love”, que chegou a ser “acusado” na internet de glamourizar a morte, de glamourizar a violência etc.

Bom, ela cita tanta gente, no restante de seu texto também, e foi se esquecer de citar logo o fotógrafo Jeff Bark , que em 2007 apresentou numa galeria de Londres um trabalho (fotos e vídeo) chamado “Woodpecker”. Pois de tão chocada que ficou a comunidade de moda com o editorial, vendo e revendo as imagens, que logo alguém se lembrou dessa exposição, achando muitas coisas, digamos, parecidas.

Love (esq.) vs Bark

Bark não chega a ser obscuro, apareceu até em sites como o The Cool Hunting.

Então agora a pergunta é onde foi que a coisa desvirtuou? Por que não citar Bark, já que todas as outras referências foram citadas? Um vídeo da dupla Mert e Marcus do trabalho é muito semelhante, até mesmo na trilha sonora, do vídeo original de Bark (vi o vídeo, mas não achei o link pra colocar aqui).

A discussão acerca da originalidade das ideias, do que é homenagem, citação, “inspiração” etc. não é nova no território da moda, da cultura pop e da arte. Este ano mesmo o rei do remix, o badalado artista plástico Richard Prince, perdeu um processo contra um fotógrafo. Beyoncé, também neste ano, foi acusada de plagiar a cenografia de um número da cantora italiana Lorella Cuccarini, e admitiu que viu o trabalho antes.

Love (esq.) vs Bark 2

Será que fotógrafos tão importantes e cultuados como Mert e Marcus, no topo da elite da moda, precisariam se inspirar em um colega contemporâneo? E a “Love”, que é considerada uma das mais inspiradoras publicações do mundo, precisava “chupar” (como se diz por aqui, em bom português) um trabalho recente de um artista ainda em atividade? Será que o Jeff Bark tá p%#*? Será que alguém vai aparecer para se justificar ou vai ficar por isso mesmo? Vai ver é tudo culpa do google. Ou de algum assistente que a essa altura já deve ter sido demitido.

bjs xerocados

Palô

Autor: Erika Palomino Tags: , , ,

quarta-feira, 31 de agosto de 2011 Sem categoria | 19:50

Custamos mas chegamos e/ou custamos mas voltamos (fashion is back)

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Colunista ou blogueiro que começa texto se desculpando pela ausência dizendo que anda super ocupado é uó, né? Então não vou fazer isso.

Começo dando um salve para setembro. Que tanto custou a chegar.

Não chego a desgostar de agosto, já que o mês me deu Lucas, luz do meu caminho (já julho me deu Pedro, que me tornou mais forte). Neste agosto tive, antes da temporada nova-iorquina de terremotos e furacões, uma semana de férias, algo que não via há muitos anos, agostos incluídos. Pois fui ver Nova York, desta vez com meu pai, algo que não fazia há coisa de muitas primaveras. E aproveitei para ver o penúltimo dia da mostra de Alexander McQueen no Metropolitan Museum, depois de quatro horas na fila e mais uma hora e meia de exposição.

Fila que peguei no penúltimo dia da mostra do McQueen, nas minhas férias em NY

Tudo já foi dito sobre a exposição, acho, como aliás tudo já foi dito na Internet. Mas pra quem se interessa pelo que penso: quando passei porta adentro, comecei a chorar. Sendo que emocionada estava desde o parque, fila adentro, vendo todas aquelas pessoas perfiladas para ver a obra de alguém por muitos agostos atormentado, encontrado morto naquele fevereiro de 2010. Claro que muitos nem sabiam porque estavam ali. Porém, o que se sabia era que valia a pena ficar naquele sacrifício (até mesmo para os mais fanáticos). Afinal, ali dentro veríamos a obra de um verdadeiro ARTISTA.

Fiquei silenciosamente feliz (nem é essa a palavra) pela alma de Alexander Lee McQueen. Fiz algumas preces. E também pensei que aquele momento era um marco para a moda. Para a relevância da moda e para seu significado.

Imagem icônica da exposição (já viu o livro? vale encomendar)

Volta e meia alguém pergunta: moda é arte? É que confunde mesmo. Podemos avaliar subjetivamente um desfile como analisamos um quadro ou um filme… Alguns vestidos preciosos como uma obra-prima. Nem toda moda, como se sabe, é arte. Ih, tem ainda modinha, tem ainda fast-fashion, tem roupitcha, basiquinho… Basicão.

Agora, sabe o que o povo da moda anda falando por aí? Tirando as fofocas, claro?

Fashion is back.

Claro, precisamos sobreviver. Mas tirando isso, também, essa é a notícia. A volta da moda. Caso nenhuma hecatombe, atentado, tragédia natural ou artificial, esta temporada de desfiles internacionais que vem por aí deverá celebrar o prazer da moda, de gostar de se vestir. Pra gente, no verão, aqui nos trópicos, significa que poderemos ter um verão histórico. Tomara, né?

Acho que estamos todos merecendo, depois daquele 2011 que queremos fingir que não aconteceu…

Junto com a moda, também voltei. Ah, e agora uso verde. ;-)

Vestido da coleção resort da Lanvin (já viram o filme com Raquel e Karen Elson?)

beijos

E.

PS: Deixo no final, ao menos, minhas desculpas.

PS2: Mais provas da volta da moda: filme da Lanvin

Notas relacionadas:

  1. Confissões de uma mídia junkie
Autor: Erika Palomino Tags:

quinta-feira, 21 de julho de 2011 Sem categoria | 16:21

Parabéns, Alexandre Herchcovitch!

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Alê e eu em Paris, em nossa primeira viagem a Paris, no início dos anos 90

Feliz aniversário, amigo. Parabéns por seus 40 anos. Datas redondas são sempre importantes. Servem para a gente fazer de alguma forma um balanço do que fizemos até agora na vida. Pra (tentar) projetar o que fazer daqui pra frente. Apesar de, pelo que sei de você, possivelmente deve haver alguns planos já nessa sua redonda cabecinha loura. Ainda que não divulgados em assessorias ou nas tantas e tantas reportagens a seu respeito em português, japonês, francês, inglês ou mandarim. Sueco e mais algumas outras, certamente.

Eu mesma, com uma frequência que eu diria… semanal, telefonam pedindo depoimentos a seu respeito, sobre a importância de seu trabalho e, quer saber? Isso me enche de orgulho. Da mesma forma como hoje observo toda a moda brasileira celebrando seus 40 anos. Isso não é pouco.

Porque como você bem sabe, querido, lá nos primórdios dos anos 1990, fomos nós dois perseguidos (eu mais), pela nossa amizade. Quanto fui eu acusada de falar de você alegadamente em excesso em meus textos na Folha de S.Paulo, onde eu então trabalhava, simplesmente porque saíamos juntos pelos massivos e krawitzs do que à época se considerava o tal mundinho. Esse verdadeiro McCarthismo fashion duraria até os anos 2000, quando as más línguas se enrolaram em silenciosa epilepsia, calando-se aos poucos, voltando a se pronunciar para bradar aos quatro, cinco, mil ventos sobre seu inconteste e insuperável talento. Ainda que, até hoje (tenho isso pra mim), eles continuem sem entender nada.

Histórias pra contar eu teria tantas… Que nem seria um post. Seria um livro. Talvez o que eu ia escrever para a Cosac. Tomando sua entrevista, você falou, falou, falou e falou, lá na minha casa no Pacaembu, lembra? Entre xícaras e xícaras do café fortão que a Vera fazia… Escrevi o texto, mas o soturno sr. Charles gongou e não quis publicar. Kkkkk. Deve ter sido culpa do café forte. Ou do meu texto, que ele considerou “fraco”. Hahaha.

Quem sabe um dia ainda escrevo um livro, então. Em que eu seja a editora. ;-)

Bom, tem aquela outra história de quando você foi pintar meu cabelo com a tintura Manic Panic que no pote parecia ruivo, mas que no meu cabelo ficou rosa. E eu fui pro Phytoervas Fashion de cabelo pink. E ninguém me conhecia naquela época ainda, e perguntava: Quem é aquela garota na primeira fila de cabelo rosa? “É a Erika, da Folha.” Só dava eu. Foi meu melhor golpe de autopromoção. E sem querer!

Teve o desfile verde da Atitude; as camisetas que você fez com os desenhos do Pedro e do Lucas; o desfile dos dez anos da coluna no teatro Municipal… Amor, você faz parte tanto da minha vida…

Sem falar que nunca me esqueço da sensação da primeira vez que entrei na sala de estar da sua casa, quando você ainda morava com seus pais, no apartamento do Sumaré. Que não era uma casa de família normal, era basicamente, já, seu ateliê. E você me mostrou sua coleção de caveiras, suas botas de fetiche, suas roupas. E seu Benjamin, o Arthur, dona Regina… Me sinto parte da sua família. Tem desfile que choro mais do que sua mãe, e é ela que vem me acalentar, me abraçando.

Como este é um cartão de aniversário, nem preciso falar aqui de suas qualidades como artesão, de suas técnicas que se aprimoram e no seu corajosamente autofágico processo criativo, da sua hercúlea disciplina, de seu tino para os negócios.

Devo observar, entretanto, sua curiosa escolha por amigos discretos, e restaurantes obscuros e pela opção de colocar o profissionalismo no lugar da bajulação. Aproveito aqui pra elogiar também, querido, seu posicionamento como cidadão gay. Sem bandeiras, com naturalidade. Simples assim. Estendendo os votos de felicidades a seu casamento com Fábio, seu companheiro de todas as horas.

Alexandre Herchcovitch, você fez todo mundo aprender a soletrar seu complicado e lindo sobrenome judeu, do qual você tem tanto orgulho (lembra que eu, idiota, ainda tentei fazer você mudar??? “Ninguém vai conseguir escrever!!!). Você tinha razão. Claro.

Bem, querido, tudo de bom. Saúde, muitas alegrias, essas coisas que se desejam nos aniversários. Vindo daqui, não é clichê de facebook. É de coração.

Beijos com muito carinho,

Erika

PS: A imagem deste singelo cartão é daquela nossa viagem a Paris. Nossa primeira vez em Paris, quando dividimos o quarto no Pas de Calessa! Estávamos descobrindo ainda o mundo. Com uma cara de susto nessa foto, né? Foi o Alê Breve que tirou. Ele nos pegou de surpresa, acho. Você tinha essa foto??? Te amo.

Notas relacionadas:

  1. Herchcovitch inverno 2011: pra quem gosta
  2. Herchcovitch jeans: muito com pouco
  3. SPFW verão 2012: Alê Herch, André Lima, Amapô…
Autor: Erika Palomino Tags:

terça-feira, 21 de junho de 2011 Sem categoria | 18:23

SPFW Verão 2012: Colcci e Triton

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Mais duas marcas que evoluíram no SPFW verão 2012.

Colcci

A marca parece ter ouvido nossas preces / lamúrias. Garantiu-se só com o charme tímido de Ashton e a exuberância de Alê Ambrosio _reduzida a uma simplicidade digna de Jurerê Internacional para um verão que inovou exatamente por fazer certinha uma lição de casa que parece fácil _mas não é.

Alê Ambrosio ao final do desfile

Sabe aluno bagunceiro que quando leva o trabalho _e sem rasura_ a professora já fica contente? Tipo isso. Brincadeiras à parte, temos aqui navy, listras, anos 70, um guarda-roupa para garotos que sabem das coisas e meninas com tudo no lugar, a cintura também.

Sobrou de errado um cabelo meio Gisele no styling e na edição da inglesa Victoria Young, que conseguiu dar certa unidade ao trabalho de Jeziel Moraes e Adriana Zucco (masculino e feminino, respectivamente). Desfile de marca comercial querendo imprimir pegada fashion e mantendo atitude de passarela: realmente, ninguém disse que essa matéria era moleza.

Triton

Outra marca que se beneficiou pela não-vinda de celebridades. Desenhada por Karen Fuke, estilista querida pelo mercado de moda, a Triton nesta temporada vem mais adulta e séria _ainda que seu “tema” fale dos festivais de música como Coachella, Burning Man e quetais, gathering jovens realmente inspiradores tanto para os fãs de música quanto para quem segue os blogs de como se vestem as pessoas mais legais do mundo (dentre essas que podem se dar ao luxo de seguir o calendário desses encontros nos verões do hemisfério norte, claro).

Sem levar tudo ao pé da letra, ainda bem, temos proporções e silhuetas do prêt-à-porter global (e atual) temperados com certo tropicalismo e extravagância.

Sabemos que nem tudo vai caber no guarda-roupa da Triton Girl. Mas talvez essa garota tenha ficado no passado mesmo. Na memória dos 15 anos de SPFW. Aos fashionistas, pelo menos, o verão 2012 da Triton agradou.

Na loja, o bom uso de cores, dos cáquis e das estampas deverá ganhar roupagens mais comerciais e acessíveis à desejável massa.

Notas relacionadas:

  1. Samuel, Triton + Sapucaí feelings
  2. Colcci: o grito dos desesperados
Autor: Erika Palomino Tags: , ,

Sem categoria | 17:43

SPFW verão 2012: Cori e Ronaldo Fraga…

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E a lista de quem se destacou no SPFW segue…

Cori

Da inspiração na história dos uniformes do tênis, passeando por diferentes épocas e silhuetas, Giselle Nasser faz uma coleção fresca, com modernidades e clássicos equilibrados adequadamente para a consumidora da marca. Adoro o uso das cores e dos grafismos, mesmo quando misturados.


No início achei que o desfile não fosse decolar, mas ele acabou acontecendo, terminando com looks que projetam a grife para o futuro. Verdadeiro “ace”.


Ronaldo Fraga

Nesta temporada quase ufanista, o estilista foi brincar o Carnaval ao som de Noel Rosa e fez mais um de seus desfiles inesquecíveis, encerrando o SPFW com leveza, paixão pela moda e muito confete. É uma coleção ao mesmo tempo forte e nostálgica, misturando fantasias ao guarda-roupa de hoje, com direito até a sensuais transparências.

Notas relacionadas:

  1. Ju Jabour e Cori: pequenos grandes passos
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  3. Top 10 SPFW inverno 2011
Autor: Erika Palomino Tags: , ,

Sem categoria | 17:21

SPFW verão 2012: Lino Villaventura, V.Rom, Fause…

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Continua a análise dos desfiles que, na opinião desta colunista, destacaram-se no SPFW de verão 2012.

Lino Villaventura
A novidade: mais leveza e menos drama no decorativismo de Lino Villaventura, numa coleção nas cores do arco-íris mais focada, principalmente nos comprimentos mais curtos.

Nos mais longos, diáfanas, suas mulheres de sonho lembravam deusas ou personagens vindos de um passado distante ou imaginário. E os plissados, que deram a volta e entraram no jogo de novo? A moda tem dessas coisas.

Andrej Pejic no desfile de Lino Villaventura


E como encantou Andrej Pejic no desfile… Uma aparição verdadeiramente andrógina, dândi mítico. Talvez a imagem masculina que Lino Villaventura sempre tenha procurado.

V.Rom

O jovem estilista Igor de Barros vem se fortalecendo no estilo da marca, ganhando confiança e dando bons produtos para a loja e boas imagens de passarela aos fotógrafos e editores.


Aqui, desconstrução, estamparia e sobreposições são as armas de uma alfaiataria jovem e até (bem) disfarçada em streetwear.

FH por Fause Haten

Apresentação performática e delicada, no ponto certo, que emocionou os fãs do estilista. Bailarinas, meninas, mulheres, clarices, elas se perdiam em cena, vendadas, em cristais, telas, brancos, rosas e amarelos.

Estivesse Fause mais interessado nas proporções do hoje, mais relevância teria sua tocante encenação. Mas, como o pessoal pegou mania de dizer por aí: isso fica a seu critério, não?

Fotos Site Chic e FFW

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  1. Alessa: quem tem medo do maximalismo?
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  3. SPFW verão 2012: Alê Herch, André Lima, Amapô…
Autor: Erika Palomino Tags: , , , , ,

Sem categoria | 12:22

SPFW verão 2012: Alê Herch, André Lima, Amapô…

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Passada a correria da temporada de SPFW, quero compartilhar aqui alguns pensamentos sobre os desfiles… Serão várias notas, tentando alinhar tudo o que vimos… Vamos por partes, é bastante coisa…

Alexandre Herchcovitch

Uma coleção linda. Preciosa. De início, quase roupas de baixo de princesas e rainhas _transportadas para os dias de hoje. Depois, os passeios por silhuetas retrô feitos com técnicas de época, segundo o estilista, que foram se perdendo ao longo dos tempos e que ele e sua equipe decidiram pesquisar e recuperar. Como se sabe, nos desfiles de Herchcovitch, “o essencial é invisível para os olhos”.

Em seu autofágico e corajoso processo criativo, Herchcovitch destrói e nega o que foi feito antes (no caso, o sombrio inverno 2011) para disso fazer emergir o novo. Numa cartela de cores luminosa, em muitos cetins e bordados, matching escarpins, matching bonés (parceria do estilista com a New Era), matching shades (parceria do estilista com a Chili Beans), tudo era realmente belo. Mas não era um pouco wasp? Ou a trilha com Afrika Bambaataa resolveria essa sensação?

Não foi nos anos 1950 que vieram à tona a imagem da mulher ideal, da dona de casa perfeita? E aquelas modelos não eram perfeitas demais? Será que Herchcovitch estava com seu desfile de NY na cabeça? Será que ele virou “ladylike”? Será que ele não tem o direito de virar ladylike e ninguém tem nada com isso?

Muitas perguntas. Quase a capa do “Stop Making Sense”. Porém, confesso que cheguei a me ajeitar na cadeira quando entrou Aline Weber com seu vestido sem mangas, proporção danada de boa, comprimento levemente acima do joelho, boné. Pronto, pensei. Agora vão começar os looks matadores.

Mas não. Para Alexandre Herchcovitch,  as principais estocadas já haviam sido feitas, e por ali ficamos, quase mortos, em êxtase, diante de tanta beleza. Para a loja correremos o quanto antes _we few, we happy few, we band of brothers.

Amapô

Look do desfile da Amapô

Como um espremedor de frutas pós-tropicalista, a marca continua seu desafiador exercício de desconstrução, querendo chacoalhar as estruturas do SPFW, desfiando o olhar dos fashionistas para decodificar os tantos sinais emitidos das antenas sensíveis e psicodélicas de Pitty Talliany e Carô Gold. Ainda acerta mais no masculino e, no mínimo, enche a Bienal de bom humor. Esteticamente, seria algo como Rick Castro encontra Rei Kawakubo para pegar uma brisa ao som de Bob Marley, viajando com a cortina brilhosa do cenário da coleção, ou num bloco de rua carnavalesco do Rio de Janeiro. Em qualquer opção, despretensioso. Astral.

André Lima

Usando o bordão da temporada, neste verão André Lima resolveu fazer uma coisa diferente (apesar de vir fazendo looks praticamente atemporais). Exercitou sua extravaganza desta vez em preto e branco, refresco estético em sua trajetória.

Na luta diária da tesoura com o pano, o sempre ousado André Lima não aparenta sinais de cansaço para suas tantas roupas de festa. Muito menos suas clientes com o cartão de crédito sempre tinindo.

Fotos: Site Chic

Notas relacionadas:

  1. Amapô e Neon: loucura, loucura, loucura
  2. Herchcovitch inverno 2011: pra quem gosta
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Autor: Erika Palomino Tags: , , ,

terça-feira, 14 de junho de 2011 Sem categoria | 11:20

Animale: refresco no verão 2012

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A estilista Priscilla Darolt e a equipe da Animale foram dar um refrescante passeio pelo sul da França e trouxeram essa leveza para a coleção da marca no verão 2012, também para nosso alívio.

Sai aquele peso de armadura urbana e entra em cena um guarda-roupa mais real, mais desejável até, ainda que com propostas de moda claras. Bem claras, alias, por conta dos azuis, lilases e brancos da cartela.

Quase não dá pra saber se gostamos tanto por finalmente conseguirmos respirar num desfile da Animale ou porque a roupa é boa. Brincadeira. A roupa é boa, fazendo de assimetrias, detalhes ricos, bons materiais, sutilezas, e a pesquisa de materiais que vinha antes “on your face” agora sintetiza-se em flores reais aplicadas diretamente sobre o couro, levíssimo.

Um guarda-roupa “de rica”, como se diz, que mostra a Animale em busca de uma consumidora mais sofisticada para fazer (ainda mais) volume sobre suas estrondosas vendas em todo o país. Há peças for a do lugar, como o próprio segundo look, meio rock, de Raquel Zimmermann, mas com essa mulher perto de nós, quem poderia reclamar, e do quê?

Autor: Erika Palomino Tags:

Sem categoria | 11:06

Samuel Cirnansck: kink on demand!

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Samuel Cirnansck fez um desfile divertidíssimo. O tanto que era divertido ver as expressões em choque do povo da primeira fila, algumas modelos meio jovenzinhas apavoradas, amarradas, com suas bocas presas em cabrestos, buquês prendendo-lhes as mãos, noivas nada castas. Românticas? Sim e não. Tudo isso enquanto Lady Gaga cantava acapella “Born This Way” e depois “Speechless: I’ll never talk again, you’ll left me speechless, and I’ll never love again”.

Como se sabe, ofetiche é algo muito pessoal. Porém, a todos que estavam meio passados, um alento, a título de informação: no universo do bondage, só é amarrado quem quer. E quiser.

Goste ou não, Samuel Cirnansck construiu uma trajetória consistente de ateliê que decidiu nesta temporada trazer à passarela. Cansado, talvez, de tentar encontrar um hibridismo falseta entre o que não faz e o que realmente faz, decidiu jogar limpo com a gente.

Tanto melhor. Basta sairmos do perigoso gosto versus não gosto e do preconceito. E se ele desfilasse em Paris, hein? Colonizados que somos, será que iríamos achá-lo “transgressor”???

Além disso, antes das noivas, do final, havia os vestidos em latex, em tons pastel, e os bordados, muito bonitos e (quase) simples. Contemporâneos até. Bons para uma festa causativa. Mas não para qualquer mulher.

No GNT ao vivo, ontem à noite, Samuel Cirnansck defendeu-se de comentários irônicos com tranquilidade, dizendo que achava que teria sido chato colocar uma parada de vestidos de noiva sem nenhum “plus a mais”. Concordo. Assim, ele trouxe sexo.

Num verão que talvez nem se fale disso (vamos ver até o final da estação). Só por isso, pela coragem, pela vontade de sacudir, por desafiar o gosto e não medir as palavras (na moda elas são imagens), aqui já conta com minha sempre subversiva simpatia.

Notas relacionadas:

  1. Samuel, Triton + Sapucaí feelings
  2. Alessa: quem tem medo do maximalismo?
  3. Tufi Duek por Eduardo Pombal: urucum para todos
Autor: Erika Palomino Tags: ,

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