18/04/2009 - 21:01

Este blog não vem sendo atualizado em razão do excesso de trabalho que estamos enfrentando no Instituto Brasileiro de Ética nos Negócios.
Pedimos desculpas… Aproveite e confira as entrevistas aqui publicadas e também acesse o Blog Ética nos Negócios que está a todo vapor aqui no iG.
E, se você que nos visita é estudante de jornalismo e deseja nos ajudar no desenvolvimento do Blog Entrevista CEO elaborando as entrevistas de outros presidentes de grandes empresas, entre em contato com a gente pelo e-mail blog@eticanosnegocios.org.br.
Autor: douglas - Categoria(s): Sem categoria
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01/10/2008 - 10:55
Já voltamos ao trabalho. Em breve, disponibilizaremos à vocês outras entrevistas com os principais executivos de renomadas empresas em atuaçao no Brasil.
Aproveite para navegar pelas entrevistas já publicadas e também acessar o Blog Ética nos Negócios que continua a todo vapor.
Autor: douglas - Categoria(s): Sem categoria
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15/05/2008 - 23:25
Olá amigo (a),
Em função do Produto Verde, nossa instituição está totalmente envolvida nos intensos trabalhos desta inédita iniciativa.
Por isso, o Blog Entrevisa CEO voltará as suas atividades normais no segundo semestre.
Enquanto isso, navegue pelas entrevistas publicadas nesta página como também nas demais indicadas na coluna da direita. Temos certeza que valerá a pena!
Destacamos também que o Blog Ética nos Negócios continua a todo vapor!
Saudações,
Instituto Brasileiro de Ética nos Negócios
Douglas Linares Flinto
Diretor-Presidente
Autor: douglas - Categoria(s): Sem categoria
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10/02/2008 - 17:35
Olá amigo (a),
Nossa instituição está trabalhando na Pesquisa Código de Ética Corporativo 2008 com patrocínio da maior empresa de distribuição de energia da América Latina, a AES Eletropaulo e com apoio (por enquanto) da Roche, Dow Brasil, TIM, Organizações Globo, Lojas Renner e CVC.
Os resultados deste inédito estudo serão apresentados durante o Congresso Norte-Nordeste de Comunicação Empresarial e Pública (Conncep 2008) a ser realizado no início do mês de abril, em Fortaleza-CE.
Por conta disso, nossa equipe está toda focada neste trabalho, dificultando o cronograma de bate papo com os principais executivos das empresas em atuação no país e a publicação aqui no blog.
Em breve estaremos de volta! Aproveite para navegar pelas entrevistas já publicadas e também acessar o Blog Ética nos Negócios que continua a todo vapor.
Aguarde e aceite nossas desculpas!
Saudações,
Instituto Brasileiro de Ética nos Negócios
Douglas Linares Flinto
Diretor-Presidente
Autor: douglas - Categoria(s): Sem categoria
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12/12/2007 - 23:05
O principal executivo de uma empresa tem sua agenda abarrotada de compromissos durante todo o ano e nesta época então, é pior ainda. São inúmeras reuniões com a diretoria para consolidar os resultados de 2007 e definir os objetivos para o próximo exercício.
Por esta razão, o Blog Entretista CEO entra em recesso estratégico desejando a você e a toda a sua família um excelente Natal e um Ano Novo trementamente abençoado por Deus.
Confira nossas entrevistas e também visite o Blog Ética nos Negócios.
Até 2008!
Autor: douglas - Categoria(s): Sem categoria
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29/10/2007 - 00:09
A história desta companhia se confunde com a do seu principal produto: o alumínio.
A pequena fábrica chamada Pittsburgh Reduction Company fundada no final dos anos 1.800 por um grupo de 6 industriais americanos e um jovem químico recém formado que havia descoberto a tecnologia para transformar esse pouco conhecido metal, se transformou na primeira empresa do planeta a produzir e comercializar alumínio. Entretanto, não havia mercado para novo esse produto, pois os fabricantes hesitavam em utilizar um metal diferente.
Foi somente quando seus fundadores começaram a produzir utensílios de cozinha e a reduzir consideravelmente os custos daquele novo material, os paradigmas começaram a ser quebrados e aos poucos, empresas começaram a ser atraídas e a inserir o alumínio em sua produção.
Na primeira década de 1.900, com os negócios prosperando o nome da empresa foi mudado para Aluminum Company of América e antes mesmo da virada deste século, essa empresa aumentou significativamente sua presença global por meio do crescimento interno, parcerias no mundo toda e grandes aquisições tanto na Europa como nos EUA, e seu produto, o alumínio, tornou-se o material escolhido para revestir de forma adequada uma nova geração de aeronaves, automóveis e milhares de outros produtos com maior resistência, segurança, leveza, economia em energia e fonte reciclável.
Atualmente é um gigante corporativo, com faturamento total superior a US$ 30 bilhões em 2.006. Presente em 42 países, com seus 123.000 funcionários, é a líder mundial na produção, transformação e gerenciamento de usinas de alumínio primário, alumínio manufaturado e alumina, tendo como principais mercados o aeroespacial, automotivo, construção civil, industrial, transporte comercial e de embalagens.
Além disso, conquista prêmios pelos quatro cantos do mundo e mais recentemente em Davos, na Suíça, durante o Fórum Econômico Mundial, foi considera uma das três empresas mais sustentáveis do planeta.
Se você pensou Alcoa Inc., acertou!
O Blog Ética nos Negócios tem a honra de receber Franklin Feder, presidente para a América Latina e CEO da subsidiária brasileira, a Alcoa Alumínio S/A.
Blog: Muito obrigado por ter aceito nosso convite. É um imenso prazer receber você no Blog Ética nos Negócios.
Feder: O prazer é meu. Obrigado pelo convite para participar desta conversa.
Blog: Já é tradição no Entrevista CEO iniciar nosso bate papo querendo conhecer a pessoa entrevistada. Você poderia falar sobre o Franklin Feder?
Eu nasci em Nova York, vim para o Brasil com quatro anos de idade, e sou formado em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas com um MBA do IMD de Lausanne, Suiça. Também cursei Ciências Sociais na USP, mas acabei não me formando neste curso. Desde 1979, quando o atual Chairman e CEO da Alcoa, Alain Belda, era presidente da companhia aqui no Brasil, fui consultor da Alcoa, na área de Planejamento e Marketing Industrial. Em 1990, tornei-me “Alcoano”, servindo como Diretor de Planejamento e depois, como Diretor Financeiro. Em 1999, transferi-me para Pittsburgh, então o escritório central da companhia, e em 2001 para Nova York – onde trabalhei durante quatro anos. Ao final de 2004, recebi o desafio de presidir a Alcoa América Latina.
Blog: Quais são suas maiores responsabilidades, desafios e objetivos em se conduzir as operações da Alcoa no Brasil e em toda a América Latina?
Feder: A Alcoa tem a visão de ser a melhor empresa do mundo. Não a maior, mas a melhor. Essa meta não é arrogante (como “superior”), mas sim responsável (como “mais boa”) para todos os seus stakeholders – funcionários, clientes, acionistas, comunidades. Eu diria que, além de liderar todos os aspectos dos negócios da companhia na nossa região, o meu maior desafio é estar permanentemente à altura dessa visão e ajudar a conduzir a Alcoa nessa direção, em todas as situações.
Blog: O CEO e chairman da Alcoa, Alain Belda, é brasileiro também e isso demonstra a competência e o talento dos nossos executivos. Quais as principais qualidades que encontramos nos líderes brasileiros e em que eles se diferem dos demais?
Feder: Acho que a principal qualidade é que os brasileiros têm uma boa disposição para enfrentar desafios. E fazem acontecer. De maneira muito competente. Eu vejo isso aqui na Alcoa diariamente.

Blog: Nossa instituição tem como missão fomentar a atuação responsável em toda a sua amplitude: Ética nos Negócios, Responsabilidade Social e Ambiental, e a tão sonhada Sustentabilidade, especialmente entre as crianças, jovens e adolescentes que serão os colaboradores, executivos, dirigentes e proprietários das empresas de amanhã. Por isso da nossa imensa satisfação em conversar com o CEO de uma das mais premiadas empresas do planeta quando o assunto é, exatamente, a Responsabilidade Ética, Social e Ambiental a qual chamamos de Tripla Responsabilidade Corporativa. Vamos começar falando de Ética nos Negócios. Dentre as 300 empresas de todo o mundo que atuam nos dez mais importantes setores da economia, a Alcoa foi reconhecida como líder da ética pelo Covalence Ethical Ranking (arquivo pdf em inglês), instituição suíça que avalia as empresas no campo da reputação ética. A Alcoa ficou entre as dez primeiras multinacionais mais éticas do mundo em duas categorias: a mais ética (8º lugar) e a de maior progresso ético (3º lugar). Além disso, a Alcoa é a 1ª empresa mais ética do mundo no setor mineração e metalurgia. O que representa a Ética nos Negócios para a Alcoa? Porque as empresas têm que ser éticas? E quais as vantagens e benefícios de atuar com ética?
Feder: Essa resposta poderia se alongar imensamente, com um desfile de razões e explicações. Mas acho que a mais forte delas, a que resume e sintetiza todas as outras, é que, para uma empresa que se pretende perene, simplesmente não há alternativa. Cada vez mais a sociedade exige transparência, comportamento ético, de parte de todos os atores sociais. E, quanto maior a empresa, mais exposta ela está, permanentemente, ao julgamento da sociedade. Por isso digo que não há opção. O comportamento ético, a integridade, a busca da sustentabilidade estão deixando de ser atributos e passando a ser elementos indispensáveis de uma empresa que mereça esse nome.

Blog: A Alcoa possui um Código de Conduta Empresarial estabelecendo padrões que vão além do que as Leis exigem, porque é regido pelo conjunto de valores da companhia, possibilitando que o relacionamento com todos os seus públicos seja feito de maneira ética, contribuindo assim, para um trabalho íntegro e honesto. A Alcoa apresenta esse instrumento com a frase: “Faça o que é certo”! Para muitos, não é um Código de Ética que vai fazer com que a empresa seja mais ética. Você concorda com essa afirmação? Porque é importante a empresa elaborar e adotar esse instrumento?
Feder: Para que toda a sociedade possa cobrar esse comportamento, todos os dias, em todas as circunstâncias, de todos os Alcoanos. É a formalização do nosso compromisso público com uma postura invariavelmente correta e íntegra, sempre.
Blog: Recentemente, nossa instituição lançou um inédito levantamento realizado no Brasil, denominado de 1ª Pesquisa sobre Código de Ética Corporativo, sendo utilizado como banco de dados as 500 empresas de maior destaque no cenário nacional constante da tradicional publicação da revista EXAME, As Melhores & Maiores (edição 2006). A Alcoa faz questão de divulgar esse instrumento de maneira contundente, pois dá destaque, inclusive, na página inicial do seu web site corporativo. Quais os motivos da Alcoa dar tanto destaque o seu Código de Conduta Empresarial? Você acredita que outras empresas devam seguir esse exemplo? Por quê?
Feder: Nós adotamos como lema a expressão “Sustentabilidade é a nossa natureza”. Fazemos um esforço permanente em busca da Sustentabilidade – que se traduz no tripé sucesso econômico-progresso social-excelência ambiental. O compromisso público com a ética faz parte desse valor da Sustentabilidade, por isso o divulgamos de maneira muito intensa. Para que a sociedade conheça esse nosso compromisso. E para que nos cobre o cumprimento dele.

Blog: A Alcoa também vem conquistando prêmios quando o assunto é o reconhecimento de seus próprios colaboradores. No ano passado, no Brasil, a Alcoa Alumínio continuou, pelo sétimo ano consecutivo, entre as Melhores Empresas para Você Trabalhar, de acordo com a revista Você S/A. Essa tradicionai publicação brasileira se baseia na pesquisa realizada pela renomada organização Great Place to Work® Institute Brasil que também elegeu a Alcoa uma das melhores empresas para se trabalhar, não só no Brasil, mas na América Latina também. Esse ranking resulta de pesquisas realizadas com mais 420 mil funcionários de 1.183 empresas em atuação na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Peru, Uruguai e Venezuela, avaliando conceitos como: credibilidade, respeito, imparcialidade, orgulho e camaradagem. Qual a receita da Alcoa quando o assunto é capital humano?
Feder: Nós adotamos uma sistemática de produção e gestão que chamamos ABS (“Alcoa Business System”), cujo principal pilar é a constatação de que quem faz a diferença são as pessoas. Uma empresa pode ter dinheiro, máquinas, prédios, instalações, tecnologia. Se ela não tiver pessoas de qualidade e comprometidas, isso tudo de nada adiantará. Porque quem faz uma empresa são as pessoas. Por isso dedicamos a maior atenção à gestão de pessoas. Os mais altos níveis de liderança da companhia dedicam seus melhores esforços e talento à criação e manutenção de um ambiente que permanentemente atraia, desenvolva e retenha nossos talentos.
Blog: O Instituto Alcoa é o braço social da companhia, tendo como missão melhorar a qualidade de vida das comunidades onde a Alcoa Alumínio e suas subsidiárias opera, por meio da aplicação de recursos na realização de atividades, predominantemente, nas áreas de educação, saúde, meio ambiente e bem-estar social. Fale-nos sobre o principais projeto em desenvolvimento (confira o video institucional do Instituto Alcoa.
Feder: Creio que a melhor resposta é dizer que, desde 1.995 a Alcoa investiu mais de R$ 70 milhões em mais de 1.600 projetos, beneficiando 22 cidades brasileiras e com o apoio de 650.000 horas de trabalho voluntário de seus funcionários e familiares.
Blog: A Alcoa Foundation foi criada em 1.952, com o objetivo de alocar recursos para projetos comunitários das unidades da empresa em todo o mundo, inclusive é uma das mantenedoras do Instituto Alcoa. Entretanto, estes recursos são prioritariamente destinados a programas onde ocorram a participação efetiva dos funcionários e seus familiares. Porque é tão importante o envolvimento e participação de colaboradores nas ações sociais da companhia? Qual o projeto de destaque?
Feder: Um aspecto da maior importância da busca da Sustentabilidade consiste em que tanto a empresa como seus funcionários atuem de maneira cidadã. Quando incentivamos os Alcoanos a doar parte de seu tempo e esforço a causas de interesse social e quando damos apoio financeiro da empresa a projetos de promoção social indicados pelos próprios funcionários, estamos não só ajudando a melhorar a qualidade de vida das pessoas das comunidades, mas também ajudando nossos funcionários a se tornarem cidadãos melhores.
Blog: Em relação a natureza, qual a relevância e como são tratadas as questões ligadas ao meio ambiente e quais são os projetos de maior destaque da Alcoa?
Feder: Quando a Alcoa começou a atuar no Brasil, em Poços de Caldas, mais de 40 anos atrás, não havia no País uma legislação que regulasse a reabilitação de áreas mineradas. Pois a Alcoa decidiu ir além da legislação e, em conjunto com a Universidade de Viçosa, em Minas Gerais, a empresa trabalhou para desenvolver um sistema que recupera essas áreas, com o plantio de árvores de espécies nativas. Essa iniciativa, que se tornou referência internacional, serviu também como uma das bases para a atual legislação brasileira nesse setor. Este é um exemplo da postura da Alcoa quando o assunto é meio ambiente. Somos sempre mais exigentes com nós mesmos do que a legislação requer.

Blog: Não é de hoje que a Alcoa se preocupa com o aquecimento global, tanto é verdade que neste ano, sua companhia ficou com o 3º lugar na lista das 50 empresas-pioneiras mundiais em baixa emissão de carbono, elaborada pela CNBC European Business. Qual a importância desse tema para a Alcoa? O que já foi realizado e conquistado?
Feder: Este tema é de suma importância para a Alcoa. Tanto que, há cerca de uma década, numa época em que sequer havia o debate público nas atuais proporções, a Alcoa já se preocupava com a questão do aquecimento global. No começo dos anos 90, a companhia estabeleceu metas de redução, e nós buscamos atingí-las ou superá-las. Entre 1.990 e 2.006, reduzimos em 26,5% a nossa emissão mundial de CO2 equivalente. Essas ações constam no 2.020 Strategic Framework for Sustainability (Estratégia de Sustentabilidade 2.020), um conjunto de diretrizes e metas ambientais que orienta a atuação das unidades da companhia em todo o mundo.
O ranking da CNBC European Business leva em conta políticas “corajosas ou inovadoras”, adotadas na última década, e a Alcoa é a única metalúrgica da lista e a primeira entre as três grandes companhias norte-americanas relacionadas.
Internamente, a companhia continua investindo em tecnologia com o objetivo de modificar de forma estrutural a produção de alumínio. É de conhecimento público o potencial da tecnologia que chamamos de anodo inerte, que, caso bem-sucedida comercialmente, pode revolucionar o processo produtivo. Além disso, no dia-a-dia, a observação de métodos de produção seguros contribui com a redução das emissões. A modernização, em Poços de Caldas, é um exemplo disso.
A Alcoa também lançou uma campanha para promover a exibição do documentário “Uma Verdade Inconveniente”, do ex-vice-presidente dos EUA, Al Gore, em todas as suas localidades. Mais de 11 mil pessoas, entre funcionários da companhia e seus familiares, assistiram ao filme e passaram a conhecer um pouco mais sobre as mudanças climáticas e seus efeitos sobre o planeta. Após as sessões, eram realizados debates sobre as ações que a Companhia está realizando e o que se pode fazer individualmente para frear o aquecimento global. Em algumas fábricas foram distribuídas mudas de árvores e sacolas de pano não descartáveis, para substituir as sacolas de plástico normalmente entregues nos supermercados.
Esta iniciativa da Alcoa inclusive despertou o interesse de órgãos governamentais, ONGs e outras empresas do setor. A AMDA (Associação Mineira de Defesa do Ambiente), sugeriu que mais indústrias do estado seguissem este exemplo, e a prefeitura de Juiz de Fora, em Minas Gerais, por exemplo, está incentivando e criando parcerias com as indústrias locais para exibirem o filme e chamarem a atenção de seus funcionários para a importância do tema.
Blog: É por essa razão que a Alcoa ajudou a fundar a Parceria Americana pela Ação Climática (US-CAP – United States Climate Action Partnership)? Quais as motivações, objetivos e desafios dessa inédita aliança?
Feder: Sabemos que é nosso dever lidar com a mudança climática e a US-CAP constitui um desdobramento natural da cultura da Alcoa, reconhecida por instituições internacionais como uma das primeiras empresas a adotar, por iniciativa própria, práticas para reduzir a emissão de GEE (gases causadores do efeito-estufa).
A US-CAP trabalha para que o Congresso norte-americano trace metas de redução das emissões para curto e médio prazo, por meio da criação de um programa nacional que acelere pesquisa, desenvolvimento e aplicação tecnológica, além de estimular ações semelhantes em outros países.
Todas as recomendações da parceria têm por base os seguintes princípios:
. Responsabilizar-se pelas dimensões globais da mudança climática
. Reconhecer a importância da tecnologia
. Ser ambientalmente eficaz
. Criar vantagens e oportunidades econômicas
. Ser justo com setores desproporcionalmente impactados
. Reconhecer e encorajar ações o mais cedo possível
Além disso, a Alcoa é signatária do Pacto de Ação em Defesa do Clima, proposto pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) e formado em abril de 2.007. O Pacto reúne entidades ambientais e empresariais brasileiras, com o objetivo de combater o processo de aquecimento global por meio da redução das emissões de GEEs na tentativa de evitar o aumento de 2ºC na temperatura media do planeta. Para cumprir essa tarefa, é preciso reduzir as emissões mundiais de dióxido de carbono em 50% a 85%, até 2050, e estamos a caminho de cumprir nossa parte.
Blog: A Alcoa integra, novamente e pela quinta vez, o Índice Dow Jones de Sustentabilidade. Seria possível você explicar para nossos leitores o que é esse índice? E, o que significa para a Alcoa fazer parte dele?
Feder: O Dow Jones Sustainability Index (DJSI) foi lançado em 1.999 como o primeiro indicador da performance financeira das empresas líderes em sustentabilidade a nível global. As práticas de empresas de capital aberto, listadas na Bolsa de Nova Iorque, são avaliadas segundo critérios sociais, ambientais, econômicos e de governança corporativa e as que apresentam os melhores resultados nessa avaliação são escolhidas para compor o índice.
Para nós, fazer parte do DJSI, significa um importante reconhecimento público de que estamos no caminho certo inserindo o conceito de sustentabilidade em nosso dia-a-dia nos negócios.
Blog: Como se não bastasse todos esses reconhecimentos, a Alcoa foi eleita uma das “Empresas Mais Sustentáveis do Mundo” na lista Global 100, da Innovest Strategic Investors da Corporate Knights divulgada durante o Fórum Econômico Mundial, de Davos na Suíça, no início deste ano. O que é Sustentabilidade para a Alcoa? Quais as principais atitudes empresariais para se alcança-la? E o que a Sustentabilidade representa para os negócios?
Feder: Sustentabilidade para a Alcoa é utilizar nossos valores para construir sucesso financeiro, excelência ambiental e responsabilidade social, através de parcerias, de forma a gerar benefícios líquidos de longo prazo para nossos clientes, funcionários, acionistas, fornecedores e nas comunidades nas quais operamos.
Acreditamos que ética, cooperação, diálogo e criatividade são atitudes intrinsecas à sustentabilidade e nossos valores (Integridade, Saúde, Segurança e Meio Ambiente, Clientes, Excelência, Pessoas, Lucratividade, Responsabilidade) contemplam e estimulam essas atitudes.
Para os negócios da Alcoa, Sustentabilidade vai além de mitigarmos nossos riscos, pois sua busca gera novas oportunidades para nós e para os públicos com os quais nos relacionamos.
Blog: Inquestionavelmente, a Alcoa é um exemplo a ser seguido… Obrigado, Franklin Feder, por sua participação no Entrevista CEO do Blog Ética nos Negócios. Um abraço.
Feder: Obrigado pela oportunidade de participar dessa conversa e caso os leitores queiram aprofundar o conhecimento sobre algum dos itens aqui abordados, nosso Relatório de Sustentabilidade (2002 – 2003 – 2004 e 2005/2006) está on-line em www.alcoa.com.br.
Autor: douglas - Categoria(s): Sem categoria
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04/10/2007 - 22:40
Nosso entrevistado de hoje no Blog Ética nos Negócios é o presidente das operações da subsidiária brasileira da empresa britânica British American Tobacco, a B.A.T..
A BAT, tem sede capital da Inglaterra, Londres e é o mais internacional e importante grupo de tabaco global, realizando negócios em mais de 180 mercados nacionais, com suas 81 fábricas em 64 países, empregando mais de 90 mil colaboradores e tendo mais de 250 mil produtores agrícolas integrados às sua cadeia produtiva em todo o mundo. Além disso, um em cada sete dos cerca de um bilhão de fumantes do planeta é consumidor de uma marca produzida por empresas do grupo BAT.
Em suas marcas internacionais, a BAT concentra foco e recursos em quatro delas: Lucky Strike, Kent, Dunhill e Pall Mall. A comercialização destas quatro marcas representam 44% das vendas das marcas internacionais da BAT e cerca de 15% do volume total de vendas do grupo.
Vamos bater um papo com Andrew Gray, o CEO da Souza Cruz.
Blog: É uma enorme satisfação receber você no Entrevista CEO. Obrigado por aceitar nosso convite! Já é uma tradição no Blog Ética nos Negócios, iniciar nossa conversa, querendo conhecer a pessoa que estamos entrevistando. Por isso, você pode nos falar um pouco do Andrew Gray?
Andrew Gray: Tenho 43 anos, iniciei minha carreira profissional na Souza Cruz, na área de Marketing em 1986, como estagiário. Nos dez anos seguintes ocupei várias posições, chegando a Gerente de Marcas (como Carlton e Lucky Strike) e de outros produtos de tabaco.
Sou formado em Economia na PUC do Rio de Janeiro. Sou descendente de escoceses, nascido em Porto Alegre e brasileiríssimo apesar do nome “difícil”.
Nos anos seguintes, especialmente em 1996, fui transferido para o Chile como o responsável por marcas em Marketing, assumindo depois a área de Trade Marketing. Em 2001, tornei-me o Gerente Geral do Caribe e depois de dois anos assumiu a América Central, com a integração das áreas.
Em maio de 2004, acabei assumindo o cargo de principal executivo da BAT Malásia, importante mercado do Sul da Ásia até ocupar a presidência da Souza Cruz em março de 2006.
Blog: Por sua pouca idade e seus mais de vinte anos de companhia, é fácil imaginar que a Souza Cruz possa ter sido, se não a única, um das suas primeiras colocações profissionais e isso, sem sombra de dúvida, nos demonstra e serve de grande motivação aos jovens desse país como é possível chegar ao topo de uma carreira corporativa. Qual sua receita para tamanho sucesso?
Andrew Gray: Costumo dizer para os mais jovens que nada se consegue sem dedicação. Comecei minha carreira na Souza Cruz muito jovem, porém não menos dedicado. Aproveitei a oportunidade de estágio em uma grande empresa, estudei muito e sempre me dediquei ao aperfeiçoamento constante na atividade que então exercia.
A Souza Cruz me proporcionou a oportunidade de evoluir, tanto profissionalmente como ser humano. A cada dia aprendo coisas novas. Absorvo idéias e pensamentos diferenciados. Mas, sempre digo que não importa onde esteja ou que posição ocupe, todos nós somos sempre aprendizes.
Blog: O fato da Souza Cruz ter atualmente como CEO um executivo de mais de vinte anos de companhia, profundo conhecedor da empresa e do mercado brasileiro, pode acabar favorecendo os seus resultados? Por quê?
Andrew Gray: Em qualquer atividade, o profissional tem que estar familiarizado com a companhia em que trabalha. Independente do tempo de casa, o fato do colaborador se dedicar a conhecer o negócio, a estrutura e a organização da empresa facilita na tomada de decisões.
A Souza Cruz proporciona a todos os seus colaboradores uma interação bastante ampla, acompanha o desenvolvimento de cada um e sempre está aberta a novas idéias e possíveis dúvidas que possam vir a surgir.
Blog: A Souza Cruz é hoje líder absoluta no mercado nacional de cigarros com mais de 60% de market share e proprietária de seis das dez marcas mais vendidas no país; um dos cinco maiores grupos empresariais do Brasil com faturamento superior a US$ 3 bilhões; a 4ª maior contribuinte de impostos; empregando, direta e indiretamente, mais de 250 mil pessoas. Quais os maiores desafios para se comandar uma companhia dessa magnitude? Quais as suas maiores responsabilidades? E, quais os principais desafios?
Andrew Gray: Os grandes desafios que a Souza Cruz enfrenta referem-se basicamente à: intensificar o combate à concorrência desleal; atender às demandas do consumidor e aumentar as exportações do fumo em folha; manter o reconhecimento do mercado em excelência de gestão e responsabilidade social e ética.
Blog: “Um dos temas que mais se tem discutido ultimamente é o da ética. Em todos os níveis da sociedade civil, na esfera das relações privadas, nos segmentos da administração pública, a ética passou a fazer parte das nossas conversas cotidianas. No âmbito empresarial, muito se tem discutido a respeito de uma conduta corporativa responsável que, através de práticas de negócios saudáveis, possa construir organizações fortes e duradouras capazes de dar uma contribuição relevante para o desenvolvimento da sociedade. A Souza Cruz nunca se furtou dessa responsabilidade. Ao longo de sua história centenária, a empresa sempre manteve princípios éticos de gestão de negócios indo além de suas meras obrigações legais, procurando desta forma manter relacionamentos claros e confiáveis com investidores, governo, clientes, concorrentes, fornecedores, comunidades e funcionários”. Essa é, exatamente, a Carta do Presidente da Souza Cruz, à todos os stakeholders da companhia para apresentar as “Normas de Conduta Ética da Souza Cruz” e até podemos dizer que essas normas de conduta são um Código de Ética. Em sua opinião, quais os benefícios e vantagens em uma empresa adotar esse tipo de instrumento?
Andrew Gray: Não vejo como “vantagem” e sim como o caminho natural a ser seguido, tanto pelos indivíduos quanto pelas empresas. Adotar uma postura ética, transparente e uma boa conduta para com todos os envolvidos no nosso negócio faz parte do cerne da Souza Cruz. Atuar conforme os princípios e valores que visam o benefício mútuo garantem a sustentabilidade de qualquer negócio.
Os princípios de conduta da Souza Cruz são norteados por três pilares: benefício mútuo, boa conduta corporativa e marketing responsável.
Blog: É parte integrante das Normas de Conduta Ética, o “Procedimento para Denúncia” firmando o compromisso da Souza Cruz em alcançar elevados níveis de integridade na vida pública e em todas as suas práticas de negócios. Inclusive, é explícito nesse documento a “proteção ao indivíduo” que reportar, de boa fé, uma preocupação genuína e assim, não poderá sofrer nenhum tipo de represália ou retribuição. Essa atitude demonstra, não só transparência e coragem empresarial, mas acima de tudo, um elevado “compromisso ético”. Quais as principais vantagens competitivas em gerir uma companhia com essa ética?
Andrew Gray: O procedimento de denúncia significa concretizar uma filosofia de atuação da Souza Cruz no campo da integridade e na gestão dos seus negócios. Estabelecer confiança com todos os nossos públicos pode ser considerada uma das vantagens. A fidelização acontece a partir do momento em que a empresa se mostra envolvida com várias questões que influenciam a sociedade como um todo. O comprometimento com a ética é um dos principais pilares que regem a nossa conduta.

Blog: Falando em Ética nos Negócios, uma das grandes preocupações de qualquer empresa é com a famigerada “concorrência desleal” que tem na sonegação fiscal, no contrabando e na falsificação suas principais armas, e tanto no ramo do tabaco como no de bebidas e combustíveis é muito acentuada. Ano passado, o governo praticou ações mais efetivas no combate a essa prática nada ética, tendo reflexos positivos até nas vendas físicas da Souza Cruz. Apesar desse esforço, muita coisa ainda falta ser feita… Isso passa pela conscientização da população? O que mais pode ser realizado para diminuir drasticamente esse mal que reduz a arrecadação de impostos e o conseqüente investimento social e, principalmente, desestimula a oferta de empregos ao cidadão de bem?
Andrew Gray: Acredito que a mentalidade do brasileiro esteja mudando. Comercializar produtos de procedência duvidosa fere os preceitos da concorrência justa, dos direitos do cidadão e proporciona o aparecimento do crime organizado. O ofensivo trabalho da Receita Federal junto com a Polícia Federal, a imprensa e o Governo Federal têm contribuído de forma significativa nesta área.
Blog: No site da companhia existe uma página dedicada ao tema “Fumo e Saúde“. Lá encontramos as afirmações da Souza Cruz sobre alguns temas de extrema importância sobre as realidades que envolvem o ato de fumar, dentre eles destacamos: “comercializar cigarros legalmente é uma atividade lícita e a missão da Souza Cruz é fornecer produtos de qualidade a adultos que escolheram fumar, cientes dos riscos do hábito”; “a Souza Cruz reconhece que o consumo de seus produtos envolve riscos à saúde”; “a Souza Cruz afirma que, atualmente, a única atitude sem riscos em relação ao fumo é não fumar”; e, “embora algumas informações sobre fumaça ambiental de cigarros tenham se provado exageradas, a Souza Cruz considera que os fumantes precisam se preocupar com o conforto dos demais e não devem fumar perto de crianças e gestantes”. Essas verdadeiras informações acabam por conscientizar os cidadãos e cidadãs sobre os malefícios e riscos dos produtos vendidos pela Souza Cruz os quais, garantem a sua sobrevivência. Esse posicionamento extremamente transparente, não é o mesmo que dar um tiro no próprio pé?
Andrew Gray: De forma alguma, pelo contrário. Trata-se de uma conduta absolutamente responsável, transparente e honesta. Quando uma empresa do porte da Souza Cruz se mostra aberta ao debate e informa o seu consumidor sobre o produto, agrega valor e confiança. O relacionamento se torna transparente e a reciprocidade fica evidente. O que a Souza Cruz deseja é ter um consumidor adulto informado, responsável pelas escolhas individuais. E a nossa história ao longo de 104 anos nos mostra que estamos no caminho certo.
Blog: Essa postura corporativa ilustra muito bem que é possível comercializar os produtos Souza Cruz e ao mesmo tempo ser uma empresa-cidadã, rebatendo críticas de alguns atores que alegam que uma empresa de cigarros não pode ser uma empresa socialmente responsável?
Andrew Gray: Exatamente. A responsabilidade em nossas atividades e as nossas ações socioambientais, fazem parte da conduta da Souza Cruz. Independente do segmento que se atue, a responsabilidade social pode, e deve, ser exercida com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento contínuo do nosso país. Ser responsável significa para a Souza Cruz ouvir e incorporar nos seus planos de negócios s expectativas legítimas dos grupos que podem afetar seus negócios.
Blog: Dando continuidade ao assunto Responsabilidade Social Corporativa, quais são programas sociais de maior destaque da Souza Cruz?
Andrew Gray:
DIÁLOGOS UNIVERSITÁRIOS
O programa Diálogos Universitários é uma iniciativa da Souza Cruz que visa complementar a formação educacional, cultural e humanística dos universitários, através da discussão de temas relevantes para este público, além de apresentar informações e posicionamentos da Souza Cruz. Desde que começou, em 2005, o projeto já contou com 18 edições e mais de 14 mil estudantes participaram do evento. Nomes como Família Schürmann, Bernardinho, Lars Grael, Gustavo Borges, Roberto Justus, entre outros, acreditaram e endossaram o projeto que já virou referência no calendário universitário do país. Empreendedorismo, motivação e o papel econômico e social da indústria do fumo na realidade brasileira foram três dos principais temas que marcaram o lançamento do programa. Com várias edições de Diálogos Universitários realizando-se em diferentes universidades no país, a Souza Cruz coloca em prática o seu compromisso com o desenvolvimento dos jovens, dentro da idéia de que a educação é a principal forma ampliar horizontes.
Em 2007 já foram realizadas seis edições do projeto e mais cinco estão previstas até dezembro. O convite aos Diálogos Universitários é aberto a todos os estudantes universitários, professores e comunidades locais, desde que, obrigatoriamente, sejam maiores de 18 anos.
DIÁLOGOS CULTURAIS E AMBIENTAIS
Os Diálogos Ambientais são ciclos de palestras e debates com foco em questões relativas ao meio ambiente, em que também são abordadas as ações e atitudes preservacionistas da Souza Cruz. O evento é direcionado ao público universitário, de forma ampla e multidisciplinar, para contribuir com a formação curricular dos universitários, tanto do ponto-de-vista acadêmico, quanto nos aspectos social, cultural e humanístico.
PROJETO CUIDE
Por acreditar na importância cada vez maior da atitude do consumo consciente e no equilíbrio do bem estar dos cidadãos com as possibilidades ambientais e as necessidades sociais, a Souza Cruz firmou uma parceria com o Instituto Akatu para desenvolver o Projeto Cuide dentro da companhia.
O Akatu é uma organização não-governamental, sem fins lucrativos, que foi criada no âmbito do Instituto Ethos de Responsabilidade Social com a missão de educar para o consumo consciente. Na Souza Cruz, o Projeto Cuide teve sua implantação inicial, como projeto-piloto, na fábrica Cachoeirinha, no Rio Grande do Sul, com o objetivo de ampliar a disseminação do conceito de Responsabilidade Social Empresarial dentro da companhia e na comunidade.
Na unidade em Uberlândia foi realizada pesquisa sobre o índice de Consumo Consciente com os mais de 1000 colaboradores. Eles se tornaram multiplicadores e aplicaram os mesmos conhecimentos nas suas comunidades. Foram realizados concursos, blitz e projetos voltados para consumo consciente. Em julho aconteceu a grande festa gaúcha com a temática do consumo consciente. Em setembro, no encerramento do projeto, será lançado um folder com resultados do projeto.
VOLUNTÁRIOS SOUZA CRUZ
Uma ação voluntária pode começar muito antes do que se pensa. Ela tem início quando começamos a tomar consciência da nossa responsabilidade social individual, ou seja, somos responsáveis pelos impactos de nossas ações. Acreditamos que atitudes conscientes são o primeiro passo para ações voluntárias mais comprometidas. A responsabilidade de fazer um mundo melhor é de todos nós.
O programa Voluntários Souza Cruz foi inspirado nas experiências bem-sucedidas dos grupos de voluntariado já existentes na companhia. Em diversas unidades, os colaboradores se mobilizam para “fazer diferença” nas comunidades onde se encontram. Com este programa, a companhia incentiva ainda mais o espírito do voluntariado, disponibilizando ferramentas e informações para assegurar o sucesso destas iniciativas.
Este ano a Campanha de Inverno do Programa Voluntários Souza Cruz foi um sucesso. As doações beneficiaram 29 instituições em todo o País. No total, foram arrecadadas 6,5 toneladas de alimentos e mais de 16.000 peças de roupa, além de 3.000 itens de higiene e 100 brinquedos.
O FUTURO É AGORA
Realizado em parceria com o Sindicato da Indústria do Fumo (Sindifumo) e a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), este programa busca a erradicação do trabalho infantil na lavoura de fumo, através da conscientização dos produtores rurais e de seus filhos sobre a importância do estudo, por meio de uma abordagem muito próxima do universo deles. As ferramentas do trabalho são materiais informativos, encontros com a comunidade e a utilização de orientadores agrícolas, que atuam diretamente com os pais para a mudança de comportamento. A partir de 2001, foi criada também uma certificação para os produtores que cumprirem os compromissos previstos pelo programa, dentre eles o de incentivar os estudos dos filhos, no mínimo, até o fim do ensino fundamental.
Blog: Conte-nos sobre o Instituto Souza Cruz. Quais suas principais atribuições? E quais são suas principais contribuições como braço social da companhia?
Andrew Gray: O Instituto Souza Cruz (ISC) é uma organização não-governamental, sem fins lucrativos, de abrangência nacional, com sede no Rio de Janeiro. Reconhecido pelo Ministério da Justiça como uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), o Instituto está comprometido com a causa da Educação para o Desenvolvimento Humano Sustentável, desde sua fundação em 31 de julho de 2000. A missão principal do Instituto é contribuir para educar e formar jovens empreendedores no meio rural brasileiro, através de iniciativas que potencializem seu protagonismo nos processos de desenvolvimento local.
Atualmente o ISC desenvolve suas ações em parceria com o CEDEJOR (Centro de Desenvolvimento do Jovem Rural) apoiando projetos nas localidades de Vale do Rio Pardo (RS), Encostas da Serra Geral (SC) e Centro-Sul do Paraná (PR).
Blog: A responsabilidade social empresarial já está avançando para a cadeia produtiva da empresa. No caso da Souza Cruz, já existem projetos nesse sentido envolvendo os produtores rurais e até mesmo os varejistas?
Andrew Gray: Em relação aos nossos produtores, destaco o programa Plante milho e feijão após a Colheita do Fumo. Em parceria com as Secretarias Estaduais de Agricultura de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul e entidades estaduais de pesquisa e extensão rural, a Souza Cruz estimula e orienta seus produtores para o plantio de grãos após a colheita do fumo. O objetivo é diversificar as culturas e aumentar a renda das pequenas propriedades rurais.
Já com os nossos varejistas, temos o “Programa de Responsabilidade Social: Aqui Tem”, desenvolvido pela Souza Cruz. O programa em questão tem por objetivo conscientizar e educar seus parceiros, os varejistas, quanto ao comportamento socialmente responsável. Para isso, a empresa tem firmado parcerias com entidades representativas do setor para que seja atingida a maior quantidade de varejos. A Souza Cruz acredita que apenas adultos conscientes e bem-informados devem consumir seus produtos. Por isto, um dos objetivos do Programa é zelar pelo cumprimento da lei 10.702/2003, que proíbe a venda de cigarros a menores de 18 anos. Para facilitar sua assimilação e identificar seus parceiros, uma logomarca especial foi criada. Com a expansão planejada, outras ações estão previstas. Hoje, alguns varejos já recebem o produto em caixas de papelão que exibem a logomarca, assim como as tabelas de preço, reforçando o compromisso do varejista. A iniciativa segue a proposta de incentivar o varejista a identificar-se como ator social, capaz de tomar iniciativas em benefício da comunidade em que se localiza, e não apenas como agente econômico.
Blog: O Instituto Brasileiro de Ética nos Negócios acredita que as empresas têm que exercer a “Tripla Responsabilidade Corporativa”, ou seja, as responsabilidades empresariais devem ser três: a responsabilidade ética, a responsabilidade social e a responsabilidade ambiental, e, necessariamente, são inseparáveis e indistinguíveis. Até aqui conhecemos o exercício das responsabilidades éticas e sociais da Souza Cruz. Comente conosco sobre as atitudes para a preservação ambiental de sua companhia.
Andrew Gray: Esta é uma preocupação da Souza Cruz antes mesmo do assunto virar pauta constante dos grandes jornais. Para tanto, a Souza Cruz possui em suas unidades em Cachoeirinha e em Santa Cruz do Sul, parques ecológicos e ambientais, respectivamente. Investimos, também, no reflorestamento desde 1981, o que tornou a empresa auto-sustentável em lenha – importante fonte de energia nossas unidades industriais.
Destaco também o programa de tratamento de efluentes e reciclagem da água na fábrica da Souza Cruz em Uberlândia (MG), que é responsável pela economia de cerca de 9.000 m³ de água por mês. De 2000 até agora, o índice de reciclagem dos resíduos industrias aumentou de 60% para 97%. Além disso, 100% da água tratada na fábrica de Uberlândia é reaproveitada nos sistemas de refrigeração de máquinas e equipamentos, nas descargas sanitárias, na rede de irrigação, nos serviços de limpeza, entre outros. A iniciativa não só possibilitou a diminuição do consumo de água da concessionária, disponibilizando maior volume para a comunidade, como também permitiu a redução do lançamento de esgoto na rede pública municipal e do uso de energia elétrica.

Blog: Já que estamos falando de meio ambiente, imaginamos que o mundo dos negócios nunca mais será o mesmo em função do efeito estufa que ocasiona o irreversível aquecimento global com suas graves conseqüências. Com seu entendimento sobre esse assunto? O que você acredita que deverá ser buscado e realizado por governos, empresas e sociedade?
Andrew Gray: Eu acredito que o primeiro passo já foi dado: juntar políticas públicas com a iniciativa privada. O fundamental nesta questão é sair do discurso para entrar na ação. A Souza Cruz, assim como várias empresas de capital aberto, já mostram diversas iniciativas que contribuem para o apaziguamento de um possível colapso ambiental.
Blog: A Souza Cruz “acredita que investir em talentos humanos é essencial e fundamental para conquistar o diferencial competitivo”. Como os nossos leitores podem fazer parte de sua companhia? O que o CEO da Souza Cruz poderia dizer a esses jovens talentos que tenham essa meta?
Andrew Gray: A nossa busca por talentos é continuada, de acordo com a demanda requerida por cada setor. Disponibilizamos em nosso site um canal para inclusão de currículos. Uma vez retidos, esses profissionais terão a oportunidade de desenvolver suas habilidades estabelecendo uma visão de futuro. Entendemos como empresa vencedora aquela que reconhece em seus recursos humanos a força motriz para o crescimento do negócio.
O Blog Ética nos Negócios agradece imensamente o presidente da Souza Cruz, Andrew Gray, por este agradável bate papo.
Autor: douglas - Categoria(s): Sem categoria
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14/09/2007 - 00:04
Hoje, o Blog Ética nos Negócios abre espaço para um empreendedor, fundador da DryWash Internacional, empresa que irá comercializar um revolucionário produto: lenços umedecidos para lavar carros sem a utilização de água.
E exatamente por isso, as perspectivas financeiras e de expansão além das fronteiras nacionais são excelentes, especialmente, pelo fator ambientalmente correto e sustentável que este inovador produto traz consigo.
Até pouco tempo atrás, este jovem empresário possuía um ótimo produto e um grande sonho. Hoje, após conquistar o reality show Aprendiz 4 – O Sócio e firmar uma sociedade com o apresentador do programa e empresário Roberto Justus, ficou conhecido em todo o país.
É isso mesmo! Nosso entrevistado é Tiago Aguiar.
Blog: Olá Tiago. É uma satisfação recebe-lo no Entrevista CEO. Como sempre fazemos, gostaríamos de começar este bate papo querendo conhecer o Tiago Aguiar. Fale um pouco sobre você.
Tiago: Eu nasci em 1.976 em São Carlos e, logo, fui morar na Inglaterra junto com meus pais; após este período, tendo meus pais concluído seus Mestrado e Doutorado na Universidade de Sheffield, voltei para o Brasil.
Desde cedo, eu gostava de fazer algo pelo ambiente em que vivemos e pela sociedade, o que ficou mais evidenciado quando, em 1.989, durante um período de chuvas no Rio de Janeiro, em que aconteceram diversos desmoronamentos na cidade, eu decidi doar uma de minhas bolas de futebol, juntamente com uma carta, para um menino que havia sido resgatado dos escombros. No meio de todas as pessoas que estavam ajudando a recolher as doações, uma repórter veio conversar comigo e acabou descobrindo que eu era o tal que havia doada a bola para o Marquinhos. Isso eu tinha uns 12 anos e acabei no Jornal Nacional.
Enfim, fiz intercâmbio nos Estados Unidos e, retornando ao Brasil, cursei a Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Formei em 1.999 e, dois anos depois, abri meu próprio escritório chamado Zancaner, Lima Gonçalves e Aguiar Advogados, focado em Direito Empresarial.
Em 2.004, fui morar em Nova York para fazer uma especialização em Negócios Internacionais na Universidade de Nova York, e, por seis meses, trabalhei como trainee nas áreas Jurídicas e Política da Organização das Nações Unidas (ONU).
Fiz mestrado na PUC-SP na área de Direito Comercial e acabo de defender minha dissertação sobre “Investimentos Internacionais e a Contrapartida Social”, um tema que envolve setor privado como agente e promotor dos direitos humanos.
No final de 2.005, vi a possibilidade de alinhar meu sonho de desenvolver um trabalho lucrativo e que tivesse efetivo impacto na vida das pessoas e do ambiente ao conhecer a DryWash, empresa nacional que desenvolveu um produto para lavar veículos sem água, e, com ela, abri a DryWash Internacional para expansão dos negócios ao exterior.
Blog: Como surgiu DryWash Wipes e seu produto revolucionário? Como é possível lavar carro sem água?
Tiago: Primeiramente, é importante quebrar um mito de que água lava alguma coisa. Água por si só não é o suficiente para realizar uma limpeza. Sempre teremos dois aspectos no processo de lavagem: primeiro, um condutor químico, e, segundo, uma força causando atrito. O atrito mais esse condutor é o que, de fato, faz uma lavagem. Pois bem, para se lavar um veículo ocorre da mesma forma (a água em si não faz com que a sujeira simplesmente suma, tanto é que se jogar somente água num carro, ele permanecerá sujo, certo?), tem-se um condutor, que no caso da lavagem comum é um shampoo, e depois o atrito do pano, esponja, enfim. Na limpeza sem água ocorre o mesmo; temos um produto que funciona como o condutor e um pano. Nos dois tipos de lavagem ocorrerá atrito, porém como nosso produto é especialmente elaborado para quebrar as partículas grandes de sujeira, ao mesmo tempo que possui uma cera que diminui o atrito da sujeira com a superfície a ser limpada (no caso do carro, a lataria), ele tem menos atrito que uma lavagem comum. De fato, a lavagem sem água agride muito menos a lataria do que uma lavagem comum, além do que este produto não somente limpa o carro, ele encera, dá brilho e protege a pintura, o que faz com que o carro demore mais tempo para sujar. Quer dizer, numa mesma ação você tem todos esses benefícios.
Portanto, o que estamos fazendo agora é unir este líquido de limpeza sem água, inventado pela DryWash em 1.996, a um lenço umedecido para que ele possa ser utilizado pelo consumidor final, a qualquer hora e em qualquer lugar.
A idéia foi justamente essa, como fazer com que o consumidor possa utilizar este produto da maneira mais prática possível? Daí os lenços umedecidos, ou DryWash Wipes que, aliás, não é só para carro, pode ser usado em qualquer tipo de veículo seja moto, barco, avião, etc.

Blog: Este produto tem um apelo forte, economia de água. Este é o grande diferencial dos lenços umedecidos? É um valor agregado repassado para o custo do produto?
Tiago: O apelo realmente forte. Você sabia que para se lavar um carro gasta-se em média 300 litros de água? Você sabia que uma pessoa por dia consome cerca de 100 litros de água? Quer dizer que cada vez que você leva seu carro para lavar, 3 pessoas ficam sem água! Isso, lógico, se estivemos num país com tremendo problema de abastecimento de água. Agora, se vamos falar no mercado internacional, temos problemas de falta de água em 11 países do continente africano, 9 no europeu, Austrália, Oriente Médio, China e Estados Unidos (Califórnia, Flórida, Texas e Nevada, principalmente), cada qual com o seu nível de restrição ao uso de água ou acesso à água potável, no caso dos países africanos, mas todos com problema de abastecimento.
Fora isso, como falei, esse é um produto que limpa o carro, encera, deixa brilhando, protege a pintura e também o meio ambiente, assim, com todos estes atributos o produto tem um custo mais elevado.
Blog: Quais os motivos que o levaram a se candidatar no Aprendiz? Você não encontrou nenhum investidor disposto a apostar num produto revolucionário e com excelentes perspectivas de negócio?
Tiago: O que me levou ao programa não foi R$ 1 milhão de capital social, pois isso consigo levantar, mas sim a possibilidade de ter o Justus como sócio e toda a sua capacidade de comunicação, pois este é produto que depende de, intensamente, marketing, pois é preciso quebrar a barreira do preconceito contra a limpeza sem água. No final, acabei ganhando muito mais, pois o Justus não só traz isso, mas também tem estrela e tem uma mente brilhante.
Blog: No programa, quais os aspectos positivos e negativos lá enfrentados? E, quais as lições para a vida pessoal e para o concorrido mundo corporativo?
Tiago: Os pontos positivos estão bem ligados às lições de vida, tanto para o mundo corporativo, como para a vida pessoal. O trabalho é árduo, extenuante, estressante, conflitante, com problemas de relacionamento, insubordinação, enfim, é sacrificante; tudo isso faz com que o programa reflita bem momentos da vida, seja ela corporativa ou não. Fora isso, tem o aspecto do confinamento, pois ficar 3,5 meses sem contato algum com o mundo, família, namorada, amigos, etc. não foi fácil (lado negativo). Então, daí tirei lições para a vida toda: ter equilíbrio emocional, ter foco, saber o que quer, saber liderar, se auto-motivar, nunca desistir e ter a certeza de que vai dar certo! Fora isso, aprendi que o céu é o limite! Tudo que quiser, basta ir atrás.
Sabe que perdi 9 provas das 15 disputadas e, em cada uma delas, tirei uma lição importante. Uma das mais importantes: PENSAR GRANDE! Por mais estressante que fosse passar por aquela sala de reunião, nunca vi isso como um lado negativo.
Tenho dado muita palestra após o programa e o interessante é justamente que o programa é um reflexo exato da vida, mas com a complicação de ter aquelas câmeras o tempo todo, sem você poder falar o que são e que você é do aprendiz, e acredito, sinceramente, que tudo é possível após isso, mas também, nada cai do céu!

Blog: Seus concorrentes alegaram que você é muito competente, porém extremamente político e, por muitas vezes, calculista, no bom sentido da palavra. O que você tem a dizer a este respeito?
Tiago: Nunca gostei de entrar em briga, conflito, e sempre tive uma posição conciliadora, de forma a entender os dois lados da história, pois sempre existe os dois lados e ambos acham que têm razão, portanto a minha conduta sempre foi essa: entender e tentar conciliar. Por isso, algumas pessoas me chamaram de político. Também por isso, chamaram de estrategista e manipulador, e o que eu digo é: primeiro, acho que na vida é importante você ter plano ou, estratégia, pensar adiante. Quanto ao manipulador, acho que confundiram influenciar com manipular, o que tem grande diferença. Um líder deve influenciar as pessoas a fazerem as coisas de boa vontade.
Blog: O fato desta edição do programa, conhecer de antemão, tanto os candidatos como, principalmente, os potenciais negócios, não pôde, de certa forma, ter havido algum tipo de direcionamento para este ou aquele sócio? Por que além de um bom sócio o que estava sendo procurado era um ótimo negócio e o seu o é, não?
Tiago: É uma conjunção, projeto mais pessoa. Aliás, o mais difícil do processo de seleção, como vim a saber depois, era conciliar um bom projeto com uma boa pessoa. Quer dizer, uma vez se tinha um excelente projeto, mas não a pessoa com o perfil empreendedor necessário e, noutras vezes, uma excelente pessoa diante de um projeto ruim.
Para entrar no programa foi assim, um bom projeto e um candidato com potencial. Depois, durante o programa, analisou-se o candidato e, perto do final, os projetos começaram a pesar também. Ou seja, todos entramos com iguais chances; num primeiro momento, foram saindo as pessoas, e não os projetos. Ao final, quando estávamos em 3 somente, o projeto voltou a ter peso. O programa é deveras idôneo e real. Muita gente considerada potencialmente um forte candidato, e com um bom projeto, saiu antes das etapas finais por erros cometidos.
Blog: Agora, quais são os próximos passos da DryWash? Quais os planos e perspectivas futuras para o Brasil? E, para o exterior?
Tiago: Neste momento, acabo de constituir a empresa que vai tocar o projeto DryWash Wipes, a DWA Comércio e Exportação do Brasil Ltda. Estou fazendo um business plan, estratégia de marketing, desenvolvendo marca, embalagem e rodando o primeiro lote do produto para teste. Também já estou contatando possíveis parceiros no exterior e o foco é o mercado externo, principalmente aqueles países que agregam problemas com o abastecimento de água, consciência ambiental e receptividade a produtos inovadores…e é lógico, carros! Devemos ter o nosso produto pronto até o final deste ano. Quanto ao Brasil, ainda estamos estudando a viabilidade.
Blog: Quais os conselhos que você pode dar aos jovens com sangue empreendedor correndo nas veias como você?
Tiago: Tem uma frase que resume bem: “Idéias são inúteis ao empreendedor, a não ser que alguém esteja disposto a pagar por ela”. Portanto, trate de analisar bem o mercado, veja quais são as necessidades, veja se existe como supri-las e planeje bem. Faça o EMPRETEC do Sebrae.
Outra frase que gosto bastante: “Sonhar grande e sonhar pequeno dá o mesmo trabalho, portanto…” Sonhe grande e acredite neste sonho, mostre que seus olhos brilham quando falar da idéia.
Blog: Antes de encerrarmos, você gostaria de falar sobre mais algum fato importante. Fique à vontade.
Tiago: Primeiro, gostaria de agradecer a oportunidade deste bate-papo, livre, franco e aberto.
Na minha dissertação de mestrado que acabo de defender, prego que o setor privado deveria passar a se responsabilizar e a se comprometer pela promoção dos direitos humanos, permeando as suas atividades pelo conceito da sustentabilidade, o que engloba a responsabilidade social. Quando falo em direitos humanos, estou me referindo tantos aos direitos civis e políticos, como também aos econômicos, sociais e culturais e, nesta esfera, tem-se que o trabalho do setor privado deve se desenvolver sempre se lembrando de promover o trabalho digno, a comunidade, o meio ambiente, a cultura e o desenvolvimento das pessoas. É com este foco que tenho desenvolvido a minha empresa e a relação com todos os stakeholders e, desta forma, gostaria de convidar os demais empresários a conscientização de que a responsabilidade por uma sociedade melhor depende de nós e que é hora de chamarmos a nós esta responsabilidade.
Abraços a todos. Tiago
Blog: Obrigado Tiago, por este agradável bate papo. Passe sempre por aqui para contar as novidades. Até a próxima!
Autor: douglas - Categoria(s): Sem categoria
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07/08/2007 - 12:37
O entrevistado de hoje do Blog Ética nos Negócios é o principal executivo da maior empresa em atividade no país e ela não é estrangeira não! Esta empresa é 100% nacional!
Realmente, os números impressionam qualquer um. São 68 mil funcionários e em 2006, o faturamento ultrapassou os R$ 200 bilhões, os investimentos totais superaram a casa dos R$ 33 bilhões e o lucro líquido beirou os R$ 26 bilhões. Esses resultados são refletidos no fantástico desempenho de suas ações da Bolsa de Valores de São Paulo, a BOVESPA. Só para você ter uma idéia, no período de 1.997 a 2.007, as ações desta empresa se valorizaram 1.200%.
Mas, esta companhia não é reconhecida apenas no Brasil. Ela é referência internacional quando o assunto é exploração de petróleo em águas profundas. Além disso, é reconhecida como a 8º empresa do seu segmento no mundo e em 2006, entrou para o seleto grupo das empresas com valor de mercado em bolsa de valores, superior a US$ 100 bilhões.
Temos a satisfação de receber o CEO da Petróleo Brasileiro S/A, José Sérgio Gabrielli de Azevedo, autor da frase “a Petrobras está no caminho certo para ser uma empresa integrada de energia de atuação internacional, sempre buscando crescer com rentabilidade e responsabilidade social e ambiental.”

Blog: O Blog Ética nos Negócios quer iniciar este bate-papo, com o principal executivo da Petrobras, querendo saber um pouco sobre o José Sérgio Gabrielli. Conte-nos um pouco de você.
Gabrielli: Nasci em Salvador, Bahia, filho de médico que se dedicou com afinco à sua profissão e deixou, pela lição do exemplo, o comprometimento com a ética que procuro seguir na minha vida profissional e pessoal. Estudei economia na Universidade Federal da Bahia, com mestrado sobre incentivos fiscais e desenvolvimento regional, de onde fui pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, diretor da Faculdade de Ciências Econômicas e coordenador do Mestrado. Concluí doutorado em Economia na Boston University, com tese sobre Financiamento das Estatais no período de 1975 a 1979. Retornei à Universidade Federal da Bahia, sendo hoje licenciado como professor titular de macroeconomia. Morei seis anos nos Estados Unidos, onde, além de outras atividades, participei de um grupo de estudos conjunto da ONU com diversas universidades, sobre empresas estatais, o que foi extremamente importante para minha formação. Fui também superintendente da Fundação de Apoio a Pesquisa e Extensão (Fapex), pesquisador visitante da London School of Economics and Political Science, em Londres, onde morei por um ano. Sempre tive militância política, desde o movimento estudantil até a participação partidária e sindical. Desde janeiro de 2003 estou na Petrobras, inicialmente como Diretor Financeiro e de Relações com Investidores e, a partir de julho de 2005, como Presidente.
Blog: A Petrobras é a maior e mais importante empresa em atuação no Brasil e uma das maiores do mundo. Este fato aumenta ainda mais sua responsabilidade como presidente?
Gabrielli: Presidir a Petrobras é uma honra para qualquer brasileiro, mas uma responsabilidade das maiores que um profissional pode enfrentar no Brasil e, por que não dizer, no mundo, já que estamos falando de uma das maiores empresa do setor petróleo internacional. O que facilita a administração da Petrobras e ameniza a responsabilidade do cargo é a excelência, mundialmente reconhecida, de seu corpo técnico e gerencial. Minha formação teórica, acumulada na vida acadêmica, tem sido fundamental para a tomada de decisões práticas na gestão da Companhia, onde são fundamentais soluções que encontrem a convergência dos interesses dos investidores, com a condição de empresa estatal, profundamente vinculada ao desenvolvimento nacional.

Blog: Durante este período como principal executivo da Petrobras, quais foram seus maiores obstáculos, desafios e conquistas? E quais os maiores objetivos a serem alcançados?
Gabrielli: A maior conquista foi sem dúvida a da auto-suficiência, sonhada desde a criação da Petrobras, na década de 50. Esse sonho tornou-se realidade graças à eficiência dos empregados da Petrobras, que ao longo dos 53 anos da Companhia desenvolveram tecnologias que possibilitaram a descoberta e o desenvolvimento da produção de campos gigantes de petróleo em águas profundas e ultra profundas. O primeiro grande desafio que encontrei foi conquistar a confiança do mercado, como diretor financeiro de uma empresa de capital aberto, que estava chegando da atividade acadêmica e de um estado do Nordeste. Esse desafio se transformou hoje em uma das minhas maiores alegrias, ao perceber o reconhecimento do mercado de nossa gestão, por intermédio de diversos prêmios conferidos à empresa e seus administradores. Outro desafio foi chegar como estranho no ninho petroleiro e ter conquistado os corações e mentes dos gerentes, técnicos e demais empregados da Companhia, aos quais se deve o sucesso empresarial da companhia. Estamos trabalhando fortemente para vencer o nosso maior desafio que é tornar a Petrobras uma empresa integrada de energia, com forte presença mundial e líder na América Latina. As iniciativas neste sentido incluem investimentos em biocombustíveis e energias renováveis como o hidrogênio, a solar, a eólica e das marés. No segmento de combustíveis de origem vegetal temos tecnologia própria para produção de biodiesel e estamos construindo três usinas industriais que, juntas, produzirão mais de um bilhão de litros por ano. Outro desafio neste segmento foi o desenvolvimento de um processo exclusivo para produzir diesel utilizando óleo vegetal, junto com o petróleo nas refinarias convencionais, já em implantação.
Blog: O que a auto-suficiência no petróleo significa, em termos práticos, para o país? E, para o cidadão, existe algum benefício?
Gabrielli: Com a auto-suficiência, as flutuações do mercado passam a ser administradas com mais tranqüilidade e o consumidor estará, de certa forma, protegido contra a volatilidade dos preços internacionais, uma vez que chegamos a uma produção interna superior à demanda. Com isso, o Brasil tem condições de amortecer os impactos sem, entretanto, desatrelar-se do mercado internacional. Como somos uma empresa integrada, não apenas uma refinadora, as margens dos diversos segmentos em que atuamos, combinadas entre si, nos permitem melhor administrar o preço final, sem precisarmos acompanhar a volatilidade dos preços do petróleo no curto prazo. Se em 2005, antes da auto-suficiência, já éramos exportadores líquidos de petróleo e derivados, os ganhos em divisas passarão a ser maiores e ainda mais significativos com a sustentabilidade da auto-suficiência. Não só quem consome gasolina, diesel e GLP (gás de cozinha), mas todos os brasileiros se beneficiarão, uma vez que estamos falando de auto-suficiência energética – e energia é um insumo básico para todas as atividades econômicas.

Blog: Quais as empresas que compõem o Sistema Petrobras? Além do Brasil, quais os países de atuação? Existem planos de expansão para outros países? Quais?
Gabrielli: O Sistema Petrobras envolve mais de 240 empresas entre coligadas, controladas e subsidiárias no Brasil e no exterior. Hoje a Petrobras está presente em quase 30 países, mantendo atividades operacionais, escritórios de representação e empresas subsidiárias. Atuamos em produção e exploração na Argentina, Bolívia, Colômbia, Peru, Equador, Venezuela, Estados Unidos, México, Angola, Nigéria, Tanzânia, Líbia, Guiné Equatorial, Moçambique, Irã, Portugal e Turquia. Temos refinarias na Argentina e nos Estados Unidos. Atuamos em distribuição na Argentina, Colômbia, Uruguai e Paraguai. Temos escritórios de representação ou empresas no Chile, China, Japão, Inglaterra e Holanda. Estamos sempre abertos à avaliação de novos negócios nos países onde já atuamos e em outros onde pretendemos atuar. Para isso estão destinados, no Plano de Negócios da Petrobras, US$ 12,1 bilhões para investimentos no exterior até 2011.
Blog: Gostaríamos de falar agora sobre os negócios da Petrobras. Inclusive, um dos comerciais que me recordo bem era: “Do Poço ao Posto”. Este slogan tem a ver com suas atividades principais?
Gabrielli: A grande vantagem da Petrobras é que ela é uma empresa integrada atuando em todas as fases da indústria do petróleo. Hoje atuamos também em geração de energia elétrica (Petrobras Comercializadora de Energia Ltda), o que nos permite alterar o slogan “do poço ao posto” para “do poço ao poste”. A integração de todas as atividades do setor de petróleo e gás em uma única empresa permite amplitude na gestão dos negócios e rapidez nas correções de rumo. Com isso eventuais problemas que levam a perda de rentabilidade em uma determinada área são compensados pelo desempenho do conjunto.
Blog: Você poderia nos dizer alguns números para espelhar a grandiosidade da Petrobras? Já existem previsões de investimentos no Brasil e no mundo?
Gabrielli: Em 2006 nosso lucro atingiu o valor recorde de R$ 25,9 bilhões. A receita operacional bruta chegou a R$ 179 milhões e os investimentos somaram R$ 33,7 bilhões. Outro indicador da grandiosidade da Companhia é o seu valor de mercado que chegou a R$ 230 bilhões no ano passado. A contribuição econômica da Petrobras ao País, medida pela geração de impostos, taxas e contribuições correntes, totalizou, de janeiro a setembro de 2006, cerca de R$ 55 bilhões. Sob o aspecto operacional a grandiosidade pode ser medida pela sua produção total de petróleo e gás natural, no Brasil e no exterior, que já é superior a 2,3 milhões de barris por dia. O Plano de Negócios para 2007-2011 prevê investimentos de US$ 87,1 bilhões, dos quais US$ 75 bilhões no Brasil e US$ 12,1 bilhões no exterior. Como vem ocorrendo nos últimos quatro anos, desde que a Petrobras passou a exigir conteúdo nacional mínimo em suas contratações, os empreendimentos previstos no Plano permitem estimar a abertura de 885 mil postos de trabalho anuais no País, dos quais 225 mil empregos diretos e 615 indiretos e por efeito renda.

Blog: O Gás Natural, o Álcool Combustível e agora o Biodiesel integram o rol daquilo que chamamos de Energia Renovável. Inclusive, em função disso, recebem o nome de Combustíveis Responsáveis por poluírem menos o meio ambiente. Como a Petrobras vê estes mercados e o que tem realizado neste sentido? As tecnologias do Álcool e do Biodiesel já estão sendo exportadas para outros países? Quais são os reais benefícios?
Gabrielli: A Petrobras foi a grande incentivadora do Programa Nacional do Álcool (PróAlcool) quando de seu lançamento, na década de 70. A Companhia desenvolveu os primeiros motores para o novo combustível e realizou, em seu centro de pesquisas, os testes que definiram o percentual de mistura do álcool anidro na gasolina. No início do programa do álcool, a Petrobras foi uma das primeiras a converter parte de sua frota para álcool, mesmo sendo produtora de gasolina. Recentemente a Companhia firmou acordos com empresas da Venezuela, do Japão, da China e de outros países visando expandir a exportação de álcool produzido no Brasil. A Empresa estuda participar minoritariamente da implantação de 40 usinas de álcool, voltadas exclusivamente para exportação. Este mesmo empenho a Petrobras já está aplicando no desenvolvimento do biodiesel, com duas usinas experimentais em funcionamento no Rio Grande do Norte e o projeto de três unidades industriais em curto prazo, no Ceará, Bahia e Minas Gerais, além de planejar outras usinas em diversos pontos do País. Outra vertente tecnológica recente da companhia foi o desenvolvimento do H-BIO, um processo destinado a produzir um diesel de excelente qualidade e menos poluente, nas suas refinarias com utilização de óleo vegetal, misturado ao óleo mineral diretamente no processo do refino.
Blog: Ao falarmos em energia renovável, imediatamente, nos lembramos do aquecimento global, que todos nós sabemos, é ocasionado pelo efeito estufa em função do excesso de emissão de gases na atmosfera terrestre, especialmente o CO², resultante da combustão de motores e também daquele emitido pelas indústrias. Qual a sua opinião sobre este assunto? O que vem sendo feito pela Petrobras para amenizar esses efeitos? A Petrobras poderá se beneficiar do Mercado de Créditos de Carbono?
Gabrielli: A Petrobras participa ativamente da preocupação da sociedade com o aquecimento global, como demonstra a sua condição de signatária de tratados internacionais como a Convenção Quatro das Nações Unidas para a Mudança do Clima, desde 1992, e o Protocolo de Quioto, desde fevereiro do ano passado. A companhia vem contribuindo para a redução das emissões de carbono, na esfera corporativa e na identificação de projetos de mitigação de emissões. Estamos aumentando a oferta de gás natural, combustível limpo, para os processos produtivos. Por meio de nosso centro de pesquisas participamos de projetos multiclientes internacionais para captura e armazenamento de CO2. Em parceria com universidades a Petrobras está envolvida em projetos voltados para a pesquisa do seqüestro de carbono em formações vegetais. Com a entrada em vigor do Protocolo de Quioto, a companhia está estruturando projetos relacionados com as oportunidades abertas pelo mercado de crédito de carbono, entre os quais se destacam as unidades de energia eólica.

Blog: A Petrobras também é a empresa que mais investe na Cultura e no Esporte. Você pode nos contar sobre isso? Quais os benefícios que isso traz a empresa, ao país e ao cidadão?
Gabrielli: O investimento da Petrobras em patrocínios culturais e esportivos está sustentado no nosso compromisso com a responsabilidade social e ambiental. São centenas de projetos aprovados em processos de seleção pública, envolvendo cinema, música, artes cênicas, artes visuais, patrimônio imaterial, apoio a museus, arquivos e bibliotecas. Os patrocínios atingem projetos em todas as regiões do País, priorizando aqueles com elevado potencial de retorno social e de incentivo ao desenvolvimento cultural do nosso povo. A Petrobras, mais do que identificar a sua marca com a cultura brasileira, procura iniciativas que ampliem o acesso da população aos bens culturais e incentivem a formação de artistas e de novas platéias.
Blog: É inegável que o patrocínio numa equipe de ponta da Fórmula 1 (BMW Williams) trouxe ganhos de imagem à Petrobras, mas também houve benefícios tecnológicos nos produtos desenvolvidos aqui no Brasil?
Gabrielli: O patrocínio da Williams é uma estratégia de negócio que vem valorizando a imagem da empresa no mercado internacional, conferindo à marca Petrobras um elevado componente tecnológico. A aceitação pela equipe Williams da gasolina nacional é uma prova da sua qualidade. A parceria, iniciada em 1998, teve como objetivo o desenvolvimento de um combustível com alta tecnologia capaz de fazer com que o motor atinja o seu melhor desempenho. A gasolina Podium, hoje a melhor do Brasil e uma das melhores do mundo, é resultado desse trabalho. Por outro lado, a presença da Petrobras na mídia mundial, proporcionada pelo espetacular circo da fórmula 1, cuja visibilidade é global, constitui um importante apoio à estratégia de internacionalização e de aumento das exportações da Petrobras.
Blog: Acreditamos que a Atuação Responsável de uma empresa engloba, necessariamente, as Responsabilidades Ética, Social e Ambiental, o que chamamos de Tripla Responsabilidade Corporativa. Sabemos que a Petrobras, além do Código de Conduta da Alta Administração Federal, também possui um Código de Ética do Sistema Petrobras. Por que a empresa elaborou e adotou um Código de Ética? Qual a importância deste instrumento para a empresa e para todos os seus stakeholders? E quais os benefícios?
Gabrielli: O objetivo do Código de Ética da Petrobras é ser uma referência para a conduta pessoal e profissional de todos os seus empregados no relacionamento com companheiros de trabalho, clientes e sociedade. Um dos benefícios é a orientação quanto à forma de relacionando, reduzindo a subjetividade em relação a princípios éticos e morais e fortalecendo a imagem do Sistema Petrobras e de seus empregados diante de seus diversos públicos.

Blog: Qual a sua opinião sobre a Ética nos Negócios? Qual a relevância e que vantagens competitivas ela proporciona?
Gabrielli: Para que haja ética nos negócios, as partes têm que agir com honestidade, dignidade, respeito ao interlocutor, transparência e sinceridade de propósitos. As vantagens competitivas aparecem principalmente na definição clara, para os empregados de todos os níveis, dos aspectos subjetivos sobre moral e ética, que envolvem o relacionamento entre pessoas e empresas.
Blog: O meio ambiente é um dos pilares do Desenvolvimento Sustentável. O que a Petrobras tem avançado nas questões ambientais que possam contribuir para a sustentabilidade? Quais os programas e investimentos neste sentido?
Gabrielli: A Petrobras procura interagir com o meio ambiente no desenvolvimento de suas diversas atividades. Além de oferecer produtos indispensáveis à produtividade, mobilidade, conforto e qualidade de vida da sociedade, presta contas dos impactos ambientais de suas atividades, buscando maximizar os aspectos positivos e minimizar – quando possível, eliminar – os negativos. Aplicamos anualmente cerca de R$ 3 bilhões em Segurança, Meio ambiente e Saúde (SMS), tendo como objetivo estabelecer padrões internacionais de excelência nestas três atividades fundamentais para qualquer empresa, principalmente de energia. A maior parcela destes investimentos tem sido destinada ao Programa de Excelência em Gestão Ambiental e Segurança Operacional (PEGASO), uma das maiores iniciativas do gênero na indústria de petróleo mundial. A Petrobras já investiu no Pegaso, desde a sua criação em 2000, cerca de R$ 10 bilhões.
Blog: A Amazônia é observada por todo o mundo, especialmente por seu importante papel para o planeta. Inclusive 75% das emissões de gases do efeito estufa no Brasil vem do desmatamento e das queimadas. Você pode nos contar sobre o Projeto Urucu que explora petróleo e gás na Amazônia com total preservação ambiental? Como isso funciona?
Gabrielli: A comunidade científica reconhece o trabalho da Petrobras na Amazônia como exemplo de que é possível conciliar a atividade produtiva com a preservação da natureza. Todas as práticas que compõem o Sistema de Gestão em Urucu são auditadas, sistematicamente, de modo a garantir desenvolvimento contínuo e resultados empresariais cada vez melhores. Além de licenciadas pelos órgãos ambientais, as atividades realizadas no entorno de terras indígenas são acompanhadas pela Funai. O monitoramento de efluentes, águas subterrâneas e rios consiste na medição periódica de suas condições físico-químicas, para garantir que não ocorram impactos significativos sobre as águas de Urucu. Para a imediata detecção e a pronta ação em emergências, estão instalados transmissores de imagens em pontos críticos, além de sistema de detecção de vazamentos e de automação de poços e dutos, permitindo a interrupção automática do fluxo de combustíveis. Em Manaus foi instalado um dos nove Centros de Defesa Ambiental (CDAs) da Companhia, para atuação em toda a região amazônica, que está equipado com barcos recolhedores, lanchas, agentes biorremediadores, barreiras de contenção e absorção de óleo.

Blog: Imaginamos que a maior empresa do Brasil seja uma das mais admiradas também e, conseqüentemente, uma formadora de opinião, de modo que suas ações acabam servindo de exemplo a outras empresas no Brasil, na América Latina e no mundo. Isso acaba aumentando as responsabilidades da Petrobras no que diz respeito ao planejamento, à gestão e à própria atuação responsável. Então, o que significa a Atuação Responsável para a Petrobras? E que peso ela tem no dia-a-dia de seus negócios?
Gabrielli: A Petrobras confere às atividades relacionadas com segurança, meio ambiente e saúde o mesmo peso dedicado às suas operações industriais. Os resultados expressivos apresentados pela companhia em seus negócios, nos últimos anos, têm muito a ver com o aumento dos investimentos em responsabilidade social e ambiental. Com isso, a cada ano são menores as ocorrências de acidentes com afastamento e de vazamentos de óleo. Além disso, a Petrobras deu um passo ainda maior na sua visão de empresa socialmente responsável ao aderir ao esforço do Governo Federal para erradicar a fome e a miséria no País, com a criação do Programa Petrobras Fome Zero. Em 2007 a Petrobras passou do 83º para o 8º lugar entre as companhias mais respeitadas do mundo, a primeira entre as empresas de energia e a primeira entre as brasileiras, segundo pesquisa do Reputation Institute, com sede em Nova Iorque e representação em mais de 20 países. A pesquisa envolveu 600 grandes empresas em todo o mundo.
Blog: A Petrobras aderiu em 2003 ao Pacto Global (Global Compact em inglês) da ONU. Você pode explicar um pouco mais sobre este assunto? Vale a pena outras empresas aderirem a este pacto global?
Gabrielli: O Pacto Global congrega empresas de todo o mundo, comprometidas com os seus nove princípios relacionados com direitos humanos, condições de trabalho e meio ambiente. Nossa adesão foi voluntária e achamos que os resultados alcançados são suficientes para confirmar o acerto da decisão. Em três anos como integrante do movimento, a Petrobras foi escolhida como um dos 25 membros do Comitê do Pacto, já tendo participado da primeira reunião em julho do ano passado sob coordenação do então secretário-geral Kofi Annan.
Blog: Você poderia resumir os principais projetos sociais os quais sua empresa tem participado? E quais os investimentos previstos para 2007?
Gabrielli: Entre os projetos sociais destacamos o Programa Petrobras Fome Zero, que já investiu cerca de R$ 300 milhões no combate à miséria e à fome no Brasil. Para isso o programa, lançado em 2003, atua na educação e qualificação profissional, geração de emprego e renda, garantia dos direitos da criança e do adolescente, empreendimentos sociais e voluntariado. Em 2006 os investimentos sociais do Sistema Petrobras foram de cerca de R$ 200 milhões (conheça todos os projetos da Petrobras).

Blog: A Petrobras elabora o Balanço Social? Qual a importância deste instrumento?
Gabrielli: Nosso Balanço Social e Ambiental está estruturado com base nos dez princípios do Pacto Global das Nações Unidas, que norteiam as ações da Petrobras neste campo, abrangendo a proteção ambiental, direitos humanos, combate à corrupção e condições de trabalho. A Petrobras publica o seu Balanço Social desde 1989 e vem procurando aprimorar o seu conteúdo informativo. A importância desse instrumento para a Petrobras está relacionada com a transparência que deve permear a gestão das empresas de capital aberto. Nosso Balanço Social é mais uma das ações da Companhia de prestação de contas à sociedade sobre sua atuação, no Brasil e nos países onde está presente.
Blog: Para encerrar esse nosso bate-papo, qual a dica que você pode dar ao empresariado em geral e, especialmente, àqueles jovens empreendedores e executivos sobre a atuação responsável das empresas?
Gabrielli: A atuação com responsabilidade social se reflete na imagem da empresa e, conseqüentemente, nos resultados operacionais e financeiros. Os aspectos éticos, numa empresa, devem receber a mesma atenção e ter a mesma importância que a busca pela eficiência, competitividade e lucratividade.
Blog: Queremos agradecer a participação do José Sérgio Gabrielli, Presidente do Sistema Petrobrás que só engrandeceu esta primeira entrevista do Blog Entrevista CEO no Portal iG. Muitíssimo obrigado!
Gabrielli: Nós que agradecemos. Um abraço!
Autor: douglas - Categoria(s): Sem categoria
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