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Arquivo da Categoria Casa na web

25/05/2009 - 15:05

Historinha: nós e as camas de casal!

Great Bed of Ware, Victoria and Albert Museum
A Grande Cama de Ware, construída por um carpinteiro de Hertfordshire, na Inglaterra, em 1590, podia acomodar 15 pessoas, com folga! Hoje ela está no Victoria and Albert Museum, de Londres.
 

Uma amiga me pergunta e eu fico curiosa: por que será que a gente inventou isso de dormir em cama de casal? Ele ronca, acende a luz, tem insônia, ela não consegue pegar no sono, quem disse que cama de casal era uma coisa linda?

Minha amiga tem razão de se preocupar. Descubro numa matéria do New York Times que problemas na hora de dormir são os grandes incentivadores de teorias as mais variadas sobre as vantagens das camas ou dos quartos separados, ou seja, segundo a reportagem, 3 de cada 10 casais cansam de não dormir por causa do parceiro e adotam essa solução.

E no entanto, compartilhar a cama com alguém que a gente ama é das coisas boas da vida, ao menos para a maioria dos casais. Na mesma matéria, descubro que para 62% dos casais uma boa noite de sono não vale o prazer de dormir agarradinho…”dividir a cama é como compartilhar um ninho, é onde encontramos segurança, conforto e confiança”, avisa Paul C. Rosenblatt, professor de sociologia e autor do livro Two in a Bed (Dois numa cama).

Tanta intimidade, ao contrário do que poderíamos imaginar, é coisa bem recente na história dos humanos. Ainda hoje, se por acaso você pertencer a tribo dos ashanti, em Guana, ou se tiver nascido entre os Minang-kabau, da Indonésia, nem tem que se preocupar com camas de casal. Entre esses povos, o casal continua a morar com suas respectivas famílias de origem e se encontra apenas ocasionalmente.

E mesmo no Ocidente, essa história dos casais preferirem compartilhar o ninho também é coisa recente. Mais do que isto, até o século 18, casar por amor não só era raro, como ligeiramente “deselegante”. Dormir juntos então…

Já as camas…existem registros de que nós gostamos de criar cantos especiais para dormir desde o Velho Testamento. No Livro dos Reis, 2-4, descobrimos que por volta de 895aC, o profeta visitante seria abrigado “em um pequeno quarto com uma cama, uma mesa, um banco e um candeeiro”.

E no Livro de Ester, 1-6, uns 420 anos mais tarde, encontramos a descrição maravilhada do palácio de Xerxes, o Rei da Pérsia: “As tapeçarias eram de tecido branco, verde e azul celeste, pendentes de cordões de linho fino e púrpura, a argolas de prata presas nas colunas de mármore; os leitos era de ouro e de prata, dispostos sobre um degrau de mármore vermelho e azul e branco e preto.”

É na cama que temos nascido e morrido há milênios, é nela que amamos e que sonhamos. Natural que ao longo do tempo, os leitos tenham sido objeto de cuidados. de adornos e de um certo exagero: dizem que o rei da França, Luis, XIV, aquele chamado “Rei Sol”, possuía 413 camas de todos os tipos, todas riquíssimamente decoradas!

É claro que a nobreza podia esbanjar, mas mesmo entre as classes pobres, a cama era, junto com a mesa, o centro da vida da família. Os quartos sempre foram um luxo, e, mesmo entre os nobres, eram as camas com baldaquinos e cortinados pesados que se encarregavam de proteger a (pouca) intimidade dos casais. Durante o dia, comia-se e recebia-se no leito, à noite, fechavam-se as cortinas e a cama virava um mundo fechado onde alguma intimidade era afinal possível.

Mesmo no Oriente, as camas vivem esta dupla vida de servirem como sofás durante o dia e como leitos à noite. E como deviam ser exibidas para as visitas, quanto maiores as cabeceiras e mais luxuosamente adornados os pés e as pilastras, mais ricos e refinados seus proprietários.

Quem podia, reservava aposentos para servirem como alcovas conjugais, separava os leitos onde nasciam os bebês e os catres onde morriam os velhos e doentes, mas nas casas dos camponeses europeus, não era nada raro haver apenas uma imensa cama, onde dormiam o casal, os filhos, os avós e os criados! E isso os historiadores registram como prática comum na Europa mesmo depois da Primeira Guerra Mundial!

Essa promiscuidade protegida pelo escuro da noite e pelo lusco-fusco dos candeeiros, se para nós é  estranha, era comum entre nossos antepassados. No livro Famílias, do historiador Jean-Louis Flandrin, aprendo que na Idade Média, a cama era compartilhada por todos, incluindo os eventuais hóspedes de passagem! E que mesmo os reis protegidos pelos seus cortinados de seda, viviam com uma pequena multidão de criados e familiares amontoados à sua volta, os leitos monumentais servindo como frágil barreira entre o lado público e o lado privado da vida!

Talvez por isso mesmo, as camas fossem tão grandes. Os relatos da Idade Média européia mencionam camas de 2 a 3 metros de largura, descontado o espaço para as arcas que ficavam encaixadas nas laterais e onde se guardavam os tesouros da família. Tão grandes eram algumas dessas camas que tinham que ser contruídas junto com as paredes da casa!

Intimidade e privacidade só mesmo a partir do século 19, quando os casais são convidados a compartilhar o mesmo leito, sem visitantes! Uma prática tão inusitada que em 1913, o próprio rei da França, Luís Felipe, mostrava com orgulho a grande novidade: o leito que partilhava com a rainha, Maria Amélia. E só com ela!

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Casa na web Tags: ,
23/03/2009 - 13:45

Idéias originais para festas

Ursinho Puff Color Party

Idéias para receber os amigos em casa, preparar festas infantis ou mesmo para colorir a mesa de jantar do “todo dia” são comuns nas revistas estrangeiras, mas raras de encontrar nos sites e revistas aqui no Brasil.

Imagino que talvez muita gente prefira sair com os amigos para jantar fora em vez de recebê-los em casa, e, com certeza, dá menos trabalho fazer a festa do filho no bufê…mas preparar a casa para acolher os amigos e a família é das coisas mais gostosas da vida e tem tudo a ver com essa “arte de ficar em casa” de que estamos toda hora falando nesse blog…

Por isso, quando a Karina me falou do blog de uma amiga, “só com dicas fofas e boas idéias para lançar mão na hora de preparar festas”, fui correndo conferir.

E o blog é tudo isso mesmo: idéias fofas e dicas originais para tornar as festas mais coloridas, ou para resolver problemas velhos com graça e originalidade. Adorei, por exemplo, a idéia de colocar os talheres em envelopes, perfeita para quem, como eu, não leva jeito para fazer dobraduras de guardanapos…

 

Guardanapo Plum Party

 

Mas fofo mesmo é o varal feito com as fotos dos convidados para a festa com o tema Ursinho Puff que abre este post…quer coisa mais bonitinha e carinhosa? E você atualiza a idéia conforme a situação do momento, por exemplo, que tal no dia de Natal pendurar num varal estendido na entrada da casa as fotos da família e dos amigos convidados tiradas ao longo do ano? E fazer uma supresa no aniversário da filha quase adolescente, pedindo para os amigos mandarem as fotos e montar com elas um painel dos bons momentos dela com a turma?

Se você também anda em busca de novas idéias, clique aqui e navegue pelo blog Color Party, da Thalyta Quartilho. Já coloquei nos favoritos do Em casa, assim ninguém esquece!

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Casa na web Tags: ,
13/02/2009 - 07:43

Casa na web: exposições virtuais são fonte de inspiração

A Casa Museu do Objeto Brasileiro

Os objetos que escolhemos, as coisas que nos cercam, falam mais de nós do que conseguimos imaginar. Dizem dos nossos sonhos, apontam nossas metas, expressam nossas idéias mais escondidas do que é belo e bom. Passear por objetos, por isso, é sempre tentar reconhecer neles essas escolhas, nossas e dos outros.

Melhor ainda se você pode ficar passeando por objetos diferentes, clássicos ou inusitados, insólitos ou tradicionais, hipermodernos ou artesanais, sem precisar nem mesmo sair de casa.

Essa é a proposta da Casa, Museu do Objeto Brasileiro.: ser uma galeria permanente do que o design brasileiro tem de melhor.

A Chita no Brasil, Rendas e Bordados, Jose Janine Caldas, Encontros de Design + Artesanato, Kimi Nii e suas cerâmicas, Cestaria dos povos baniwa, do Alto Rio Negro, Bacia do Rio Içana, Amazonas, são passeios visuais que vão deixar você pregado na tela do computador horas e horas…

Além dessas exposições virtuais caprichadéssimas, o museu tem uma sede em São Paulo que, até fevereiro, exibe todo o acervo para quem não se satisfaz com essa coisa virtual.

É para navegar com calma, apreciar e se inspirar.

A CASA museu do objeto brasileiro
www.acasa.org.br
Rua Cunha Gago, 807 – Pinheiros
a partir de 26 de janeiro, de seg a sex, das 10h às 19h
Informações: 11 3814 9711 | acasa@acasa.org.br

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Casa na web Tags:
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