Em casa - Dicas, truques e idéias de decoração
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17/06/2009 - 13:30

Hospitalidade à moda italiana

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Mesa à italiana

A Itália retratada nos filmes continua sendo a mais hospitaleira.
Quando se fala em aconchego familiar e intimidade a primeira imagem que vem na cabeça da maioria das pessoas é a das famílias italianas. Federico Fellini, grande diretor italiano falecido em 1993, deixou em película o registro do quanto a hospitalidade daquele pais está ligada a generosidade afetiva, macarronada e um bom vinho.
Em Amacord por exemplo, Fellini faz um registro da família italiana na década de trinta através do olhar de um menino e traduz num documento incrível a vida naquela época.
O filme reproduz as reuniões familiares regadas a uma intensidade emocional própria dos latinos, louças brancas, toalhas xadrez e muita fartura, mesmo na simplicidade das famílias retratadas.
Pensando na Itália de ontem e nos filmes, não há como não se deixar entusiamar pela ideia de reproduzir um desses banquetes regados a muita troca emocional, molho de tomate e chiantti para receber quem nos é querido.
A receita para a hospitalidade italiana é para lá de simples e muito barata. Tudo começa pela mesa que deve ser arrumada com cuidado e carinho, a toalha pode ser xadrez ou branca.  Guardanapos de tecido brancos ou para quem insiste na praticidade, servem os de papel.
É bom lembrar que nesse tipo de refeição as pessoas vão fazer, mesmo sem querer, links de memória com os filmes sobre famílias italianas, portanto não deve-se deixar escapar nenhum detalhe.
Assim, os copos devem ser de pé alto, vinho e água, e apenas o garfo e os talheres de sobremesa devem constar da arrumação da mesa. A louça, pratos rasos e de sopa, se possível deve ser branca e o vinho tinto é o mais indicado. Um par de velas, um de cada lado da mesa e um buquezinho de flores do campo completam a imagem de harmonia e calor.
Nesse tipo de refeição não é preciso usar faca ou colher, mas o macarrão deve ser servido em prato de sopa com o raso por baixo, o de sopa é para não se desperdiçar nem um pouquinho do molho.
Com a mesa bem bonita, prepare um espaguetti ao sugo bem temperado, lembre-se de não cozinhar demais o macarrão, sirva com um queijo parmesão de boa qualidade e ralado na hora.
Para a sobremesa, um mousse de chocolate servido com bolachinhas de amêndoas ou outro sabor completam o cenário.
Para a paisagem sonora procure músicas com referencias italianas, modernas ou antigas, a ideia é completar o cenário da bela Itália.
Não tenha vergonha de levar os convidados para a cozinha enquanto prepara a comida. Um papo gostoso nasce da intimidade, aconchego e comidinhas que antecedem o jantar, para isso a cozinha é um lugar incrível.
Depois do jantar, sirva na mesa um café bem gostoso com trufinhas de chocolate e divirta-se muito com a Dolce Vita!

Lícia Arena Egger-Moellwald
Doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, diretora da INTRA Consultoria & Treinamento e co-autora dos livros “Etiqueta Corporativa: o sucesso com bons modos” e “Competência Social: mais que etiqueta, uma questão de atitude”. Para comprar os livros ou conhecer melhor o trabalho da Lícia, visite o site Etiqueta Corporativa

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Hospitalidade Tags: , ,
05/06/2009 - 14:50

Ideias hospitaleiras: lanche de domingo

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Abrir a casa para quem vem de fora e receber bem é quase uma questão de química: mistura-se uma porção de ingredientes que se não forem bem dosados colocam toda a fórmula em risco.

Os elementos para a hospitalidade são muitos e variados, entre eles: cuidados com a casa, temperatura agradável, comida e bebida boa, aliado a anfitriões simpáticos e agradáveis. Qualquer um dos ingredientes que faltar ou aparecer em excesso o que era para ser gostoso fica chato e até irritante.

Nisso a apresentação da mesa e o que se serve para os convidados é fundamental, principalmente no inverno quando vez ou outra, deixamos de lado a preocupação com a balança e cedemos às tentações próprias do friozinho.

O lanche da tarde de domingo é um desses programas que servem muito bem para receber os amigos para um papo em torno da lareira ou simplesmente em volta de uma mesa arrumada com capricho.

O que importa nesse tipo de refeição não é a quantidade, mas a variedade. Os ingleses são mestres nessa arte, os chás das cinco são regados a minisanduíches e muitos  docinhos e bolinhos, uma verdadeira festa para a alma.

Se a escolha for servir o lanche na mesa, a toalha deve ser bonita, bem passada e se puder engomada. Lembre-se de usar guardanapos que combinem com os pratos e com a toalha, o conjunto todo deve ser harmonioso. Se a grana permitir, um arranjo de flores dá um toque elegante e muito aconchegante.

Para servir, prepare sanduíches variados e pequeninos, a ideia é permitir que se experimente muita coisa gostosa, mas ao mesmo tempo que sejam simples e fáceis de preparar, como pequenos sanduíches de queijo, pasta de atum, pepino e tomate.
Os docinhos e bolinhos podem ser de fubá, chocolate, laranja ou outro sabor.

Para acompanhar estas delícias,  sirva chá, café ou chocolate. O importante é que a apresentação seja em pequenos pratos ou bandejas.

Para arrematar e criar um clima diferente e intimista que tal distribuir mantinhas que os convidados colocam sobre os joelhos para esquentar, um luxo que é pura delícia!

O complicado é depois de tanta hospitalidade fazer os convidados entenderem a hora de ir embora.

Detalhe: O sanduíche de pepino é uma iguaria dos chás ingleses, adorado pela família real e presença constante nas reuniões da tarde naquele pais. A receita é muito simples: duas fatias de pão de forma sem a casca, manteiga com ou sem sal, pepino japonês cortado em rodelinhas e sal. Quem quiser pode passar maionese ao invés de manteiga. O importante é depois de montar o sanduíche cortar o pão em quatro pedaços. E embrulhá-los até a hora de servir num pano de prato ligeiríssimamente umedecido e absolutamente limpo!  O resultado é incrível!

Lícia Arena Egger-Moellwald
Doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, diretora da INTRA Consultoria & Treinamento e co-autora dos livros “Etiqueta Corporativa: o sucesso com bons modos” e “Competência Social: mais que etiqueta, uma questão de atitude”. Para comprar os livros ou conhecer melhor o trabalho da Lícia, visite o site Etiqueta corporativa.
E compre online o livro “Competência Social
Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Em casa Tags:
01/06/2009 - 14:53

As manhas da hospitalidade

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Hospitalidade não é um conceito simples, uma vez que está apoiado nas ideias de dar, receber e retribuir, coisas nada fáceis no mundo contemporâneo.

Quando o assunto é a nossa casa, a hospitalidade envolve de um lado abrir as portas para receber no nosso mais íntimo refúgio os que vem de fora e, de outro, para quem vem a responsabilidade de receber a hospitalidade dos que abrem a sua intimidade, obrigando-se depois a retribuir o que foi oferecido.

Embora pareça complicado, fazemos isso com uma certa naturalidade desde que o mundo é mundo. Histórias e diários revelam que quando nossos ancestrais recebiam um semelhante de fora, viajante ou peregrino, costumavam ser muito hospitaleiros…a palavra-chave aqui,  “semelhante”, referia-se em geral a alguém que compartilhava a mesma fé.

Apesar de evoluídos, graças a Deus neste quesito não mudamos muito, quando recebemos gente de fora ou queremos mais intimidade com alguém, a maioria de nós, faz  das tripas o coração para receber bem.

Algumas pessoas são tão deliciosamente exageradas quando a questão é receber que não se contentam em preparar a casa e a mesa para serem compartilhadas. Exageram tanto que acabam por tornar a recepção uma overdose de carinho, atenção e cuidados.

O mesmo pode-se dizer de quem recebe a hospitalidade, eu mesma já recebi em casa pessoas maravilhosas que para serem gentis e agradecerem o convite, gastaram tanto dinheiro e trouxeram tantos presentes que nunca deu para eu retribuir.

Exagerados ou não, quem recebe se obriga a dar o melhor de si, o que não tem nada a ver com dinheiro. Para receber bem e da forma a mais hospitaleira possível é preciso lembrar que quem vem de fora, mesmo que só para compartilhar uma refeição, merece toda a nossa atenção.

Isto fica claro nos detalhes que são visíveis, a arrumação, a limpeza e é claro o que nos propomos a servir. Para quem é recebido, a responsabilidade não é menor, porque é preciso deixar-se experimentar, sem criticas o mundo de quem recebe e depois lembrar de retribuir.

Ninguém nasce hospitaleiro, mas vamos aprendendo com a experiência, que dar, receber e retribuir são uma arte que deve ser cultivada.

Lícia Arena Egger-Moellwald
Doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, diretora da INTRA Consultoria & Treinamento e co-autora dos livros “Etiqueta Corporativa: o sucesso com bons modos” e “Competência Social: mais que etiqueta, uma questão de atitude”. Para comprar os livros ou conhecer melhor o trabalho da Lícia, visite o site Etiqueta Corporativa
Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Hospitalidade Tags: ,
25/05/2009 - 15:05

Historinha: nós e as camas de casal!

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Great Bed of Ware, Victoria and Albert Museum
A Grande Cama de Ware, construída por um carpinteiro de Hertfordshire, na Inglaterra, em 1590, podia acomodar 15 pessoas, com folga! Hoje ela está no Victoria and Albert Museum, de Londres.
 

Uma amiga me pergunta e eu fico curiosa: por que será que a gente inventou isso de dormir em cama de casal? Ele ronca, acende a luz, tem insônia, ela não consegue pegar no sono, quem disse que cama de casal era uma coisa linda?

Minha amiga tem razão de se preocupar. Descubro numa matéria do New York Times que problemas na hora de dormir são os grandes incentivadores de teorias as mais variadas sobre as vantagens das camas ou dos quartos separados, ou seja, segundo a reportagem, 3 de cada 10 casais cansam de não dormir por causa do parceiro e adotam essa solução.

E no entanto, compartilhar a cama com alguém que a gente ama é das coisas boas da vida, ao menos para a maioria dos casais. Na mesma matéria, descubro que para 62% dos casais uma boa noite de sono não vale o prazer de dormir agarradinho…”dividir a cama é como compartilhar um ninho, é onde encontramos segurança, conforto e confiança”, avisa Paul C. Rosenblatt, professor de sociologia e autor do livro Two in a Bed (Dois numa cama).

Tanta intimidade, ao contrário do que poderíamos imaginar, é coisa bem recente na história dos humanos. Ainda hoje, se por acaso você pertencer a tribo dos ashanti, em Guana, ou se tiver nascido entre os Minang-kabau, da Indonésia, nem tem que se preocupar com camas de casal. Entre esses povos, o casal continua a morar com suas respectivas famílias de origem e se encontra apenas ocasionalmente.

E mesmo no Ocidente, essa história dos casais preferirem compartilhar o ninho também é coisa recente. Mais do que isto, até o século 18, casar por amor não só era raro, como ligeiramente “deselegante”. Dormir juntos então…

Já as camas…existem registros de que nós gostamos de criar cantos especiais para dormir desde o Velho Testamento. No Livro dos Reis, 2-4, descobrimos que por volta de 895aC, o profeta visitante seria abrigado “em um pequeno quarto com uma cama, uma mesa, um banco e um candeeiro”.

E no Livro de Ester, 1-6, uns 420 anos mais tarde, encontramos a descrição maravilhada do palácio de Xerxes, o Rei da Pérsia: “As tapeçarias eram de tecido branco, verde e azul celeste, pendentes de cordões de linho fino e púrpura, a argolas de prata presas nas colunas de mármore; os leitos era de ouro e de prata, dispostos sobre um degrau de mármore vermelho e azul e branco e preto.”

É na cama que temos nascido e morrido há milênios, é nela que amamos e que sonhamos. Natural que ao longo do tempo, os leitos tenham sido objeto de cuidados. de adornos e de um certo exagero: dizem que o rei da França, Luis, XIV, aquele chamado “Rei Sol”, possuía 413 camas de todos os tipos, todas riquíssimamente decoradas!

É claro que a nobreza podia esbanjar, mas mesmo entre as classes pobres, a cama era, junto com a mesa, o centro da vida da família. Os quartos sempre foram um luxo, e, mesmo entre os nobres, eram as camas com baldaquinos e cortinados pesados que se encarregavam de proteger a (pouca) intimidade dos casais. Durante o dia, comia-se e recebia-se no leito, à noite, fechavam-se as cortinas e a cama virava um mundo fechado onde alguma intimidade era afinal possível.

Mesmo no Oriente, as camas vivem esta dupla vida de servirem como sofás durante o dia e como leitos à noite. E como deviam ser exibidas para as visitas, quanto maiores as cabeceiras e mais luxuosamente adornados os pés e as pilastras, mais ricos e refinados seus proprietários.

Quem podia, reservava aposentos para servirem como alcovas conjugais, separava os leitos onde nasciam os bebês e os catres onde morriam os velhos e doentes, mas nas casas dos camponeses europeus, não era nada raro haver apenas uma imensa cama, onde dormiam o casal, os filhos, os avós e os criados! E isso os historiadores registram como prática comum na Europa mesmo depois da Primeira Guerra Mundial!

Essa promiscuidade protegida pelo escuro da noite e pelo lusco-fusco dos candeeiros, se para nós é  estranha, era comum entre nossos antepassados. No livro Famílias, do historiador Jean-Louis Flandrin, aprendo que na Idade Média, a cama era compartilhada por todos, incluindo os eventuais hóspedes de passagem! E que mesmo os reis protegidos pelos seus cortinados de seda, viviam com uma pequena multidão de criados e familiares amontoados à sua volta, os leitos monumentais servindo como frágil barreira entre o lado público e o lado privado da vida!

Talvez por isso mesmo, as camas fossem tão grandes. Os relatos da Idade Média européia mencionam camas de 2 a 3 metros de largura, descontado o espaço para as arcas que ficavam encaixadas nas laterais e onde se guardavam os tesouros da família. Tão grandes eram algumas dessas camas que tinham que ser contruídas junto com as paredes da casa!

Intimidade e privacidade só mesmo a partir do século 19, quando os casais são convidados a compartilhar o mesmo leito, sem visitantes! Uma prática tão inusitada que em 1913, o próprio rei da França, Luís Felipe, mostrava com orgulho a grande novidade: o leito que partilhava com a rainha, Maria Amélia. E só com ela!

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Casa na web Tags: ,
17/05/2009 - 07:00

Hora dos tapetes

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Tapete Gaia

Como quase tudo numa casa, a escolha do tapete tem a ver tanto com forma quanto com a função, ou seja, além de encantar você, o tapete precisa se encaixar direitinho no seu jeito de viver e estar.

Primeira regra: Antes de sair por aí se apaixonando pelo primeiro tapete que encontrar, pare e pense no ambiente onde ele vai ficar. Em geral, ambientes com grande utilização precisam de um pouco mais de investimento, o ideal é colocar um tapete de melhor qualidade, mais resistente e que não se danifique com facilidade. Tapetes de seda, por exemplo, não são indicados para ambientes assim porque são mais delicados. Prefira peças tecidas com fio de 100% lã.

Tapete Gaia

Tapete Gaia

Depois de pensar na função, aí sim, pode começar a se apaixonar. Para que o tapete harmonize com o resto do ambiente, as cores prodominantes devem estar integradas. Só que isso não significa que o tapete tem que combinar direitinho com a mobília ou ser da cor das paredes ou das cortinas. Um tapete deve valer por si mesmo e ser admirado pela sua beleza. As regras de combinação aqui são bem gerais: em ambientes muito escuros, por exemplo, dê preferência aos tapetes claros. Em ambientes pequenos, evite preencher todo o ambiente com o tapete, deixar à mostra parte do chão, vai tornar sua sala ou quarto mais aconchegante e mais sofisticada.

E já que falamos de chão. Sobre pisos nobres, como mármore, granito ou madeira, você pode jogar tapetes mais finos e delicados. Sobre pisos de cerâmica e porcelanato, ao contrário, escolha tapetes mais rústicos.

Nunca esqueça de colocar borracha antiderrapante por baixo dos tapetes, sobretudo quando a superfície for lisa, para evitar acidentes. E sempre é bom evitar a exposição direta de raios solares, pois pode desbotar e danificar seu tapete.

 Tapete Gaia

Tapete Gaia

Noura van Dijk/Interior Design

Gaia Arte em Tapetes

Cor e Forma

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Boas idéias Tags: ,
08/05/2009 - 14:31

Guerrilheiros de jardim

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Ben Mason, Richard Reynolds, Lyla Patel

Jardinagem pode ser uma coisa muito perigosa. Sobretudo se você resolver largar as plantas do seu jardim e se aventurar…pelos terrenos de terra dura e mais ou menos abandonados que estão por toda parte.

Olhe ao seu redor, sua casa, linda, seu jardim impecável, mas logo ali na frente, um canteiro abandonado, uma pracinha jogada às traças e onde nenhuma criança vai porque os cachorros usam como banheiro…não é pena? Afinal, a rua, a praça, a cidade onde vivemos não são, de certa forma, também NOSSAS casas?

Em geral, na maioria dos lugares, mexer nos canteiros públicos pode dar confusão. Por isso mesmo, um grupo de ingleses — claro, não tem gente mais apaixonada por jardins do que eles — resolveu criar, há cinco anos uma ong de guerrilheiros do jardim!

Eles identificam esses pobres pedaços de terra dura e ressecada durante o dia, reúnem-se em grupos e saem à noite em verdadeira operação de guerra para cavar e afofar a terra e plantar mudas de plantas, flores ou, até, de árvores frutíferas!

Desde 2004, quando foi fundada por Richard Reynolds, a guerrilla gardening.org vem incentivando a formação de grupos de “guerrilheiros de jardim” e hoje a comunidade estendeu suas pás para outros países, EUA, Austrália, Suíça, Richard já tem um livro publicado sobre o tema, programa de TV, endereço no twitter e comunidade no Facebook com 1662 fãs!

Durante todo o mês de maio, os Guerrilla Gardeners estão convidando jardineiros com vocação para uma vida de perigos para sair plantando girassóis nos canteiros esquecidos do planeta. Se quiser saber mais sobre essa aventura, pode clicar aqui e conhecer a comunidade do evento no Facebook.

Agora, se o seu estilo é mais pacato, pouco afeito a corridas na madrugada fugindo da polícia, aproveite o final de semana e vá para o seu jardim mesmo (valem vasos no terraço, na cozinha…), afofe a terra, plante sementes — por que não de girassóis? — mudas, regue e, depois de tirar os sapatos cheios de lama, prepare uma xícara de chá e descubra porque os ingleses são malucos por jardim a ponto de virarem guerrilheiros: mexer na terra é a maior delícia!

Para descobrir mais sobre essa vida perigosa, entre no site dos guerrilheiros

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Flores e jardins Tags: , ,
22/04/2009 - 11:02

Capim-limão e o jardineiro

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Capim limão Cymbopogon citratus

O leitor Jair me escreve pedindo dicas de cultivo de capim-limão que ele quer plantar no sítio. Corro para falar com o Nei, meu jardineiro e parceiro de experiências, algumas malucas, com o mundo vegetal.

O capim-limão ou Cymbopogon citratus é uma planta da família das gramíneas, nasce em touceiras, e todo mundo já deve ter visto um na vida…ou não?

Nei me diz que o Cymbopogon adora sol, até dá na sombra mas fica mirradinho. O truque para ter belas touceiras de capim-limão é plantá-lo fazendo um montinho de terra bem fértil, de modo que ele fique elevado uns 10cm em relação ao chão. Também é bom plantá-lo em encostas porque as touceiras quando formadas impedem a terra de “escorrer” quando chove. Pode regar bastante porque ele gosta de água.

Plante as mudas a 1m de distância uma da outra e lembre de usar luvas, aquelas grossas, apropriadas para jardinagem porque as folhas compridas e finas do capim-limão tem um serrilhado que machuca.

Existem algo como 55 tipos diferentes de Cymbopogon, incluindo, além do capim-limão, uma velha conhecida nossa, a citronela, cujo nome científico é Cymbopogon winterianus. A citronela tem perfume muito mais forte, mas olhando assim de longe, é bem fácil confundi-la com o capim-limão. Outra confusão comum é pensar que capim-limão é a mesma coisa que erva-cidreira. Não é. O nome científico da erva-cidreira é Melissa officinallis, nada a ver com a família Cymbopogon, portanto. O chá de ambas, no entanto, feito com as folhas, acalma e é digestivo.

No site Jardineiro.net você encontra fichas bem completas sobre vários tipos de plantas e flores. Vale a pena navegar por lá

Jair, depois nos conte como andam suas mudas… 

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Flores e jardins Tags: , ,
03/04/2009 - 14:54

(Bons)Pretextos para festejar com os amigos!

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copos

Minha filha nasceu festeira. É capaz de organizar uma festa em cinco minutos, e entre a prova de física e a lição de matemática! Maluca por cheesecake, no seu aniversário, convidou as amigas para um tour pela cidade experimentando TODAS as cheesecakes que conseguissem!!! Passaram a tarde peregrinando em busca da fatia perfeita de cheesecake e voltaram exaustas…e felizes!

Qualquer coisa pode virar um pretexto para festejar com os amigos, mas nem todos nós nascemos “festeiros” e, com mais frequência do que gostamos de admitir, fazemos as coisas parecerem mais complicadas do que são…

Para esses candidatos a festeiros ainda cheios de timidez, o novo livro da Chris Campos, Almanaque das Festas Instantâneas, vem a calhar.

A autora, que também assina o site Casa da Chris, alinhava dicas, truques e excelentes temas-pretexto para reunir os amigos em casa.

“Fazer festa dá trabalho”, diz a Chris, precisa comprar flor, pensar na comida, na música, na decoração…mas, ela continua, “de compromissos sérios já estamos bem servidos, obrigada!”, então vamos nos reunir e celebrar!

No livro, você passeia por 25 temas deliciosos para festas instantâneas, por exemplo. já pensou em reunir seus amigos para uma “sessão de cinema”, daquelas que varam a madrugada? Pense no tema: todos os filmes de Hitchcock, só filmes de amor, só comédias…Espalhe almofadas e colchões na sala para ficar todo mundo confortavelmente amontoado. Encha várias cumbucas com aquelas coisas típicas de bombonières de cinema: chicletes, balinhas, chocolates, M&Ms. Prepare pipoca (no microondas) e arrume em saquinhos. Deixe cervejas e latinhas de chá gelando em um balde. E prepare-se para uma sessão de cinema com direito a tudo que não dá para fazer no cinema: muita conversa, comentários, discussões, risadas e empurrões!

A idéia de “temas” ajuda a gente a se organizar e a harmonizar o menu, as flores, a música, a decoração e, até, a escolha dos convidados ideais para cada ocasião! A Ce uma vez inventou de fazer uma festa “tropical”: chamou os amigos mais animados e alguns tímidos que precisavam se soltar e contratou um professor de salsa para dar uma aula coletiva. Todo o resto da festa seguiu no mesmo clima: coquetéis coloridos à base de suco de frutas e àgua com gás ou vodka; guacamole e pastas de queijo e azeitonas servidas com Doritos em toalhas (que eram originalmente colchas de cama) bem coloridas, umas folhas de bananeira amarradas fazendo buquês gigantes…no final, todos racharam o valor da aula do professor!

Vamos lá, hoje é sexta-feira e se você se apressar, ainda dá tempo de fazer alguma coisa diferente no final de semana! Reúna os amigos e let’s go party que de compromissos sérios, como diz a Chris, já estamos cheios!

 

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Boas idéias Tags: , , ,
23/03/2009 - 13:45

Idéias originais para festas

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Ursinho Puff Color Party

Idéias para receber os amigos em casa, preparar festas infantis ou mesmo para colorir a mesa de jantar do “todo dia” são comuns nas revistas estrangeiras, mas raras de encontrar nos sites e revistas aqui no Brasil.

Imagino que talvez muita gente prefira sair com os amigos para jantar fora em vez de recebê-los em casa, e, com certeza, dá menos trabalho fazer a festa do filho no bufê…mas preparar a casa para acolher os amigos e a família é das coisas mais gostosas da vida e tem tudo a ver com essa “arte de ficar em casa” de que estamos toda hora falando nesse blog…

Por isso, quando a Karina me falou do blog de uma amiga, “só com dicas fofas e boas idéias para lançar mão na hora de preparar festas”, fui correndo conferir.

E o blog é tudo isso mesmo: idéias fofas e dicas originais para tornar as festas mais coloridas, ou para resolver problemas velhos com graça e originalidade. Adorei, por exemplo, a idéia de colocar os talheres em envelopes, perfeita para quem, como eu, não leva jeito para fazer dobraduras de guardanapos…

 

Guardanapo Plum Party

 

Mas fofo mesmo é o varal feito com as fotos dos convidados para a festa com o tema Ursinho Puff que abre este post…quer coisa mais bonitinha e carinhosa? E você atualiza a idéia conforme a situação do momento, por exemplo, que tal no dia de Natal pendurar num varal estendido na entrada da casa as fotos da família e dos amigos convidados tiradas ao longo do ano? E fazer uma supresa no aniversário da filha quase adolescente, pedindo para os amigos mandarem as fotos e montar com elas um painel dos bons momentos dela com a turma?

Se você também anda em busca de novas idéias, clique aqui e navegue pelo blog Color Party, da Thalyta Quartilho. Já coloquei nos favoritos do Em casa, assim ninguém esquece!

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Casa na web Tags: ,
14/03/2009 - 19:24

Aprendiz na exposição de orquídeas

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Cattleya Blc Nobile\'s Cancan - Associação Orquidófila de São Paulo

Há que se ter um manual de instruções para frequentar feiras de orquídeas. Foi o que descobri no dia em que minha amiga Flávia, apaixonada por orquídeas “há 7 anos, nossa estou envelhecendo junto com elas!”, passou em casa para me pegar e irmos juntas visitar a 80a Exposição de orquídeas de São Paulo.

Regra 1. Chegue cedo. O Centro Brasileiro de Cultura Japonesa, na Liberdade, é grande, mas não o bastante para o número crescente de apaixonados e de curiosos por orquídeas.

Regra 2. Leve sacolas, daquelas de papelão ou de pano, do tipo reciclável, ou, ainda, de palha, dessas boas de ir para a feira. A explicação é simples. Eu tinha imaginado que ia voltar para casa carregada de flores belíssimas. Puro engano! Nessas feiras a gente vai para comprar mudas, vasinhos pequenos de tesouros que um dia vão florescer. As sacolas servem para você ir acomodando seus vasinhos, enquanto passeia pela feira.

Regra 3. Não vá comprando a primeira orquídea belíssima que surgir na sua frente, são centenas! Chegue, tente manter a calma, percorra os corredores onde estão so quiosques dos produtores, suba até o segundo andar, passeie pela exposição, deslumbre-se com os arranjos, conheça as flores ganhadoras, inspire-se. Só depois disso, volte e comece suas compras.

Regra 4. Minha guia me levou para conhecer seus amigos, mas você não terá nenhuma dificuldade de fazer compras. Essa turma se reúne há anos (80?), gente séria e encantada pelo que faz. Minhas várias e, é claro, nem sempre brilhantes perguntas foram acolhidas com muitos tipos de sorrisos condescendentes e explicações “para neófitos”.

Regra 5. Lembre-se que essa é uma exposição de plantas de outono. Se você insistir em trazer plnatas floridas para alegrar sua casa, prefira as Miltonias, Cattleyas, Wandas. Estão deslumbrantes de flores com perfumes e cores cheias de personalidade. Caso contrário, abra o olhar para as miudezas. Aquele orquídea tão estranha que parece um bicho? A outra, delicada, mas com valor de “espécie”. Sim, existem incontáveis híbridos de orquídeas. A Flávia me conduzia pelas raridades, as plantas “mães” desses híbridos, chamadas ali, simplesmente de “espécies”.

Na saída, compre o livro editado pela Associação Orquidófila de São Paulo, Orquídeas, Manual de Cultivo, e faça como todas as velhinhas japonesas, saia para o sol com sua sacolinha cheia de mudas que, se Deus quiser, vão estar floridas, na próxima exposição, em setembro!

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Flores e jardins Tags: ,
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