iG

Publicidade

Publicidade

Arquivo de junho, 2009

17/06/2009 - 13:30

Hospitalidade à moda italiana

Compartilhe: Twitter

Mesa à italiana

A Itália retratada nos filmes continua sendo a mais hospitaleira.
Quando se fala em aconchego familiar e intimidade a primeira imagem que vem na cabeça da maioria das pessoas é a das famílias italianas. Federico Fellini, grande diretor italiano falecido em 1993, deixou em película o registro do quanto a hospitalidade daquele pais está ligada a generosidade afetiva, macarronada e um bom vinho.
Em Amacord por exemplo, Fellini faz um registro da família italiana na década de trinta através do olhar de um menino e traduz num documento incrível a vida naquela época.
O filme reproduz as reuniões familiares regadas a uma intensidade emocional própria dos latinos, louças brancas, toalhas xadrez e muita fartura, mesmo na simplicidade das famílias retratadas.
Pensando na Itália de ontem e nos filmes, não há como não se deixar entusiamar pela ideia de reproduzir um desses banquetes regados a muita troca emocional, molho de tomate e chiantti para receber quem nos é querido.
A receita para a hospitalidade italiana é para lá de simples e muito barata. Tudo começa pela mesa que deve ser arrumada com cuidado e carinho, a toalha pode ser xadrez ou branca.  Guardanapos de tecido brancos ou para quem insiste na praticidade, servem os de papel.
É bom lembrar que nesse tipo de refeição as pessoas vão fazer, mesmo sem querer, links de memória com os filmes sobre famílias italianas, portanto não deve-se deixar escapar nenhum detalhe.
Assim, os copos devem ser de pé alto, vinho e água, e apenas o garfo e os talheres de sobremesa devem constar da arrumação da mesa. A louça, pratos rasos e de sopa, se possível deve ser branca e o vinho tinto é o mais indicado. Um par de velas, um de cada lado da mesa e um buquezinho de flores do campo completam a imagem de harmonia e calor.
Nesse tipo de refeição não é preciso usar faca ou colher, mas o macarrão deve ser servido em prato de sopa com o raso por baixo, o de sopa é para não se desperdiçar nem um pouquinho do molho.
Com a mesa bem bonita, prepare um espaguetti ao sugo bem temperado, lembre-se de não cozinhar demais o macarrão, sirva com um queijo parmesão de boa qualidade e ralado na hora.
Para a sobremesa, um mousse de chocolate servido com bolachinhas de amêndoas ou outro sabor completam o cenário.
Para a paisagem sonora procure músicas com referencias italianas, modernas ou antigas, a ideia é completar o cenário da bela Itália.
Não tenha vergonha de levar os convidados para a cozinha enquanto prepara a comida. Um papo gostoso nasce da intimidade, aconchego e comidinhas que antecedem o jantar, para isso a cozinha é um lugar incrível.
Depois do jantar, sirva na mesa um café bem gostoso com trufinhas de chocolate e divirta-se muito com a Dolce Vita!

Lícia Arena Egger-Moellwald
Doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, diretora da INTRA Consultoria & Treinamento e co-autora dos livros “Etiqueta Corporativa: o sucesso com bons modos” e “Competência Social: mais que etiqueta, uma questão de atitude”. Para comprar os livros ou conhecer melhor o trabalho da Lícia, visite o site Etiqueta Corporativa

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Hospitalidade Tags: , ,
05/06/2009 - 14:50

Ideias hospitaleiras: lanche de domingo

Compartilhe: Twitter

Abrir a casa para quem vem de fora e receber bem é quase uma questão de química: mistura-se uma porção de ingredientes que se não forem bem dosados colocam toda a fórmula em risco.

Os elementos para a hospitalidade são muitos e variados, entre eles: cuidados com a casa, temperatura agradável, comida e bebida boa, aliado a anfitriões simpáticos e agradáveis. Qualquer um dos ingredientes que faltar ou aparecer em excesso o que era para ser gostoso fica chato e até irritante.

Nisso a apresentação da mesa e o que se serve para os convidados é fundamental, principalmente no inverno quando vez ou outra, deixamos de lado a preocupação com a balança e cedemos às tentações próprias do friozinho.

O lanche da tarde de domingo é um desses programas que servem muito bem para receber os amigos para um papo em torno da lareira ou simplesmente em volta de uma mesa arrumada com capricho.

O que importa nesse tipo de refeição não é a quantidade, mas a variedade. Os ingleses são mestres nessa arte, os chás das cinco são regados a minisanduíches e muitos  docinhos e bolinhos, uma verdadeira festa para a alma.

Se a escolha for servir o lanche na mesa, a toalha deve ser bonita, bem passada e se puder engomada. Lembre-se de usar guardanapos que combinem com os pratos e com a toalha, o conjunto todo deve ser harmonioso. Se a grana permitir, um arranjo de flores dá um toque elegante e muito aconchegante.

Para servir, prepare sanduíches variados e pequeninos, a ideia é permitir que se experimente muita coisa gostosa, mas ao mesmo tempo que sejam simples e fáceis de preparar, como pequenos sanduíches de queijo, pasta de atum, pepino e tomate.
Os docinhos e bolinhos podem ser de fubá, chocolate, laranja ou outro sabor.

Para acompanhar estas delícias,  sirva chá, café ou chocolate. O importante é que a apresentação seja em pequenos pratos ou bandejas.

Para arrematar e criar um clima diferente e intimista que tal distribuir mantinhas que os convidados colocam sobre os joelhos para esquentar, um luxo que é pura delícia!

O complicado é depois de tanta hospitalidade fazer os convidados entenderem a hora de ir embora.

Detalhe: O sanduíche de pepino é uma iguaria dos chás ingleses, adorado pela família real e presença constante nas reuniões da tarde naquele pais. A receita é muito simples: duas fatias de pão de forma sem a casca, manteiga com ou sem sal, pepino japonês cortado em rodelinhas e sal. Quem quiser pode passar maionese ao invés de manteiga. O importante é depois de montar o sanduíche cortar o pão em quatro pedaços. E embrulhá-los até a hora de servir num pano de prato ligeiríssimamente umedecido e absolutamente limpo!  O resultado é incrível!

Lícia Arena Egger-Moellwald
Doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, diretora da INTRA Consultoria & Treinamento e co-autora dos livros “Etiqueta Corporativa: o sucesso com bons modos” e “Competência Social: mais que etiqueta, uma questão de atitude”. Para comprar os livros ou conhecer melhor o trabalho da Lícia, visite o site Etiqueta corporativa.
E compre online o livro “Competência Social
Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Em casa Tags:
01/06/2009 - 14:53

As manhas da hospitalidade

Compartilhe: Twitter

Hospitalidade não é um conceito simples, uma vez que está apoiado nas ideias de dar, receber e retribuir, coisas nada fáceis no mundo contemporâneo.

Quando o assunto é a nossa casa, a hospitalidade envolve de um lado abrir as portas para receber no nosso mais íntimo refúgio os que vem de fora e, de outro, para quem vem a responsabilidade de receber a hospitalidade dos que abrem a sua intimidade, obrigando-se depois a retribuir o que foi oferecido.

Embora pareça complicado, fazemos isso com uma certa naturalidade desde que o mundo é mundo. Histórias e diários revelam que quando nossos ancestrais recebiam um semelhante de fora, viajante ou peregrino, costumavam ser muito hospitaleiros…a palavra-chave aqui,  “semelhante”, referia-se em geral a alguém que compartilhava a mesma fé.

Apesar de evoluídos, graças a Deus neste quesito não mudamos muito, quando recebemos gente de fora ou queremos mais intimidade com alguém, a maioria de nós, faz  das tripas o coração para receber bem.

Algumas pessoas são tão deliciosamente exageradas quando a questão é receber que não se contentam em preparar a casa e a mesa para serem compartilhadas. Exageram tanto que acabam por tornar a recepção uma overdose de carinho, atenção e cuidados.

O mesmo pode-se dizer de quem recebe a hospitalidade, eu mesma já recebi em casa pessoas maravilhosas que para serem gentis e agradecerem o convite, gastaram tanto dinheiro e trouxeram tantos presentes que nunca deu para eu retribuir.

Exagerados ou não, quem recebe se obriga a dar o melhor de si, o que não tem nada a ver com dinheiro. Para receber bem e da forma a mais hospitaleira possível é preciso lembrar que quem vem de fora, mesmo que só para compartilhar uma refeição, merece toda a nossa atenção.

Isto fica claro nos detalhes que são visíveis, a arrumação, a limpeza e é claro o que nos propomos a servir. Para quem é recebido, a responsabilidade não é menor, porque é preciso deixar-se experimentar, sem criticas o mundo de quem recebe e depois lembrar de retribuir.

Ninguém nasce hospitaleiro, mas vamos aprendendo com a experiência, que dar, receber e retribuir são uma arte que deve ser cultivada.

Lícia Arena Egger-Moellwald
Doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, diretora da INTRA Consultoria & Treinamento e co-autora dos livros “Etiqueta Corporativa: o sucesso com bons modos” e “Competência Social: mais que etiqueta, uma questão de atitude”. Para comprar os livros ou conhecer melhor o trabalho da Lícia, visite o site Etiqueta Corporativa
Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Hospitalidade Tags: ,
Voltar ao topo