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17/06/2009 - 13:30

Hospitalidade à moda italiana

Mesa à italiana

A Itália retratada nos filmes continua sendo a mais hospitaleira.
Quando se fala em aconchego familiar e intimidade a primeira imagem que vem na cabeça da maioria das pessoas é a das famílias italianas. Federico Fellini, grande diretor italiano falecido em 1993, deixou em película o registro do quanto a hospitalidade daquele pais está ligada a generosidade afetiva, macarronada e um bom vinho.
Em Amacord por exemplo, Fellini faz um registro da família italiana na década de trinta através do olhar de um menino e traduz num documento incrível a vida naquela época.
O filme reproduz as reuniões familiares regadas a uma intensidade emocional própria dos latinos, louças brancas, toalhas xadrez e muita fartura, mesmo na simplicidade das famílias retratadas.
Pensando na Itália de ontem e nos filmes, não há como não se deixar entusiamar pela ideia de reproduzir um desses banquetes regados a muita troca emocional, molho de tomate e chiantti para receber quem nos é querido.
A receita para a hospitalidade italiana é para lá de simples e muito barata. Tudo começa pela mesa que deve ser arrumada com cuidado e carinho, a toalha pode ser xadrez ou branca.  Guardanapos de tecido brancos ou para quem insiste na praticidade, servem os de papel.
É bom lembrar que nesse tipo de refeição as pessoas vão fazer, mesmo sem querer, links de memória com os filmes sobre famílias italianas, portanto não deve-se deixar escapar nenhum detalhe.
Assim, os copos devem ser de pé alto, vinho e água, e apenas o garfo e os talheres de sobremesa devem constar da arrumação da mesa. A louça, pratos rasos e de sopa, se possível deve ser branca e o vinho tinto é o mais indicado. Um par de velas, um de cada lado da mesa e um buquezinho de flores do campo completam a imagem de harmonia e calor.
Nesse tipo de refeição não é preciso usar faca ou colher, mas o macarrão deve ser servido em prato de sopa com o raso por baixo, o de sopa é para não se desperdiçar nem um pouquinho do molho.
Com a mesa bem bonita, prepare um espaguetti ao sugo bem temperado, lembre-se de não cozinhar demais o macarrão, sirva com um queijo parmesão de boa qualidade e ralado na hora.
Para a sobremesa, um mousse de chocolate servido com bolachinhas de amêndoas ou outro sabor completam o cenário.
Para a paisagem sonora procure músicas com referencias italianas, modernas ou antigas, a ideia é completar o cenário da bela Itália.
Não tenha vergonha de levar os convidados para a cozinha enquanto prepara a comida. Um papo gostoso nasce da intimidade, aconchego e comidinhas que antecedem o jantar, para isso a cozinha é um lugar incrível.
Depois do jantar, sirva na mesa um café bem gostoso com trufinhas de chocolate e divirta-se muito com a Dolce Vita!

Lícia Arena Egger-Moellwald
Doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, diretora da INTRA Consultoria & Treinamento e co-autora dos livros “Etiqueta Corporativa: o sucesso com bons modos” e “Competência Social: mais que etiqueta, uma questão de atitude”. Para comprar os livros ou conhecer melhor o trabalho da Lícia, visite o site Etiqueta Corporativa

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Hospitalidade Tags: , ,
05/06/2009 - 14:50

Ideias hospitaleiras: lanche de domingo

Abrir a casa para quem vem de fora e receber bem é quase uma questão de química: mistura-se uma porção de ingredientes que se não forem bem dosados colocam toda a fórmula em risco.

Os elementos para a hospitalidade são muitos e variados, entre eles: cuidados com a casa, temperatura agradável, comida e bebida boa, aliado a anfitriões simpáticos e agradáveis. Qualquer um dos ingredientes que faltar ou aparecer em excesso o que era para ser gostoso fica chato e até irritante.

Nisso a apresentação da mesa e o que se serve para os convidados é fundamental, principalmente no inverno quando vez ou outra, deixamos de lado a preocupação com a balança e cedemos às tentações próprias do friozinho.

O lanche da tarde de domingo é um desses programas que servem muito bem para receber os amigos para um papo em torno da lareira ou simplesmente em volta de uma mesa arrumada com capricho.

O que importa nesse tipo de refeição não é a quantidade, mas a variedade. Os ingleses são mestres nessa arte, os chás das cinco são regados a minisanduíches e muitos  docinhos e bolinhos, uma verdadeira festa para a alma.

Se a escolha for servir o lanche na mesa, a toalha deve ser bonita, bem passada e se puder engomada. Lembre-se de usar guardanapos que combinem com os pratos e com a toalha, o conjunto todo deve ser harmonioso. Se a grana permitir, um arranjo de flores dá um toque elegante e muito aconchegante.

Para servir, prepare sanduíches variados e pequeninos, a ideia é permitir que se experimente muita coisa gostosa, mas ao mesmo tempo que sejam simples e fáceis de preparar, como pequenos sanduíches de queijo, pasta de atum, pepino e tomate.
Os docinhos e bolinhos podem ser de fubá, chocolate, laranja ou outro sabor.

Para acompanhar estas delícias,  sirva chá, café ou chocolate. O importante é que a apresentação seja em pequenos pratos ou bandejas.

Para arrematar e criar um clima diferente e intimista que tal distribuir mantinhas que os convidados colocam sobre os joelhos para esquentar, um luxo que é pura delícia!

O complicado é depois de tanta hospitalidade fazer os convidados entenderem a hora de ir embora.

Detalhe: O sanduíche de pepino é uma iguaria dos chás ingleses, adorado pela família real e presença constante nas reuniões da tarde naquele pais. A receita é muito simples: duas fatias de pão de forma sem a casca, manteiga com ou sem sal, pepino japonês cortado em rodelinhas e sal. Quem quiser pode passar maionese ao invés de manteiga. O importante é depois de montar o sanduíche cortar o pão em quatro pedaços. E embrulhá-los até a hora de servir num pano de prato ligeiríssimamente umedecido e absolutamente limpo!  O resultado é incrível!

Lícia Arena Egger-Moellwald
Doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, diretora da INTRA Consultoria & Treinamento e co-autora dos livros “Etiqueta Corporativa: o sucesso com bons modos” e “Competência Social: mais que etiqueta, uma questão de atitude”. Para comprar os livros ou conhecer melhor o trabalho da Lícia, visite o site Etiqueta corporativa.
E compre online o livro “Competência Social
Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Em casa Tags:
01/06/2009 - 14:53

As manhas da hospitalidade

Hospitalidade não é um conceito simples, uma vez que está apoiado nas ideias de dar, receber e retribuir, coisas nada fáceis no mundo contemporâneo.

Quando o assunto é a nossa casa, a hospitalidade envolve de um lado abrir as portas para receber no nosso mais íntimo refúgio os que vem de fora e, de outro, para quem vem a responsabilidade de receber a hospitalidade dos que abrem a sua intimidade, obrigando-se depois a retribuir o que foi oferecido.

Embora pareça complicado, fazemos isso com uma certa naturalidade desde que o mundo é mundo. Histórias e diários revelam que quando nossos ancestrais recebiam um semelhante de fora, viajante ou peregrino, costumavam ser muito hospitaleiros…a palavra-chave aqui,  “semelhante”, referia-se em geral a alguém que compartilhava a mesma fé.

Apesar de evoluídos, graças a Deus neste quesito não mudamos muito, quando recebemos gente de fora ou queremos mais intimidade com alguém, a maioria de nós, faz  das tripas o coração para receber bem.

Algumas pessoas são tão deliciosamente exageradas quando a questão é receber que não se contentam em preparar a casa e a mesa para serem compartilhadas. Exageram tanto que acabam por tornar a recepção uma overdose de carinho, atenção e cuidados.

O mesmo pode-se dizer de quem recebe a hospitalidade, eu mesma já recebi em casa pessoas maravilhosas que para serem gentis e agradecerem o convite, gastaram tanto dinheiro e trouxeram tantos presentes que nunca deu para eu retribuir.

Exagerados ou não, quem recebe se obriga a dar o melhor de si, o que não tem nada a ver com dinheiro. Para receber bem e da forma a mais hospitaleira possível é preciso lembrar que quem vem de fora, mesmo que só para compartilhar uma refeição, merece toda a nossa atenção.

Isto fica claro nos detalhes que são visíveis, a arrumação, a limpeza e é claro o que nos propomos a servir. Para quem é recebido, a responsabilidade não é menor, porque é preciso deixar-se experimentar, sem criticas o mundo de quem recebe e depois lembrar de retribuir.

Ninguém nasce hospitaleiro, mas vamos aprendendo com a experiência, que dar, receber e retribuir são uma arte que deve ser cultivada.

Lícia Arena Egger-Moellwald
Doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, diretora da INTRA Consultoria & Treinamento e co-autora dos livros “Etiqueta Corporativa: o sucesso com bons modos” e “Competência Social: mais que etiqueta, uma questão de atitude”. Para comprar os livros ou conhecer melhor o trabalho da Lícia, visite o site Etiqueta Corporativa
Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Hospitalidade Tags: ,
25/05/2009 - 15:05

Historinha: nós e as camas de casal!

Great Bed of Ware, Victoria and Albert Museum
A Grande Cama de Ware, construída por um carpinteiro de Hertfordshire, na Inglaterra, em 1590, podia acomodar 15 pessoas, com folga! Hoje ela está no Victoria and Albert Museum, de Londres.
 

Uma amiga me pergunta e eu fico curiosa: por que será que a gente inventou isso de dormir em cama de casal? Ele ronca, acende a luz, tem insônia, ela não consegue pegar no sono, quem disse que cama de casal era uma coisa linda?

Minha amiga tem razão de se preocupar. Descubro numa matéria do New York Times que problemas na hora de dormir são os grandes incentivadores de teorias as mais variadas sobre as vantagens das camas ou dos quartos separados, ou seja, segundo a reportagem, 3 de cada 10 casais cansam de não dormir por causa do parceiro e adotam essa solução.

E no entanto, compartilhar a cama com alguém que a gente ama é das coisas boas da vida, ao menos para a maioria dos casais. Na mesma matéria, descubro que para 62% dos casais uma boa noite de sono não vale o prazer de dormir agarradinho…”dividir a cama é como compartilhar um ninho, é onde encontramos segurança, conforto e confiança”, avisa Paul C. Rosenblatt, professor de sociologia e autor do livro Two in a Bed (Dois numa cama).

Tanta intimidade, ao contrário do que poderíamos imaginar, é coisa bem recente na história dos humanos. Ainda hoje, se por acaso você pertencer a tribo dos ashanti, em Guana, ou se tiver nascido entre os Minang-kabau, da Indonésia, nem tem que se preocupar com camas de casal. Entre esses povos, o casal continua a morar com suas respectivas famílias de origem e se encontra apenas ocasionalmente.

E mesmo no Ocidente, essa história dos casais preferirem compartilhar o ninho também é coisa recente. Mais do que isto, até o século 18, casar por amor não só era raro, como ligeiramente “deselegante”. Dormir juntos então…

Já as camas…existem registros de que nós gostamos de criar cantos especiais para dormir desde o Velho Testamento. No Livro dos Reis, 2-4, descobrimos que por volta de 895aC, o profeta visitante seria abrigado “em um pequeno quarto com uma cama, uma mesa, um banco e um candeeiro”.

E no Livro de Ester, 1-6, uns 420 anos mais tarde, encontramos a descrição maravilhada do palácio de Xerxes, o Rei da Pérsia: “As tapeçarias eram de tecido branco, verde e azul celeste, pendentes de cordões de linho fino e púrpura, a argolas de prata presas nas colunas de mármore; os leitos era de ouro e de prata, dispostos sobre um degrau de mármore vermelho e azul e branco e preto.”

É na cama que temos nascido e morrido há milênios, é nela que amamos e que sonhamos. Natural que ao longo do tempo, os leitos tenham sido objeto de cuidados. de adornos e de um certo exagero: dizem que o rei da França, Luis, XIV, aquele chamado “Rei Sol”, possuía 413 camas de todos os tipos, todas riquíssimamente decoradas!

É claro que a nobreza podia esbanjar, mas mesmo entre as classes pobres, a cama era, junto com a mesa, o centro da vida da família. Os quartos sempre foram um luxo, e, mesmo entre os nobres, eram as camas com baldaquinos e cortinados pesados que se encarregavam de proteger a (pouca) intimidade dos casais. Durante o dia, comia-se e recebia-se no leito, à noite, fechavam-se as cortinas e a cama virava um mundo fechado onde alguma intimidade era afinal possível.

Mesmo no Oriente, as camas vivem esta dupla vida de servirem como sofás durante o dia e como leitos à noite. E como deviam ser exibidas para as visitas, quanto maiores as cabeceiras e mais luxuosamente adornados os pés e as pilastras, mais ricos e refinados seus proprietários.

Quem podia, reservava aposentos para servirem como alcovas conjugais, separava os leitos onde nasciam os bebês e os catres onde morriam os velhos e doentes, mas nas casas dos camponeses europeus, não era nada raro haver apenas uma imensa cama, onde dormiam o casal, os filhos, os avós e os criados! E isso os historiadores registram como prática comum na Europa mesmo depois da Primeira Guerra Mundial!

Essa promiscuidade protegida pelo escuro da noite e pelo lusco-fusco dos candeeiros, se para nós é  estranha, era comum entre nossos antepassados. No livro Famílias, do historiador Jean-Louis Flandrin, aprendo que na Idade Média, a cama era compartilhada por todos, incluindo os eventuais hóspedes de passagem! E que mesmo os reis protegidos pelos seus cortinados de seda, viviam com uma pequena multidão de criados e familiares amontoados à sua volta, os leitos monumentais servindo como frágil barreira entre o lado público e o lado privado da vida!

Talvez por isso mesmo, as camas fossem tão grandes. Os relatos da Idade Média européia mencionam camas de 2 a 3 metros de largura, descontado o espaço para as arcas que ficavam encaixadas nas laterais e onde se guardavam os tesouros da família. Tão grandes eram algumas dessas camas que tinham que ser contruídas junto com as paredes da casa!

Intimidade e privacidade só mesmo a partir do século 19, quando os casais são convidados a compartilhar o mesmo leito, sem visitantes! Uma prática tão inusitada que em 1913, o próprio rei da França, Luís Felipe, mostrava com orgulho a grande novidade: o leito que partilhava com a rainha, Maria Amélia. E só com ela!

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Casa na web Tags: ,
17/05/2009 - 07:00

Hora dos tapetes

Tapete Gaia

Como quase tudo numa casa, a escolha do tapete tem a ver tanto com forma quanto com a função, ou seja, além de encantar você, o tapete precisa se encaixar direitinho no seu jeito de viver e estar.

Primeira regra: Antes de sair por aí se apaixonando pelo primeiro tapete que encontrar, pare e pense no ambiente onde ele vai ficar. Em geral, ambientes com grande utilização precisam de um pouco mais de investimento, o ideal é colocar um tapete de melhor qualidade, mais resistente e que não se danifique com facilidade. Tapetes de seda, por exemplo, não são indicados para ambientes assim porque são mais delicados. Prefira peças tecidas com fio de 100% lã.

Tapete Gaia

Tapete Gaia

Depois de pensar na função, aí sim, pode começar a se apaixonar. Para que o tapete harmonize com o resto do ambiente, as cores prodominantes devem estar integradas. Só que isso não significa que o tapete tem que combinar direitinho com a mobília ou ser da cor das paredes ou das cortinas. Um tapete deve valer por si mesmo e ser admirado pela sua beleza. As regras de combinação aqui são bem gerais: em ambientes muito escuros, por exemplo, dê preferência aos tapetes claros. Em ambientes pequenos, evite preencher todo o ambiente com o tapete, deixar à mostra parte do chão, vai tornar sua sala ou quarto mais aconchegante e mais sofisticada.

E já que falamos de chão. Sobre pisos nobres, como mármore, granito ou madeira, você pode jogar tapetes mais finos e delicados. Sobre pisos de cerâmica e porcelanato, ao contrário, escolha tapetes mais rústicos.

Nunca esqueça de colocar borracha antiderrapante por baixo dos tapetes, sobretudo quando a superfície for lisa, para evitar acidentes. E sempre é bom evitar a exposição direta de raios solares, pois pode desbotar e danificar seu tapete.

 Tapete Gaia

Tapete Gaia

Noura van Dijk/Interior Design

Gaia Arte em Tapetes

Cor e Forma

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Boas idéias Tags: ,
08/05/2009 - 14:31

Guerrilheiros de jardim

Ben Mason, Richard Reynolds, Lyla Patel

Jardinagem pode ser uma coisa muito perigosa. Sobretudo se você resolver largar as plantas do seu jardim e se aventurar…pelos terrenos de terra dura e mais ou menos abandonados que estão por toda parte.

Olhe ao seu redor, sua casa, linda, seu jardim impecável, mas logo ali na frente, um canteiro abandonado, uma pracinha jogada às traças e onde nenhuma criança vai porque os cachorros usam como banheiro…não é pena? Afinal, a rua, a praça, a cidade onde vivemos não são, de certa forma, também NOSSAS casas?

Em geral, na maioria dos lugares, mexer nos canteiros públicos pode dar confusão. Por isso mesmo, um grupo de ingleses — claro, não tem gente mais apaixonada por jardins do que eles — resolveu criar, há cinco anos uma ong de guerrilheiros do jardim!

Eles identificam esses pobres pedaços de terra dura e ressecada durante o dia, reúnem-se em grupos e saem à noite em verdadeira operação de guerra para cavar e afofar a terra e plantar mudas de plantas, flores ou, até, de árvores frutíferas!

Desde 2004, quando foi fundada por Richard Reynolds, a guerrilla gardening.org vem incentivando a formação de grupos de “guerrilheiros de jardim” e hoje a comunidade estendeu suas pás para outros países, EUA, Austrália, Suíça, Richard já tem um livro publicado sobre o tema, programa de TV, endereço no twitter e comunidade no Facebook com 1662 fãs!

Durante todo o mês de maio, os Guerrilla Gardeners estão convidando jardineiros com vocação para uma vida de perigos para sair plantando girassóis nos canteiros esquecidos do planeta. Se quiser saber mais sobre essa aventura, pode clicar aqui e conhecer a comunidade do evento no Facebook.

Agora, se o seu estilo é mais pacato, pouco afeito a corridas na madrugada fugindo da polícia, aproveite o final de semana e vá para o seu jardim mesmo (valem vasos no terraço, na cozinha…), afofe a terra, plante sementes — por que não de girassóis? — mudas, regue e, depois de tirar os sapatos cheios de lama, prepare uma xícara de chá e descubra porque os ingleses são malucos por jardim a ponto de virarem guerrilheiros: mexer na terra é a maior delícia!

Para descobrir mais sobre essa vida perigosa, entre no site dos guerrilheiros

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Flores e jardins Tags: , ,
30/04/2009 - 15:18

A arte de vestir as janelas

Cortinas fazem parte daquelas coisas que a gente faz quando tudo o mais já está decidido ou feito…o toque final, como dizem. Resolveu a cor das paredes? O estilo da decoração? Os móveis que vão aqui e ali? Então está na hora de pensar nas cortinas…

Além de combinar com sua casa, a cortina tem que dar conta da necessidade ou não de vedação da entrada excessiva de luminosidade. E aí as coisas complicam.

Uma escolha natural são as persianas, pois elas não permitem a entrada dos raios solares, o que protege os móveis e o piso, mas deixam que a claridade chegue no ambiente, tornando-o confortável e aconchegante, além, é claro, de proporcionar privacidade total ao ambiente.

Mas nem sempre dá para instalar persianas ou mesmo com elas você “sente” que a janela precisa ser “vestida”.

Por isso, seguem aqui as dicas da Noura para não errar na hora de escolher:

Antes de definir qual melhor opção de cortinas considere dois aspectos: se a janela que você vai cobrir dá para uma paisagem atrativa e com boa luz ou se é exatamente o contrário, a janela é só para ventilação. Se a vista for bonita, evite cores escuras, que vão esconder a paisagem. Prefira tecidos claros e leves, colocados de tal maneira que possam ser recolhidos nas laterais da janela durante o dia.

Cortinas de tecidos leves, como gaze, não impedem a passagem da luz, não garantem privacidade, mas integram a paisagem externa ao ambiente.

Cortina

Quando houver necessidade de maior privacidade o indicado é complementar uma cortina leve e transparente com  persianas rolô ou em madeira, bambu ou lâmina de alumínio, que permitirão reduzir a luz vinda do exterior sem impedir a ventilação.

Num home theater, para impedir completamente a entrada da luz, prefira os tecidos black out, que tem vedação completa.

Se a janela dá para um lugar feio, o tecido deve ser alegre e de cores vivas e, de preferência, de trama grossa, para neutralizar a vista. Dependendo do estilo da sua casa, um linho estampado, um cetim ou um veludo podem ser boas opções.

Cortinas pesadas

Em ambientes pequenos, prefira cores suaves e os tecidos lisos ou com pouquíssima estampa.
Em geral, ambientes com pé direito  altos exigem cortinas verticais e longas; os mais baixos ficam melhor com cortina de  formatos horizontais.

Em espaços pequenos, a melhor opção são cortinas simples e com tecidos que não pesem muito no ambiente.

Evite utilizar dois tons que farão o ambiente parecer achatado (barrados com cor mais escura e muito verticais por exemplo). Em espaços amplos, de tetos altos, as cortinas poderão ter mais destaque, mas deve ter o caimento reto.

Outra dica importante é que se a cortina não tomar o total da parede é melhor deixar o tecido ultrapassar pelo menos 15 cm de cada lado da janela.

Há diversas opções de modelos para cortinas de tecido:

Franzido com trilho ou com argolas e varão para ambientes mais descontraidos, porque a prega americana ou prega macho dão um ar mais formal.

Lembre de pedir ao tapeceiro para préencolher o tecido quando for à base de algodão. Isso vai evitar a surpresa de você ter uma cortina “pula brejo” na primeira lavagem.

Se optar por tecido de seda é importante forrar com flanela ou algodão para evitar que os raios do sol partam  a fibra.

Braçadeiras em metal ou argola auxiliam na hora de prender a cortina aberta. Pode-se improvisar de maneira charmosa com amarrações de cadarços ou fita de gorgorão que ficam fixadas com argolas nas laterais das janelas ou portas de passagem.

 Cortinas

Noura van Dijk – http://interiordesign.com.br/

Autor: Noura van Dijk - Categoria(s): Boas idéias Tags: , ,
22/04/2009 - 11:02

Capim-limão e o jardineiro

Capim limão Cymbopogon citratus

O leitor Jair me escreve pedindo dicas de cultivo de capim-limão que ele quer plantar no sítio. Corro para falar com o Nei, meu jardineiro e parceiro de experiências, algumas malucas, com o mundo vegetal.

O capim-limão ou Cymbopogon citratus é uma planta da família das gramíneas, nasce em touceiras, e todo mundo já deve ter visto um na vida…ou não?

Nei me diz que o Cymbopogon adora sol, até dá na sombra mas fica mirradinho. O truque para ter belas touceiras de capim-limão é plantá-lo fazendo um montinho de terra bem fértil, de modo que ele fique elevado uns 10cm em relação ao chão. Também é bom plantá-lo em encostas porque as touceiras quando formadas impedem a terra de “escorrer” quando chove. Pode regar bastante porque ele gosta de água.

Plante as mudas a 1m de distância uma da outra e lembre de usar luvas, aquelas grossas, apropriadas para jardinagem porque as folhas compridas e finas do capim-limão tem um serrilhado que machuca.

Existem algo como 55 tipos diferentes de Cymbopogon, incluindo, além do capim-limão, uma velha conhecida nossa, a citronela, cujo nome científico é Cymbopogon winterianus. A citronela tem perfume muito mais forte, mas olhando assim de longe, é bem fácil confundi-la com o capim-limão. Outra confusão comum é pensar que capim-limão é a mesma coisa que erva-cidreira. Não é. O nome científico da erva-cidreira é Melissa officinallis, nada a ver com a família Cymbopogon, portanto. O chá de ambas, no entanto, feito com as folhas, acalma e é digestivo.

No site Jardineiro.net você encontra fichas bem completas sobre vários tipos de plantas e flores. Vale a pena navegar por lá

Jair, depois nos conte como andam suas mudas… 

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Flores e jardins Tags: , ,
15/04/2009 - 10:17

Vestido novo para um sofá novo

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Cansou do sofá? Troque de vestido…

Parece coisa além da imaginação, não é? Imagine se trocar o sofá fosse tão fácil quanto mudar de roupa? Pois é exatamente essa a proposta da Micasa: fazer da troca do sofá uma coisa divertida e prazerosa.

Agora na Micasa, você encontra o sofá Nú, desenvolvido em 2005 por Marcel Wanders, da marca holandesa MOOOI (que significa legal!). A proposta do Nú é exatamente essa: uma única estrutura e várias capas diferentes para você poder trocar de sofá assim como troca de vestido. As capas ou “vestidos” como são literalmente chamadas pelos seus criadores, terão padrões variáveis a cada coleção, com desenhos únicos e estamparia exclusiva.

A coleção de capas do sofá, que pode ser de um, dois ou três lugares, já tem 15 padrões diferentes, para atender ao gosto e ao estado de espírito de gregos e troianos, para usar no dia a dia e surpreender os amigos nos dias de festa, para emprestar à sala um clima de verão ou uma atmosfera quentinha de inverno.
Para oferecer um serviço ainda melhor, a loja promete avisar os proprietários do sofá, sempre que receber novidades da MOOI.

A idéia da Micasa é firmar esse conceito de renovação aqui no Brasil, portanto se daqui a alguns anos você decidir comprar um novo “vestido” é só passar pela loja e escolher o que mais combina com seu astral.

 
MICASA
r. estados unidos 2109    
jd américa  são paulo / s.p.
t. 3088.1238

 MOOOI

Autor: Noura van Dijk - Categoria(s): Boas idéias Tags: ,
07/04/2009 - 15:19

Seu escritório em casa

Um home office pode ser um sonho, tudo a ver com o jeito moderno de viver e de trabalhar, tudo a ver com essa misturança que a gente faz nos nossos cotidianos corridos entre lazer e trabalho. Superconectados 24h, quem sabe onde ou quando estamos trabalhando ou nos divertindo. No epicentro dessa vida multiqualquercoisa, a casa, onde tudo acontece….

Nesse frenesi multimídia, parece difícil encontrar mesmo em casa o sossego necessário para trabalhar, mas com determinação e organização tudo é possível, o   importante é perseguir o equilíbrio entre a intimidade da vida pessoal e o excesso de “conexões” do trabalho profissional. É difícil, mas é possível…

O profissional que trabalha em casa convive com todo o movimento do dia a dia doméstico: bagunça de criança, campainha tocando, empregados, animais de estimação, telefone, hora do almoço, entre outras infindáveis interrupções. Daí a regra mais importante: encontrar dentro da sua casa ou apartamento um espaço de trabalho adequado.

O ideal é eleger um local independente, que não interfira no funcionamento da casa e na sua privacidade e que também permita que você receba pessoas de fora.

 

Lou Ann Bauer
Lou Ann Bauer

 

Além disso, um home office deve reunir  praticidade e conforto, obedecendo os seguintes alguns critérios: harmonia, funcionalidade e aconchego. Ou seja, a decoração deve ser eficiente, mas sem perder o calor.

A escolha do mobiliário depende da atividade do profissional, mas não pode faltar:
mesa, cadeira, notebook ou desktop e uma iluminação adequada.

Quando for escolher o mobiliário procure lembrar de todos os itens relacionados à sua atividade para que tudo seja acomodado de forma prática e que facilite seus movimentos no dia a dia: gaveteiros com rodinhas para guardar pastas suspensas e organizar os documentos. 
 

Noura van Dijk
Noura van Dijk

 

Judy & Sid Zuber
Judy & Sid Zuber

 

Outra coisa fundamental é uma estante bem planejada que além de armazenar os livros e o material de apoio, acomode som, TV e as caixas de arquivos do escritório ou da empresa.

 

Noura van Dijk
Noura van Dijk

Disciplina é essencial para quem trabalha em casa: defina suas horas de trabalho e qual o seu período mais produtivo do dia. Procure sempre organizar a mesa para facilitar o seu trabalho: um notebook e poucos acessórios como um porta-lápis e um telefone, além de bandejas de entrada e saída para os documentos atendem perfeitamente a qualquer profissional.

Um cuidado especial deve ser dado na hora da escolha da cadeira que deve ser muito confortável. Existe uma infinidade de modelos no mercado, com ajustes de altura e de inclinação. Mas se o espaço não for muito grande prefira uma cadeira com espaldar mais baixo, que dá mais leveza ao espaço.

Uma ou duas cadeiras de apoio diante da bancada atendem quem recebe clientes ou fornecedores. Se o espaço permitir inclua um sofá ou poltrona e uma luminária bonita,  para a hora da leitura.

A escolha da iluminação também é de extrema importância num ambiente de trabalho, por isso a definição das lâmpadas e luminárias deve ser criteriosa.

A iluminação incandescente é a menos indicada porque esquenta o ambiente e cansa a vista. A melhor opção é a luz fria (lâmpadas fluorescentes) de cor branca. Para a luminária de mesa escolha um modelo com lâmpada PL de tom amarelado.

A bancada, se possível deve estar voltada para a janela para garantir muita luz.
Fios e cabos soltos e emaranhados deixam qualquer lugar com jeito de bagunça. A solução é embuti-los e escondê-los. As empresas especializadas possuem bancadas com canaletas que permitem fixar a fiação toda de modo organizado.

Tomadas acessíveis e planejadas também são essenciais.

Nas janelas, valem as persianas verticais (de alumínio ou madeira) ou os rolôs de tela ou fibra,  que filtram e controlam a entrada da luz natural, garantem a privacidade e deixam o ambiente com aquele jeito gostoso que a gente costuma associar a “conforto”. 

noura van dijk
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Autor: Noura van Dijk - Categoria(s): Dicas Tags: , , ,
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