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09/11/2009 - 10:14
O IGP-DI (que compreende a variação do mês fechado) registrou nova deflação e furou o piso das expectativas do mercado. A inflação medida em setembro foi de 0,25%, já em outubro o índice recuou para -0,04%, frustrando a expectativa de mercado que era de 0,11% e a nossa em 0,07%. Em 12 meses o índice acumula deflação de -1,76%, no ano o tombo é de -1,39%.
O responsável pela desaceleração dos IGP foi mais uma vez o IPA que saiu de 0,28% para -0,08%. Dentre os elementos constituintes dos Preços ao Atacado, dos 7 grupos que compõe o índice apenas 1 não registrou variação menor que o mês anterior, e mesmo assim veio em deflação (Matérias Primas Brutas em -0,16%).
O IPC (preços ao consumidor) segue em queda e fecha o período em 0,01% contra 0,18% de setembro.Vale notar, como a própria FGV deixa evidente em nota à imprensa, que a deflação dos Preços ao Consumidor segue concentrada em poucos itens, em especial Alimentação que saiu de -0,11% para -0,95%. No geral os componentes do IPC apresentaram evolução positiva e o núcleo de dispersão – no sentido de alta de preços – aumentou de 49,78% em setembro para 50,66% em outubro, ou seja: mais da metade dos itens ponderados na cesta apresentaram alta.
A inflação não constitui por ora um problema no front econômico e fica cada vez mais evidente que não termos alterações nenhuma na taxa básica na reunião do COPOM em dezembro.
Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria
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06/11/2009 - 09:50
Num dia de agenda corporativa fraca nos EUA o Payroll ganha ainda mais relevância. A Agência de Estatísticas do Trabalho (BLS, na sua sigla em inglês) irá divulgar às 11:30 as principais figuras do mercado de trabalho norte-americano no mês de outubro. Além do próprio Payroll será também divulgado a Taxa de Desemprego – que atualmente atinge 9,8% da população daquele país – e as Horas Semanais Trabalhadas.
A expectativa é que o mercado de trabalho fique “menos pior”, ou seja: que o ritmo de demissões caia e que haja estabilidade no Emprego doméstico. Pelo menos é o que sugere a variação do emprego medida pelo ADP divulgado na quarta-feira. Segundo aquela empresa (a ADP processa holerites e folhas de pagamento) foram destruídas menos vagas em outubro do que em setembro, 203 mil contra 227 mil respectivamente. Ambas as pesquisas se comportam de maneira similar, abaixo as duas séries sobrepostas.
A diferença fundamental entre as duas pesquisas é que o Payroll (que quer dizer literalmente Folha de Pagamento) contabiliza, além das variações do setor privado, o funcionalismo público.
Ás 13:00 teremos a divulgação dos Estoques nos EUA e, no fim do dia às 18:00, o Crédito ao Consumidor por lá.
Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria
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03/11/2009 - 12:03
Os mercados andam à flor da pele nestes últimos dias. Um conjunto muito heterogêneo de notícias econômicas estão confundindo o conjunto das expectativas dos investidores neste resto de 2009. Se por um lado é verdade que boa parte do mercado está operando com um pé em 2009 e o outro em 2010, não deixa de ser menos verdadeiro que um conjunto significativo de investidores está ávido para embolsar os ganhos até aqui conseguidos (o S&P 500 acumula no ano alta de 15%, já o Ibovespa impressionantes 64%).
A vasta gama de opiniões se dá por conta de sinais embaralhados vindos da economia. Comecemos pelas boas notícias. O PIB norte-americano do terceiro trimestre mostrou vigor surpreendente e avançou acima das expectativas, jogando ar fresco nas estimativas pessimistas de parte significativa dos economistas. Para o Brasil mais um ponto favorável: a maior economia do mundo voltou à importar com mais vigor, dando mais espaço ao já apertado setor externo brasileiro.
Pesquisas sobre o ciclo de negócios em várias economias apontam para a melhora significativa na margem. O PMI evidencia que os últimos meses estão melhores que os meses anteriores, em outras palavras: paramos de piorar e já estamos avançando. Ontem dados da Indústria Européia confirma o fim do fundo.
Quando o PMI vem acima de 50 isso quer dizer que o mês corrente foi melhor que o anterior.
No plano econômico boas novas também surgem do front corporativo. A safra de resultados empresariais mostrou-se melhor que o esperado por muitos analistas e a maioria das empresas tiveram bons números para apresentar aos seus acionistas neste terceiro trimestre. Foi a prova dos 9 que faltava para confirmar os últimos dados econômicos.
Sobre a safra de resultados positivos salta aos olhos os números apresentados pela Ford ontem em NY. O lucro foi de US$ 1 bilhão, superando as estimativas dos analistas que era de um prejuízo por ação de 0,21 centavos de dólar para um lucro de 0,26 centavos de dólar por ação.
No entanto (e sempre há um senão) nem tudo é tranqüilo no horizonte. No último domingo o CIT – não confundir com o Citi – decretou falência e entrou no famigerado Chapter 11, a lei de falências norte-americana. Após 101 anos de operação o banco, especializado em crédito à pequenas e médias empresas, não conseguiu reverter a deterioração nos seu balanço e jogou a toalha. Um episódio dramático que faz voltar como um espectro sobre o mundo as dúvidas quanto a saúde financeira do planeta.
As ações coordenadas dos Bancos Centrais evitou o pior, a saber: a derrocada do sistema financeiro. Num clima de cooperação e cordialidade rara no plano internacional os governos resolveram agir coordenadamente e impediram que o sub-prime explodisse de dentro para fora os balanços dos principais bancos mundiais.
Ontem, tendo em vista a capitulação do CIT, o governo inglês iniciou uma segunda rodada de empréstimos ao sistema financeiro da ilha. O RBS (Royal Bank of Scotland) e o Lloyds irão receber cerca de £31 bilhões (cerca de US$ 51 bilhões) do dinheiro dos contribuintes para enrijecer a combalida musculatura dos gigantes britânicos. O RBS fica a mais um passo da estatização plena pela Coroa.
No Brasil acaba de ser divulgada a Produção Industrial pelo IBGE, e o número decepcionou. O mercado espera uma alta de 1,7% em setembro (nossa estimativa era de 1,5%) no entanto o resultado apurado fechou em 0,8% (na série mensal dessazonalizada).
Apesar de ter vindo pior que o projetado a Produção Industrial guarda uma agradável surpresa. A Produção de Bens de Capital avançou 5,8% na variação mensal dessazonalizada em setembro.
Em posse destes números nossa projeção preliminar para o PIB brasileiro no terceiro trimestre recua levemente, de 2,25% para 2,05% (tri contra tri). O que não retira, de forma alguma, uma leitura benigna para o nível de atividade brasileira. Assim que tivermos os dados revisados do PIB enviaremos para as senhoras e para os senhores.
Neste cenário onde muitas informações se confrontam, e não há uma tendência única, é o clima ideal para a volta de certa volatilidade.
Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria
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30/10/2009 - 09:29
Ontem o mundo comemorou com entusiasmo a recuperação da economia norte-americana e reafirmou a crença de que o pior já passou; tanto que sacramentou o bom humor com altas em todas as praças relevantes (nos EUA o S&P subiu 2,25%, por aqui uma alta nada modesta de 5,91%). Este encantamento do PIB do terceiro trimestre vai durar muito? Difícil dizer. Todos nós sabemos que as bolsas avançaram – e muito – durante 2009, seria temerário crer numa alta indefinida das bolsas, em particular a brasileira.
No entanto, se os dados positivos do PIB norte-americano não nos autorizam a pensar na alta continuada dos mercados acionários, o resultado divulgado ontem alicerça mais um pouco os atuais suportes. Dificilmente um investidor, no médio prazo pelo menos, venderia seus ativos tendo pela frente o ano de 2010 que promete uma recuperação ainda mais consistente. O mercado opera com os pés em 2009, mas com os olhos em 2010.
Um dado chama atenção particular no PIB divulgado ontem: o setor externo norte-americano voltou com força neste terceiro trimestre, re-habilitando parte da função da economia dos EUA de comprador de última instância. As exportações avançaram 14,7% no período apurado, no entanto as importações avançaram ainda mais, fechando o período com alta de 16,4%.

Após 7 trimestres consecutivos de queda nas importações os EUA, finalmente, voltam às compras. Os efeitos de tantos períodos de diminuição nas importações (dos EUA e dos nossos tradicionais parceiros) foram severos com o Brasil. Para se ter uma idéia dos 10 principais destinos das exportações brasileiras 9 apresentaram queda em relação ao ano passado (na comparação acumulada no ano), o único que avançou no período foi a China, tornando-se assim nosso principal comprador.
Mas este movimento parece estar se revertendo. Se compararmos setembro de 2009 versus setembro de 2008 os EUA estão disparados na frente, eles compraram 15,46% a mais.
Se o conjunto de notícias para Brasil já era favorável agora ganha mais um ponto. Realmente 2010 tem tudo para ser um bom ano.
Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria
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29/10/2009 - 14:53
A ata do COPOM divulgada na manhã de hoje aponta que o colegiado optou pela cautela na condução da política monetária. Que pese todos os indicadores de que a economia brasileira já está acelerando, o BC centrou sua atenção ao excesso de ociosidade ainda presente na economia e na perda do dinamismo da demanda doméstica derivados do choque ocorrido no país no final de 2008. Segundo esta ótica não há pressões na inflação doméstica nem pela ponta da oferta quanto da demanda. No item 22, no capítulo Implementação da Política Monetária, o colegiado do BC aponta que:
“O Copom entende que a perda de dinamismo da demanda doméstica ocorrida ao final de 2008 gerou ampliação da margem de ociosidade da utilização dos fatores de produção, ocasionando redução das pressões inflacionárias.”
E continua no item 24 no mesmo tom.
“O Copom avalia que, diante da margem de ociosidade da economia e do comportamento das expectativas de inflação para horizontes relevantes, continuaram favoráveis as perspectivas de concretização de um cenário inflacionário benigno, no qual o IPCA seguiria exibindo dinâmica consistente com a trajetória das metas.”
Já no item 25 a ata aponta algo interessante que pode dar uma pista sobre a evolução futura da taxa. (em negrito grifo nosso)
“O Comitê considera que a acomodação da demanda, motivada pelo aperto das condições financeiras e pela deterioração da confiança dos agentes, bem como pela contração da economia global, poderia estar sendo superada, ainda que persista sensível margem de ociosidade dos fatores de produção, que não deve ser eliminada rapidamente em um cenário básico de recuperação gradual da atividade econômica.”
Que a eliminação da capacidade ociosa não será rápida caso a recuperação seja gradual, não discordamos. Mas fica uma dúvida: e se a recuperação não for tão gradual assim? E se de fato – como os dados do IBGE apontam – a recuperação da indústria, do comércio e do emprego estejam já em curso? Nossos modelos para o PIB projetam que a economia brasileira deve avançar cerca de 2,25% neste terceiro trimestre, em 2009 devemos crescer cerca de 0,55%.
A inflação esperada para 2010 está muito comportada por conta de mais dois fatores, além da questão levantada pelo BC (da demanda comportada e da ociosidade dos fatores): o Câmbio e o IGP-M.
Os efeitos deflacionistas que a moeda valorizada traz são enormes, e o nosso câmbio neste patamar aumentou a renda real dos consumidores permitindo o acesso relativamente tranqüilo aos produtos importados.
Já o IGP-M em queda retira pressões típicas de início de ano nos preços de contratos (aluguéis, mensalidades escolares e preços administrados). O IGP-M divulgado hoje reafirma este cenário. O índice desacelerou de 0,42% em setembro para 0,05% na variação mensal (nossa projeção era de 0,03%). Em 12 meses acumula queda de -1,31%.

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria
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29/10/2009 - 14:52
A ata do COPOM divulgada na manhã de hoje aponta que o colegiado optou pela cautela na condução da política monetária. Que pese todos os indicadores de que a economia brasileira já está acelerando, o BC centrou sua atenção ao excesso de ociosidade ainda presente na economia e na perda do dinamismo da demanda doméstica derivados do choque ocorrido no país no final de 2008. Segundo esta ótica não há pressões na inflação doméstica nem pela ponta da oferta quanto da demanda. No item 22, no capítulo Implementação da Política Monetária, o colegiado do BC aponta que:
“O Copom entende que a perda de dinamismo da demanda doméstica ocorrida ao final de 2008 gerou ampliação da margem de ociosidade da utilização dos fatores de produção, ocasionando redução das pressões inflacionárias.”
E continua no item 24 no mesmo tom.
“O Copom avalia que, diante da margem de ociosidade da economia e do comportamento das expectativas de inflação para horizontes relevantes, continuaram favoráveis as perspectivas de concretização de um cenário inflacionário benigno, no qual o IPCA seguiria exibindo dinâmica consistente com a trajetória das metas.”
Já no item 25 a ata aponta algo interessante que pode dar uma pista sobre a evolução futura da taxa. (em negrito grifo nosso)
“O Comitê considera que a acomodação da demanda, motivada pelo aperto das condições financeiras e pela deterioração da confiança dos agentes, bem como pela contração da economia global, poderia estar sendo superada, ainda que persista sensível margem de ociosidade dos fatores de produção, que não deve ser eliminada rapidamente em um cenário básico de recuperação gradual da atividade econômica.”
Que a eliminação da capacidade ociosa não será rápida caso a recuperação seja gradual, não discordamos. Mas fica uma dúvida: e se a recuperação não for tão gradual assim? E se de fato – como os dados do IBGE apontam – a recuperação da indústria, do comércio e do emprego estejam já em curso? Nossos modelos para o PIB projetam que a economia brasileira deve avançar cerca de 2,25% neste terceiro trimestre, em 2009 devemos crescer cerca de 0,55%.
A inflação esperada para 2010 está muito comportada por conta de mais dois fatores, além da questão levantada pelo BC (da demanda comportada e da ociosidade dos fatores): o Câmbio e o IGP-M.
Os efeitos deflacionistas que a moeda valorizada traz são enormes, e o nosso câmbio neste patamar aumentou a renda real dos consumidores permitindo o acesso relativamente tranqüilo aos produtos importados.
Já o IGP-M em queda retira pressões típicas de início de ano nos preços de contratos (aluguéis, mensalidades escolares e preços administrados). O IGP-M divulgado hoje reafirma este cenário. O índice desacelerou de 0,42% em setembro para 0,05% na variação mensal (nossa projeção era de 0,03%). Em 12 meses acumula queda de -1,31%.

Caiu sensivelmente os Preços ao Consumidor, saindo de 0,28% ao mês 0,03%.
No Europa notícias positivas se avolumam. O Desemprego na Alemanha caiu e dados de Ciclo de Negócios sugerem a retomada da atividade econômica.

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria
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28/10/2009 - 10:15
A agenda corporativa – que havia sido o centro das atenções nas últimas semanas – está perdendo força gradativamente e devemos ver, já a partir de amanhã, a volta com maior força da agenda econômica. O centro das atenções ficou focado nos resultados das empresas nesse terceiro trimestres e estes mesmos resultados superaram – e muito – as expectativa dos analistas. Esses resultados reiteradamente positivos já fizeram o que tinham o que fazer, ou seja, confirmaram o bom momento econômico nos EUA e deram suporte aos dados econômicos apresentados.
No entanto sua força (dos resultados corporativos) para formar preços está se diluindo e os dados propriamente econômicos devem voltar ao centro das atenções. Amanhã teremos um dado de peso nos EUA que deve inaugurar essa nova fase: O PIB do terceiro trimestre. Existe a expectativa que os dados avançados do PIB indiquem o fim da recessão por lá, saindo d uma queda (em termos anualizados) de -0,7% para 3,2%.

Vale lembrar que a divulgação do PIB nos EUA e em outros países segue os seguintes estágios: primeiro é divulgado um dado Avançado (que será anunciado amanhã), depois uma Estimativa e, por fim, o número Final.
Se confirmada a estimativa dos economistas isto representará um avanço substancial nos cenários dos economistas já que muitos, em especial o FMI, projetava esta recuperação apenas para meados de 2010.
No Brasil teremos amanhã a divulgação da ATA do COPOM. O documento do BC deve trazer poucas novidades, a não ser que a pressão por aumento dos juros não deve se confirmar. Acreditávamos que o BC iria subir a taxa SELIC no início de 2010, pois não há necessidade de dar incentivar à uma economia que já está aquecida, logo a taxa de juros deveria voltar para um patamar “neutro”. Porém este não deve ser o caso e a diretoria do BC deve sinalizar pela manutenção da taxa de juros por mais algum tempo, tendo em vista o comportamento extremamente benigno da inflação doméstica.
Em tempo: amanhã será divulgado o IGP-M de outubro. Nossa projeção aponta para a retração da aceleração da inflação de 0,42% em setembro para apenas 0,03% em outubro.
Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria
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27/10/2009 - 10:29
O IPC-FIPE, que mede a inflação ao consumidor na Região metropolitana de São Paulo, apresentou alta acima do projetado pelos economistas. A mediana das projeções do mercado apontava que a 3ª quadrissemana de outubro avançasse 0,10% contra 0,09% da quadrissemana anterior (nossa projeção era de 0,08%). No entanto o índice avançou 0,16% acima do teto das previsões que era de 0,15%.

O grupo Alimentação continuou a apresentar deflação e já é a 5ª semana consecutiva de retração no grupo. A desaceleração neste grupo tem sido verificada também com força nos Índices de Preços no Atacado e nos Índices de Preços ao Consumidor da FGV. O grupo Habitação acelerou mais uma vez e foi responsável por boa parte da alta do IPC-FIPE na última medição.
Apesar de ter superado o teto das estimativas não vemos como preocupante a evolução dos preços por ora, as pressões continuam no sentido da desaceleração dos preços, não ao contrário.
A agenda econômica começa a ganhar força, uma vez que os resultados corporativos confirmaram sua tendência positiva. O motivo desse movimento é simples: uma vez que os resultados corporativos vieram reiteradamente acima das expectativas essa “informação” foi precificada, logo não forma mais preço. Neste sentido a agenda econômica volta a ter força de formar preços.
Quinta-feira será divulgado o PIB norte-americano do 3° trimestre e este é – sem dúvida – o evento mais importante da semana. Na mesma quinta-feira será também divulgada a ata do COPOM que merece atenção especial por parte dos analistas.
Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria
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26/10/2009 - 14:35
A agenda corporativa ofuscou os dados econômicos nas últimas semanas. A safra de balanços ainda não chegou ao final e temos ainda esta semana um calendário recheado tanto aqui quanto nos EUA. No entanto, segundo ficou demonstrado na semana passada, as empresas reagiram muito bem no terceiro trimestre deste ano e a maioria esmagadora dos resultados vieram melhores que o inicialmente projetado pelos analistas. Não devemos ter surpresas adicionais no front empresarial, salvo um ou outro resultado ruim, mas estes devem ser episódicos e não revertem a percepção geral que a economia está reagindo bem nos últimos meses.
Essa semana dados de peso no front econômico devem dividir as atenções com a agenda corporativa. Foi divulgada na manhã de hoje o Indicador Antecedente na China e o resultado é o melhor desde maio de 1993. O Indicador Antecedente é um índice elaborado pela Goldman Sachs e o National Bureau of Statistics e tenta capturar a condição econômica do país no sentido de antecipar a tendência geral. Para tanto pondera uma série grande de agregados econômicos visando cobrir a oferta, a demanda e o sistema financeiro. Os componentes do Indicador Antecedente são: Produção Industrial, FBKF, Vendas no Varejo, Balança Comercial, Coleta de Impostos, Lucros, Renda Urbana, Empréstimos M2, e inflação.

A divulgação deste dado animou os investidores asiáticos e a bolsa de Tóquio avançou 0,77% e o Hang Seng robustos 1,71%.
No Brasil a agenda econômica reserva para amanhã e quinta-feira indicadores de inflação (IPC-FIPE e o IGP-M) e, na quinta-feira também, será divulgada a ata do COPOM. A ata do BC deve ser lida com atenção redobrada uma vez que a nota distribuída semana passada junto com a decisão da manutenção pelo colegiado jogou muito pouca luz sobre o que pensa a diretoria do BC sobre o atual momento econômico e a evolução futura da taxa de juros.
Quinta-feira (29) teremos a divulgação do principal evento da semana: o PIB dos EUA no 3° trimestre. A expectativa é que a economia do gigante norte-americano avance cerca 3,1% em termos anualizados, um resultado que se confirmado decreta o fim do pior da crise econômica.

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria
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23/10/2009 - 17:13
Roberta Sá – Pelas Tabelas
Muito bom. Essa moça é um charme.
Bom fim de semana à todos.
Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria
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