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Arquivo de outubro, 2009

20/10/2009 - 10:05

Resultados corporativos confirmam alta.

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Os resultados corporativos nos EUA continuam mostrando vigor surpreendente. Semana passada foi a vez de importantes empresas do setor bancário mostrarem seus resultados e – no geral – apontaram que o pior já passou. Ontem em Wall Street 77% das empresas apresentaram resultados melhores que o esperado, reforçando de novo os recentes suportes à bolsa de valores.

 

No Brasil a temporada de resultados deve começar com mais força a partir de amanhã com a divulgação de NET, Usiminas e Natura segundo dados da Bloomberg. Hoje ainda teremos – em Nova York – uma série grande de resultados que devem movimentar os mercados. Chamamos a atenção a este fato que ganha relevância substancial nestes próximos dias.

 

No front interno os dados macroeconômicos continuam apresentando gratas surpresas. Ontem foi a vez do IPC-FIPE insinuar que a inflação no país está comportada. Hoje de manhã o IGP-M do 2° decêndio confirmou a queda na inflação doméstica e prepara o terreno para o primeiro dia da reunião do COPOM (que começa hoje e termina amanhã, com o anúncio da nova taxa). O IGP-M do 2° decêndio desacelerou para um décimo da medição anterior; saindo de 0,41% em setembro para 0,04% em outubro.

 

igp_m_2_outubro

 

Em 2009 o IGP-M do 2° decêndio acumula deflação de -1,17% o que retira boa parte dos impulsos tradicionais da inflação no início do ano que vem. Na última medição o IGP-M caiu por conta da desaceleração do IPA (de 0,55% para 0,02%) e do IPC (de 0,25% para 0,03%), o INCC acelerou na medição (de -0,04% para 0,13%). Destaques ficaram pela queda vertiginosa do grupo Alimentação no caso do IPC que saiu de 0,61% para -0,96%.

 

igp_m_2_outubro

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags:
19/10/2009 - 12:01

Para provocar os mais exaltados….

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A questão dos juros internos é controversa na minha opinião. Vamos supor que o BC baixe os juros. Qual seria o resultado? Mais crescimento. Se o país crescer muito mais rápido que o resto do mundo nós vamos importar mais e exportar a mesma coisa. Se isso ocorrer teremos déficits recorrentes na Balança Comercial. Se tivermos déficits recorrentes teremos, de novo, fragilidade externa.

O governo poderia falar: tudo bem, vamos gastar as reservas para segurar o front externo (temos hoje cerca de US$ 230 bilhões). Essa decisão é uma decisão política que foge a análise estritamente econômica.

Se o governo bancar essa “nova fase de industrialização”, incentivando a importação de bens de capital e dando crédito barato para o setor industrial e para o consumo, tudo bem. Porém duvido que faça.

O argumento de alta na taxa de juros é simplório da minha parte. Já estamos crescendo num patamar adequado, não precisamos – portanto – de incentivos adicionais. Logo a política monetária deve ser neutra.

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags:
19/10/2009 - 11:01

IPC-FIPE cai puxado por Alimentos.

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Os dados da inflação da região metropolitana de São Paulo medidos pela FIPE reforçam a leitura benigna para os preços domésticos e surpreende os analistas. A primeira quadrissemana de outubro registrou alta de 0,12%, nossa projeção apontava estabilidade para a segunda quadrissemana (também em 0,12%) e a mediana das expectativas do mercado estava em 0,11%. No entanto o índice cai e desacelera para 0,09% puxado pela deflação de quase 1% no grupo alimentação.

ipc_fipe_2009_outubro_2

Este dado, somado a divulgação do IGP-M do 2° decêndio amanhã cedo, preparam o caminho para o COPOM anunciar a manutenção da taxa SELIC na quarta-feira. Acreditamos que o colegiado do BC deve optar pela manutenção da taxa nesta próxima reunião, mas que já comece a preparar os ânimos para o aumento da SELIC já no começo de 2010. O anúncio desta mudança de política – para volta da neutralidade da taxa – deve ocorrer com o expediente conhecido de uma placar rachado na reunião do dia 21. Este sinal sutil já reorienta as expectativas dos analistas.

A alta da SELIC será provocada não pela inflação, mas pela recuperação econômica. Não acreditamos que teremos um repique inflacionário o ano que vem, o câmbio deve continuar favorecendo preços mais comportados por aqui e, além disso, os IGP´s bem comportados em 2009 tiram pressões típicas de início do ano.

Temos dois cenários para a evolução da taxa SELIC:

• Cenário Base (80% chance): alta de 25 pontos base já em janeiro próximo seguido de altas de entre 25 e 50 pontos base, totalizando 250 pontos base de alta em 2010. Taxa SELIC em 2010 = 11,25%

• Cenário Alternativo (20% chance): alta de 50 pontos base já em dezembro de 2009 em um aperto total de 275 pontos base. Taxa SELIC em 2010 = 11,50%

A agenda corporativa é fraca hoje onde apenas o resultado da Apple chama atenção no fim do dia. Porém amanhã, dia 20, a agenda será extensa nos EUA com resultados de empresas de peso na agenda. Chamamos a atenção de todos à estes eventos que devem dar o tom dos mercados nesta semana.

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags:
16/10/2009 - 15:53

Hammond Grooves – “Blues pro Wes” @ Jazz nos Fundos

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Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags:
16/10/2009 - 10:35

Resultados corporativos confirmam bom momento.

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Esta semana tivemos uma agenda poderosa no front corporativo com a divulgação dos resultados das empresas neste terceiro trimestre de 2009. Existiam dúvidas quanto a capacidade das empresas listadas superarem as expectativas dos analistas uma vez que estes mesmos analistas estariam sob efeito de certo otimismo econômico, jogando assim para cima suas projeções. De fato os resultados vieram melhores: 86% das empresas que divulgaram seus números nos EUA esta semana vieram melhores que as estimativas. No setor financeiro – a indústria que trouxe mais preocupações durante esta atual crise – o resultado não foi diferente: 75% delas vieram melhor que o estimado.

 

Hoje a agenda apresentou mais resultados de peso. A General Eletric (GE) veio melhor que as estimativas e registrou um lucro por ação na casa dos US$ 0,22. Já o Bank of América (BofA) decepcionou e apurou um prejuízo maior que o esperado ficando em –US$ 0,23 por ação.

 

Ainda não foi confirmado, mas devemos ter ainda hoje os números do Merril Lynch e do CIT.

 

Estes resultados positivos podem não necessariamente incentivar um novo período de altas mais robustas nas bolsas, mas sem dúvida reforçam consideravelmente os suportes existentes. Vale lembrar que a safra de resultados ainda não acabou e que no Brasil a agenda se estende até meados de novembro.

 

Voltando os olhos à agenda econômica, tivemos hoje no Brasil a divulgação do IGP-10 que veio abaixo das estimativas dos economistas. Nossa projeção apontava para 0,14% de alta, a mediana do mercado esperava em torno de 0,18%. No entanto o índice caiu de 0,35% em setembro para 0,10% em outubro. O IPA (Preços no Atacado) voltou a desacelerar e saiu de 0,46% para 0,09% com destaque para Matéria Primas Brutas (-0,54%) e Produtos Agropecuários (-1,18%). O IPC (Preços ao Consumidor) também desacelerou e fecha o período com 0,11% de alta.

 

igp_10_outubro

 

A inflação segue comportada no país, o que retira pressões sobre a política monetária. Reiteramos aqui que nossas expectativa é que o COPOM da semana que vem opte pela manutenção da taxa SELIC no atual patamar, deixando para o início do ano que vem a o movimento de retorno de neutralidade da taxa.

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags:
15/10/2009 - 11:05

Goldman e Citi confirmam bom momento.

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A Goldman Sachs apresentou o resultado do terceiro trimestre de 2009 e os números são positivos. A estimativa dos analistas é que o lucro por ação ficasse em US$ 4,17, porém o banco apresentou um resultado 25% melhor que o esperado e fecha o período com um lucro por ação de US$ 5,25, fruto da evolução dos ganhos da empresa que dobraram em relação ao mesmo período do ano anterior e ficaram em US$ 3,2 bilhões.

 

O Citigroup confirma o bom momento da indústria financeira norte-americana e apresentou, na manhã de hoje, um prejuízo menor que o esperado. O prejuízo por ação foi de US$ 0,23 por ação e não US$ 0,29.

 

Os resultados corporativos estão confirmando a virada econômica dos últimos dois trimestres no mundo. Fica a sensação, por ora, que a prova dos 9 dos balanços empresariais estão em linha com a expectativa de retomada do crescimento. Vale lembrar que ainda temos muitos resultados a serem apresentado, especialmente no Brasil cuja agenda de divulgação deve se estender até meados de novembro.

 

Outro sinal inequívoco da melhora no mercado norte-americano foi a divulgação do Empire Manufacturing hoje de manhã. O índice de setembro foi de 18,8, os analistas esperavam algo em torno de 17,25. Porém foi verificado em outubro uma condição muito melhor que o esperado e o índice ficou em 34,57.

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O Empire Manufacturing é uma pesquisa conduzida pelo FED de Nova York junto à diversos setores da economia local onde é mapeado a melhora do mês corrente contra o mês anterior e as expectativas para os próximos seis meses. O resultado de hoje aponta para uma melhora significativa naquela região norte-americana.

 

As Vendas no Varejo no Brasil veio em linha com as expectativas e avança em agosto 0,7% na variação mensal dessazonalizada e 4,7% na comparação anual. O resultado está dentro da nossa expectativa e confirma nosso cenário de avanço econômico neste terceiro semestre. Recentemente apresentamos nossas novas projeções para o PIB do 3° trimestre de 2009 no país, acreditamos que o resultado deva ser entre 2 e 2,5%, forçando assim o país fechar 0,40% e 0,60% este ano.

 

O resultado das Vendas no Varejo foi positivo, mas não o suficiente para alterar nossa expectativa para a próxima reunião do COPOM (dia 20 e 21 de outubro). Acreditamos que o colegiado do BC deve optar pela manutenção no atual patamar a Selic. No entanto devemos ver na ata dessa reunião alguma sinalização mais clara para a última reunião do ano, nos dias 8 e 9 de dezembro, entre elas um placar rachado pela manutenção da taxa na atual reunião.

 

Os dados apresentados ontem pelo Ministério do Trabalho apontam para a retomada do emprego no país de maneira robusta. Os dados do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) mostraram avanço pelo 8° mês consecutivo na séria original e pelo 5° mês na série dessazonalizada. Em setembro foram criadas pelas contas do Ministério cerca de 252 mil vagas no país. O grupo que tem puxado o emprego no país é o setor da Construção Civil que avançou em 12 meses 4,31%, seguido pelo Comércio que no mesmo período cresceu 3,22%.

 

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Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags:
14/10/2009 - 15:28

JP Morgan supera expectativas.

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O resultado apresentado pelo gigante financeiro JP Morgan na manhã de hoje não decepcionou quem apostou na recuperação da saúde financeira norte-americana. O lucro por ação foi de 82 centavos por ação, resultado 64% maior que o estimado por analistas e infinitamente maior do que os 9 centavos por ação no mesmo período do ano passado.

 

O banco já havia demonstrado sinais de vitalidade ao pagar em junho desse ano o empréstimo de US$ 25 bilhões feito junto ao governo norte-americano como parte do pacote de ajuda ao sistema financeiro. Agora o gigante financeiro pode colher os frutos da sua aquisição, em 2008, de outra lenda de Wall Street: o Bear Stearns.

 

Esta semana em particular teremos a divulgação de grandes bancos nos EUA. Amanhã é a vez do Goldman Sachs e do Citigroup. Já na sexta-feira é a vez do BofA. Sugerimos atenção redobrada à estes resultados, uma vez que a agenda corporativa tende a ganhar força extra frente aos resultados propriamente econômicos.

 

No front econômico a Europa mostra, mais uma vez, que está trilhando seu longo e árduo caminho ao topo. A Produção Industrial do Velho Continente ficou levemente abaixo das expectativas na sua variação mensal, porém fecha agosto em alta de 0,9%.

Dados do mercado de trabalho na Inglaterra, mesmo que ainda deteriorado, mostram sinais de estabilização. A renda do trabalhador inglês aumentou em agosto e os pedidos de auxílio desemprego recuaram em setembro. A taxa de desemprego estabilizou-se em relação ao mês anterior e registra 7,9%.

 

O mercado de trabalho, especialmente nos países industrializados, tende a sofrer ainda mais nos próximos meses, mas com melhoras marginais e constantes. Tudo indica que o pior da crise passou e que, aos poucos, as economias estão retomando sua normalidade. Este processo deve demorar, mas já está em curso.

 

No Brasil a FGV em parceria com AES apresentaram o SPI (Sinalizador da Produção Industrial) que mede o nível de atividade em São Paulo. O resultado apontou alta de 1,6% em setembro – dados dessazonalizados. Mais uma boa notícia no fronte econômico brasileiro.

 

Pare ler o press-release do SPI, acesse:

http://www.fgv.br/mailing/IBREMKT/dsp_arquivo.asp?arquivo=D10C0EC5D2191456

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags:
13/10/2009 - 10:33

A prova dos 9.

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Após meses de boas notícias no front econômico, que acabaram dando suporte às bolsas e tornando irresistível o investimento, agora é a vez da prova dos 9: serão divulgados ao longo das próximas semanas os resultados das empresas listadas.

 

A velocidade e a quantidade de bons indicadores na economia mundial animaram os investidores e criou certa euforia – chamada até de irracional por alguns observadores de peso – que levou as bolsas, e em particular a brasileira, à patamares não projetados alguns meses atrás. Afinal pelo que pode ser visto nos indicadores econômicos o pior já passou e, excetuando o mercado de trabalho (que tende a ser o mais “lento”), estamos começando a recuperação.

 

Fomos longe demais? É uma resposta difícil. O mercado está operando com os pés em 2009 e a cabeça em 2010, logo dados econômicos na margem não devem influenciar tanto as bolsas mundiais. O que deve influenciar é a safra de balanços das empresas listadas que serão divulgadas ao longo das próximas semanas.

 

Esta semana em particular (do dia 13 a 16 de outubro) termos o resultado de grandes bancos nos EUA o que pode reiterar o bom momento da economia, ou expor que as mazelas do subprime continuam envenenando o tecido econômico norte-americano. Amanhã é a vez do JP Morgan e na quarta-feira Goldman Sachs e Citigroup. A tabela abaixo sumariza os resultados (apenas os confirmados) que serão apresentados nos EUA durante esta semana.

 

agenda_corporativa

 

Se a recuperação econômica foi realmente tão vigorosa como os dados econômicos sugerem, isto terá que se refletir necessariamente no resultados das empresas listadas, uma vez que estas são boa parte da atividade econômica. Esta será verdadeira prova dos 9 da economia mundial.

 

Chamamos atenção para um efeito em particular: pode ser que os resultados venham bons, porém não tão bons quanto os analistas estimaram. Este efeito pode ocorrer uma vez que os recentes números da economia, que viram muito bons, podem ter calibrado para cima as expectativas. Nesse caso teremos uma falsa sensação de piora numa espécie de tropeço entre expectativa e realidade.

 

No front econômico esta semana reserva também indicadores de peso. Amanhã, por exemplo, serão divulgados a Produção Industrial européia e as vendas no Varejo nos EUA. Já por aqui teremos divulgados pelo IBGE, na quinta-feira, as Vendas no Varejo.

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags:
09/10/2009 - 10:32

Inflação recua.

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Não chega a ser uma novidade observar ultimamente a inflação doméstica em patamares extremamente civilizados no país. Porém, surpreendeu-se quem viu hoje de manhã os dados da FGV e da FIPE sobre a inflação brasileira; em ambos os casos a inflação desacelerou sensivelmente e no caso do IGP-M do 1° decêndio os analistas erraram para cima nas previsões.

 

O IGP-M divulgado na manhã de hoje trouxe uma grata surpresa. O IPA (Índice de Preço do Atacado) que havia começado a subir e com isso puxou pela mão o índice cheio, parou – pelo menos por ora – com a trajetória de alta e desacelerou em relação a sua última medição saindo de 0,39% para 0,16%.

 

O Preço ao Consumidor mudou de sinala e saiu de 0,10% para -0,10% influenciado pelo fim da alta dos Alimentos, em especial Hortaliças (4,16% para -5,90%) e Frutas (6,56% para -3,52%).

 

O IPC-FIPE, que mede a inflação ao consumidor na região metropolitana de São Paulo, seguiu no mesmo caminho a desacelera de 0,47% para 0,12%. O grupo que mais contribuiu para a queda foi o grupo Alimentação com deflação de -0,88%.

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags:
08/10/2009 - 17:05

Brasil 2016

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Me pediram para escrever um texto sobre  o impacto que as Olimpíadas em 2016 terão no Brasil. Confesso que fiquei sem ter muito o que falar fora o óbvio: mais investimentos, gerando mais empregos, gerando mais consumo, gerando mais riqueza e por aí vai no que os economistas chamam de Efeito Multiplicador.

No entanto, me surgiu uma imagem na cabeça que acredito muito mais útil para pensar este futuro do que desfilar aqui um provável exercício econométrico sobre o impacto deste futuro investimento.

É uma imagem bonita: bandeiras de todos os países decoram a orla da praia de Copacabana iluminada por um sol escaldante e um céu azul profundo, pessoas de todas as nacionalidades conversam e se divertem em algum ponto de Ipanema enquanto um grupo de dinamarqueses se encantam com a vista esplendorosa do Cristo Redentor onde se vê – lá de cima – uma cidade arborizada, limpa e organizada.

O transporte público foi resolvido, a criminalidade foi reduzida e as favelas foram urbanizadas. Na verdade as “novas favelas” tornaram-se pontos disputados pela classe média, uma vez que conciliam boa infra-estrutura, localização privilegiada e uma vista de tirar o fôlego. Novas escolas públicas foram abertas por toda a cidade e os jovens que antes eram aliciados pelo tráfico passam o dia praticando esporte e estudando nas escolas de período integral. Houve uma revolução na educação brasileira e a nova metodologia, aliada a verbas maiores para educação, conseguiu elevar sensivelmente a educação média do brasileiro, tornando o país competitivo, mais justo e menos violento.

O país conseguiu avançar em ciência e tecnologia e o lançamento de satélites e naves espaciais tornaram-se rotineiros na Base de Alcântara. A melhoria da economia fez surgir grandes multinacionais brasileiras que se espalharam pelo mundo mostrando um novo estilo de administrar; onde eficiência gerencial é conciliada com criatividade e flexibilidade.

A Bolsa de Valores brasileira tornou-se referência inequívoca dos países neo-desenvolvidos (o termo em desenvolvimento caiu em desuso) e o crédito farto tornou possível zerar o déficit habitacional em todo o país.

Tudo isso ocorreu após a grande crise de 2008. O Brasil saiu fortalecido da crise por conta de uma série de fatores diferentes que combinaram-se harmonicamente, pavimentando assim o terreno para o maior ciclo de crescimento ininterrupto da história do país.

Mais importante ainda: o país se uniu em torno das Olimpíadas no Rio, tornando a cidade orgulho nacional e exemplo maior de que é possível para nós, brasileiros, construirmos um país mais justo e belo.

O grande efeito multiplicador que as Olimpíadas podem trazer é justamente a construção desse sonho, desta visão. E esta visão não tem tamanho ou preço. Perder isso de perspectiva é tornar menor algo que é verdadeiramente uma chance para o Brasil superar parte dos seus problemas.

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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