Resultados corporativos confirmam alta.
Os resultados corporativos nos EUA continuam mostrando vigor surpreendente. Semana passada foi a vez de importantes empresas do setor bancário mostrarem seus resultados e – no geral – apontaram que o pior já passou. Ontem em Wall Street 77% das empresas apresentaram resultados melhores que o esperado, reforçando de novo os recentes suportes à bolsa de valores.
No Brasil a temporada de resultados deve começar com mais força a partir de amanhã com a divulgação de NET, Usiminas e Natura segundo dados da Bloomberg. Hoje ainda teremos – em Nova York – uma série grande de resultados que devem movimentar os mercados. Chamamos a atenção a este fato que ganha relevância substancial nestes próximos dias.
No front interno os dados macroeconômicos continuam apresentando gratas surpresas. Ontem foi a vez do IPC-FIPE insinuar que a inflação no país está comportada. Hoje de manhã o IGP-M do 2° decêndio confirmou a queda na inflação doméstica e prepara o terreno para o primeiro dia da reunião do COPOM (que começa hoje e termina amanhã, com o anúncio da nova taxa). O IGP-M do 2° decêndio desacelerou para um décimo da medição anterior; saindo de 0,41% em setembro para 0,04% em outubro.

Em 2009 o IGP-M do 2° decêndio acumula deflação de -1,17% o que retira boa parte dos impulsos tradicionais da inflação no início do ano que vem. Na última medição o IGP-M caiu por conta da desaceleração do IPA (de 0,55% para 0,02%) e do IPC (de 0,25% para 0,03%), o INCC acelerou na medição (de -0,04% para 0,13%). Destaques ficaram pela queda vertiginosa do grupo Alimentação no caso do IPC que saiu de 0,61% para -0,96%.


