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28/10/2009 - 10:15

Na véspera do PIB e da ATA.

A agenda corporativa – que havia sido o centro das atenções nas últimas semanas – está perdendo força gradativamente e devemos ver, já a partir de amanhã, a volta com maior força da agenda econômica. O centro das atenções ficou focado nos resultados das empresas nesse terceiro trimestres e estes mesmos resultados superaram – e muito – as expectativa dos analistas. Esses resultados reiteradamente positivos já fizeram o que tinham o que fazer, ou seja, confirmaram o bom momento econômico nos EUA e deram suporte aos dados econômicos apresentados.

 

No entanto sua força (dos resultados corporativos) para formar preços está se diluindo e os dados propriamente econômicos devem voltar ao centro das atenções. Amanhã teremos um dado de peso nos EUA que deve inaugurar essa nova fase: O PIB do terceiro trimestre. Existe a expectativa que os dados avançados do PIB indiquem o fim da recessão por lá, saindo d uma queda (em termos anualizados) de -0,7% para 3,2%.

 

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Vale lembrar que a divulgação do PIB nos EUA e em outros países segue os seguintes estágios: primeiro é divulgado um dado Avançado (que será anunciado amanhã), depois uma Estimativa e, por fim, o número Final.

 

Se confirmada a estimativa dos economistas isto representará um avanço substancial nos cenários dos economistas já que muitos, em especial o FMI, projetava esta recuperação apenas para meados de 2010.

 

No Brasil teremos amanhã a divulgação da ATA do COPOM. O documento do BC deve trazer poucas novidades, a não ser que a pressão por aumento dos juros não deve se confirmar. Acreditávamos que o BC iria subir a taxa SELIC no início de 2010, pois não há necessidade de dar incentivar à uma economia que já está aquecida, logo a taxa de juros deveria voltar para um patamar “neutro”. Porém este não deve ser o caso e a diretoria do BC deve sinalizar pela manutenção da taxa de juros por mais algum tempo, tendo em vista o comportamento extremamente benigno da inflação doméstica.

 

Em tempo: amanhã será divulgado o IGP-M de outubro. Nossa projeção aponta para a retração da aceleração da inflação de 0,42% em setembro para apenas 0,03% em outubro.

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags:

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