Situação de margem.
Os dados econômicos recentes – principalmente das economias industrializadas – não param de confirmar uma única tendência: o mundo parou de piorar. E é só; não estamos perto de apresentar melhora significativa nas principais variáveis macroeconômicas, se comparado aos antigos patamares. Exemplo disso é a Utilização da Capacidade Instalada dos EUA, divulgada semana passada.
A série acima é longa, remonta agosto de 1973, e deixa claro o momento deteriorado em que vivemos. Os patamares de utilização da indústria norte-americana nunca estiveram tão baixos o que é um claro indicador que os investimentos – a Formação Bruta de Capital Fixo – vai demorar a voltar.
É isso que nos diz os dados de PIB da Europa e EUA. Também está explícito isso nas pesquisas de PMI destes países e nos mais diversos setores. No entanto, é de se esperar que alguns dados econômicos venham positivos na margem, uma vez que a base de comparação está bastante depreciada.
Uma boa surpresa veio da economia japonesa na madrugada de ontem onde o PIB do 2° trimestre avançou 0,9% em termos dessazonalizado; na variação anualizada o produto da potência asiática foi de 3,7% após ter amargado uma queda de -11,7% no 1° trimestre.
Após 4 trimestres consecutivos de queda no PIB o Japão consegue reverter a tendência, de um lado por conta da base fraca de comparação, e, por outro, pela exportação para os países emergentes asiáticos que vem demandando seus produtos sofisticados.
No Brasil dados das Vendas no Varejo, divulgados também semana passada, merecem um pouco mais de atenção. A variação mensal surpreendeu os economistas e veio acelerando 1,7% em termos dessazonalizados. Na comparação anual estamos acumulando 5,6% de alta, o que, no mais, é um ótimo resultado.
Porém nos chama atenção que o resultado do mês anterior foi revisado para metade do que havia sido anteriormente anunciado, saiu de 0,8% para 0,4%. Nosso modelo para o PIB brasileiro pondera este sendo função da Produção Industrial e das Vendas no Varejo. Ainda não refizemos as regressões, nossa estimativa anterior é que o PIB brasileiro avance neste segundo trimestre – em termos dessazonalizados – em torno de 1,26%.
O IPC-S divulgado na manhã de hoje pela FGV aponta novo recuo da inflação, saindo de 0,36% para 0,26%. No Relatório Focus de hoje as expectativas continuam caindo para inflação. O IGP-M, por exemplo, saiu de -0,23% para 2009 e tombou, de uma semana para outra, para -0,63%. O IPCA para 2009 também registra nas expectativas e está hoje em 4,37%, caindo a três semanas consecutivas.
Para ler o relatório na íntegra, acesse:
http://www4.bcb.gov.br/pec/GCI/PORT/readout/R20090814.pdf
O Empire Manufacturing, que mapeia a situação econômica na região de Nova Iorque, veio surpreendentemente bem na manhã de hoje. O anterior tinha sido de -0,55, o esperado era que viesse em 3,00, porém o índice deu um salto e fecha em 12,08.




















