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Arquivo de agosto, 2009

31/08/2009 - 11:14

Produção Industrial volta com força.

Semana passada foi divulgado o resultado da indústria paulista pela FIESP. Segundo os dados da instituição a indústria da região avançou em julho em relação ao mês anterior 4% em termos nominais e 2% na série dessazonalizada. A pesquisa apurou que 70,6% dos setores verificaram alta, o que corrobora para uma melhora substancial e difusa do nível de atividade.

Hoje de manhã foi a vez da FGV divulgar o Índice de Confiança da Indústria com resultado igualmente animador. Todas as variáveis pesquisadas (Confiança da Indústria, Situação Atual e Expectativa) apresentaram melhora.

Todos estas pesquisas foram coroadas na manhã de hoje com o resultado da Produção Industrial no Brasil pesquisada pelo IBGE. A variação mensal dessazonalizada veio sensivelmente melhor que o projetado pelo mercado (alta de 1,5%) e fechou em 2,0% no período. Ao ano a variação continua negativa, no entanto parece ter atingindo um fundo e, a partir de agora, devemos recuperar aos poucos os antigos patamares.

Ao abrirmos os dados as boas notícias continuam. Todos os setores pesquisados pelo IBGE apresentaram alta. Destacamos a recuperação da produção de Bens de Capital que subiu – na série mensal dessazonalizada –1,4%. A estrela ficou por conta da produção de Bens de Consumo Duráveis, com robustos 4,6% de alta no período

Se cruzarmos os dados da FGV sobre a confiança da indústria na pesquisa de Situação Atual (cujo último resultado é de agosto) contra a produção industrial do IBGE (que vai até julho) a comparação sugere que teremos mais uma alta interessante no mês de agosto no nível de atividade industrial.

No relatório Focus, divulgado na manhã de hoje, o mercado já reviu sua expectativa para a Produção Industrial no final de 2009. A projeção do mercado aponta para uma queda de -6,93%, já é terceira semana consecutiva que os economistas revisão para cima suas projeções.

Para ler o Relatório Focus na íntegra, acesse:
http://www4.bcb.gov.br/pec/GCI/PORT/readout/R20090828.pdf

Para ler a nota á imprensa do IBGE sobre a Produção Industrial, acesse:
http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=1442&id_pagina=1

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags:
28/08/2009 - 15:03

Inflação segue controlada.

O IGP-M de agosto fechou em -0,36%, em 12 meses o índice registrou deflação de -0,71% denunciando assim o momento benigno da inflação brasileira. Nossa projeção para a variação mensal era de -0,39%.

Os IGP´s da Fundação Getúlio Vargas são um índice composto por preços no atacado (IPA), preços ao consumidor (IPC) e construção civil (INCC), com pesos de 6, 3 e 1 respectivamente. O comportamento do preço ao consumidor continua declinando, saindo da última medição de 0,34% para 0,16%. Pressionou para cima o índice a Taxa de Esgoto Residencial (0,00% para 0,68%), e Álcool Combustível (-0,33% para 4,52%).

Na Inglaterra foi divulgada a versão preliminar do PIB do 2° trimestre. A metodologia de divulgação segue a seguinte ordem: primeiro é divulgado uma versão avançada do número, depois uma versão preliminar e, por fim, a versão final. No mais das vezes ninguém observa a versão final, uma vez que há uma distância significativa entre a data de divulgação e o período observado.

No caso do PIB inglês a versão avançada apontava uma queda no PIB, na variação trimestral dessazonalizada, de -0,8%. Na versão preliminar, contudo, variou um pouco para cima, praticamente em estabilidade, em -0,07%. Na variação anual o tombo do PIB inglês é de -5,5%.

O PIB inglês já está a 5 trimestres consecutivos em queda, denunciando assim a deterioração do tecido econômico da ilha. No entanto, aumenta a expectativa para que o terceiro trimestre interrompa a série de quedas no produto.

O PIB inglês apontou queda substancial no componente de investimentos, o que havia sido comentado ontem neste Comentário Diário. Não há por ora incentivos concretos ao avanço do investimento industrial nos países desenvolvidos. O setor que vem dando certo alívio às economias maduras é o setor externo, onde a queda mais abrupta das importações frente as exportações vêm incentivando a produção doméstica.

Nos EUA dados de Renda Pessoal e Gasto Pessoal vieram em linha com as projeções dos economistas norte-americanos, não representando nenhuma alteração substancial na trajetória positiva dos principais indicadores econômicos de lá.

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags:
27/08/2009 - 10:44

PIB dos EUA confirma resultado.

O PIB norte-americano confirmou o resultado anterior do 2° trimestre e fecha em queda de -1,0% em termos anualizados e aponta que a recessão na maior economia do planeta está perto do fim e já deve, neste segundo semestre, avançar sobre o campo positivo.

Os dados de PIB são divulgados na seguinte ordem: primeiro um dado avançado, depois um dado preliminar e, por fim, o dado oficial. O dado avançado apontava uma queda de -1,0% no 2° trimestre de 21009, no entanto a estimativa dos economistas norte-americanos é que na versão preliminar deste número fosse revisto para -1,5%. Porém o resultado preliminar confirmou o avançado, fazendo assim que o número divulgado na manhã de hoje tenha impacto positivo maior.

Vale lembrar, como gostamos de insistir neste relatório, que estamos sobre uma janela de tempo onde os meses correntes (julho, agosto e setembro) se sobrepõem aos piores períodos da crise no ano passado. Só para ilustrar o fato no dia 15 de setembro fará um ano da quebra do Lehman Brothers, no auge do estresse financeiro global.

Os dados de Auxílio Desemprego vieram melhor que esperado hoje. O anterior havia apontado 580 mil novos pedidos, esta semana foi levemente melhor, em 570 mil.

Outro dado positivo da economia norte-americana foi a venda de Casa Novas por lá. O resultado de julho surpreendeu os analistas ontem e reitera que um novo piso foi encontrado pelo mercado imobiliário nos EUA.

Na Inglaterra dados de Investimento apontam o óbvio: no 2° trimestre na economia da ilha o apetite para investir continuou baixo. A variação registrada no 2° trimestre foi de queda de -10,4%, mostrando que não há ainda estímulos suficientes para voltarem os investimentos.

Os dados econômicos dos países industrializados reiteram uma única coisa: a economia de lá parou de desacelerar e está repousando num patamar baixo se comparada aos patamares anteriores. Sob este contexto, até se reocupar a capacidade instalada, não haverá grandes novidades no campo do Investimento Privado.

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags:
26/08/2009 - 13:03

China e Alemanha mostram vigor.

Dois dados importantes sobre o futuro dos gigantes europeu e asiático foram divulgados na manhã de hoje. Na Alemanha foi anunciado o IFO que mede as expectativas do empresariado local. A pesquisa é conduzida junto a 7000 empresas que são questionadas sobre a situação atual e suas expectativas para os próximos seis meses. O resultado mostra que os industriais alemães vêem o futuro com melhores olhos que no início do ano.

Na China o Indicador Antecedente (Leading Index) seguiu a trajetória do seu par europeu e continua em franca expansão. A pesquisa é produzida pelo Goldman Sachs e pelo National Bureau of Statistics da China pondera uma série de fatores: Produção Industrial, Investimentos, Vendas no Varejo, Balança Comercial, Lucros Industriais, Renda Urbana, Empréstimos, M2 e Inflação. O objetivo é tentar capturar as principais tendências de atividade, e, como vemos no gráfico abaixo, o resultado indica avanço da economia do gigante asiático.

Esta é uma boa notícia particularmente para o Brasil sob dois aspectos. De um lado a demanda chinesa vem mantendo nosso saldo comercial positivo, o que reduz nossa fragilidade externa. Por outro, a economia chinesa – mostrando vigor reiterado – impede que a percepção sobre os mercados emergentes se deteriore, evitando assim uma realização nos mercados acionários destes países (Brasil no meio).

Nos EUA há também sinais de recuperação no horizonte. Os dados de nível de atividade elaborados pelas sucursais do FED nos Estados Unidos têm apresentado melhora significativa. Semana passada foram apresentados os resultados de Chicago, Filadélfia e Nova York e todos vieram bons. Ontem foi a vez da região de Richmond mostrar seu resultado e, apesar de não ter vindo superior ao anterior, já mostra reversão da tendência de queda e mostra expansão.

No caso da região de Richmond a pesquisa é uma ponderação entre três áreas de atividade: Fretes (33%), Novos Pedidos à Indústria (40%) e Mercado de Trabalho (27%). Após uma aguda deterioração já vemos melhora significativa nos últimos meses, indicando assim recuperação na região.

Outro dado positivo foi divulgado na manhã de hoje nos EUA. Estamos nos referindo aos Pedidos de Bens Duráveis que havia apontado queda na variação mensal dessazonalizada em junho de -1,3% e, agora em julho, avançou robustos 4,9%.

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags:
25/08/2009 - 11:38

PIB alemão sai da recessão.

Após 4 trimestres de queda reiterada no produto alemão a economia do gigante europeu saiu – finalmente – do campo negativo. O PIB do 1° trimestre havia tombado estonteantes 3,5% jogando sombra sobre toda a economia européia. No 2° trimestre houve reversão na deterioração e apresentou alta de 0,3% na série dessazonalizada.

O PIB alemão avançou, na variação trimestral, puxado pelo Consumo do Governo e pelo setor externo, mas não só: Consumo das Famílias e até o Investimento avançaram sobre a base depreciada do 1° trimestre. A Balança Comercial tem apresentado bons resultados devido a queda mais acentuada das importações (-5,1%) frente as exportações (-1,2%). Vale lembrar que as exportações haviam caído impressionantes -10,5% no 1° trimestre. No entanto, a combinação da queda maior das importações agora, devido a deprimida demanda interna, resultou num impulso adicional no produto alemão.

No Brasil a Confiança do Consumidor avançou pelo quarto mês seguido e está hoje em 110,3 (a base 100 é em setembro de 2005). Um bom resultado que reitera a situação positiva da economia brasileira no 2° semestre.

No Brasil foram divulgados também dois dados de inflação: o IPC-FIPE da 3ª quadrissemana e o IPCA-15 de agosto. Ambos vieram dentro da nossa expectativa divulgada na agenda da semana passada. O IPC-FIPE estimado era de 0,47% e fechou o período em 0,48%. O IPCA-15 que nosso modelo projetava era de 0,24%, ficou em 0,23%.

O maior vilão, no caso do IPCA-15, foi a energia elétrica residencial que subiu de 1,18% para 2,15% e sozinha contribui com 0,07 ponto percentual do resultado final. Este aumento foi inicialmente verificado nos índices anteriores em especial no IPC-FIPE.

Para ler o comunicado à imprensa do IBGE, acesse:
http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=1439&id_pagina=1

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags: ,
24/08/2009 - 11:41

Europa dá sinais de estabilidade.

Novos Pedidos à Indústria na Europa mostraram, na manhã de hoje, vigor surpreendente. Os economistas do Velho Continente esperavam uma alta (na variação mensal dessazonalizada) de 1,8%. Ledo engano, os pedidos avançaram 3,1% mostrando assim que o pior da crise ficou para trás. Antes deste resultado a Europa havia amargado 10 meses consecutivos de queda (com exceção de maço de 2009 com 0,1%).

Este resultado explica parte do bom humor de hoje nos mercados. Há entre os economistas grandes preocupações sobre a extensão e a duração da desaceleração das economias industrializadas e resultados que nem este reforçam a posição dos teóricos da recuperação em V, onde uma queda abrupta seria seguida por uma forte recuperação.

Gostaríamos de chamar atenção, no entanto, que variações porcentuais positivas podem encobrir e maquiar a real situação dos agregados econômicos. Tomemos por exemplo este mesmo dado divulgado na manhã de hoje na Europa. Construímos o índice a partir da série dessazonalizada mensal acima exposta. Fixamos em 100 julho de 1998, o resultado é o que segue.

Não há dúvida que atingimos um piso e que a tendência é de recuperação do nível de atividade nos países industrializados. Porém, seria exagero supor que atingiríamos em breve os antigos patamares de produto. A Capacidade Ociosa Européia ainda está elevada, o que posterga uma nova rodada de investimentos por lá, parte relevante do PIB de qualquer país.

No Brasil a situação da inflação doméstica continua dando sinais de arrefecimento. O Relatório Focus divulgado na manhã de hoje dá conta que as expectativas continuam em queda acentuada. O IPCA para o fim de 2009 está em 4,32% e já é a quarta semana consecutiva de redução na expectativa para a inflação oficial. No caso do IGP-M a situação é ainda mais dramática. Após 16 semanas consecutivas de queda na expectativa para o fim de 2009 o índice agora repousa numa deflação de -0,73%.

Não há, sob nenhuma hipótese, motivos para vermos perigo no front inflacionário. O momento é ainda de desaceleração de preços puxado – por um lado – pela capacidade ociosa relevante, e, por outro, pelo câmbio valorizado que força os preços domésticos a se comportarem.

Para ver o Relatório Focus na íntegra, acesse:
http://www4.bcb.gov.br/pec/GCI/PORT/readout/R20090821.pdf

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags:
21/08/2009 - 17:33

Som de sexta!!!

Bom fim de semana para todos!!!

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags:
20/08/2009 - 11:07

Desemprego no país vem estável.

Dados do IBGE apontam para estabilidade no mercado de trabalho brasileiro. A taxa de desemprego ficou estável entre junho e julho de 2009, saindo de 8,1% para 8,0%. Mais uma boa notícia no mercado de trabalho que somado aos números positivos do CAGED apontam para uma recuperação interessante do emprego no país.

O resultado da taxa de desemprego neste patamar fica ainda interessante se observado que a População Econômica Ativa apresentou leve alta entre os meses de junho e julho, se tivesse caído – por exemplo – teríamos a falsa impressão que o desemprego teria caído. Não é o caso hoje, apesar de ter sido discreto o aumento na PEA, o resultado final é interessante: o país contratou mais.

Outro número da Pesquisa mensal de Emprego do IBGE que merece destaque é a recuperação constante do Rendimento Real Habitualmente Recebido pelo trabalhado brasileiro. Após uma queda abrupta entre 2002 e 2003, o valor vem subindo paulatinamente e, se comparado ao mesmo período do ano passado, teve alta de 3,4%.

Em conjunto os dados econômicos brasileiros mostram robustez, e devem ser acompanhados com atenção nos próximos meses. Mantemos nossa projeção para o PIB do 2° trimestre de 2009 em 1,24% (na variação trimestral dessazonalizada), e de queda de 0,88% no acumulado do ano.

Teremos um cenário mais claro do 2° semestre a medida que forem divulgados os dados de agosto. Por ora trabalhamos com altas lineares de 1% em cada trimestre até o fim do ano.

A volatilidade continua alta neste segundo semestre nos mercados acionários. Este fenômeno se dá por duas razões básicas. De um lado temos o patamar da bolsa muito próximo dos preços alvo do mercado. Logo, cada vez mais o mercado não vai caminhar junto por conta do prêmio cada vez mais reduzido. Isso por si só faz aumentar a volatilidade, apesar de existir a expectativa de alguma alta até o fim do ano (trabalhamos com 62 mil pontos no fim deste ano).

O outro viés que traz volatilidade é que o espectro de projeções econômicas aumentou muito. Hoje temos dois grupos distintos de economistas que prevêem dois possíveis desdobramentos para as economias industrializadas. Alguns argumentam que a recuperação econômica será rápida nos EUA, Europa e Japão. É a famigerada leitura em V. Existem, de fato, motivos para se animar e que corroboram esta leitura. Os dados do PIB Alemão, Francês e Japonês vieram muito bons. No caso Japonês as exportações para os emergentes asiáticos puxaram a economia da ilha. São os emergentes puxando os industrializados.

Outro grupo vê que atingimos o fundo do poço, e que, a partir de agora, a recuperação será lenta até os antigos patamares de produto. Estes vêem em L a situação econômica dos países desenvolvidos.

Fora essa discussão literal, entre Vs e Ls, o importante é notar que existe um conjunto de fatores favoráveis à bolsa brasileira e à economia brasileira. Acreditamos que o PIB brasileiro deve crescer 4% em 2010, isso por si só forçará o avanço da bolsa o ano que vem.

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags:
19/08/2009 - 09:29

Emprego no Brasil reage.

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) elaborado pelo Ministério do Trabalham apontam retomada do emprego no país. Foram criadas 138 mil vagas em julho, no mesmo período do ano passado haviam sido 203 mil, no entanto, cabe notar que naquele período estávamos no auge do aquecimento do mercado de trabalho, tanto que o BC argumentou nestes sentido para patrocinar então a elevação na taxa de juros.

A série dessazonalizada reafirma o bom momento e, segundo a metodologia empregada (Census X-12), estamos há três meses consecutivos avançando na criação de vagas.

São ótimos sinais que reiteram a leitura de recuperação econômica no país. Sob este mesmo critério de dessazonalização havíamos registrado desde o início da crise a destruição de 310 mil vagas a partir de dezembro de 2008. De lá pra cá foram criadas 175 mil vagas, deixando um saldo – ainda negativo – menos 135 mil vagas. Porém tudo indica que esta diferença deve ser recuperada ao longo deste ano ou, mais tardar, em meados do ano que vem.

Nos EUA dados da construção civil reiteram o que os outros dados macroeconômicos já denunciavam: a situação econômica parou de piorar por lá. Ontem foi divulgado a quantidade de casas novas iniciadas (Housing Starts) e, apesar de estarmos num patamar ainda muito inferior do verificado historicamente, sob qualquer janela de tempo que vejamos, o resultado aponta para a determinação de um novo piso.

Hoje é um dia de agenda econômica extremamente magra e não devemos ter grandes emoções no front econômico.

Tendo em mão os dados do IGP-10, divulgados ontem, temos o conjuntos de dados necessários para apresentar nossa projeção do IGP-M do 2° decêndio, esperamos que este saia de -0,27% em julho para -0,60% em agosto.

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags:
18/08/2009 - 23:08

Roberta Sá – Pelas tabelas

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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