iG

Publicidade

Publicidade

Arquivo de julho, 2009

24/07/2009 - 10:22

IPCA-15 vem abaixo das expectativas.

Compartilhe: Twitter

O IPCA-15 divulgado hoje de manhã pelo IBGE registrou uma taxa bem inferior às expectativas de mercado. Nós esperávamos algo em torno de 0,35%, o mercado estava em 0,37% e o mais otimista de todos estava em 0,27%. Fechou em 0,22% e reiterou a trajetória benigna da inflação doméstica. Abaixo a evolução acumulada do IPCA nos últimos 4 anos.

O IPCA-15 de 0,22%, referente ao mês de julho, ficou 0,16 ponto percentual abaixo do resultado de junho, 0,38%. Com resultado mais baixo, o grupo Alimentação e Bebidas, que passou de 0,70% para 0,33%, contribuiu com 0,07 ponto percentual no resultado do mês. Já o grupo Habitação (de 0,34% para 0,66%), com resultado maior em julho, contribuiu com 0,09 ponto. Os dois grupos juntos representaram 72% do IPCA-15.

A desaceleração na taxa dos alimentos foi ocasionada, principalmente, pelo leite pasteurizado, que passou de 12,20%, em junho, para 9,25% em julho, apresentando a maior contribuição individual: 0,11 ponto percentual. Vale lembrar que o leite pasteurizado exerceu forte pressão nos índices anteriores.

Na Europa boas e más notícias se intercalam. O PIB da Inglaterra apresentou desaceleração relevante na estimativa do 2° trimestre. A variação anual (acumulada nos 4 trimestres) apontou -5,6%, pior do que as expectativas iniciais -5,2%.

Na Alemanha, dados do PMI apontam uma reversão clara de tendência de deterioração, mas sem ainda – de fato – estar positivo. O PMI é uma pesquisa conduzida junto aos administradores de grandes empresas que tem o intuito de saber o estado do nível de atividade daquele setor. É perguntado à estes administradores perguntas simples, do tipo: sua vendas aumentaram em relação ao mães passado? (sim, não, a mesma coisa). Seus estoques aumentaram? Sua empresa exportou mais? E por aí vai. Caso esteja igual ao mês anterior adotou-se por convenção o nível de 50; acima disso melhor, abaixo pior.

No entanto, vale lembrar que o valor ainda está abaixo de 50, ou seja: o mês corrente ainda foi pior que o anterior, e mesmo que tivesse vindo igual a 50 isso apenas queria dizer que o mês corrente foi tão ruim quanto o anterior. A economia alemã, bem como de todo o velho Continente, vai precisar um longo caminho.

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags: ,
24/07/2009 - 08:51

New Yorker

Compartilhe: Twitter
Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags:
23/07/2009 - 16:57

Irresistível…

Compartilhe: Twitter

A bolsa simplesmente não pára.

Hoje, so far: +2,22%

No ano: +44,48%

Tem gente achando que chega nos 62 mil pontos no fim do ano. O motivo? Alta de commodities…

Quam sabe.

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags:
23/07/2009 - 14:37

Copom sinaliza fim da queda nos juros

Compartilhe: Twitter

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags:
23/07/2009 - 11:13

Selic dentro da expectativa; Desemprego cai.

Compartilhe: Twitter

O colegiado do COPOM decidiu ontem, por unanimidade é bom frisar, pelo corte já amplamente esperado pelo mercado de 50 pontos base. Em sua nota à imprensa o BC vai além e insinua que o período de cortes está no fim. Vamos ao texto:

“Brasília – Tendo em vista as perspectivas para a inflação em relação à trajetória de metas, o Copom decidiu reduzir a taxa Selic para 8,75% a.a., sem viés, por unanimidade. Levando em conta que a flexibilização da política monetária implementada desde janeiro tem efeitos defasados e cumulativos sobre a economia, o Comitê avalia, neste momento, que esse patamar de taxa básica de juros é consistente com um cenário inflacionário benigno, contribuindo para assegurar a convergência da inflação para a trajetória de metas ao longo do horizonte relevante, bem como para a recuperação não inflacionária da atividade econômica.”

Acreditamos que o BC dá a entender que o ciclo de cortes chegou ao fim, em suas palavras o “Comitê avalia, neste momento, que esse patamar de taxa básica de juros é consistente com um cenário inflacionário benigno…”, ou seja: o atual nível de taxa de juros, se levado em conta os efeitos defasados da política monetária no nível de atividade e preços, está no seu ponto ótimo.

Realmente as expectativas estão bem ancoradas e a inflação projetada para os próximos 12 meses vem caindo de forma consistente, e está abaixo do centro da meta oficial de 4,5% a.a..

No entanto, como se trata de decisão de Política Monetária, nunca a nota é a última palavra. Fatalmente o presidente, ou seus diretores, irão à imprensa comentar os últimos desdobramentos da economia e isso fornecerá pistas importantes sobre as verdadeira intenções do BC com esta taxa. A ata, que será divulgada semana que vem também trará elementos indispensáveis para a análise. Por ora o mercado está reagindo com alta nos contratos DI futuros, principalmente os mais longos de 2011 em diante.

No Brasil duas ótimas notícias no front interno. O Desemprego caiu e a Confiança do Consumidor subiu. A taxa de desemprego caiu de 8,8% para 8,1% e está no mesmo nível de um ano atrás.

Melhor ainda: o rendimento médio habitual, apesar de ter caído em algumas categorias na variação mensal, apresenta alta em 2009 se comparado contra 2008. Hoje o rendimento médio de um trabalhado com carteira assinada é de R$ 1.234,00 na iniciativa privada.

A Confiança do Consumidor também avança e fecha julho em 108. A série dessazonalizada já está, segundo a FGV, acima da média registrada entre 2005 e 2008, o que sugere uma retomada do otimismo pré-crise.

Para ler o relatório da FGV acesse:

http://www.fgv.br/mailing/IBREMKT/arq/temporario/922006743.pdf

Para ver o press release do IBGE sobre o desemprego acesse:

http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=1419&id_pagina=1

Dados positivos como estes reforçam a leitura de retomada econômica no país, e, em última análise para alguns economistas e analistas, opera no sentido de alta de juros nos próximos anos.

A inflação continua apresentando sua trajetória benigna, o IPC-S da FGV apresentou queda maior que a esperada e fecha em 0,34%.

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
23/07/2009 - 08:30

COPOM corta em 0,50 a taxa SELIC

Compartilhe: Twitter

Eis a nota à imprensa e interssados em geral:

“Brasília – Tendo em vista as perspectivas para a inflação em relação à trajetória de metas, o Copom decidiu reduzir a taxa Selic para 8,75% a.a., sem viés, por unanimidade. Levando em conta que a flexibilização da política monetária implementada desde janeiro tem efeitos defasados e cumulativos sobre a economia, o Comitê avalia, neste momento, que esse patamar de taxa básica de juros é consistente com um cenário inflacionário benigno, contribuindo para assegurar a convergência da inflação para a trajetória de metas ao longo do horizonte relevante, bem como para a recuperação não inflacionária da atividade econômica.

Brasília, 22 de julho de 2009

Banco Central do Brasil
Assessoria de Imprensa
(61) 3414-3462
imprensa@bcb.gov.br”

E os leitores deste humilde blog estão de parabéns. A maioria acertou na cabeça.

Eu sei que o jogo era “dizer o que você achava que eles iam cortar”, e que isso não reflete a opinião pessoal de cada um, mas falar de Selic é assim mesmo: uma espécie de adivinhação.

O resultado final foi esse:

Pelo tom da nota o BC dá a entender, na minha opinião, que os cortes pararam por aí.

Abs

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags:
22/07/2009 - 10:49

Prêmios e riscos.

Compartilhe: Twitter

Hoje começa o segundo e ultimo dia de reunião do colegiado do BC – o COPOM – que decidirá a nova taxa de juros básica no país. As apostas entre os economistas de mercado é que a diretoria do Banco Central opte pela continuidade modesta no afrouxamento monetário e corte em mais 50 pontos base a Selic; fazendo a taxa oficial sair de 9,25 e parar em 8,75.

Apesar de ser praticamente consenso o corte de 50 p.b., este mesmo número quer dizer coisas diferentes para cada um dos economistas consultados. Nossa opinião é que o corte de 50 é mais um passo no afrouxamento monetário, não o último passo. Muitos economistas acreditam que o BC deve parar por aí o ciclo de cortes e adotar uma postura mais cautelosa sobre a condução da política monetária.

Falar sobre decisões do COPOM sempre é uma tarefa ingrata para os economistas; afinal não estamos falando sobre um fenômeno econômico qualquer – como inflação ou PIB – mas antes de tudo temos que tentar imaginar o que um grupo específico de economistas (no caso a diretoria do BC) pensa sobre a economia. Para isso temos em mãos, além dos dados econômicos de forma geral, os documentos e interpretações que o BC fornece: atas de reunião, relatórios de inflação e as declarações dos seus membros à imprensa.

O BC vem dando sinais que acredita ser possível, e desejável, que a taxa de juros caia mais no país. A despeito do placar rachado da última reunião (e isto em si já é uma espécie de viés), imaginamos que o COPOM vai patrocinar mais este corte de 50 p.b., pois é menor do que o anterior, e ainda abre espaço para mais um corte na próxima reunião (mas isso ainda é uma questão em aberto).

Mais relevante ainda que a taxa de um ano, a Selic, é observar a disputa acirrada entre o BC e o mercado sobre os juros de mais longo prazo. Se é verdade que o governo pode se financiar mais barato hoje, pois o sistema financeiro deseja emprestar dinheiro para o Tesouro Nacional – uma vez que é mais seguro emprestar esses recursos ao governo que à outros empresários em meio à crise econômica atual –, não deixa de ser menos verdadeiro que o mesmo sistema financeiro acredita que mais para frente quem vai precisar desse dinheiro com avidez é o próprio governo, por isso precifica mais caro os juros mais longos.

O gráfico abaixo mostra a diferença entre as taxas negociadas entre os contratos DI com dois vencimentos distintos, em janeiro de 2010 e janeiro de 2012. O contrato com vencimento em 2010 tende a estar colado à Política Monetária do governo (ou seja; a taxa Selic), já o contrato de 2012 precisa ponderar outros riscos, por isso a curva de juros é positivamente inclinada. No entanto, como podemos ver no gráfico, a percepção do mercado sobre o curto (2010) e o longo (2012) prazos nunca foi tão grande.

Em outras palavras: os investidores acreditam que o BC terá que aumentar a taxa de juros entre 2010 e 2012. Esta diferença entre uma e outra taxa é influenciada pelo chamado Balanço de Riscos. Os riscos percebidos são de três tipos por ora. A retomada do crescimento econômico pode trazer de volta a inflação, o endividamento do governo hoje exigirá que o Tesouro Nacional “tome” dinheiro no mercado a qualquer custo para financiar a dívida (e isso aumentaria a taxa), e que o próximo presidente não faça os apertos necessários nas contas públicas. Tudo isso em conjunto cria essa diferença.

A ata desta reunião, que será divulgada semana que vem, será lida com atenção redobrada .

Vale notar dois elementos que acreditamos pertinentes ter em mente para essa reunião. De um lado a inflação está comportada, e por outro nossa taxa de juros curta – ponderada pelo nosso risco percebido (medido aqui pelo CDS de 5 anos) – continua no patamar mais alto entre os emergentes.

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , ,
22/07/2009 - 10:15

Resultado Parcial: 1° Grand Concurso COPOM

Compartilhe: Twitter

MANDEM SUA PREVISÕES

Vou atualizando ao longo do dia.

Abraços
André Perfeito

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags:
21/07/2009 - 12:15

1° Grand Concurso de COPOM

Compartilhe: Twitter

Eu vou de 0,50 (se bem que 0,75…)

A brinacadeira é a seguinte: não é para falar o que você acha que deveria ser o corte, mas sim o que você acha que o COPOM vai cortar.

Coloque nos comentários que eu atualizo no blog

Abs.

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags:
21/07/2009 - 10:59

IGP-M segue comportado.

Compartilhe: Twitter

O Índice Geral de Preço do 2° decêndio veio em linha com nossa expectativa. No mês anterior havia sido registrada alta de 0,07%, nossa projeção apontava para uma deflação de -0,28%; ficou em -0,27%. No gráfico abaixo podemos observar a variação acumulada no ano do IGP-M do 2° decêndio

O IPA (Atacado) e INCC (Construção Civil) voltaram a cair na atual medição. No caso da Construção Civil o principal foco de estresse foi o reajuste da mão de obra que mês passado havia subido 3,89% e neste mês ficou em modestos 0,76%. O IPA continua apresentando queda de preços, e no, mês de julho, todos os grupos registraram deflação. O destaque ficou por conta do grupo Produtos agropecuários que amargou queda de -1,16%.

O IPC (Consumidor) subiu de 0,15% em junho para 0,25% em julho, o vilão foi – de novo – leite e derivados. O leite longa vida subiu 7,76% (no mês passado já tinha subido 10,62%). O leite in natura também foi o item que mais pressionou o IPA, e subiu em julho 8,48% (em junho registrou alta de 7,84%).

A boa notícia é que algumas pressões localizadas, que estressaram os índices nas últimas medições, foram incorporados à estrutura de preços. Nos referimos ao cigarro, que após a alta do IPI, já apresenta deflação. Alguns remédios havia também dado dor de cabeça nos gastos de Saúde, no entanto já estão incorporados e não devem mais pressionar a inflação ao consumidor.

Os dados do IGP-M do 2° decêndio, que no mais das vezes serve apenas de prévia para o IGP-M cheio do mês, ganham relevância nesta semana de agenda econômica magra, mas de decisão do COPOM. Hoje começa a reunião do colegiado do BC e deve terminar amanhã com a decisão da nova taxa básica no país. Acreditamos que o BC deve patrocinar mais um corte de 0,50, fazendo a taxa sair de 9,25 para 8,75.

Dados quantativamente positivos se acumulam no front externo brasileiro. O resultado positivo do saldo comercial semanal continua confirmando a tendência recentemente observada. O resultado pode ser creditado ao aumento relativo da exportação de bens primários e da queda na importação de insumos à produção. Comparando a atual semana com igual período do ano anterior as importações retrocederam 38,7%, com destaque para Adubos e Fertilizantes (-59,1%), Combustíveis e Lubrificantes (-54,5%), Produtos Siderúrgicos (-49,9%) e Equipamentos Eletrônicos (-36,6%).

Este resultado comercial, somado à estratégia do BC de voltar às compras de Dólar, fez as reserva voltar aos antigos patamares e, no dia 17 de julho, acumulava US$ 209,39 bilhões.

As exportações em alta de bens primários devem-se ao surpreendente vigor do nosso atual maior parceiro comercial: a China. Após os resultados extremamente positivos divulgados sobre o PIB do gigante asiático no 2° trimestre onde registrou alta de 7,9% em termos anuais, hoje mais um dado confirma o bom momento do nosso parceiro. Um grande banco norte-americano acaba de divulgar o Leading Indicator da economia chinesa, e o resultado apresenta melhora consistente. Este indicador pondera outros oito indicadores: atividade portuária em Hang Seng, venda de industrializados, oferta monetária, formação bruta de capital fixo, eficiência logística, investimento estrangeiro direto, expectativa do consumidor e o spread entre a dívida chinesa e os títulos do tesouro norte-ameicano.

Gostaríamos de ressaltar que, apesar do resultado positivo da Balança Comercial brasileira, a queda da importação dos itens listados acima reiteram o cenário de desaceleração interna; logo, em termos qualitativos, a situação continua mostrando sinais de fragilidade evidentes. Porém, não deixa de ser um resultado positivo que reforça uma visão otimista com o país.

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags:
Voltar ao topo