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02/07/2009 - 11:26

Produção Industrial apresenta alta, desemprego nos EUA piora.

A Produção Industrial no Brasil veio muito boa no mês de maio e registra na variação mensal dessazonalizada alta de 1,3%. O resultado foi puxado pela produção de Bens Duráveis que sozinha subiu 3,8%; todas as categorias pesquisadas apresentaram variação positiva.

O IBGE, em nota, resume o desempenho industrial de maio da seguinte forma e, em grande media, concordamos com esta leitura:

“Em síntese, os resultados da produção industrial de maio reforçam os sinais de recuperação no ritmo da atividade fabril. Segundo o índice de média móvel trimestral, a indústria geral acumulou, de fevereiro a maio deste ano, crescimento de 4,2%, sendo que, nesse período, o saldo é positivo para bens de consumo duráveis (22,7%), bens intermediários (3,7%) e bens de consumo semi e não-duráveis (3,2%). A exceção ficou com os bens de capital, que assinalam perda de 5,9%. Esse perfil de desempenho sugere que o fator de peso na recuperação de 2009 está associado a setores relacionados à demanda interna, enquanto os segmentos produtores de bens de capital e para exportação continuam pressionando negativamente.”

Ontem foram divulgados os dados da Balança Comercial do mês de junho, e o saldo surpreendeu mais uma vez, fechando o período com US$ 4,625 bilhões. As exportações somaram US$ 14,5 bilhões (alta de 20%), e as importações US$ 9,8 bilhões (alta de 5%). No 1° semestre do ano o saldo médio já supera o registrado no ano passado e acumula US$ 2,3 bilhões.

Este resultado positivo se dá por duas frentes. De um lado a recuperação das exportações vem se mostrado surpreendente, batendo todas as expectativas anteriores. Era esperado uma queda mais severa nas nossas exportações por conta das características da nossa pauta, ainda muito voltada par matérias primas e semi-faturados. Uma vez que o mundo desacelerou, era razoável supor que a demanda por estes produtos também acompanhassem o movimento, o que de fato ocorreu, mas não com a intensidade projetada. Mais uma vez a China vem e joga um papel importante.

O segundo motivo é a alta menor das nossas importações. A recuperação deste setor está ocorrendo, mas de forma mais tímida e isto aponta, em grande medida, que de fato a economia brasileira está passando por certa desaceleração, postergando assim boa parte do consumo.

Nos EUA a situação do mercado de trabalho continua deteriorada. O Payroll (Folha de Pagamento) veio bem pior do que esperado, apontando a destruição de mais 467 mil vagas de trabalho. O Desemprego por lá continua acelerando e hoje atinge 9,5% da força de trabalho norte-americana.

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags:

8 comentários para “Produção Industrial apresenta alta, desemprego nos EUA piora.”

  1. Eduardo Vieira disse:

    O governo foi corretissimo em apostar nos emergentes, a mídia e os principais analistas criticaram muito o governo Lula por isso. No Entando os fatos mostraram que o Lula estava certo. Não sou economistas mais a quase um ano atrás previa que a crise iria beneficiar o País e consolidar o Brasil como potência mundial, fico feliz que estava certo, parabéns Brasil eu te amo!

  2. Marcelo Quirino disse:

    Como visto, embora de forma lenta, o Brasil está se recuperando também em relação a produção industrial. Diferente do que pregavam alguns, vejo que, finalmente, o país está saindo do atoleiro que entrou graças a economias desenvolvidas, principalmente os EUA. Tenho fé, de todo o coração, que no ano que vem o Brasil apresentará crescimento normal ( em torno de 4,5%) e continuará crescendo nesse ritmo ou em ritmo superior nos próximos 25 anos.

  3. Nilson Lattari disse:

    Eduardo, vou mais além. A política de diversificação de nossos compradores externos vem de uma política, a bem da verdade, começando no FHC, que ficou conhecido como Viajando Henrique Cardoso. O atual presidente, realmente, a despeito das críticas que não entendiam porque abandonar o mercado USA, expandiu para uma política de varejo das nossas vendas externas. Na época, eu lembrava aos meus amigos que seria a mesma política adotada pelos bancos no Brasil, que colocavam no perfil de seus clientes, um grupo bem diversificado, com os mais variados níveis de renda. Essa diversificação diluiu o risco. A mesma coisa adotou o Brasil que também diluiu o seu risco, não apontando tão somente no mais forte comprador do mundo. Eu também adoro o Brasil!

  4. argo disse:

    André:

    Ainda bem que nem todos são pessimistas quanto voce. Ler teus artigos de 2, 3 meses atrás é dose, sabia?

  5. André Perfeito disse:

    Olá argo.

    Já estava ficando saudadde do seus comentários. Pessimista? Eu? Imagina…. Talvez o correto seria ter entrado no oba-oba de Brasil potência e deixar correr solto o ufanismo que me cabe.

    o Brasil deu, na minha opinião, uma sorte danada. O milagre chama-se saldo comercial externo positivo, e o santo cham-se china.

    Cá entre nós; só mesmo um economista muito otimesta para imaginar uma retomada das commodities a este patamar de preços de forma tão rápida. Não fosse isso o nosso BC teria que gastar reservas para fechar a conta (subdesinvolvimento dá nisso: contas externas estouradas de forma crônica), e isso traria problemas adicionais como fuga de capitais por conta da fragilidade sistêmica do país.

    Aí já viu: juros altos para atrair capital e o escambau.

    Cá entre nós, again… Falar que a economia vai bem só dá munição para quem quer aumentar os juros no país, não o contrário.

    Prefiro uma prud~encia responsável do que uma leitura simplista da economia, como se a taxa de juros fosse uma taxa mágica que poderia recolocar o país no ponto de equilíbrio anterior, onde crescimento e inflação controladas andavam jun tas.

    Não té simples assim.

    Abraços

  6. Alberto disse:

    Andre Perfeito, sou obrigado a concordar com voce. Os brasileiros ja estao se proclamando super potencia e na verdade temos que acender vela para China todos os dias e agradecer.
    A China vem tendo um papel importantissimo, ao passo que vem demandando nossas comodities para alimentar sua gigantesca população e isto alterou significativamente a relação entre produtos manufaturados X commodities, que antes do milagre chines, era totalmente desfavoravel as commodities.

    Tambem concordo com o Eduardo Vieira, quando diz que o pais fez certo ao pulverizar seus parceiros comerciais (fato que eu mesmo critiquei na epoca e hoje dou a mao a palmatoria ao governo Lula), mas dai a virar potencia mundial, estamos muito,mas ainda muito longe disto.

    Ja esta mais do que na hora da atual gestao, deixar de se vangloriar as custas da China e tomar medidas mais eficientes de desenvolvimento, para aproveitarmos os bons ventos.

  7. argo disse:

    “o Brasil deu, na minha opinião, uma sorte danada.”

    Medidas tomadas pelo governo, nada, não é? É uma má vontade, André, que nem te conto.

    Os clientes a quem voce assessora não devem estar muito contentes com teu “realismo pessimista”, na minha opinião (eu próprio não estaria), deixaram, talvez, de ganhar dinheiro investindo em dólares e não na Bolsa…

    Alberto

    Estou contigo quanto ao ufanismo proclamado por muitos – “potencia et cetera”. O que se falta a fazer é tanto, mas tanto mesmo, que talvez demande mesmo os mesmos 500 anos que levou para se esculhambar. Só que tem uma ressalva: mesmo que se leve os 500 anos subindo, bem, é uma subida, a cada ano se melhora. Do outro jeito, com a direita predadora, é uma descida constante…

  8. Alberto disse:

    Caro Argo, jamais descordei que estamos subindo (talvez nossa grande discordia seja que na gestao anterior tambem estavamos subindo).
    Minha grande divergencia com a grande maioria dos admiradores incontestaveis da atual gestão é justamente esta, no ritmo que ta, vai demorar muito e eu quero e tenho direito de exigir respostas mais rapidas e nao me conformo como a grande maioria com este ritmo lento de mudanças, muitas vezes empurrado pelo crescimento chines.
    Para mim, nao importa se o agente de mudanças vai ser o PT, PSDB ou algum outro partido. Pois nao tem o rabo preso a nenhum destes, nem ideologicamente falando.
    So quero que as coisas caminhem mais rapido, pois tem muita gente sofrendo ainda neste pais e 500 anos pra quem passa fome ou tem que ficar na fila de hospital, eh muito tempo.

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