Um novo semestre.
O segundo semestre estréia com boas notícias no front econômico, e na bolsa também. Após um fechamento de semestre difícil, onde junho foi um mês de perdas nas bolsas no mundo inteiro, o primeiro dia útil de julho promete alguma melhora. Em junho as bolsas caíram, realizando parte da alta robusta até então verificada. No caso brasileiro a Bovespa registrou queda de 6,28% em dólar, no ano ainda acumula expressiva alta de 62,45%.
Alguns sinais, apesar de ainda precários, mostram certa recuperação e retorno à estabilidade econômica e financeira. Chama particular atenção os dados de PMI (Purchasing Managers Index). Este índice é derivado de uma pesquisa conduzida junto aos administradores de fábricas, grandes redes de loja, setor de serviço, etc. É perguntado à estes administradores se a situação dos negócios (vendas, estoques, exportações, e por aí vai) está melhor, igual ou pior que o mês passado. Se estiver igual é computado 50, se pior, menos que 50, se melhor maior.
Saíram os dados desta pesquisa conduzida especificamente junto ao setor manufatureiro da Europa e da China. Os dados sugerem melhora no ciclo de negócios destas duas regiões, reforçando uma leitura de que o “pior já passou”.
Porém, cabe aqui ressaltar que, apesar de ambas as pesquisas mostrarem uma reversão de tendência em relação ao seu pior resultado, as duas regiões estão em situação completamente distintas.
Na China a pesquisa constatou que os meses atuais estão melhores que os meses anteriores. Se este resultado persistir acima do nível d´água dos 50 pontos isso poderá significar uma retomada aos patamares de atividade anteriores a crise.
Já na Europa a situação ainda é de desaquecimento econômico agudo. Os dados indicam que o setor manufatureiro ainda está pior este mês do que foi no mês anterior, e este – o mês anterior – ainda foi pior do que o anterior. Ou seja, a leitura de que o “pior já passou”, ou que a “situação está melhor na margem” deve ser feita com extrema cautela.
No entanto, existem bons sinais de melhora da economia, em especial do setor financeiro. Após meses de extrema volatilidade, haja a vista a dificuldade de precificar adequadamente os ativos listados em bolsa frente aos desafios do estouro da bolha imobiliária e do fantasma sub-prime, a poeira está baixando auxiliada, principalmente, pelo esforço concentrado dos principais BCs do mundo em estancar a sangria do sistema.
É o que mostra o gráfico abaixo, da volatilidade do S&P.
Outro bom sinal é a precificação dos países emergentes, e com uma agradável surpresa para o Brasil. No auge da crise financeira a falta de confiança generalizada fez com que os agentes saíssem vendendo suas posições em países emergentes e preferindo o porto seguro dolarizado dos EUA. O risco percebido destas economias estourou em meados do ano passado. Porém, os riscos percebidos voltam a patamares mais próximos de antes, se bem que ainda sensivelmente acima da média anterior.
A boa notícia para o Brasil é que no período pré-crise nosso risco percebido era maior se comparado a estas economias (Rússia, México e Coréia do Sul), agora nosso risco é menor.
Falando de boas notícias no Brasil, a inflação medida pelo IPC-S volta a cair, agora em 0,12% ante 0,20% da semana passada.
Será que este 2° semestre será de efetiva recuperação econômica? É bem verdade que os dados econômicos começaram a vir melhores do que os anteriores, mas no mais será por pura identidade matemática: a base de comparação diminuiu, logo algum crescimento sempre será verificado.
Para não ficarmos às cegas é prioritário observar com cautela os números (o exemplo acima do PMI ilustra bem um tipo de confusão comum), e mais: no caso brasileiro ficar atento a dados de renda dos trabalhadores, inadimplência e desemprego. Nosso crescimento será puxado de dentro, o front externo ainda será de péssimas notícias por alguns meses.
Outro ponto importante é observar com cautela a evolução do Ibovespa, como dissemos no início deste comentário o índice já subiu 62% em dólar neste ano.
Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags:




Ora, “cautela, pois se a base de comparaçao diminuiu, algum crescimento será verificado”. Bela descoberta” Porem para que
voce tenha credibilidade, por que nao disse ANTES quando se
propalava a crise, crise, numeros de crise…. que a base anterior
de agosto/2008 era ALTA demais ? E que poir isso, uma queda maior seria sempre verificada?
Em resumo deixem esses ‘ analistas’ de plantão desse viés
agourento e politicamente carimbado contra o Brasil, so porque o presidente do brasil nao é do seu gosto.
[...] no mundo inteiro, o primeiro dia útil de julho promete alguma melhora … fique por dentro clique aqui. Fonte: [...]