03/11/2009 - 16:52
Não achei o local para perguntas e dúvida por isso estou postando aqui.
Fiz um quarto TV para as crianças com toras de eucalipto, uma cima da outra criando paredes. O que usar para vedar as frestas grandes que ficaram entre uma tora e outra?
Olá Luciano.Atualmente, os movimentos ambientalistas e a conscientização popular sobre a finitude dos
recursos naturais pressionam para que as atividades na construção civil adotem soluções e
critérios construtivos menos impactantes, que garantam o manejo e o uso das edificações
alicerçadas em bases conceituais sustentáveis.Então é muito válido fazer uma cosntrução neste sentido, mesmo que seja pequena!

Entre as espécies de reflorestamento cultivadas, o eucalipto é um gênero de rápido
crescimento, com boa aparência, características físicas e mecânicas razoáveis e com
condição de melhoramento, facilitando o seu uso como matéria‐prima alternativa no
mercado madeireiro. No âmbito da construção civil, o eucalipto é amplamente utilizado de
forma transitória (escoras, formas e andaimes), na execução de obras de engenharia em
geral (pontes, pórticos, etc.) e em edificações comerciais e residenciais, na forma roliça,
serrada ou laminada e colada.
Abaixo algumas dicas importantíssimas para quem está pensando em construir em madeira toda a casa que pesquisei em dissertações de Cristina Steiner e Emanuella Sossai Altoé
ÁREAS CRÍTICAS – MEDIDAS PREVENTIVAS
Elementos estruturais dos pisos
térreos das edificaçõesUtilizar fundações de concreto tipo sapata corrida, com o piso elevado do
solo, provendo drenagem superficial ao redor da edificação.
Locais enclausurados, úmidos e
mal arejados, exemplo: espaço entre barroteamento
Propiciar ventilação do espaço entre o barroteamento e o solo, com o
envenenamento do solo.


Canalizações de água e esgoto
fixos na madeira
Propiciar o acesso fácil a rede de água e esgoto. Não deixar a madeira em
contato com a umidade, colocando uma interface de material impermeável.

Batentes de portas e janelas em
contato com paredes úmidas
Impermeabilização, emprego de espécies mais resistentes e proteção de
pintura a óleo.
Tacos, assoalhos, assentados
sobre pisos em que a água do solo tenha acesso por capilaridade
Impermeabilização do contra‐piso em argamassa e a utilização de sarrafos
de fixação com pintura impermeável, deixando espaços entre a última
tábua do assoalho e a parede.

Peças de madeira em áreas
úmidas como cozinha e banheiro.Receber revestimentos impermeáveis, tais como: tinta esmalte e tinta óleo,
tomando‐se cuidado nas extremidades das peças.
Lambris externos
Distanciamento mínimo recomendado do solo de 30 cm. Quando se trata
de dois pisos a transição dos lambris externos verticais deve receber
proteção metálica fazendo o papel de pingadeira. Emenda de topo dos
lambris devem sempre deixar espaço na sua junta.
Elementos estruturais em
contato direto com o solo ou embutido em concreto
Tratamento por processo de impregnação pressurizada. Sugere‐se que o
concreto não seja impermeabilizado, pois normalmente na sua interface
surgem frestas que permitirão infiltrações de águas de chuva. É importante
garantir a drenagem do concreto. Uma solução é utilizar dispositivo
metálico deixando a extremidade do pilar ventilado.
Peças de telhados, próximas a
rufos, calhas e telhas.
Devem receber atenção especial no seu detalhamento e as peças que
ficarão em contato direto com as telhas devem receber tratamento
químico, além de adotar medidas visando facilitar a substituição das
mesmas.
Os topos expostos das peças de madeira da cobertura (caibros,
terças) absorvem umidade com maior facilidade.

Detalhes construtivos para proteger estas extremidades; corte em ângulo
reto das extremidades dos caibros; colocação de peças como testeira que
evitam a exposição direta das extremidades possibilitar maior rigidez do
beiral.
Fendas, juntas e áreas ao redor de conectores como parafusos,
pregos, etc.
Além do desenho, pode‐se fazer uso de borracha como espaçadores de
maneira para não permitir a permanência de água.
Soleira inferior do diafragma e os topos inferiores dos
montantes verticais.
Necessitam de cuidados em relação à umidade do solo. Os usuários devem
receber uma orientação sobre a prática de limpeza interna da edificação,
como não lavar o piso por exemplo. Caso o piso for cerâmico, o rodapé
deve ser do mesmo material cerâmico (10 cm).
todas as imagens pertencem a:
http://www.fapes.es.gov.br/publicacoes/anexos/3-01/69/dissertacao_final.pdf
O Tratamento das frestas existentes em peças internas como foi citado pelo internauta podem ser seladas com mastique, produto espanhol à base de silicone,
que além de resgatar a estanqueidade da tora, possui como vantagem estética o tom
aproximado à cor da madeira (figura 100).
Segundo informações cedidas pela empresa responsável o produto utilizado por ela
apresenta bom desempenho, mas não é encontrado no país. Quando não é feita a aquisição,
dependendo da situação de uso, utilizam o silicone transparente que, apesar de não
proporcionar um efeito estético favorável, mantém a estanqueidade da peça.

Figura 100 – Peça com a utilização de mastique
Autor: arquiteta - Categoria(s): construção, dicas, pergunte que respondo, sustentabilidade
Tags: casa; madeira, casas de madeira, casas ecologicas, madeira, projetos de casas, projetos sustentáveis
14/08/2009 - 13:24
Gostaria de saber custo médio de construção usando este material e se existe uma casa especalizada para fornecer o material.
Olá Hélio
O setor da construção civil também tem aderido ao consumo de madeira tratada. Entre elas os troncos roliços de eucalipto. A madeira de eucalipto na construção civil tem um custo bem menor que a madeira de florestas nativas. Para comparação de valores o m³ de madeira nativa tem um custo de R$ 1.200,00, com a utilização do eucalipto esse custo cai para R$ 500,00 o m³.
O uso do eucalipto tratado também significa economia na construção de cercas, chegando a uma diferença de 50% nos custos. A variação no tempo de vida útil entre a nativa e a tratada chega a uma média de 15 anos. O que contribui para isso são fatores como a alta resistência à ação das chuvas e a inibição à corrosividade dos metais em contato com a madeira.
Como é a estrutura de madeira para uma residência?As vigas e os pilares (encaixados, parafusados, pregados ou ligados por ferragens) formam o esqueleto da casa. Pode-se usar toras ou peças roliças (em geral pínus ou eucalipto), madeira serrada, aparelhada (aplainada) ou lavrada a machado. O valor de uma armação instalada no local custa de 15% a 20% do total da construção.
E vale a pena usar?
Algumas das vantagens são leveza (o que implica fundações menos robustas e caras) e limpeza na obra (sem formas nem mistura de cimento, por exemplo). O material é prático em terrenos acidentados, de difícil acesso ou onde o canteiro de obras é inviável. A montagem também pode ser bem rápida – especialmente se as peças forem previamente cortadas e chegarem ao canteiro com os encaixes preparados.
E em que casos deve-se evitá-la?
Sensível à umidade, a madeira não vai bem em construções enterradas, com subsolos ou porões. Portanto, no caso de haver contato com a humidade, usa-se uma conexão metálica entre o pilar de madeira e a fundação de concreto. Outra peculiaridade: não se acha madeira com mais de 6 metros – essa é a medida máxima encontrada no mercado. Quem deseja vencer grandes vãos precisa adotar peças industrializadas de madeira laminada colada (várias ripas unidas formando vigas e pilares longos).
Como fazer para ter uma?
O primeiro passo é ter em mãos um projeto detalhado da estrutura, feito por quem entende do assunto. Cabe ao arquiteto elaborar o projeto com um engenheiro calculista que o ajude a dimensionar as peças da armação. A execução fica a cargo de carpinteiros, empreiteiras ou construtoras especializadas. Também há empresas que assumem todo o processo: fazem o projeto de arquitetura, calculam e constróem o arcabouço de madeira.
E a mão-de-obra?
Artesanal, o trabalho de carpintaria responde por boa parte do custo dessa solução. “As toras exigem encaixe minucioso e, por isso, têm montagem mais trabalhosa e cara”, diz a arquiteta Miriam Inoue, da construtora paulista Habitate. “Inicialmente mais dispendiosas, as peças aparelhadas compensam pela montagem mais rápida e barata”, completa. “No final das contas, os custos desses diferentes sistemas podem se igualar.”
Essa é uma alternativa ecológica?
Causa menos impacto ambiental que o concreto, o aço e o alumínio, materiais que consomem energia ao serem industrializados. Também é um recurso renovável, apesar de a derrubada das florestas ameaçar várias espécies.
Alguns fornecedores que podem fazer orçamentos mais completos da construção ou lojas que vendem o material:
Ita Construtora
Orbital Estruturas
Edo Callia
Habitate
http://www.fahels.com.br/
Arte Eucalipto Comércio de Eucalipto Tratado em Curitiba
Rodovia Br-116, nº 1820 – Atuba (em frente à Divesa Caminhões)
CEP 82590-100 – Curitiba – PR
Fone: (41) 3256.3234
Autor: arquiteta - Categoria(s): construção, fornecedores para obra, pergunte que respondo, sustentabilidade
Tags: casas de madeira, eucalipto, madeira, madeira tratada
11/02/2009 - 17:24
Irei demolir uma casa antiga feita de peroba amarela e gostaria de aproveitar as madeiras para fazer um piso com a madeira maciça na casa nova que irei construir, mas estou enfrentando problemas para retirar a tinta antiga. As serrarias da minha cidade estão falando que o problema de passar nas plainas é o pó da tinta que desgasta rapidamente o fio da serra, segundo eles, o único problema está sendo este. Você conhece alguma técnica que poderia me ajudar a retirar a tinta antiga?
Olá Everson,
Tinta em madeira deve ser esmalte. Portanto, pode ser retirada com algum removedor. Para a remoção da tinta antiga, você pode utilizar dois produtos: Pintoff ou Removedor de Tinta Pastoso, da Maxxi Rubber (os dois servem para boa parte dos esmaltes sintéticos e tintas à óleo do mercado).
Eu recomendo o Removedor Pastoso, pois é mais econômico e eficiente que o Pintoff.
Para aplicar é fácil:
1) Abra a lata (com cuidado) e mexa bem o conteúdo;
2) Com o auxílio de um pincel, espalhe a pasta por toda a superfície que deve ter a tinta removida;
3) Aguarde um pouco, até a tinta “pipocar” e raspe-a com uma espátula.
Obs.: Se a área total for muito grande, divida o processo acima em pequenas áreas, pois isto aumenta o rendimento e eficiência do produto.
Daí pra frente, é o processo normal: lixa-se a madeira, faz-se o tratamento necessário, e pinta-se normalmente.
Cuidado, pois o produto pode causar “queimaduras” químicas na pele. Use com cuidado e boa sorte!
Autor: arquiteta - Categoria(s): pergunte que respondo
Tags: casa; madeira, madeira, reciclagem, tintas