Estruturas Metalicas para Residências
Mari, tenho um terreno em declive, com 12 de frente e 33 de fundo, com queda de 7 metros. Penso em construir usando estruturas de aço invés de concreto. O que pode me dizer sobre este tipo de estrutura, precauções, custos, etc. A casa terá 3 suites e estimo máximo de 200 metros quadrados. Desde já obrigado
Olá Maurício
Você tem um belo terreno e a estruturação em metálica pode ser vista com bons olhos em relação a tempo a um custo competitivo dependendo da região do Brasil que você estiver.também é possível usar estruturas metalicas de forma mista com alvenaria e concreto.As precauções básicas são em relação a ter um bom projetista e uma equipe capacitada que saberá lidar com aspectos de corrosão, modulação, rigidez, exposição e proteção a fogo etc.
PILARES MISTOS
Os pilares mistos, de maneira geral, são constituídos por um ou mais perfis de aço, preenchidos ou revestidos de concreto. A combinação dos dois materiais em pilares mistos propicia além da proteção ao fogo e à corrosão, o aumento da resistência do pilar. Essa combinação contribui para o aumento na rigidez da estrutura aos carregamentos horizontais. A ductilidade é outro ponto que diferencia os pilares mistos, os quais apresentam um comportamento mais “dúctil” quando comparados aos pilares de concreto armado.
Existem também outras vantagens, tal como a ausência de fôrmas, no caso de pilares mistos preenchidos, possibilitando a redução de custos com materiais, mãode- obra e agilidade na execução.
Os pilares mistos são classificados em função da posição em que o concreto ocupa na seção mista. A figura 7 ilustra algumas seções típicas de pilares.
Os pilares mistos revestidos caracterizam- se pelo envolvimento, por completo, do elemento estrutural em aço, conforme ilustra a figura 7(a). A presença do concreto como revestimento, além de propiciar maior resistência, impede a flambagem local dos elementos da seção de aço, fornece maior proteção ao fogo e à corrosão do pilar de aço. A principal desvantagem desse tipo de pilar é a necessidade de utilização de fôrmas para a concretagem, tornando sua execução mais trabalhosa, quando comparada ao pilar misto preenchido.
FIGURA 7: Exemplos de seções típicas de pilares mistos.
Os pilares mistos, parcialmente revestidos, caracterizam-se pelo não envolvimento completo da seção de aço pelo concreto, conforme ilustra a figura .Os pilares mistos preenchidos são elementos estruturais formados por perfis tubulares, preenchidos com concreto de qualidade estrutural, conforme a figura .A principal vantagem é que este dispensa fôrmas e armadura e é possível ainda a consideração do efeito de confinamento do concreto na resistência do pilar misto. Fonte: portal Metalica
Uma casa em estrutura metálica e revestida em vidro pode ser uma experiência de sucesso no design e na sustentabilidade a R-128
Implantado no topo de uma montanha, com vista para Stuttgart e longe dos olhos de curiosos, o projeto incorporou a experiência fantástica de liberdade e contato direto com a natureza e as estrelas que o casal de arquitetos viveu no Iêmen. Para estar com a natureza, a transparência do vidro. Para estar de bem com o meio ambiente – e com a própria consciência -, uma construção toda erguida com materiais recicláveis, auto-suficiente na produção de energia térmica e ainda capaz de gerar eletricidade por elementos fotovoltaicos.
Continuidade, minimalismo, luxo e muito conforto resumem a ambientação de interiores, pensada para proporcionar o máximo de flexibilidade, característica garantida sobretudo pelas instalações elétricas e hidráulicas, cujos dutos são conduzidos por canais feitos de folhas de alumínio (recicláveis) que atravessam o interior da fachada. Não existindo camada inferior de reboco, ou qualquer outro revestimento sobre o fechamento de vidro, os canais ficam disponíveis e podem ser abertos para alterações em qualquer ponto, e a qualquer hora.
Aspecto marcante do projeto da casa R-128, o conceito para produção e reaproveitamento de energia térmica determinou uma estrutura em vidro triplo com 10 cm de espessura, preenchida de gás inerte e barreira de convecção, além de revestida com folha de metal que reflete raios ultravioleta. Assim encapsulada, a casa está totalmente isolada em relação às temperaturas externas e mesmo que o gelo se cristalize sobre a superfície externa da parede de vidro, ou que o verão seja extraordinariamente quente, o interior permanece em temperatura agradável.
A circulação do ar também constitui importante função para a manutenção do conforto térmico e para o caráter sustentável da residência. O sistema regula não só a circulação geral do ar, como promove também a recuperaçao do calor proveniente da exaustão, não perdendo, assim, sua energia térmica. A temperatura interna é automaticamente regulada em cada andar da casa e, caso ultrapasse o nível desejado, os registros de transferência de calor instalados no teto serão preenchidos com água fria. Aquecida pela energia térmica, a água dos registros é bombeada para baixo, onde se encontra o convertor que armazenará seu calor em reservatório isolado, até que ocorra nova queda de temperatura.
Sustentabilidade na pele
Nas fachadas sul e norte, as placas de vidro medem 2,80 m de altura por 1,36 m de comprimento; nas leste e oeste, 2,80 m por 1,42 m. O que definiu as dimensões das placas foi o comprimento máximo possível das folhas de isolamento térmico. Desta forma, priorizou-se um conceito mais econômico, com menor número de peças e, por conseqüencia, maior rapidez de montagem e desmontagem, sem contar a beleza provida pela continuidade.
A casa R-128 prova que um projeto sustentável pode ser arrojado e funcional. Em arquitetura, a sustentabilidade está no aproveitamento das condições climáticas, no baixo consumo de energia, no custo da contrução e no uso de materiais com pouca energia incorporada
Conforto Térmico
A temperatura interna é automaticamente regulada em cada andar da casa e, caso ultrapasse o nível desejado, os registros de transferência de calor instalados no teto serão preenchidos com água fria. Aquecida pela energia térmica, a água dos registros é bombeada para o convertor, fixado sob a placa de fundação, que armazenará seu calor em reservatório isolado, até que ocorra nova queda de temperatura.
O ar fresco pode ser aquecido ou resfriado. Para que a temperatura constante do solo seja utilizada como fonte de calor ou de resfriamento para o ar de entrada, ele é transferido primeiramente para o convertor, e, em seguida, sugado pelo bloco sanitário. No inverno, o calor da exaustão será utilizado para o aquecimento do ar frio de entrada, que chegará a 20 graus. Esse sistema complexo de reciclagem da energia térmica limita a perda de calor do ar em até 30% no inverno.
FICHA TÉCNICA
Arquiteto: Werner Sobeck
Projeto geral: Werner Sobeck Ingenieure, Stuttgart
Projeto de energia: Transsolar Energietechnik, Stuttgart
Projeto hidráulico: Ing.-Büro Müller, Weissach
FORNECEDORES
Aço e fachada: Se-Stahltechnik, Stammham; vidro: Glas-Fischer, Murr; Guardian, Thalheim; Bischoff Glastechnik, Bretten; piso: Merk-Holzbau, Aichach; instalações elétricas: Elektro Tausk, Stuttgart; sensores: Jochen Köhnlein Gebäudeautomation, Albstadt; mobiliário: Fleiner, Stuttgart
Por Giovanny Gerolla
Fonte revista AU
























