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17/11/2009 - 19:30

Ruídos e ecos: como absorvê-los

Olá, tenho uma sala de aprox 50m2 para eventos. Essa sala é retangular 10×5 e altura de 4m. Tem um porta e sem janelas. Tem um eco infernal e quase não dá para conversar dentro da sala. O que devo fazer para tirar esse eco? Vitor

Olá Vitor, lá vou ao assunto de acústica de novo!

Bom, um lugar com eco precisa de absorção sonora, o que pode ajudar a absorver o som?

Tecidos grossos como veludo nas janelas, tapeçarias nas paredes, projeção de material isolante no forro como jateamento de fibrocelulose, etc etc. A solução , é claro, vai depender de quanto $$ você poderá investir. 

Para ser sincera existem muitas formas de você “atacar” acusticamente um ambiente.Você pode conseguir uma ótima absorção dos ruídos, mas o som ambiente do seu evento vai ficar abafado e sem ser difundido.Neste caso você também irá precisa de um difusor sonoro para difundir o som, sem alterar substancialmente o RT (tempo de reverberação sonora). São normalmente aplicados de forma centralizada sobre superfícies de madeira ou alvenaria.Veja este exemplo:

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Laboratório de Acústica e Áudio
Rua Heitor de Morais, 1125, Perdizes
São Paulo SP
CEP: 01237-000
Tel.: (11) 3801-1410 / (11) 3862-4209
Cel.: (11) 8115-1277
e-mail: jorgeknirsch@byknirsch.com.br
By Knirsch Áudio & Vídeo Ltda.
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Cel.: (11) 8115-1277
e-mail: byknirsch@byknirsch.com.br
   

 Um bom lugar para você “atacar” também é o forro.Usados normalmente para distribuir as instalações de segurança, ar-condicionado e iluminação, os forros ganharam outra função e vêm sendo indicados por suas funções termoacústicas. Os modelos chamados de acústicos são aqueles com alto desempenho de absorção sonora. Podem ser feitos de materiais porosos ou fibrosos, perfurados ou ranhurados, rígidos ou semirrígidos, ou de estrutura microcelular.

“Eles proporcionam uma adequada absorção sonora nos ambientes internos, melhorando o tempo de reverberação do som. Também propiciam maior privacidade, atenuando a transmissão do som através do plenum de um ambiente para outro”, explica Mitsuo Yoshimoto, físico do Laboratório de Conforto Ambiental e Sustentabilidade dos Edifícios/Cetac, do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo).

Os forros acústicos devem atuar em conjunto com outros elementos, como pisos e paredes. A recomendação é a de que sejam especificados por profissionais especializados em acústica e já no início do projeto, para que haja uma análise mais ampla e de forma coerente e econômica. “As tentativas de corrigir a acústica de ambientes já construídos normalmente caem em soluções pouco eficazes e muito onerosas”, justifica o professor da Faculdade de Engenharia da Unesp-Bauru, o engenheiro João Candido Fernandes em sua apostila Acústica e ruído.

“Dentre todos os elementos, o teto é a principal área de reflexão dos sons gerados dentro de um ambiente”, lembra a arquiteta Danubia de Lima Grotta em sua dissertação Materiais e técnicas contemporâneas para controle de ruído aéreo em edifícios de escritórios: subsídios para especificações. Além disso, os forros são mais disponíveis para o tratamento acústico que os outros elementos. “Seja por questões estéticas, higiênicas ou até de manutenção”, alega Nelson Solano, arquiteto e consultor de conforto ambiental da Geros.

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CONTROLE DO SOM NO AMBIENTE

Os forros também podem apresentar a propriedade de atenuar e articular o som de forma a oferecer privacidade acústica entre dois ambientes adjacentes, principalmente em espaços corporativos, onde o som pode penetrar no plenum e ser transmitido para outras áreas.

Apesar de depender de vários fatores, a qualidade acústica do local pode ser resumida em inteligibilidade do som, ou seja, a porcentagem de som que um ouvinte consegue entender. Uma das causas da falta de inteligibilidade nos espaços é a reverberação. A absorção do som pelo forro acústico é uma das formas de controlar a reverberação e auxilia na uniformização do campo acústico, garantindo a inteligibilidade e o conforto. “Mas o uso de materiais absorventes deve ser encarado com cuidado, pois eles não absorvem igualmente todas as frequências, causando distorções no som”, alerta Fernandes. Se a preocupação é a conversa, os níveis padrão de absorção sonora serão entre 500 Hz a 4.000 Hz. Para a absorção de ruídos de baixa frequência, como o ronco de um motor com frequência abaixo de 500 Hz, deve-se buscar um produto que apresente bom desempenho nessa faixa.

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O FORRO IDEAL

O desempenho dos forros varia de acordo com sua espessura, montagem e acabamento. “A absorção sonora depende muito da altura do plenum e do acabamento aplicado na placa”, explica Yoshimoto.

O uso mais comum do forro acústico acontece em espaços corporativos, principalmente em open space, como forma de organizar o som interno e propiciar maior conforto.

Segundo estudos realizados pela Armstrong, o impacto do ruído em escritórios panorâmicos é significativo, e pode ser corrigido com um bom projeto de acústica. Está comprovado que o ruído das conversas e dos equipamentos reduz a efetividade do trabalho e o nível de satisfação dos empregados, que o identificam como o principal fator causador de stress, distração e perda de produtividade.

Apesar da popularização do forro acústico ainda há espaços como restaurantes e salas de aula que não se beneficiam das qualidades do produto ou onde são aplicados de forma errada. “O forro de gesso liso é usado erroneamente em restaurantes e escritórios criando verdadeiros hospícios acústicos”, revela Solano, para quem a carência de tratamento nas salas de aula é mais problemática. “Afeta o rendimento, o aprendizado e a sociabilidade da criança”, afirma.

Ao escolher o forro acústico, considere os fatores:
Tipo de ocupação
Ambiente a construir ou construído
Propriedades termoacústicas
Resistência ao fogo
Sistema de suspensão e fixação

 

Influência da absorção na isolação do som, associada à isolação térmica, tratando-se de entreforros

Soluções de piso, paredes e áreas imediatamente acima dos ambientes em uso
Interferências no tempo de reverberação, na difração e na reflexão do som
Atendimento às normas ambientais
Compatibilização com coberturas, pé-direito e iluminação
Facilidades de instalação, manutenção e reposição de peças
Modulações, cores e padrões
Grau de sustentabilidade do material

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Autor: arquiteta - Categoria(s): construção, dicas, fornecedores para obra, pergunte que respondo Tags: , , ,
24/04/2009 - 18:33

Parede geminada, barulho na certa

Preciso de uma ajuda!!!! Comprei um sobrado de 160 metros com 3 quartos, muito bom, a casa dos sonhos “GEMINADO”. Quando o sobrado ao lado que é geminado ao meu foi vendido, começou a briga com os vizinhos. Tenho duas crianças, sendo um bebê que chora à noite, e a vizinha reclama. Já chamaram até a polícia!!! O que faço, tenho certeza que é um erro na construção das paredes, pois morei em várias casas geminadas e nunca tive problemas.
Obrigada
Natália

Olá Natália, 

É difícil mesmo a sua situação, mas o ruído hoje pode vir da sua casa, mas no futuro poderá vir da casa ao lado. Não é legal mesmo incomodar os vizinhos… Mas também como você poderia saber deste tipo de “vicio oculto”?

As casas geminadas mais antigas costumam ter este problema por serem divididas por paredes simples de alvenaria e muitas vezes as estruturas dos pisos e tetos que são de madeira são os mesmos, ou seja, seu piso continua no vizinho, é como se ele estivesse no quarto ao lado.

No post sobre acústica já comentei isso com outro leitor. Acho que você e seu vizinho poderiam entrar em acordo para melhorar o problema, cada um de seu lado da parede faria uma nova parede de DRYWALL (gesso acartonado) de pelo menos 5 cm de espessura e colocaria uma manta dentro de la de rocha que é isolante termoacústico.

A solução não é muito barata, mas é relativamente rápida e não suja muito. A melhora poderia ser de até 100% se os dois fizerem isso em toda a extensão da parede. Cuidar para que a parte superior da última laje seja vedada também. Se a sua estrutura for de laje, já ajuda bastante. Se for de madeira e estuque, a proteção tem que seguir a inclinação do telhado.

Já fiz isso num cliente e melhorou muito.

Boa sorte!

Autor: arquiteta - Categoria(s): dicas, pergunte que respondo Tags:
04/03/2009 - 16:29

Tratamento acústico em casa

Olá, veja se você pode me ajudar. Reformei a minha casa e a minha sala ficou grande, com muitos móveis, mas ainda nao tem cortinas. Meu vizinho disse que minha sala tem eco e que dá para ouvir tudo que falamos na minha casa. Gostaria de saber se é possivel fazer alguma coisa para acabar com isso? Aguardo um retorno e desde já agradeço.
Um abraço
Soraia

Olá, Soraia. É muito comum o problema de vizinhos que escutam nossos barulhos e vice-versa. Na verdade, até cabe ação na justiça por danos morais caso o barulho não cesse e processar a construtora por falha de projeto. Mas antes disso tudo, vamos tentar amenizar a coisa?

As pessoas gostam de pisos frios e de preferência bem brilhantes e lisos, se for o seu caso utilizar tapetes formando ambientes. Quanto mais felpudos melhor.

Para vestir as paredes existem várias opções que melhoram muito o eco. Painéis de madeira com espaço vazio atrás de uns 5 cm, tecido com matelassê, painel de gesso com formas concavas e convexas irregulares, tapeçarias, etc.

Para vestir as janelas aconselho as persianas tipo rolo, ou tipo silhouette da Luxaflex, e por cima painéis de tecido de linho ou seda ou veludo de preferência até o chão.

Para vestir o teto, forro modular do tipo espuma lisa encontrado no mercado como forro acústico, forro gesso com depressões para embutimento de fileiras de luminárias.

E outras idéias que vai depender do seu estilo e do que ainda é possível fazer  na casa sem atrapalhar vocês.

A acústica é um problema muito sério que incomoda muita gente e deveria ser mais levado em conta pelas construtoras de apartamentos e construtores de casas. Tudo isso que mencionei é paliativo, e o certo era a construção ser pensada desde o início para isso. Por isso, se cerquem de técnicos que mencionem nas obras qual tratamento termo-acústico irá utilizar!

Boa sorte!

Autor: arquiteta - Categoria(s): construção, dicas, pergunte que respondo Tags: , , ,
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